Loureiro já conseguiu comprar um apartamento à vista e quitar seu carro por conta dos games
Imagem: Arquivo pessoal
Os
videogames podem assumir papéis variados na vida de quem joga, indo desde uma
fonte de diversão e um hobby chegando, em alguns casos, a virar uma profissão.
Há situações nas quais os games podem ser uma influência positiva na vida de
alguém mesmo quando essas pessoas não estão, necessariamente, jogando. Um caso
do tipo é o do capixaba Felipe Loureiro, de 35 anos, que decidiu parar de fumar
por causa dos games. "Eu estava noivo e com o dinheiro contado para a
compra de um apartamento e para realizar o casamento. Mas queria muito o
console novo, então fiz um acordo com a minha noiva que eu ia parar de fumar
para economizar e comprar um Xbox One", conta.
Loureiro
diz que essa decisão foi "um momento de bastante pressão" e que, por
conta disso, o sonho da casa própria foi adiado por um tempo. A opção, no
entanto, rendeu positivamente não apenas para a saúde do gamer. Por morar em
uma cidade pequena, Felipe passou a encontrar outros jogadores para partidas
online. "Acabei criando uma comunidade que começou com umas quatro ou
cinco pessoas, mas que cresceu rapidamente. Hoje eu tenho um dos maiores canais
orgânicos do Brasil focados em Xbox no Mixer [serviço de streaming da
Microsoft] e a comunidade já passou de 140 mil membros", conta. Além da
comunidade, Felipe passou a produzir conteúdo em um site relacionado a games.
Lembra que e lembra Felipe, que frequentemente realiza ações do tipo em seu
canal Feliperama.
Sem os braços, Diogo aprendeu a jogar utilizando os pés: "Os games me ajudaram a me aperfeiçoar naquilo que eu gosto" Imagem: Arquivo pessoal.
Games
que incluem
Hoje
com 22 anos, o carioca Diogo Alves não teve uma infância tradicional. Por não
ter ambos os braços, o "Pé", como ficou conhecido, acabava excluído
das brincadeiras mais comuns entre as crianças. "A minha deficiência não
permitia brincar de esconde-esconde ou pega-pega. Então a minha diversão
acabava sendo os games e com eles eu conseguia me distrair e também conhecer
pessoas online", conta. Interessado por tecnologia, Diogo encontrou nos
games uma forma de aprender sobre o assunto. "Sempre fui curioso e
procurava aprender sozinho sobre diversos assuntos, até entrar na faculdade. Na
época, meu Xbox 360 acabou me ajudando nos estudos porque eu abria ele ficava.
O que era para ser um hobby acabou virando profissão para Wellington, que fabrica itens personalizados relacionados a games Imagem: Arquivo pessoal.
Sem precisar jogar.
O caso de Wellington Almeida, de 28 anos, mostra que os games podem mudar a vida de alguém até mesmo quando a pessoa não está jogando. A história começa de maneira triste: após sofrer dois acidentes consecutivos em menos de dois anos - em um deles, Wellington perdeu dois dedos da mão -, ele ficou sem seu emprego em uma fábrica de luminárias. "Estava ocioso e tinha acabado de receber o dinheiro da indenização do meu acidente de trabalho, então comprei um PC e uma TV nova e pensei em fazer uma mesa diferente para mim. Como sou fã de Xbox resolvi fazer no formato do controle. Quando ela estava quase pronta, compartilhei uma foto no grupo do Facebook e o pessoal gostou muito", lembra.
Mais
do que um mero reconhecimento pontual, a boa recepção da comunidade o motivou a
investir na produção de itens do tipo, já que ele passou a receber encomendas.
"Só a foto da base da mesa teve quase duas mil curtidas. Muita gente se
interessou e comecei a receber pedidos". Hoje, Wellington fabrica diversos
tipos de produtos, como avisos de portas, pôsteres, porta-copos, luminárias entre
outros. Além disso, o que era um hobby divulgado em redes sociais acabou
virando uma atividade promissora. "Além de receber encomendas, também
distribuo meus produtos para uma rede de lojas de games em São Paulo", o
que mostra que os videogames são capazes de mudar a vida das pessoas até mesmo
quando eles não estão jogando.
Fonte: www.jogos.uol.com.br



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