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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Anonymous levanta questões sobre atuação do ‘hacker de Araraquara’


Uma célula brasileira da Anonymous, a Anonymous Rio, levantou questões sobre a atuação e métodos utilizados sobre os supostos hackers que foram presos pela Polícia Federal na última quarta-feira (23). A polícia afirma que o acesso ao aplicativo de mensagens Telegram, usado anteriormente por Moro, aconteceu por meio de uma falha na rede das operadoras de telefonia.

Além disso, a PF também afirma que os suspeitos teriam capturado o código de acesso [token] do Telegram de Moro na caixa postal de sua linha e, depois, sincronizaram a conta em um computador, no serviço web do Telegram. O ministro Sergio Moro não contava com verificação em dois passos [duplo fator de autenticação], então, bastou ter o código de acesso em mãos para logar na conta. Por isso, é importante que você ative o recurso em todos os aplicativos e serviços possíveis: ative PINs, códigos, duplos fatores.

O método apresentado pela PF, apesar de tosco, é possível

Anonymous é um ideal seguido por diversas células no mundo. Normalmente, suas células possuem ativistas das áreas de tecnologia e segurança da informação, por isso, uma célula carioca da Anonymous resolveu levantar algumas questões sobre o caso na tarde desta sexta-feira (26).

“O método apresentado pela PF, apesar de tosco, é possível. Mas perguntas surgem”, inicia a Anonymous Rio em texto. “Porque esses criminosos, mesmo sabendo da seriedade de invadir conversas de mil autoridades, não tomaram medidas de segurança simples? Porque não se livraram da prova de seus crimes mesmo com toda a repercussão nacional e internacional dos vazamentos?”.

Neste caso, a célula cita ferramentas como VPN’s, redes privadas virtuais, que servem para “mascarar” a atividade. Algo que é sabido por hackers e profissionais da área.

É imprescindível adicionar a verificação em dois passos nos seus aplicativos

“E se a vítima tivesse dupla autenticação ativada? O atacante não teria sucesso. Em se tratando de ministros e chefes de Estado, há de se imaginar que um certo zelo com a segurança seja observado. Esse teria sido o caminho dos "hackers". É um caminho factível? É. Mas não deixa de levantar questões”.

Neste ponto, a célula fala sobre o duplo fator de autenticação. Para manter suas conversas seguras e adicionar uma camada extra de segurança, é imprescindível adicionar a verificação em dois passos nos seus aplicativos de mensagem, emails, redes sociais e o que mais for possível. É um passo básico para a cibersegurança.


Fonte:  TecMundo

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Número de pessoas que tiveram a senha roubada cresce 60% em 2019


Cuidado com os sites que você acessa na internet, pois há uma boa chance de ter sua senha roubada. De acordo com dados da empresa de cibersegurança Kaspersky, o uso de malwares para roubar senhas de internautas cresceu cerca de 60% em 2019, comparado com o ano passado — no primeiro semestre deste ano, 940 mil pessoas já foram vítimas de roubos de senhas, enquanto no mesmo período do ano passado, esse número era menor do que 600 mil.

O mecanismo para roubo de senha (também conhecido pela sigla PSW) é uma das principais armas de cibercriminosos para roubar os dados pessoais dos internautas, pois esse tipo de ferramenta obtém dados direto dos navegadores de suas vítimas e utilizam vários métodos de ataque, podendo roubar senhas para acesso de serviços na internet (como o Facebook ou o Gmail), bem como senhas de acesso a bancos. Além disso, os malwares deste tipo também costumam ser projetados para outros fins além do roubo de senhas, como roubar arquivos de algum lugar específico do computador de suas vítimas.

Nos últimos seis meses, a Kaspersky identificou um aumento nas atividades desses softwares maliciosos ligados a cibercriminosos na Europa e na Ásia, e as principais vítimas desses programas foram os usuários da Rússia, da Índia, do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos. Um dos malwares mais difundidos é Azorult, que foi detectado em mais de 25% dos computadores que a Kaspersky identificou como infectados por um vírus de roubo de senhas.

Para evitar se tornar vítima desses ataques, o mais recomendável é não compartilhar suas senhas com ninguém através de e-mail ou em mensagens de redes sociais, manter sempre todos os seus programas atualizados (já que as atualizações sempre fecham possíveis brechas que poderiam ser usadas por um vírus para infectar o computador) e usar sempre um gerenciador de senhas confiável para manter suas senhas salvas na máquina sem o perigo de que elas sejam roubadas por algum vírus.

Fonte: Canaltech

terça-feira, 23 de julho de 2019

Polícia Civil prende criminoso de 19 anos que hackeava contas bancárias


Uma quadrilha de cibercriminosos foi desmantelada após trabalho da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Na última segunda-feira (22), foram presas três pessoas que praticavam fraudes bancárias na internet via malware.

É importante manter atualizado seu roteador e alterar a senha de fábrica

A Operação Code Market prendeu Ramon Moraes da Silva, 19, responsável por desenvolver um malware que infectava modems e roteadores para capturar senhas de usuários de internet banking, afirma a polícia. Ramon ainda seria responsável por comercializar o malware, que é conhecido como KL DNS — o rapaz chegou a comercializar o malware e exibir um tutorial de utilização no YouTube.

Além de Ramon, foram presos “F.R.F.”, 46, em Sorocaba, no interior de São Paulo. “F.R.F.” usava a conta bancária de sua ex-namorada, “L.A.A”, 39, que também foi presa hoje (23) na Bahia. De acordo com a polícia, F.R.F. também comercializava o malware e trocava mensagens com Ramon Silva.

Como se proteger


Para se proteger deste tipo de malware, é importante manter atualizado seu roteador e alterar a senha de fábrica. Verifique possíveis atualizações sempre que possível e deixe seu roteador sempre em dia.

Vale a pena redobrar o cuidado na hora de visitar sites que exigem login, isso também evita outros tipos de golpe. Por último, uma ferramenta antivírus pode ajudar a manter o seu computador seguro.


Polícia Federal prende 4 suspeitos de invadir celular de Sergio Moro


A operação sigilosa que investiga a invasão hacker ao celular do ministro da Justiça Sergio Moro teve uma atualização na tarde desta terça-feira (23): a Polícia Federal está cumprindo quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão — todos estariam envolvidos com a suposta ação hacker no celular do ministro. Segundo o Estadão, quatro pessoas já teriam sido presas.

“Spoofing” é “um tipo de falsificação tecnológica

Os mandados são cumpridos em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto, cidades de SP. A operação, batizada de Spoofing, teve sua ação determinada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira. “As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados”, informou a PF.

A Polícia Federal afirma que o nome “Spoofing” é “um tipo de falsificação tecnológicaque procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, nota o Estadão.

Sergio Moro percebeu que foi alvo de ataque hacker quando, na noite do dia 4 de junho, recebeu uma ligação do próprio número em seu aparelho.

Fonte: TecMundo

terça-feira, 16 de julho de 2019

FBI publica chave-mestra que libera computador sequestrado por vírus


O FBI (Federal Bureau of Investigation), em parceria com a Europol (European Police Office), liberou a chave-mestra que descriptografa o ransomware GandCrab. Similar ao WannaCry, que infectou mais de 400 mil computadores pelo mundo, o GandCrab “sequestra” um computador ao criptografar arquivos e exige uma quantia em bitcoins para a liberação.


Apesar de ser uma boa notícia, parece que os cibercriminosos por trás do GandCrab já estão bem satisfeitos com o resultado obtido entre 2018 e meados de 2019. Eles publicaram, no começo de junho, que estariam encerrando as atualizações no ransomware e a operação maliciosa de infecções.

Mesmo que a operação tenha um fim, o software criminoso continua solto

Não é só isso: os cibercriminosos alegam que conseguiram levantar US$ 2 bilhões em 1 ano e meio durante a campanha de infecção com o GandCrab, com pagamentos semanais de US$ 2,5 milhões, em média. Em publicações na deep weeb, os operadores ainda comentam que injetaram o dinheiro “sujo” em empresas legais.

Mesmo que a operação tenha um fim, o software criminoso continua solto, por isso, a chave-mestra será o suficiente para salvar o computador de um sequestro — principalmente agora que ele não será mais atualizado.

Cuidados sobre ransomwares, pelo FBI:

  • Treinar equipes para identificar tentativas de phishing e como responder a elas
  • Implemente um sistema de gerenciamento de patches e habilite patches de maneira automática
  • Implementar atualizações automáticas para software antivírus
  • Implemente o princípio do menor privilégio e gerencie estritamente as contas privilegiadas
  • Implemente um sistema de backup robusto e armazene backups offline
  • Implementar requisitos de autenticação fortes para o protocolo de área de trabalho remota (RDP)

Fonte: TecMundo

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Ransomware Sodin sequestra PCs e é detectado na América Latina


ransomware Sodin explora uma vulnerabilidade do Windows (zero-day) e, ao infectar um computador, criptografa os arquivos e pede US$ 250 em bitcoins para a liberação. Infelizmente, ele já foi detectado na América Latina, mesmo com foco em usuários asiáticos, afirma a empresa de segurança Kaspersky.

Segundo pesquisadores da empresa, o ransomware obtém privilégios de administrador assim que infecta um computador com Windows. Além disso, ele aproveita a arquitetura da Unidade Central de Processamento para evitar sua detecção, uma funcionalidade que não é muito comum em ransomware, de acordo com a Kaspersky.

Os invasores que usam o Sodin não precisavam de ajuda de phishing para infectar máquinas

Para entrar em um sistema, cibercriminosos enviam o clássico phishing para enganar a vítima e ela acabar clicando em um link falso para o download do ransomware. Os links falsos costumam chegar via emails ou mensagens falsas em aplicativos de mensagens, por isso é necessário estar sempre atento. Neste caso, do Sodin, é buraco é mais embaixo.

Os invasores que usam o Sodin não precisavam de tal ajuda, geralmente eles encontram um servidor vulnerável e enviam um comando para baixar o arquivo malicioso chamado "radm.exe", isso basta para baixar o ransomware e executá-lo. A Kaspersky ainda afirma que sua detecção é difícil por causa de uma técnica chamada “Heave’s Gate”: ela permite que um programa mal-intencionado execute código de 64 bits de um processo em execução de 32 bits, o que não é uma prática comum e mais incomum em ransomware.

Vulnerabilidades exploradas pelo Sodin:

  • CVE-2018-8453
  • CVE-2019-2725 
  • CVE-2019-2729

“Apesar dos ataques de ransomware terem caído 30% nos últimos dois anos, temos observado uma mudança de comportamento: os hackers têm escolhido os seus alvos tendo em conta seu potencial, dando preferência a grandes instituições e empresas que possam pagar o resgate pedido, diminuindo, assim, o volume de ataques contra usuários domésticos. Este foco em organizações tem como objetivo deixá-las sem sistema por bastante tempo, causando prejuízos consideráveis, o que, por sua vez, tem levado os hackers a utilizarem técnicas cada vez mais avançadas, como é caso do Sodin”, avalia Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky no Brasil.

O ransomware Sodin tem a Ásia como alvo e seus ataques se concentram em Taiwan, Hong Kong e República da Coreia. Contudo, a ação maliciosa já foi detectada na América Latina, América do Norte e Europa. A Kaspersky não revelou quais países dessas regiões teriam sido atingidos.

Como não ser infectado por ransomware:

  • Certificar que todos os softwares usados na empresa/em casa sejam atualizados. Produtos de segurança com gerenciamento de vulnerabilidades e de atualizações podem automatizar esses processos
  • Ficar atento aos links recebidos e ao remetente — não clicar em endereços recebidos de contatos desconhecidos é a máxima.
  • Vale notar que é interessante contar com uma ferramenta antivírus em seu smartphone e computador
Fonte: Kaspersky.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

180 mil pessoas sofrem golpe no WhatsApp sobre 13° salário do Bolsa Família


Um novo golpe de WhatsApp mira beneficiários do Bolsa Família. Segundo o laboratório de segurança dfndr lab, da PSafe, mais de 180 mil pessoas foram atingidas pelo golpe nos últimos sete dias, que promete liberar o 13° salário neste mês de julho.

Dados do laboratório indicam que, a cada hora, pelos 1 mil novos acessos são realizados no domínio fraudulento. A campanha maliciosa é um phishing: phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

O usuário é incentivado a responder uma breve pesquisa e a fornecer dados pessoais

No caso deste golpe do Bolsa Família, o usuário é incentivado a responder uma breve pesquisa e a fornecer dados pessoais — como nome completo e endereço. Posteriormente, ele precisa compartilhar o link malicioso com seus contatos ou grupos do mensageiro para ter acesso ao suposto benefício. 

Por fim, o usuário é induzido a conceder permissão para receber futuras notificações com outros golpes e, depois, direcionado a páginas falsas para fazer downloads de apps infectados com vírus.

“Não é a primeira vez que cibercriminosos utilizam um programa do governo como temática de golpe. Geralmente, esse tipo de tema tem bastante apelo da população, o que facilita na viralização do link malicioso. Além disso, a vantagem de solicitar permissão para enviar novos golpes é que o hacker passa a ter um canal direto de comunicação com vítima, onde não precisará mais se preocupar em mandar links via e-mails, SMS, redes sociais ou mensageiros. 

A mensagem do cibercriminoso aparecerá diretamente na tela de notificações do celular, bastando um toque para a vítima abrir o ataque”, comenta Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab.


Golpe no WhatsApp

Para não cair nesse tipo de golpe, você precisa ficar atento aos links recebidos e ao remetente — não clicar em endereços recebidos de contatos desconhecidos é a máxima. Além disso, se você está com uma dúvida, não insira os seus dados pessoais sem checar com outra pessoa, pode ser amigo ou familiar. Em último caso, procure o site oficial de seu banco/empresa e entre em contato. Vale notar que é interessante contar com uma ferramenta antivírus em seu smartphone e computador.

Fonte: TecMundo

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Hacker aqui? Analista de segurança fala sobre os vazamentos da Lava-Jato


Faz algumas semanas que a Polícia Federal investiga um suposto ataque hacker aos celulares do ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Lava-Jato, liderados por Deltan Dallagnol — mesmo que eles ainda não tenham fornecido os aparelhos, a PF tenta fazer o seu trabalho. A notícia “hacker aqui” também virou manchete: um hacker, no caso, cibercriminoso, teria se revelado em um grupo do Conselho Nacional do Ministério Público.

Para elucidar algumas questões que envolvem como acontecem ataques hacker e até como o usuário de celular pode se proteger, o TecMundo conversou com Igor Rincon, analista de segurança da informação da Cipher.

Você poderá conferir em detalhes a entrevista publicada em nosso YouTube. Confira:


Fonte:TecMundo

YouTube bane vídeos de hacking e phishing; canais educativos reclamam


YouTube adicionou tutoriais de hacking e phishing a sua lista de conteúdos banidos no começo do ano. A intenção da rede social era proibir vídeos que ensinassem técnicas de uso ilegal da prática hacker, mas acabou também tirando do ar canais de aprendizagem sobre sistemas de computadores.

De acordo com o YouTube a proibição entra na lista de “conteúdo nocivo ou perigoso”, que bane vídeos de "hacking instrucional e phishing" com conteúdos sobre "como ignorar sistemas de computador seguros ou roubar credenciais de usuários e dados pessoais".

Mas os algoritmos não conseguem diferenciar estes vídeos de canais educacionais. O co-fundador de uma organização que usa a plataforma para ensinar iniciantes sobre ciência da computação e segurança, teve o upload de novos vídeos negados e conteúdos bloqueados sob a alegação de que o assunto era proibido pela rede social.


We made a video about launching fireworks over Wi-Fi for the 4th of July only to find out @YouTube gave us a strike because we teach about hacking, so we can't upload it.

YouTube now bans: "Instructional hacking and phishing: Showing users how to bypass secure computer systems"

1.736 pessoas estão falando sobre isso


Casos semelhantes aconteceram com outras pessoas que mantinham vídeos sobre ensino de segurança e computação. 

Apesar das reclamações terem surgido agora, a regra data de 5 de abril e, aparentemente, o YouTube vem derrubando vídeos sobre hacking há algum tempo.
(Fonte: YouTube/Reprodução)

Ao The Verge, um porta-voz do YouTube confirmou que alguns vídeos podem ter sido banidos de forma equivocada. "Com o enorme volume de vídeos em nosso site, às vezes fazemos a ligação errada. Temos um processo de apelação em vigor para os usuários e, quando percebemos que um vídeo foi removido por engano, agimos rapidamente para restabelecê-lo", esclareceu

A pergunta que fica é: até que ponto a plataforma deve interferir em conteúdos com tutoriais relevantes, mas que podem ser usados para fins ilícitos por pessoas mal-intencionadas?

Fonte: The Verge

Policiais chineses se tornam ‘Robocop’ com 5G em vídeo promocional


O 5G promete ser o próximo passo na evolução tecnológica. A China é um dos países que desponta com a tecnologia e deverá ser lidar neste ponto. Exatamente por isso, a vigilância estatal que acontece no país também deverá se beneficiar, e um vídeo promocional mostra um pouco dessa realidade.

Policiais utilizando um combo de óculos inteligentes e tablets interconectados para buscar suspeitos e até carros roubados na rua. Com o 5G, qualquer policial poderá se tornar um “Robocop” — mas sem parte do corpo robótico, claro.


Fonte: TecMundo

terça-feira, 2 de julho de 2019

Governo expôs dados de milhares de adolescentes e dependentes químicos


Entre 2013 e 2016, durante a gestão Dilma Roussef (PT), o governo federal expôs os dados pessoais de mais de 30 mil dependentes químicos internados em comunidades terapêuticas, afirma a BBC Brasil. Dentro desse número, estavam também 1,3 mil crianças e adolescentes expostos.

As comunidades terapêuticas oferecem tratamentos baseados principalmente em abstinência do consumo de entorpecentes, espiritualidade e isolamento.

A exposição fere os direitos à privacidade

Os dados expostos indevidamente estavam abertos para acesso no portal de Dados Abertos do Governo Federal. As mais de 31 mil pessoas eram custeadas pelo governo e tiveram as seguintes informações expostas: nome completo, data de nascimento, CPF, profissão, tipo de droga que levou ao tratamento e o custo de internação. Outras informações ainda tocam dados sobre auditorias, contas bancárias de comunidades terapêuticas e os nomes, telefones e CPFs dos responsáveis por essas entidades.

A exposição fere os direitos à privacidade. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o direito “consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade”.

Sobre o caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que “os cerca de cem arquivos relacionados ao Sistema de Gestão de Comunidades Terapêuticas que estavam disponíveis no portal Dados Abertos fazem parte de uma extração realizada em 2016 de todo o sistema, que em análise preliminar não considerou as questões afeitas à restrição de dados pessoais. Esta extração não era de conhecimento da atual gestão desta diretoria. De comum acordo com o Ministério da Cidadania, o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Ouvidoria desta pasta, responsável pela gestão deste assunto, que tomasse providências de indisponibilizar o acesso a estes arquivos para reavaliação”.


Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Jogo de vovó zumbi para Android rouba login e senha do Gmail ou Facebook


Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019. Este jogo para celulares Android, com mais de 50 mil downloads, estava roubando logins e senhas de contas Gmail de usuários. Segundo a empresa de segurança Wandera, o aplicativo também realizava tentativas de roubar credenciais do Facebook de jogadores.

Infelizmente, o aplicativo exige que o usuário faça login por meio de um serviço terceiro, como Google Gmail ou Facebook. Então, ele usa essas informações para colher dados de usuário e roubar a conta. Outro ponto nada legal feito pelo app: ele apresenta propagandas de tela cheia, o que não é permitido de acordo com as políticas da Play Store.

Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019 envia golpes de phishing aos players

Para roubar as credenciais de usuários, o Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019 envia golpes de phishing aos players. É por este meio, enganando o usuário, que as informações são roubadas.

“Analisamos duas versões deste aplicativo. A primeira constantemente falhava e foi basicamente inutilizável devido à persistência da página de phishing sendo exibida sobre qualquer aplicativo, inclusive durante o jogo e até mesmo após a reinicialização do dispositivo”, disseram os pesquisadores.

Phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias. 

O Google já removeu o aplicativo da Play Store, porém, mais de 50 mil jogadores continuam com o aplicativo instalado no smartphone. Por isso, se você for um jogador de Scary Granny ZOMBY Mod, é interessante remover o app e trocar a senha do serviço que utiliza para o login. Como você, infelizmente, utilize a mesma senha para outros serviços, será necessária a alteração.

Fonte: Hackread