Uma quantidade
não especificada de contas de usuários do Outlook.com tiveram
diversos de seus dados acessados por hackers ao
longo dos três primeiros meses de 2019. Segundo um comunicado enviado pela Microsoft para
alguns dos afetados, a empresa detectou que as credenciais de acesso ao serviço
de email pertencentes a um agente de seu time de suporte foram comprometidas,
possibilitando sua utilização por invasores entre o primeiro dia do ano e 28 de
março.
De acordo com o comunicado da
empresa, os criminosos podem ter visualizado endereços de email, nomes de
pastas e títulos das mensagens recebidas e enviadas, mas não o conteúdo delas
ou arquivos anexados. Os hackers não conseguiram roubar informações de login ou
outros dados pessoais, mas por segurança a companhia de Cupertino está
indicando que as pessoas afetadas troquem suas senhas.
Por enquanto, a
Gigante do Software não deu informações que esclarecessem o número de usuários
afetados ou a identidade dos invasores. “Nossos dados indicam que informações
relacionadas às contas (mas não o conteúdo de quaisquer emails) podem ter sido
visualizadas, mas a Microsoft não tem indicações dos motivos para essa ação e
nem de como as informações podem ter sido utilizadas”, disse a empresa em uma
mensagem enviada aos usuários.
E agora?
A companhia
reforçou seu compromisso com a proteção de dados e afirmou que suas equipes de
segurança interna e privacidade foram ativadas para trabalhar na investigação e
resolução do problema. Além disso, a Microsoft se compromete a enrijecer
processos e sistemas para impedir acontecimentos similares no futuro.
Em um
comunicado oficial enviado ao site The Verge, a empresa confirmou a ocorrência,
mas não forneceu novos detalhes sobre a quantidade de usuários afetados. “Nós
respondemos a esse problema, que afetou uma quantidade limitada de contas, com
a desativação das credenciais comprometidas e o bloqueio do acesso dos
invasores”, disse um representante.
A falha de segurança vem apenas
algumas semanas depois que um ex-pesquisador se declarou culpado de hackear
servidores da Microsoft e da Nintendo. Os servidores de desenvolvimento do
Windows foram invadidos por algumas semanas em janeiro de 2017, permitindo que
hackers europeus acessassem versões pré-lançamento do sistema operacional.
Fontes:
THE
VERGE/TOM WAREN


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