Datas
comemorativas costumam ser um prato cheio para cibercriminosos. O Brasil, que
já o país que mais sofre com golpes de phishing no mundo, de
acordo com dados da Kaspersky, já começa a topar com golpes via Facebook e
WhatsApp que visam enganar consumidores pelos próximos dias.
O laboratório de segurança da PSafe, dfndr lab, detectou golpes com a
temática de Dia das Mães nas redes sociais. Segundo a empresa, pelo menos 200
mil usuários de seu app foram afetados pelos golpes em apenas 5 dias.
"Golpes já atingem milhares de
brasileiros que buscam promoções no WhatsApp e Facebook"
Além de links maliciosos disseminados via WhatsApp, com
promoções e brindes para o Dia das Mães, 20 perfis falsos no Facebook que usam
indevidamente marcas de famosas lojas de e-commerce para vender supostos
produtos abaixo do preço de mercado também foram encontrados. Até agora, os
perfis somam mais de 3 mil seguidores.
O dfndr afirma que, até o
momento, cerca de 200 mil pessoas já foram afetadas pelos ataques. Por hora,
são registrados, pelo menos, 1000 novos acessos às fraudes. “Os cibercriminosos
sempre procuram oportunidades, como a aproximação de datas comemorativas, para
lançar iscas na internet, já que são nesses períodos que os usuários tendem a
realizar mais compras online. Além disso, o uso indevido de nome de marcas
famosas dá ainda mais a impressão de veracidade ao golpe, o que,
consequentemente, aumenta o número de pessoas afetadas”, esclarece Emilio
Simoni, diretor do dfndr lab.
- O pessoal da empresa de cibersegurança Tempest também preparou dicas
para usuários se protegerem tanto no Facebook quanto WhatsApp. Acompanhe
abaixo:
Cuidado com ofertas tentadoras
Cupons de
desconto são muito atraentes. Na busca por ofertas especiais, os consumidores
são atraídos por cibercriminosos com ofertas edescontos mirabolantes fora dos
canais oficiais das empresas. Não confie em promoções de empresas nas quais
você não solicitou cadastro.
Procure
verificar a veracidade do anúncio sempre no site oficial da empresa.
Não clique em e-mails suspeitos
Muitos usuários
acabam recebendo e-mails supostamente de promoções, que aparentam ser de
empresas idôneas, mas não passam de golpes. Ao clicar no link, ou responder a
qualquer solicitação, o usuário poderá ter seus dados pessoais e senhas
roubados.
Não confie em sites mal
configurados
Sites com erros
gramaticais ou com imagens de baixa resolução geralmente são iscas para
phishing. Fuja destes sites, mesmo que a oferta pareça muito tentadora.
Endereço falso
Passe o cursor
do mouse sobre o link antes de clicar sobre o site da loja. A URL verdadeira
aparecerá e você pode ver exatamente para onde será redirecionado. Na dúvida,
delete o e-mail e abra um novo navegador para ir até o site oficial da loja.
Redes sociais
Redobre a
atenção em ofertas que surgem nas redes sociais. Criminosos costumam criar
perfis semelhantes aos de grandes varejistas nas redes sociais com o objetivo
de persuadir o usuário a acessar um site falso ou a instalar software malicioso
em seu computador. Vale a pena desconfiar dos links e acessar o site da loja
diretamente.
Use HTTPS
Compre em sites
criptografados, ou seja, aqueles que têm "https" na barra de
endereços do navegador. Assim, as informações do cartão de crédito ou débito
permanecerão criptografadas e dificilmente serão interceptadas por
cibercriminosos.
Faturas desconhecidas por e-mail
Se o e-mail
recebido apresenta uma compra desconhecida não clique, a chance de ser falso é
grande. Abra um novo navegador e vá diretamente para o site do seu banco ou
cartão de crédito para verificar as últimas despesas.
Mantenha o seu antivírus atualizado
Tenha sempre um
antivírus no seu computador capaz de bloquear as possíveis ameaças. “Desconfie
das ofertas com valores muito abaixo do mercado”.
Consulte a lista de sites maliciosos
O Procon-SP tem
uma lista com centenas de lojas virtuais que não cumprem a entrega ou não
oferecem canais de atendimento para os clientes, por isso devem ser evitados. A
lista é atualizada sempre que o órgão recebe uma reclamação do consumidor. As
queixas ocorrem principalmente por falta de entrega do produto.
Quando o Procon
tenta contato para solucionar o problema e estes fornecedores não são
localizados, eles são incluídos na lista. As tentativas de localização são
feitas por meio de um rastreamento no banco de dados de órgãos como Junta
Comercial, Receita Federal e Registro BR – responsável pelo registro de
domínios no Brasil.
Fonte: PSafe

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