Como acontece todos os anos, a Google sedia um evento onde irá revelar
todas as suas principais novidades em tecnologia da empresa: o Google I/O. Pela
quarta vez consecutiva acontecendo no Anfiteatro Shoreline na cidade de
Mountain View (a mesma onde fica a sede da Google), no estado da Califórnia, o
Google I/O de 2019 acontecerá entre os dias 7 e 9 de maio, e este ano a empresa
tem tantas novidades para mostrar que pode correr o risco de nem todas serem
apresentadas durante o evento.
Pixel 3A e 3A XL
Desde que a Google abandonou o
mercado de aparelhos intermediários quando pausou o desenvolvimento da linha
Nexus em razão de um maior foco nos novos aparelhos Pixel em 2016, os fãs da
linha Nexus pedem que a empresa volte a desenvolver aparelhos para essa parcela
do mercado. E é fácil entender o porquê, já que os aparelhos Nexus possuíam a
rara mistura de bom hardware, bom design e preço atrativo.
Mas tudo indica que esse “vazio”
deixado pela empresa será logo preenchido pelo Pixel 3A e pelo Pixel 3A XL.
Ambos os aparelhos terão um design bem parecido com o do Pixel 3,
mas serão voltados para um público de menor poder aquisitivo, com um preço de
lançamento em torno dos US$ 450 — cerca de metade do preço de venda do Pixel 3.
Por enquanto, o que sabemos dos
aparelhos é que, apesar do hardware mais fraco (rumores indicam que o 3A terá
processador Snapdragon 670, enquanto o 3A XL usará o Snapdragon 710), ambos
terão a mesma câmera do Pixel 3, o que deverá ser o principal argumento de
venda que irá diferenciar os aparelhos da Google de todos os outros modelos
intermediários do mercado.
Android 10 Q
Assim como todos os anos, um dos
personagens principais do Google I/O será a próxima versão do sistema Android,
que deverá dominar as apresentações e workshops do evento. Entre as principais
mudanças já adiantadas pelos primeiros betas do novo Android e pelos rumores do
que a Google já vem trabalhando, estão alterações no esquema de notificações
(que permitirá que desenvolvedores tenham maior acesso a elas), o suporte do
sistema para smartphones dobráveis, maior e mais completo controle sobre
permissões, formatos de imagem HDR10+, habilidade de criar mapas com
profundidade utilizando o efeito bokeh da câmera, modo noturno para todos os
apps do aparelho, e uma total mudança na ferramenta de compartilhar, que
atualmente é uma das mais propensas a falhas e lags no Android.
Google Assistente
Outra tradição na Google I/O são
novidades sobre o assistente virtual da Google, e provavelmente teremos algo
novo sobre ele também este ano. Uma das maiores apostas para aparecer no evento
é a Duplex, uma ferramenta de IA especializada em marcar compromissos e que
recentemente foi disponibilizada para testes em diversos dispositivos Android e
iOS nos Estados Unidos.
Assim, é bem provável que a Google
fale um pouco sobre sua nova IA no evento, mas é improvável que ela anuncie um
lançamento mundial da ferramenta nele.
Outra função que deverá aparecer é o
Google Assistant Connect. Anunciado durante a CES deste ano, o Connect permite
que fabricantes de equipamentos smart, como caixas de som e televisores,
conectem esses equipamentos ao Google Assistente, que passaria a ter o poder de
controlar esses dispositivos.
Anúncio do Nest Hub Max
Normalmente o Google I/O não costuma
trazer muitas novidades em hardware, mas como já deverá usar o evento para
anunciar oficialmente seus novos modelos de smartphones Pixel intermediários,
pode ser que a empresa já aproveite para mostrar mais novidades em outras
linhas de hardware.
Se for esse mesmo o caso, a empresa
provavelmente apresentará o Nest Hub Max, uma versão maior e atualizada do do
Google Home Hub. O aparelho deverá ter uma tela de 10 polegadas, câmera
embutida e alto-falantes stereo, e promete ser uma ótima opção para aqueles que
gostam de assistir filmes e séries.
Stadia
Desde o evento em que a empresa
revelou o projeto do Stadia, muita gente está ávida por novidades da plataforma
de streaming de jogos da Google, que permitiria a qualquer dispositivo do mundo
que esteja conectado à internet rodar os mais recentes lançamentos em jogos de
videogames.
Ninguém tem dúvidas de que, se alguma
empresa possui condições de criar um streaming de jogos com sucesso, essa
empresa é a Google. Mas a principal dúvida de todas é como a empresa irá
resolver o problema do lag.
Afinal, não apenas o jogo deve ser
processado por um servidor em nuvem e enviado para o usuário, mas cada comando
deve ser enviado do computador do usuário para o servidor em nuvem, que o
processa e então envia de volta para o computador. Mesmo com a melhor conexão
de internet, esse processo não é tão rápido como quando o comando é enviado
para o próprio computador ou console, que faz o processamento e envia para a
tela sem a necessidade de percorrer quilômetros em cabos de fibra ótica. Esse
é, até hoje, o principal impedimento para um serviço de streaming de jogos
realmente funcional, e um problema para o qual a Google ainda não apresentou
uma resposta — e há uma chance remota de que ela apareça durante o evento em
maio.
Pixel Watch
Há anos os fãs da Google esperam que
a empresa lance o seu próprio smartwatch Pixel com o sistema Google Wear OS,
mas todo ano a empresa deixa claro que não há nenhuma novidade para o setor.
Mas isso pode mudar.
Isso porque uma reportagem feita pela
revista japonesa Nikkei levantou
rumores de que a Google iria finalmente apresentar seu primeiro smartwatch
junto com os novos smartphones Pixel 3A e Pixel 4. A maior chance é de que o
equipamento seja lançado apenas em meados de outubro, quando deverá ser apresentado
o Pìxel 4 — mas não podemos desconsiderar uma aparição surpresa do aparelho
durante a Google I/O.
Fuchsia
Já há alguns anos circulam rumores
sobre o Fuchsia, o terceiro sistema operacional próprio que a Google estaria
desenvolvendo. Mas, mesmo com tantos rumores, pouco se sabe sobre o que
exatamente ele é.
O que sabemos é que o Fuchsia será um
sistema híbrido que irá rodar tanto aplicações feitas para o Chrome OS quanto
para o Android, mas a empresa nunca deixou claro se ele será apenas uma “ponte”
para os dois sistemas operacionais principais dela ou se será uma evolução que
irá suplantar tanto o Android quanto o Chrome OS.
Talvez 2019 seja o ano que finalmente
descobriremos o que diabos ela quer fazer com o Fuchsia. Ou não. Mas não custa
sonhar.
Fonte: Digital Trends






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