Por João Ramiro Antunes
ULTRAMAN: Direto da Nebulosa M-78, o
gigante de luz está de volta, mas desta vez em forma de anime, completamente
feito em CGI.
Desenvolvido pela produtora nipônica Tsuburaya, comprada e exibida
aqui no Brasil pela Netflix, Ultraman chega ao serviço de streaming em sua
primeira temporada no total de 13 episódios que adaptam o mangá de 2015, escrito
por Eiichi Shimizu e desenhado por Tomohiro Shimoguchi, lançado aqui pela JBC
contendo 10 volumes.
Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata (sim, o Ultraman original de 1966) descobre que herdou através do pai, o DNA do alienígena herói. Quando uma força sombria surge, ele precisa vestir o uniforme metálico na luta contra o mal, se tornando o novo Ultraman.
Totalmente repaginado para uma nova geração, essa série é um mescla de 2D e 3D, ou como gosto de chamar, 3D redesenhado, técnica bastante utilizada nos últimos anos em games e animes como: Blame!, Ajin ou os recentes Godzillas, também da Netflix.
O diferencial aqui
está na direção dos veteranos Shinji Aramaki e Kenji Kamiyama, feras na
computação gráfica, usaram atores reais para dar movimento aos personagens, com a
inovadora captura digital, resultando numa movimentação mais natural, fluída e
realista, além de uma textura e estética mais bonita, principalmente na hora da
ação. E por falar em ação, esse é o ponto altíssimo do anime.
A trama que gira em
torno de um acidente aéreo ocorrido há 12 anos, que resultou na morte de
centenas de passageiros, que acreditam ter sido provocado por um alienígena
chamado Bemlar, que agora tem em seu encalço a Patrulha Científica, o agente
especial Moroboshi, o mais novo integrante o Ultraman Shinjiro Hayata, e também o
misterioso Seiji Hokuto.
A história é boa e bem construída, os personagens são bem
desenvolvidos, a mitologia Ultra, e o universo novo apresentado, é bem explicado e
expandido, tendo até um episódio só pra isso. A ação é bem feita e empolgante, o
roteiro nunca perde sua atenção, te prendendo sempre ao próximo episódio, e a
qualidade da animação é muito boa. Além de diversas referências aos
Ultras, inclusive os clássicos como: Ultraseven, Ultraman Ace, o Taro e aos
monstros que tiveram versões diferentes no mangá.
Pontos baixos pra mim, como
fã, há dois (e isso é bem pessoal) primeiro, esse Ultraman não fica gigante, logo
não tem luta com kaijus enormes, e segundo é que a transformação devido ao DNA
alienígena não existe mais, é apenas uma armadura tecnológica (que lembra e muito
a do Homem de Ferro).
Fora isso, a dublagem está excelente e merece ser mencionada, nomes como Charles Emanuel e Guilherme Briggs compõem o elenco.
Ultraman da Netflix, funciona como continuação da série original de 60, só que agora numa versão mais moderna e atual, que traz de volta o espirito nostálgico dos seriados tão cultuados Tokusatsu, que já está disponível, que pra quem curte esse tipo de material, vale muito a pena conferir.
Fora isso, a dublagem está excelente e merece ser mencionada, nomes como Charles Emanuel e Guilherme Briggs compõem o elenco.
Ultraman da Netflix, funciona como continuação da série original de 60, só que agora numa versão mais moderna e atual, que traz de volta o espirito nostálgico dos seriados tão cultuados Tokusatsu, que já está disponível, que pra quem curte esse tipo de material, vale muito a pena conferir.
NOTA:8/10
Assista o Trailer:
Ficha técnica
completa
Título
|
Ultraman (Season 1) (Original)
|
Ano produção
|
2019
|
Dirigido por
|
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Estreia
|
1 de Abril de 2019 ( Mundial )
Outras datas |
Duração
|
301 minutos
|
Classificação
|
14 - Não recomendado para
menores de 14 anos
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Gênero
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Países de Origem
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