O pesquisador
de segurança John Wethington, segundo o TechCrunch,
revelou uma base de dados chinesa completamente desprotegida no Elasticsearch.
No caso, a base é referente a um dos sistemas de vigilância utilizados no país
— por estar desprotegida, era possível acessar imagens de rostos e detalhes
pessoais de cidadãos.
A base de dados estava na
plataforma em nuvem da Alibaba e fazia inúmeras referências ao sistema de
inteligência artificial da Alibaba, City Brain. Mesmo assim, a companhia negou
que seja responsável pela base de dados: “Este é um projeto de banco de dados
criado por um cliente e hospedado na plataforma Alibaba Cloud. Como um provedor
de nuvem pública, não temos o direito de acessar o conteúdo no banco de dados
do cliente”, disse a Alibaba.
"O armamento e o abuso da IA
é uma ameaça muito real à privacidade e segurança de cada indivíduo"
O pesquisador notou que os dados
são referentes aos habitantes de dois bairros em Beijing, um deles,
Liangmaqiao, fica a embaixada da cidade. Entre os dados expostos, estão detalhes
sobre rostos, idades aproximadas, pontuação de “atração” e
etnias. O sistema exposto ainda monitorava dispositivos WiFi e poderia logar
números IMEI e IMSI de celulares.
“O armamento e
o abuso da IA é uma ameaça muito real à privacidade e segurança de cada
indivíduo. Devemos observar cuidadosamente como essa tecnologia já está sendo
abusada por outros países e empresas antes de permitir que ela seja implantada
aqui”, escreveu o pesquisador.
O acesso ao banco de dados já foi
corrigido.
Fonte: TechCrunch

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