O
Governo Federal, agora encabeçado pelo presidente Jair Bolsonaro, divide
internautas, sendo influenciadores e sites, como “viés de esquerda” e
“apoiadores”, afirma O Estado de S. Paulo. O jornal alega acesso a relatórios
sigilosos de monitoramento de mídias digitais que são produzidos
por uma agência contratada pelo Palácio do Planalto.
"Atrito
entre Bolsonaro e Maia foi categorizado como "desentendimentos entre
parlamentares e articulações para a Nova Previdência"
Segundo
o Estadão, parlamentares da oposição de Bolsonaro são categorizados como “velha
política”, em “termos da militância bolsonarista”. A agência ainda separa
ataques que são realizados ao presidente e governo com potencial de viralização
na internet.
Entre
os dados, os documentos mostram que o atrito entre Bolsonaro e Rodrigo Maia,
presidente da Câmara, registrou 29,3 mil menções na manhã da última terça-feira
(26) pelas redes sociais. No relatório, o atrito foi categorizado como
"desentendimentos entre parlamentares e articulações para a Nova
Previdência".
A
reforma da Previdência é um dos pontos mais importantes no relatório, como você
pode conferir na reportagem. Como nota, os opositores enfatizam nas redes
sociais a palavra “sacrifício”, para relacionar ao trabalhador com a possível
chegada da medida.
"Kim
Kataguiri (DEM-SP) também foi monitorado e colocado próximo de veículos
categorizados como “viés de esquerda”
Entre
os registros do Planalto, são vistas publicações de, por exemplo, Guilherme
Boulos — candidato derrotado à Presidência pelo PSOL em 2018 — e usuários de
internet relatando críticas negativas à ausência do ministro da Economia, Paulo
Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na terça-feira passada
(26).
O
deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) também foi monitorado e colocado
próximo de veículos categorizados como “viés de esquerda” pelo Governo Federal,
como Catraca Livre e Revista Fórum. Kataguiri ‘ganhou’ aparece no relatório
após dizer que a Previdência “morreu” com a falta de diálogo entre Planalto e
Congresso — e foi replicado pelos veículos com “viés de esquerda”.
Outro
ponto monitorado pelo governo como negativo foi a decisão do presidente de
comemorar o golpe de 1964. De acordo com os relatórios do Planalto, a decisão
atrapalhava o debate da reforma.
- Mais detalhes
podem ser acompanhados aqui
FONTE(S): ESTADÃO
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