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quarta-feira, 29 de abril de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: RESGATE

Por João Ramiro Antunes

A Netflix aposta pesado no gênero ação em seu mais novo lançamento disponível no catálogo desde 24 de abril, estrelado pelo ator Chris Hemsworth que dá vida ao deus do trovão no Universo cinematográfico da Marvel Comics. 
O destemido Tyler Rake não tem nada a perder quando é recrutado para resgatar o filho de um chefão do crime internacional. O menino foi sequestrado. O pai está preso. O submundo sinistro dos traficantes de armas e drogas torna a missão quase impossível. Uma coisa, porém, é certa: Depois disso, Rake e o menino jamais serão os mesmos. 
Produzido por ninguém menos que os Irmãos Russo, diretores de Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato,  dirigido por Sam Hargrave e roteirizado por Joe Russo, além de curiosamente baseado na Graphic Novel "Ciudad" de Ande Parks, Joe Russo e Anthony Russo com arte de Fernando Leon González e Eric Skillman, ainda contando com produção do próprio Chris Hemsworth. Com toda essa galera por trás, Resgate acerta em cheio e entrega um filme com cenas de ação de cair o queixo, com uma direção que impressiona enriquecendo a experiência ainda mais. 
Emulando inexistentes cortes de câmera nesses momentos, como se a lente nunca houvesse saído de cima dos atores, acompanhando e entrando em lugares absurdos concebendo uma ótica incrível para o espectador, sem jamais perdermos o entendimento. 
Hargrave que já havia trabalhado como coordenador de dublês em vários filmes da Marvel, inclusive nos dos Irmãos Russo, aqui tem toda a liberdade para criar cenas inacreditáveis de ação, Contando com um  plano-sequência espetacular através de uma montagem pra lá de arrojada, num nível de qualidade bem próximo do visto na franquia John Wick. 
 
É frenético e bem coreografado, lutas agressivas com bastante uso de violência gráfica, mas o cineasta sabe a hora exata de mostrá-las ou não, esbanjando controle e confiança. Bom, mas para fazer jus à todos esses cuidados, precisava-se de um ator que pudesse entregar uma boa performance física na ação em tela, e é aí que entra o Chris Hemsworth que simplesmente dá um show. 
Ele está perfeito no papel do mercenário Tyler, tanto na hora de tiro e pancadaria quando nos poucos, mas convincentes momentos dramáticos. O mesmo pode ser dito do ator indiano Randeep Hooda que faz o Saju, um "amigo" do pai do jovem ator também indiano Rudhraksh Jaiswal que interpreta Ovi (Filho sequestrado do criminoso internacional), que está muito bem por sinal. 
No elenco ainda temos David Harbour como Gaspar, a atriz e cantora iraniana Golshifteh que faz a intermediária Nik, e claro o vilão da história vivido por Priyanshu Painyuli que até consegue dá um certo charme pro personagem com sua "filosofia", mas que deixa um pouquinho a desejar no final. 
Resgate é um filmaço de ação com ares de Blockbuster, feito nos clássicos moldes nos proporcionando uma verdadeira dose de entretenimento puro. A trama se aproveita, ao mesmo tempo que desvia de alguns clichês do gênero, com uma boa pitada de drama, é bem filmado e produzido, tendo êxito absoluto quando foca na ação, que fãs de John Wick, assim como qualquer outro que curte esse tipo cinema, não podem perder.

NOTA: 8,5/10

Assista o Trailer:


Ficha Técnica Completa
TítuloExtraction (Original)
Ano produção2020
Dirigido por
Estreia
24 de Abril de 2020 ( Brasil )
Outras datas 
Duração116 minutos
Classificação 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero
Países de Origem

sexta-feira, 17 de abril de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: MORTAL KOMBAT LEGENDS - A VINGANÇA DE SCORPION

Acaba de sair direto para home vídeo o filme animado baseado no game de sucesso mundial Mortal Kombat, criado por Ed Boon e John Tobias, lançado nos arcades em agosto de 1992, desenvolvido e publicado pela Midway Games e Acclain Intertainment. 
Tudo começa quando Hanzo Hasashi, o atual líder do Shirai Ryu, um dos Clãs ninja mais poderosos, tem sua vida literalmente transformada num inferno, após ele e todos que amava serem aniquilados pelo Clã rival Lin Kuei, liderados pelo impiedoso ninja Bi-Han, dominador do chi do gelo, Sub-Zero. 
Reencarnado das chamas e com sede de vingança, Hanzo agora conhecido como Scorpion parte para o torneio do Mortal Kombat, competição que decidirá o destino dos mundos, através do embate dos melhores lutadores de ambos os reinos, os liderados pelo deus do trovão Lord Raiden protetor do "Plano Terreno" (Nosso mundo), e o outro pelo maligno feiticeiro Shang Tsung da "Exoterra", torneio esse em que o assassino de seu povo participará.
 
Mortal kombat que já havia ganhado dois filmes para os cinemas, o de 1995 venerado como uma das melhores adaptações de games já feita até os dias de hoje, e a desastrosa sequência Mortal Kombat - A Aniquilação de 1997, ganha agora uma nova chance de recontar sua história, só que dessa vez na forma de uma animação para maiores de 18, com produção da Warner Bros e seus formidáveis animadores ,que ano após ano têm nos presenteado com excelentes trabalhos baseado no universo da DC Comics.
E aqui o resultado não é diferente, a qualidade da animação é muito boa. Movimentos fluídos, designs estilosos, cores vivas, tudo muito bonito de se ver, imbuídos em uma hora e 20 minutos de diversão garantida. Com toda fidelidade visual aos personagens, lutas muito bem elaboradas e fazendo jus à famosa violência extrema dos jogos, pra fã nenhum botar defeito.
Apesar do filme trazer uma releitura da trama do jogo Mortal Kombat 9, e até um pouco da web série "Mortal Kombat: Legacy" de 2013, com o que se diz respeito ao protagonista da vez, mesmo com pequenas alterações, não prejudica em nada no geral. 
Além disso, bastante acontecimentos visto no filme pra cinema, é relembrado aqui, umas basicamente iguais, causando uma sensação de nostalgia muito bacana. Ao mesmo tempo que fatos como o uso dos mesmos personagens (exceto Quan Chi), tenha me soado o pouquinho frustrante. Pelo menos a ótica da mitologia nos oferecida do ponto de vista do Scorpion, foi sem sombra de duvida algo bem interessante de se acompanhar.
No mais, temos cenas de ação brutais e empolgantes, uma fidelidade visual inquestionável ao material fonte, se aproveitando à esmo da estética dos mais recentes títulos da franquia, como aqueles "raios-x viscerais". Boa dosagem no tempo de tela para cada membro do elenco, destaque para um Scorpion sanguinário e um Johnny Cage pra lá de sem noção, que tá bem engraçado. 
 
Ah, vale ressaltar também o excepcional trabalho da dublagem nacional, que tem entre eles os excelentes dubladores Guilherme Briggs (Superman, Buzz Lighttyer, Optimus Prime entre muitos) que dá voz ao Scorpion, e ainda o icônico Élcio Romar que curiosamente está de volta redublando o Shang Tsung. 
Mortal Kombat Legends - A Vingança de Scorpion é um bom filme animado, com o selo de qualidade Warner/DC bem visível, deixando um final em aberto para continuações - assim espero, e que com certeza vai agradar seus fãs. 
NOTA: 9/10

Assista ao Trailer:



Ficha Técnica Completa
TítuloMortal Kombat Legends: Scorpions Revenge (Original)
Ano produção2020
Dirigido por
Estreia
2020 ( Mundial )
Outras datas 
Duração
Classificação 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero
Países de Origem

segunda-feira, 16 de março de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: BLOODSHOT

Baseado no personagem de mesmo nome, criado por Don Perlin, Kevin Vanhook e Bob Layton, publicado pela Valiant Comics em 1992, com a intenção de ser o primeiro título de uma série de filmes ambientado no universo cinematográfico da editora, acaba de fazer sua estréia nos cinemas, trazendo Vin Diesel no papel principal. 
Ray Garrison, um soldado recentemente morto em combate e ressuscitado como o super-humano Bloodshot da empresa RST. Com um exército de Nanotecnologia nas suas veias, Ray é uma força imparável - mais forte do que nunca é capaz de se curar instantaneamente. Mas, ao controlar o seu corpo, a empresa controla também sua mente e as suas memórias. Agora, Ray não sabe o que é real e o que não é, mas está decidido a descobrir a verdade. 
Para começar, gostaria de deixar bem claro que não conheço os quadrinhos, então tudo que falarei aqui será restritamente sobre o filme como produto de entretenimento, a não ser, uma ressalva  com o que se diz respeito a fidelidade visual do herói que discutirei um pouco mais adiante. 
O longa é a mais nova aposta da Sony Pictures, colocando o recém estreante David S. F. Wilson na direção, que outrora fez sua carreira trabalhando em cutscenes de vídeo game, e dá pra notar sua experiência adquirida, assim como sua inexperiência nessa nova área. 
No início a narrativa e a ação é corrida, com excessivos cortes, câmeras lentas desnecessária, dando menos tempo do que deveria para desenvolver o drama, como se tivesse pressa para mostrar onde realmente consegue êxito, nas cenas geradas por computador. 
 
Seu jeito de filmar a ação meio picotada demais até metade da projeção desanima, entregando algo visualmente puro, apenas na sequência final, ali sim, bem conduzida, mesmo carregado de CGI, empolga e não atrapalha seu clímax, contando com um efeito de regeneração muito bem feito.
O elenco é bom, o Vin Diesel está ok, mas parece tá no automático na maior parte do tempo, com a mesma cara dos últimos 10 filmes, algo que poderia ter melhorado nossa percepção se tivessem ligado para uma caracterização mais fiel ao personagem, aqui deixado completamente de lado, que chega a causar dúvida se o astro era o cara certo para o projeto. 
A Eiza González tá bem, acho que é a única que me convenceu de verdade carregando bem a parte dramática da história. Já o Guy Pearce tá sempre bem, o papel o qual executa aqui, tende a ser operante, pois o ator parece ter nascido pro tipo. 
Ainda contando, com participações do querido Toby Kebbell, Sam Heughan e Alex Hernandez fazendo bons capangas (o Hernandez até mais por chamar atenção por seus extra braços biônicos) e também o Lamorne Morris que tá engraçadinho. 
 
Contudo, acredito que o maior problema de Bloodshot esteja no roteiro, que segue todos os clichés possíveis de filmes de vingança dos últimos anos. Cheio de frases de efeito que não colam, com história de origem que é um mescla de Robocop com Soldado Universal, com cenas de ação que parecem copiadas, como uma de perseguição com uso de elementos chupados de G.I.Joe - A Origem de Cobra de 2009, só que com resultado bem inferior. 
Bloodshot é menos do que se espera de um filme de ação desse molde, demora pra engrenar, é apressado quando não deve, lento quando não deveria. Trazendo um Vin Diesel menos inspirado, direção imatura, tem roteiro com elementos interessante que poderia ter sido melhor aproveitado, algumas cenas com um apuro visual bacana, mas sua trama genérica atrapalha em sua jornada para a entrada no tão cultuada cinema de super-heróis com o pé direito. 

NOTA: 6,5/10

Assista o Trailer:

Ficha Técnica Completa
TítuloBloodshot (Original)
Ano produção2020
Dirigido por
Estreia
12 de Março de 2020 ( Brasil )
Outras datas 
Duração109 minutos
Classificação 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero
Países de Origem

terça-feira, 10 de março de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: LÂMINA SELVAGEM (HQ)

Lançada na CCXP 2018, sob o selo autoral Wild Comics Studios, a hq nacional Lâmina Selvagem tem chamado atenção e dado uma boa sacudida no difícil mercado dos quadrinhos brasileiros. Por trás da chacina da Candelária outro crime ocorria, mendigos estariam sendo sequestrados e submetidos ao implante do P.B.H (Protótipo  Biomecânico em Humanos) criado pela BIOTEC, para tornarem-se super soldados. Uma empresa rival, a BIOTRON, rouba o projeto e o aperfeiçoa, surgindo assim um ciborgue que destrói o grupo de super soldados chamado Esquadrão Selvagem. 
Um sobrevivente do esquadrão começa a ter recordações de sua vida passada e resolve desmascarar as duas empresas. Mas é capturado e submetido ao processo de aperfeiçoamento. Durante a experiência, ele escapa, tornando-se nosso herói e parte para o embate contra o ciborgue que está aterrorizando a cidade do Rio de Janeiro. 
Criada e roteirizada pelo pernambucano Adriano Silva, a hq Lâmina Selvagem é seu primeiro trabalho no meio, e diria que ele mandou muito bem. A ideia de misturar um evento real como a chacina da Candelária, fato ocorrida no Rio de Janeiro em 23 de julho de 1993 como base narrativa, inserindo um contexto de ficção, como resposta para os assassinatos de moradores de rua, é bem escrito e fundamentado. 
A trama apesar de conceitualmente clichê, "com experiência para deixar humanos super fortes" e "projeto secreto" me lembrou bastante as clássicas histórias dos anos 90, tanto nos quadrinhos quanto cinema na época, com uma notável influência no nosso querido carcaju com garras de Adamantium, funcionando quase como uma homenagem, nos entregando um protagonista construído a partir de uma origem estabelecida com um bom uso de flash backs, caindo como uma luva para a obra.
A arte do Ricardo Jaime é boa e bem inspirada no traço americano, remetendo muito o Spawn do Todd McFarlane, oJim Lee com seu Wild Cats e até um pouco daquele submundo violento do Justiceiro da Marvel. As cenas de ação são bem elaboradas, visual do herói é bonito e imponente com um traje em volto uma liga metálica e lâminas bem estilosas. Claro também ajudado pelo excelente trabalho de coloração realizado pelo Mike Stefan, Dijjo Lima e o Assis Leite em 80 páginas, papel couché de 90g, sem falar na capa que é simplesmente lindíssima, em verniz de uma qualidade gráfica admirável para algo feito aqui.
Lâmina Selvagem tem trama interessante e leitura fácil, nos apresentando um herói 100% nacional, o que já o torna uma boa dica, com enredo nostálgico para os que curtem aquela boa pegada noventista, envolvendo temas como: Brigas corporativas, corrupção, passado misterioso, busca por respostas e justiça em meio ao inescrupuloso mal uso da tecnologia. Ainda contando com uma eficaz fusão de gêneros, com primeiro volume que agrada por sua simplicidade, e que promete com o vindouro segundo volume já anunciado.

NOTA: 8/10

Assista aos vídeos:

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: SONIC - O FILME


Por João Ramiro Antunes

Sonic é um personagem de uma franquia de jogos japonesa, criado por Naoto Oshima e Yuji Uekawa e produzida pela SEGA. O primeiro jogo da série intitulado "SONIC THE HEDGEHOG" lançado em 23 de junho de 1991, foi um sucesso absoluto, ganhando várias outros títulos, que levaram a SEGA a liderança no rumo dos consoles de vídeo game da era 16 bit do começo até a metade dos anos 90. Depois conquistando outras mídias como desenhos animados, anime e uma longa série de histórias em quadrinhos, e que esse ano, ganha seu primeiro filme em Live Action para as telas do cinema. 
Circunstâncias levam Sonic para a cidade de Green Hill no Estado de Montana - EUA, e o ouriço azul tenta se adaptar à sua nova vida na Terra. Tudo começa a complicar com a descoberta de sua existência. Agora com a ajuda de um Xerife local, ele terá que fugir das autoridades e do gênio louco Robotnik. 
 
Meu primeiro contato com o personagem foi no jogo, mas me lembro mais da série animada de 1993, onde acompanhávamos suas aventuras ao lado de seus amigos, em seu mundo fantástico e cativante, que eu particularmente adorava. 
Após uma enxurrada de críticas negativas ao visual do Sonic no lançamento do primeiro trailer do longa, ao conferir a obra por completo, digo que a aparência do ouriço era o menor dos problemas aqui. 
 
Ao contrário dos " fãs", o que mais me incomodou naquele trailer não foi o design do Sonic, e sim o que estava envolto dele, a história e como esta seria abordada. E não deu outra, aconteceu o que mais temia, todo o universo do Sonic é transformado num detalhe, pra dá lugar a uma adaptação clichê e preguiçosa que vemos ano após ano.
A velha fórmula batida de retirar o personagem de seu mundo para uma aventurazinha com um amigo humano no nosso, idêntico ao que vimos nos Smurfs de 2011, algo tão manjado quanto a versão cinematográfica e econômica de He-man (Mestres do Universo) de 1987. 
A Paramount, com a produção do Tim Miller (Deadpool e o recente O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio) sob o comando do novato Jeff Fowler, nos entrega a sensação narrativa, de já termos visto esse mesmo filme diversas vezes, com direção no máximo operante, sem emular nada de novo. 
As infinitas possibilidades de mostrar os poderes de super velocidade do ouriço, é tudo que você já viu Flash ou Mercúrio fazerem. Com duas cenas "inspiradas" no que o mutante velocista eternizou no cinema, mas que nada impressiona. 
Sobre o CGI, a boa cena inicial no mundo fictício do Sonic, tem um trabalho gráfico tão bem casado, que deixar claro o quão esse projeto teria sido melhor se tratasse de um longa animado. 
Pois a interação deste no mundo real, é muito falha, claramente um "boneco no meio de pessoas", sem peso ou realismo, sentimento completamente o oposto do visto em Pokémon: Detetive Pikachu. 
 
Mas que fique claro, esses são problemas que um adulto chato, ou jovem irão notar, mas aos olhos de uma criança, vai estar tudo perfeito. E falar em crianças, esse filme é pra elas, os fãs mais Old School vão ficar no máximo com a aparência do protagonista refeita sob medida, referências e nostalgia. De resto sobra um humor bem infantiloide, com direito a dancinha e até piada de pum. 
James Marsden (o Ciclope de X-men) faz o amigo e Xerife Tom Wachowski, que tá Ok, fazendo o possível visivelmente contracenando com o nada. 
Esclarecendo, não é que o humor do filme não seja engraçado, acredito que isso seja subjetivo, depende do que te faz rir ou não, no meu caso por exemplo, muito dele não funcionou. 
Já o Robotnik interpretado pelo excelente Jim Carrey, além de ser a coisa realmente boa no longa, é um bom exemplo do que funciona ou não. O que o astro faz aqui, é o bom e velho típico humor dele, algo bem físico que lembra Ace Ventura, e que como sempre, nunca perde a graça, mas para os menos familiarizados pode soar espalhafatoso demais. 
Outro item bom também, são seus robôs personalizados que estão bem legais, e que rendem as poucas cenas de ação, infelizmente quase todas entregues no trailer. 
Sonic - O Filme é divertidinho como aquelas matinês que víamos na tv quando criança, não consegue instabilizar um equilíbrio no tom do humor, como de costume nas animações da Disney, é um filme barato, tem trama reciclada genérica, mas é esperto em mirar no público menos exigente, e por isso está se dando muito bem nas bilheterias, ao satisfazer os adultos Nerds, com a tão exigida fidelidade visual ao personagem, os deixando em débito com o feito, assim levando a criançada como forma de reconhecimento. Mesmo com esses problemas, sinceramente acredito que um 2, (que já é certo) possa melhorar bastante em alguns aspectos, principalmente no que diz respeito à exploração do seu mundo próprio, e qualidade gráfica, ambos não bem entregues aqui.
NOTA: 6/10

Assista o Trailer:


Ficha Técnica Completa
TítuloSonic the Hedgehog (Original)
Ano produção2020
Dirigido por
Estreia
13 de Fevereiro de 2020 ( Brasil )
Outras datas 
Duração99 minutos
Classificação L - Livre para todos os públicos
Gênero
Países de Origem