Como assistir
em casa a filmes que ainda estão no cinema? A maioria das pessoas iria pelo
caminho mais óbvio: baixá-los em versão pirata. Mas não é bem assim que
funciona quando se tem uma renda anual milionária.
É o que pensam os fundadores da
Red Carpet Cinema, que vão oferecer um serviço de aluguel de títulos, de
primeira linha, que ainda estão em cartaz por valores que variam de 1.500 a
3.000 dólares. No caso, o prazo máximo para visualizar o filme é de 36 horas,
então ter um tempo bem planejado aqui é essencial.
Fonte: Beyond Alliance.
Só que pagar
esses valores não é o suficiente para ter esse conforto sem sair de casa. Para
ser um cliente da Red Carpet Cinema, é preciso ter um cartão de crédito com
limite mínimo de 50 mil dólares e desembolsar 15 mil dólares para instalação do
aparelho que conecta o home theater de sua residência ao sistema do serviço.
Quem também pensa que a ideia
parece um fracasso anunciado, pode estar se enganando. A empresa tem como
fundadores duas pessoas renomadas nesse mercado: Fred Rosen, ex-CEO da
Ticketmaster, e Dan Fellman, um dos principais distribuidores de filmes dos
Estados Unidos.
Além disso, a
Red Carpet Cinema já fechou parceria com importantes estúdios do país,
como: Warner Bros., 20th Century Fox , Fox Searchlight – da Disney –, Fox
Paramount, Lionsgate e Annapurna. Em entrevista ao The New York Times, Rosen
afirma que com menos de 4 mil clientes a empresa será capaz de gerar uma
receita anual de 300 milhões de dólares.
Fonte: IMDB.
Serviço de aluguel de filmes está
em fase de testes desde 2018
O sistema da
Red Carpet Cinema foi instalado em 25 casas, e está fase de testes desde
dezembro de 2018. Conforme o The New York Times, cerca de 46 mil
norte-americanos têm renda anual de 2 milhões de dólares, o que já seria um bom
número de potenciais clientes para a empresa.
Como Rosen e Fellman também
indicam na entrevista, trata-se de um mercado de nicho, para um público que
gosta de exclusividade e pode pagar por isso. Diante dos valores cobrados, o
Red Carpet Cinema deve ainda gerar algumas dezenas de dólares ao ano para os
estúdios, o que explica seu apoio. É, existe uma versão de luxo para tudo, não
é mesmo?
Fonte: THE NEW YORK
TIMES



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