segunda-feira, 15 de abril de 2019

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: ULTRAMAN



Por João Ramiro Antunes 

ULTRAMAN: Direto da Nebulosa M-78, o gigante de luz está de volta, mas desta vez em forma de anime, completamente feito em CGI. 

Desenvolvido pela produtora nipônica Tsuburaya, comprada e exibida aqui no Brasil pela Netflix, Ultraman chega ao serviço de streaming em sua primeira temporada no total de 13 episódios que adaptam o mangá de 2015, escrito por Eiichi Shimizu e desenhado por Tomohiro Shimoguchi, lançado aqui pela JBC contendo 10 volumes. 


Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata (sim, o Ultraman original de 1966) descobre que herdou através do pai, o DNA do alienígena herói. Quando uma força sombria surge, ele precisa vestir o uniforme metálico na luta contra o mal, se tornando o novo Ultraman. 



Totalmente repaginado para uma nova geração, essa série é um mescla de 2D e 3D, ou como gosto de chamar, 3D redesenhado, técnica bastante utilizada nos últimos anos em games e animes como: Blame!, Ajin ou os recentes Godzillas, também da Netflix. 


O diferencial aqui está na direção dos veteranos Shinji Aramaki e Kenji Kamiyama, feras na computação gráfica, usaram atores reais para dar movimento aos personagens, com a inovadora captura digital, resultando numa movimentação mais natural, fluída e realista, além de uma textura e estética mais bonita, principalmente na hora da ação. E por falar em ação, esse é o ponto altíssimo do anime.




 A trama que gira em torno de um acidente aéreo ocorrido há 12 anos, que resultou na morte de centenas de passageiros, que acreditam ter sido provocado por um alienígena chamado Bemlar, que agora tem em seu encalço a Patrulha Científica, o agente especial Moroboshi, o mais novo integrante o Ultraman Shinjiro Hayata, e também o misterioso Seiji Hokuto. 






A história é boa e bem construída, os personagens são bem desenvolvidos, a mitologia Ultra, e o universo novo apresentado, é bem explicado e expandido, tendo até um episódio só pra isso. A ação é bem feita e empolgante, o roteiro nunca perde sua atenção, te prendendo sempre ao próximo episódio, e a qualidade da animação é muito boa. Além de diversas referências aos Ultras, inclusive os clássicos como: Ultraseven, Ultraman Ace, o Taro e aos monstros que tiveram versões diferentes no mangá. 







Pontos baixos pra mim, como fã, há dois (e isso é bem pessoal) primeiro, esse Ultraman não fica gigante, logo não tem luta com kaijus enormes, e segundo é que a transformação devido ao DNA alienígena não existe mais, é apenas uma armadura tecnológica (que lembra e muito a do Homem de Ferro). 






Fora isso, a dublagem está excelente e merece ser mencionada, nomes como Charles Emanuel e Guilherme Briggs compõem o elenco. 



Ultraman da Netflix, funciona como continuação da série original de 60, só que agora numa versão mais moderna e atual, que traz de volta o espirito nostálgico dos seriados tão cultuados Tokusatsu, que já está disponível, que pra quem curte esse tipo de material, vale muito a pena conferir. 


NOTA:8/10

Assista o Trailer:



Ficha técnica completa
Título
Ultraman (Season 1) (Original)
Ano produção
2019
Dirigido por
Estreia
1 de Abril de 2019 ( Mundial )
Outras datas 
Duração
301 minutos
Classificação
 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero
Países de Origem

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