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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Dia das Mães: como se livrar dos golpes virtuais



Datas comemorativas costumam ser um prato cheio para cibercriminosos. O Brasil, que já o país que mais sofre com golpes de phishing no mundo, de acordo com dados da Kaspersky, já começa a topar com golpes via Facebook e WhatsApp que visam enganar consumidores pelos próximos dias.

O laboratório de segurança da PSafe, dfndr lab, detectou golpes com a temática de Dia das Mães nas redes sociais. Segundo a empresa, pelo menos 200 mil usuários de seu app foram afetados pelos golpes em apenas 5 dias.

"Golpes já atingem milhares de brasileiros que buscam promoções no WhatsApp e Facebook"

Além de links maliciosos disseminados via WhatsApp, com promoções e brindes para o Dia das Mães, 20 perfis falsos no Facebook que usam indevidamente marcas de famosas lojas de e-commerce para vender supostos produtos abaixo do preço de mercado também foram encontrados. Até agora, os perfis somam mais de 3 mil seguidores.

O dfndr afirma que, até o momento, cerca de 200 mil pessoas já foram afetadas pelos ataques. Por hora, são registrados, pelo menos, 1000 novos acessos às fraudes. “Os cibercriminosos sempre procuram oportunidades, como a aproximação de datas comemorativas, para lançar iscas na internet, já que são nesses períodos que os usuários tendem a realizar mais compras online. Além disso, o uso indevido de nome de marcas famosas dá ainda mais a impressão de veracidade ao golpe, o que, consequentemente, aumenta o número de pessoas afetadas”, esclarece Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

  • O pessoal da empresa de cibersegurança Tempest também preparou dicas para usuários se protegerem tanto no Facebook quanto WhatsApp. Acompanhe abaixo:

 

Cuidado com ofertas tentadoras


Cupons de desconto são muito atraentes. Na busca por ofertas especiais, os consumidores são atraídos por cibercriminosos com ofertas edescontos mirabolantes fora dos canais oficiais das empresas. Não confie em promoções de empresas nas quais você não solicitou cadastro.

Procure verificar a veracidade do anúncio sempre no site oficial da empresa.

 

Não clique em e-mails suspeitos


Muitos usuários acabam recebendo e-mails supostamente de promoções, que aparentam ser de empresas idôneas, mas não passam de golpes. Ao clicar no link, ou responder a qualquer solicitação, o usuário poderá ter seus dados pessoais e senhas roubados.

 

Não confie em sites mal configurados


Sites com erros gramaticais ou com imagens de baixa resolução geralmente são iscas para phishing. Fuja destes sites, mesmo que a oferta pareça muito tentadora.

 

Endereço falso


Passe o cursor do mouse sobre o link antes de clicar sobre o site da loja. A URL verdadeira aparecerá e você pode ver exatamente para onde será redirecionado. Na dúvida, delete o e-mail e abra um novo navegador para ir até o site oficial da loja.

Redes sociais


Redobre a atenção em ofertas que surgem nas redes sociais. Criminosos costumam criar perfis semelhantes aos de grandes varejistas nas redes sociais com o objetivo de persuadir o usuário a acessar um site falso ou a instalar software malicioso em seu computador. Vale a pena desconfiar dos links e acessar o site da loja diretamente.

 

Use HTTPS


Compre em sites criptografados, ou seja, aqueles que têm "https" na barra de endereços do navegador. Assim, as informações do cartão de crédito ou débito permanecerão criptografadas e dificilmente serão interceptadas por cibercriminosos.

Faturas desconhecidas por e-mail


Se o e-mail recebido apresenta uma compra desconhecida não clique, a chance de ser falso é grande. Abra um novo navegador e vá diretamente para o site do seu banco ou cartão de crédito para verificar as últimas despesas.

 

Mantenha o seu antivírus atualizado


Tenha sempre um antivírus no seu computador capaz de bloquear as possíveis ameaças. “Desconfie das ofertas com valores muito abaixo do mercado”.

 

Consulte a lista de sites maliciosos


O Procon-SP tem uma lista com centenas de lojas virtuais que não cumprem a entrega ou não oferecem canais de atendimento para os clientes, por isso devem ser evitados. A lista é atualizada sempre que o órgão recebe uma reclamação do consumidor. As queixas ocorrem principalmente por falta de entrega do produto.

Quando o Procon tenta contato para solucionar o problema e estes fornecedores não são localizados, eles são incluídos na lista. As tentativas de localização são feitas por meio de um rastreamento no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR – responsável pelo registro de domínios no Brasil.

Fonte: PSafe

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Campanha de clonagem de celular atinge cinco mil pessoas no Brasil



Um grande golpe de clonagem de chips telefônicos atingiu cinco mil pessoas no Brasil, com direito a vítimas notórias como ministros, governadores, grandes empresários e celebridades. De acordo com as informações da Kaspersky, os roubos praticados pela quadrilha também nacional chegaram a R$ 10 mil em alguns casos, com os bandidos conseguindo acesso às contas bancárias dos atingidos.

O SIM Swap, como é chamado o método popularmente conhecido como clonagem, é uma prática bastante comum, mas se tornou mais popular em todo o mundo nos últimos anos por ser uma bela porta de entrada para golpes. E, conforme foi revelado em relatório conjunto entre a Kaspersky e o CERT, as empresas de telefonia também são um alvo, pois representam fator essencial no processo.

Identidades de vítimas, claro, não foram reveladas.

E-mails de phishing enviados a colaboradores das telecoms tentam roubar credenciais de acesso à sistemas internos, que permitem a portabilidade dos números das vítimas de um chip para outro. Em outros casos, os próprios funcionários fazem parte da quadrilha, cobrando de R$ 40 a R$ 150 pela ativação de um cartão SIM, com serviço desse tipo também sendo operado por hackers que obtiveram acesso à infraestrutura das operadoras.

Existem, ainda, falhas em processos internos, que acabam levando à clonagem mesmo com os bandidos enviando documentos falsos ou errados às empresas. Neste caso, o criminoso chega a entrar em contato com a operadora se passando pela vítima e informando documentos obtidos em outros vazamentos, solicitando a ativação de um novo chip por ter perdido o anterior.

De posse do número de celular da vítima, juntamente com outras informações como e-mail, por exemplo, os bandidos são capazes de derrubar sistemas de autenticação em duas etapas que, muitas vezes, utilizam SMS para verificação. Credenciais obtidas em vazamentos de outras plataformas também podem ser utilizadas como acessórios aqui e o mesmo vale também para serviços que usem o celular como via para resetar senhas de acesso.

Fabio Assolini, da Kaspersky, conduziu estudo sobre clonagem de SIMs e apontou responsabilidade de operadoras e bancos (Imagem: Divulgação/Kaspersky)

Personalidades e executivos, claro, são alvos principais e que podem levar a golpes maiores, mas como aponta o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, qualquer um pode se tornar vítima de clonagem. “Os fraudadores atiram em todas as direções e, na maioria dos casos, é possível descobrir o número do seu celular com uma simples busca no Google.

“Socorro” pelo WhatsApp

Além da invasão de serviços e contas bancárias, os criminosos também aproveitam a posse do número de celular da vítima para realizar outros golpes contra familiares, amigos e contatos. Usando o WhatsApp, por exemplo, o bandido pode se passar por outra pessoa e pedir dinheiro aos conhecidos, alegando emergências ou problemas com o cartão de crédito.

Em casos relatados no estudo conduzido pela Kaspersky e pelo CERT, esse método chegou a ser usado contra o departamento financeiro de empresas, com os criminosos se passando por executivos que tiveram suas contas clonadas.

Não se sabe, entretanto, se a companhia chegou a transferir recursos para os responsáveis pelo golpe.

Assolini cria uma ligação direta entre o uso de autenticação em dois fatores por SMS e o aumento nos casos desse tipo em todo o mundo.

O especialista aponta diretamente para as instituições financeiras, como bancos e fintechs, que não devem mais utilizar esse tipo de verificação para acesso a seus serviços, extinguindo, assim, a possibilidade de golpes dessa categoria.

Além disso, as operadoras também podem tomar atitudes extras para garantir mais segurança durante o processo de portabilidade.

Mensagens automáticas enviadas para os celulares, por exemplo, põem garantir que o cliente legítimo seja informado que uma mudança desse tipo está para acontecer e permitem que ele tome ações para impedir a clonagem.

Para os usuários, a recomendação é a mesma. Ao optar pela autenticação em dois fatores para aplicativos e serviços, procure utilizar outros métodos que não o SMS para validação. Nem todos permitem isso, portanto, é preciso estar ciente aos riscos e ficar atento a qualquer anormalidade nos serviços celulares.

Fonte: Kaspersky


quarta-feira, 27 de março de 2019

Ataque ‘simula’ telas do Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e BB



A empresa de cibersegurança Tempest está monitorando um malware bancárioque tem como alvo as principais instituições bancárias do Brasil, como Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil. A ameaça, segundo a equipe de Threat Intelligence, se baseia na sobreposição da tela do Internet Banking para executar transações fraudulentas enquanto o usuário acessa o site do banco.

Esta possui mecanismos de ocultação distintos e usa um aplicativo legítimo para Windows possivelmente adulterado para carregar o malware




Caso o usuário de internet banking esteja infectado, assim que ele acessa o serviço do banco, o cibercriminoso envia uma tela que sobrepõe a interface original do site sob o falso pretexto de que é necessário instalar um módulo de segurança. “Nessa tela, o fraudador pode requisitar quaisquer dados necessários para a realização de uma transação fraudulenta em nome da vítima, geralmente o pagamento de boletos”, explica a Tempest.

A equipe de inteligência também correlaciona este ataque a uma campanha de phishing massiva envolvendo mais de 120 mil vítimas na virada de 2018 para 2019 — mas, diferentemente daquela campanha, esta possui mecanismos de ocultação distintos e usa um aplicativo legítimo para Windows possivelmente adulterado para carregar o malware.


Golpe


Phishing

O golpe começa com um phishing: caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. A armadilha acontece quando você entra nesse link e “acredita” no que vê.

“Assim que o usuário clica no link, ele faz o download e ativa um arquivo que inicia a execução de quatro scripts em cadeia, concebidos para fragmentar o ataque e torná-lo silencioso para as ferramentas de segurança”, explica a Tempest. “O primeiro script tem origem no arquivo original, é gerado em VBScript e armazenado na pasta C:\users\public do computador da vítima. Este componente possui duas funções: a primeira é enviar uma requisição ao servidor do fraudador para que este contabilize uma nova vítima infectada – outro "contador" deste tipo foi encontrado. A segunda função desse script é executar outro VBScript a partir de um servidor na Internet controlado pelo fraudador. 

Entretanto, essa requisição só é respondida pelo servidor se for executada em um formato específico. Ao limitar o formato de comunicação o fraudador insere mais uma camada de ocultação à ameaça, pois sua parte server só irá se comunicar com quem fizer a solicitação no formato correto”.

Os cibercriminosos por trás do golpe também utilizam o WinGUp para ativar o malware. Foi possível comprovar pela checagem do hash dos arquivos que a versão da ferramenta que é instalada nos computadores das vítimas é diferente dos releases oficiais, o que pode ser uma evidência de que o WinGup foi adulterado ao fazer parte da ameaça. Com a ameaça ativada, o fraudador receberá uma notificação assim que a vítima acessar seu Internet Banking.

"Somente um dos arquivos da ameaça era apontado como malicioso por uma dentre as 69 engines do Virus Total"



Os pesquisadores da Tempest ainda tiveram acesso ao painel usado para contabilizar dados de vítimas e operadores. De acordo com a equipe, há um contador de downloads, além do contador de infectados mencionado anteriormente e estas interfaces também informam a data e hora da execução de comandos, o servidor de comando e controle usado em cada operação, o endereço IP do fraudador que operou o RAT, o nome do computador do operador, o endereço IP da vítima criptografado e a instituição financeira afetada.

Vale notar que, até o momento, somente um dos arquivos da ameaça era apontado como malicioso por uma dentre as 69 engines do Virus Total e o painel contabilizava 2,8 mil vítimas que são correntistas de nove instituições financeiras.

Além de contar com uma boa ferramenta de segurança para auxilio na rotina, é importante entender como funcionam os phishing para não cair em golpes. Acompanhe esta matéria para mais detalhes sobre isso.

Fonte: TecMundo

sexta-feira, 15 de março de 2019

Conheça os golpes de e-commerce mais comuns no Brasil


Quase metade das transações de e-commerce no Brasil (45%) foram vítimas do teste de cartão, fraude que verifica a validade dos dados de cartões obtidos ilegalmente. É o golpe mais comum cometido no país. Esse e outros dados estão presentes no Relatório Global sobre Gerenciamento de Fraude em E-commerce 2019 realizado pela CyberSource, empresa da Visa.

Na fraude do teste de cartão, o criminoso utiliza sites de compras não protegidos para tentar comprar itens de baixo valor. Ele só precisa esperar para ver se a compra será aprovada — em caso positivo, ele continua a realizar novas fraudes após se certificar que o cartão não está bloqueado ou sem limite.

A pesquisa ainda aponta que 95% das empresas latino-americanas relataram algum tipo de ataque entre 2017 e 2018. No Brasil, o roubo de conta (42%), o roubo de identidade (40%) e o uso abusivo de cupons, descontos e reembolsos (40%) completam as primeiras posições no ranking de fraudes mais comuns.

A lista continua com a fraude em programa de fidelidade (30%), fraude amigável (28%) – cometida quando o consumidor solicita o estorno de compras virtuais, prejudicando o lojista – e o phishing, pharming e whaling (26%), técnicas que atraem vítimas para sites falsos com o objetivo de obter informações como senhas bancárias.

“O mercado de e-commerce brasileiro apresenta forte crescimento e, consequentemente, atrai uma grande quantidade de criminosos cibernéticos", afirmou o diretor executivo da Visa, Hugo Costa.


América Latina


O maior desafio para o monitoramento de fraudes é a identificação e a resposta aos ataques, segundo 65% dos entrevistados na América Latina. Outros motivos também são elencados, como a necessidade de atualização de modelos de risco (57%), lacunas nas funcionalidades das ferramentas (46%) e o gerenciamento em omnichannel (46%), que é o uso simultâneo de diferentes canais de comunicação.

A média de profissionais latino-americanos que classificam o monitoramento de fraudes no comércio online como extremamente importante para a estratégia de negócios de uma empresa chega a 61%. O índice é superior à média global (44%).

O estudo foi realizado com 2.800 especialistas em gerenciamento de fraudes de empresas e organizações dos setores de bens duráveis, turismo, serviços, gastronomia e eletroeletrônicos e de 34 países nos cinco continentes.


Fonte:  Visa

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Momo volta a assustar pessoas, mas é possível que seja apenas uma lenda urbana



Desde o ano passado, um viral assustador baseado em uma estátua japonesa esteve espalhando pânico por estar, supostamente, promovendo o suicídio de crianças. O viral foi tão noticiado nas mídias que o chamado Desafio Momo já foi alertado por celebridades como Kim Kardashian e Kehlanique. Inclusive, ela causou uma vítima aqui mesmo no Brasil, quando uma jovem de 13 anos cortou os pulsos em Pernambuco.

As pessoas disseram nas redes sociais que a personagem de Momo — baseada em uma estátua chamada "Mother Bird", criada por uma empresa japonesa de efeitos especiais, a Link Factory — apareceu no FacebookWhatsApp e YouTube, embora não hajam fortes evidências de tais aparências além de capturas de telas que podem muito bem ser fruto de "trollagem".

O desafio chegou às manchetes em meados de 2018, quando o suicídio de uma menina argentina de 12 anos estava ligado ao meme da internet. A relação entre o fato e o viral, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades. Na época, polícias da Espanha, América do Sul e América Central emitiram alertas para que as crianças evitassem conversar com estranhos e disseram que investigariam o desafio.

Ainda no ano passado, o Business Insider tentou entrar em contato com vários números associados ao Momo no WhatsApp, mas nenhum deles respondeu. O Canaltech tentou o mesmo na época, e também não tivemos resposta alguma do número supostamente ligado ao Desafio Momo.


Mas recentemente algumas pessoas afirmaram que o personagem está aparecendo nos vídeos do YouTube instruindo as crianças a se matarem e a manterem os vídeos em segredo dos pais. A rede social, por sua vez, afirmou que não tem nenhuma evidência de vídeos promovendo o desafio Momo em sua plataforma.

O YouTube ainda explica que conteúdos que incentivam desafios perigosos são contra as políticas da empresa, e que, apesar dos vários relatos da imprensa sobre o tema, não foi encontrado nenhum vídeo que apresentasse o tal desafio. Ainda, o YouTube disse que são permitidos os vídeos de discussão e de conscientização sobre a Momo, mas que as imagens em miniatura com o personagem não podem ser visualizados pelo app do YouTube Kids.

Até agora, não há casos confirmados envolvendo mortos ou feridos como consequência do desafio Momo nos EUA ou no Reino Unido, mas a polícia está aproveitando a oportunidade para alertar os pais para saberem o seus filhos estão assistindo por aí.

ReignBot, um youtuber conhecido por investigar coisas na Internet, disse que Momo é, muito provavelmente, apenas uma lenda urbana. Ele diz que muitas pessoas comentam acerca dessa polêmica, mas que “muitas pessoas não interagiram com ela". Completando, ainda explica que "encontrar screenshots de interações com Momo é quase impossível” e que, a essa altura do campeonato, já deveria existir evidências do desafio.



sábado, 23 de fevereiro de 2019

Criminosos roubam US$ 300 mil em golpe que envolve pornografia e webcam



Um relatório da Digital Shadow mostra que cibercriminosos conseguiram mais de US$ 300 mil em bitcoins durante uma campanha de sextorsão em emails. Já noticiamos no TecMundo há algum tempo: criminosos estão enviando emails dizendo que capturaram imagens ‘íntimas’ da vítima via webcam; para não divulgar, pedem um valor a ser depositado.

A Digital Shadows rastreou cerca de 792 mil emails de amostra para realizar uma análise. Entre essa amostra, os cibercriminosos receberam US$ 332 mil de 3,1 mil vítimas do golpe. Com uma média de US$ 540 por vítima, os criminosos atuaram com 92 endereços diferentes para suas carteiras de criptomoedas.

Entre as vítimas, os maiores registros foram em:

  • Vietnã: 8,5%
  • Brasil: 5,3%
  • Índia: 4,7%


Como funciona o golpe


As mensagens normalmente chegam em inglês e seguem da seguinte maneira: “Eu sei que sua senha é **********. Você não me conhece e provavelmente quer saber por que recebeu esse e-mail, certo? Bem, na verdade, coloquei um malware no site de vídeos adultos (pornô)…”, “Eu hackeei essa caixa de entrada e infectei seu sistema operacional com um vírus…”, “Faço parte de um grupo de hackers internacionais. Como pode adivinhar, sua conta foi invadida…”.

Após a ameaça de divulgar os “não existentes” vídeos e fotos pornográficas da vítima, o cibercriminoso exige o pagamento de um valor X em bitcoins. “Alguns cibercriminosos dão apenas alguns dias, e dizem saber exatamente quando você abriu o e-mail, por supostamente conter um pixel rastreador que permite o monitoramento do status da mensagem. Em alguns casos, como parte do esforço para convencê-lo da existência de um vídeo comprometedor, é solicitado que você responda a mensagem, ao que os criminosos dizem que enviarão o vídeo para uma seleção dos seus contatos. É claro, caso o pagamento seja feito, eles dizem que destruirão imediatamente o vídeo e a base de dados dos seus contatos.

A questão é: ninguém filmou ou fotografou você e não é necessário fazer qualquer pagamento. O que você precisa fazer? Apague o email e seja feliz.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Quais são os golpes que rondam o Tinder e o Happn



O mercado de aplicativos de namoro é promissor: para 2019, a receita deverá ser de US$ 12 milhões com uma base de 328 milhões de usuários — e ela não para de crescer a cada ano. Todo mundo quer uma fatia disso, e os cibercriminosos se enquadram neste grupo.

“Na maioria dos casos, os criminosos estudam os perfis de suas vítimas e coletam informações pessoais, como sua atividade de trabalho, nível de renda ou estilo de vida”, explica a ESET. “Essa coleta de informações é mais fácil devido à superexposição das pessoas em redes sociais e ao gerenciamento inadequado de informações pessoais no ambiente digital, que possibilitam ao cibercriminoso criar um perfil bastante detalhado de um usuário e usar estes dados contra a pessoa”.

"Só na Austrália em 2018 foram registrados 3.981 casos de fraudes relacionadas a encontros online"




Entre as modalidades de golpe, está a manipulação: golpistas manipulam emocionalmente as vítimas por um tempo e, depois, pedem uma quantia em dinheiro, presentes ou “apenas” informações pessoais. Outra modalidade é a sextorção: o criminoso tenta obter fotos ou vídeos íntimos da vítima para depois chantageá-la. O catfishing também foi lembrado pela ESET: um indivíduo cria um perfil falso para enganar a terceiros. Esse golpe tem finalidades diferentes, seja obter dinheiro, comprometer a vítima de alguma forma ou simplesmente incomodar o usuário.

Entre números divulgados, só na Austrália em 2018 foram registrados 3.981 casos de fraudes relacionadas a encontros online, causando perdas de mais de 24 milhões de dólares.

"A ESET recomenda ficar alerta, pois a possibilidade de ser vítima de uma fraude é real. Esses golpes podem ocorrer com qualquer um. Ao aceitar que podemos nos tornar vítimas, ficamos mais atentos aos sinais que nos alertam de que algo suspeito pode estar acontecendo. A educação e a conscientização são passos fundamentais para poder desfrutar da internet com segurança”, diz Camilo Gutiérrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.


Abaixo, você acompanha os cuidados que deverão ser tomados durante o uso de aplicativos de namoro, segundo a ESET:


  • Se você conhece alguém que depois de alguns contatos começa a expressar sentimentos muito profundos e pede para continuar conversando fora do aplicativo ou site, é importante ter cuidado. O fato de querer sair da plataforma em que se encontraram deve ser suficiente para estar alerta.
  • Suspeitar se você identificar certas inconsistências entre o que o individuo conta e o que você vê nos perfis de mídia social.
  • Se depois de algumas semanas ou meses, a pessoa pedir dinheiro, enviar um presente ou algo semelhante, não envie, especialmente para alguém com quem não tenha se encontrado pessoalmente.
  • Suspeite de alguém que sempre tenha uma desculpa para não te encontrar pessoalmente.
  • Pesquise na web as imagens que você recebeu ou que o individuo usa em sua conta para confirmar que a pessoa é quem diz ser. Desta forma, você pode confirmar se as fotos são legítimas ou se foram retiradas da internet. Você pode usar o Google Images ou o TinEye para isso
  • Nunca compartilhe com a pessoa que você está conhecendo informações que podem comprometer você, como fotos ou vídeos, especialmente se você não a conhece pessoalmente.
  • Se você decidir encontrar alguém que tenha conhecido online, avise algum parente ou amigo do local e horário, para que alguém esteja ciente.

Fonte: TECMUNDO