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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Armas a laser chegam aos tanques de guerra dos EUA

As armas a laser são o futuro para se defender de mísseis e drones. Dessa forma, não é surpresa que o exército dos Estados Unidos equipe seus tanques de guerra com a tecnologia. Essa é apenas uma das novas tecnologias que o país vai colocar em seus novos veículos blindados de combate. Os atuais Abrams (principal carro de combate do exército norte-americano) vão receber a atualização.

A liderança do exército tem a ideia de transformar como e com o que a organização luta. Os entusiastas da tecnologia discutem inclusive o potencial de tanques flutuantes guiados por inteligência artificial que disparam laser. O general Ross Coffman, líder da equipe multifuncional de veículos de combate de última geração (CFT) está determinado a pensar fora da caixa sobre como será o tanque do futuro e suas capacidades.

Segundo o general, a CFT pensa em “tudo, de uma pistola de raios a uma criatura quadrúpede do tipo Guerra nas Estrelas que atira lasers”. O principal empecilho para isso é que os membros do exército querem tomar a decisão sobre o novo tanque em 2023. Para o general Mark Milley “o verdadeiro tipo de santo graal de tecnologias que estou tentando encontrar é a própria armadura”, acrescentando que descobrir um material mais leve e que ofereça a mesma proteção é o principal avanço.

Fonte: The National Interest  /  Olhar Digital

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Nintendo, Microsoft e Sony se unem contra aumento de impostos nos EUA


Microsoft, Sony e Nintendo se uniram em uma carta conjunta contra os aumentos de impostos dos Estados Unidos sobre produtos importados da China. 

A proposta do governo Donald Trump, parte da guerra comercial que ele vem travando com o país asiático, prevê mais do que a duplicação dos tributos atuais sobre o setor, que são de 10%, e podem chegar a 25% caso seja aprovada. Quem gosta de games no Brasil sabe muito bem o impacto que uma alta cobrança de impostos pode gerar sobre o mercado.

No texto, as fabricantes afirmam que o aumento nos tributos gerará “danos desproporcionais” a uma indústria que depende, em sua maioria, de mão de obra chinesa. De todos os consoles vendidos em 2018 no mundo, 96% foram importados do país asiático. O texto também fala que as margens de lucro atuais são pequenas e que, com um incremento nos impostos, o valor teria que ser inevitavelmente repassado aos consumidores.

Com isso, viria uma inevitável queda nas vendas, que entraria no caminho da inovação e impediria as empresas de tomarem maiores riscos ou investirem em novas tecnologias. A apelação conjunta entre Microsoft, Sony e Nintendo também cita termos do próprio vocabulário de Trump, indicando que, com uma baixa na penetração desse mercado, milhares de empregos nos Estados Unidos estariam sendo colocados em risco, uma vez que as fabricantes teriam que reduzir ou enxugar suas operações.

O texto, entretanto, falha em se opor diretamente às tarifas e, sim, pede que o mercado de games seja uma exceção aos novos tributos devido, entre outros fatores, ao ecossistema criado. As vendas, a penetração, as redes e demais sistemas disponíveis nos consoles levaram à criação de todo um mercado, que engloba desenvolvedores e distribuidores de todos os tamanhos. Todos, afirmam as empresas, seriam prejudicados de forma bastante dura com um aumento nos tributos.

Novamente falando em empregos, as companhias citam que outras empresas não necessariamente ligadas à Sony, Microsoft e Nintendo também sofreriam. Vendas menores de consoles também implicariam em números reduzidos para os games, atingindo produtoras do setor e modificando o mercado de forma bastante negativa.

A carta, ainda, discorda de um dos principais argumentos da administração Trump, de que o aumento nas tarifas serviria para proteger a propriedade intelectual americana. Muito pelo contrário, afirmam as empresas, pelo menos no caso dos videogames, não existem concorrentes diretos no mercado chinês ou cópias dos aparelhos de atual geração, com os próprios sistemas antipirataria dos dispositivos e a complexidade deles funcionando bem nesse sentido.

As companhias lembram, ainda, o fato de que vídeo games estão bem longe de estarem entre as prioridades das práticas comerciais chinesas, mais um motivo pelo qual uma exceção deve ser aplicada ao setor. A carta é assinada pelos diretores de negócios das três companhias e foi enviada a Joseph Barloon, líder do escritório americano de comércio exterior. O governo americano não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.



segunda-feira, 24 de junho de 2019

EUA ataca Irã desativando computadores militares; Irã responde com malwares


Uma ciberguerra toma seu curso: os Estados Unidos realizaram um ataque ao Irã na última quinta-feira (20) ao desativar computadores militares do país na Ásia Ocidental. A ação foi autorizada pelo presidente estadunidense Donald Trump, afirma o Washington Post. Como resposta, hoje (24), o Irã atacou os EUA com malwares ‘wiper’, que servem para inutilizar computadores.

O primeiro ciberataque realizado foi uma retaliação, afirma o jornal WP. Anteriormente, o governo iraniano derrubou um drone dos EUA no estreito de Ormuz, o que acabou acirrando uma crise entre os países.

Parlamentares iranianos gritavam “morte aos EUA” durante uma sessão no último domingo (23)

Logo após a derrubada do drone, as tensões cresceram ao ponto de um ataque armado ao Irã ser pensado pelos EUA, mas o presidente Donald Trump desistiu de realizar um ataque físico minutos antes da ação tomar seu curso. De acordo com Trump, o ataque seria “desproporcional”, visto que a derrubada do drone norte-americano não deixou mortos.

A saída foi o ciberataque realizado na semana passada, que inutilizou computadores militares do Irã e acabou ainda desativando lançadores de mísseis do país. Sanções também serão colocadas em prática, anunciou Donald Trump no sábado: “Não vamos deixar o Irã obter armas nucleares e, quando aceitarem isso, terão um país rico, ficarão muito felizes e eu serei seu melhor amigo”.

A ONU (Organização das Nações Unidos), preocupada, enviou uma mensagem por meio de seu secretário-geral António Guterres dizendo que “todos devem manter nervos de aço”.

No Irã, a tensão ainda é grande. Segundo a Reuters, parlamentares iranianos gritavam “morte aos EUA” durante uma sessão no último domingo (23). A sessão foi transmitida em rádio estatal: “Os EUA são os verdadeiros terroristas deste mundo ao espalhar o caos nos países. Eles dão armas avançadas a grupos terroristas, causando instabilidade e ainda dizem: 'Venham, vamos negociar'", afirmou o parlamentar Masoud Pezeshkian.


EUA x Irã

Ciberataque assinado pelo Irã


Nesta segunda-feira (24), o DHS (Departamento de Segurança Nacional dos EUA) alertou que hackers do governo iraniano estão atacando agências norte-americanas com malwares “wipers”.

Os malwares estão buscando infectar as máquinas por meio de golpes que envolvem o spear phishing e o credential stuffing. O credential stuffing se vale de senhas vazadas na internet para buscar sua utilização em outros sites, enquanto isso, o spear phishing pode ser mais perigoso.

Um wiper visa apenas a destruição da máquina

Spear phishing é um phishing clássico em esteroides, voltado para atacar uma única pessoa. Phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

Além de órgãos governamentais, o DHS afirma que empresas de infraestrutura, gás e petróleo, e financeiras também foram atingidas pelas campanhas maliciosas. Segundo pesquisadores da Crowdstrike e FireEye, os responsáveis pelo ataque fazem parte do grupo APT33, que atua em campanhas de ciberespionagem desde 2017.

Qual a diferença de um wiper para outros tipos de malware? Os ransomware, por exemplo, visam ao lucro: eles sequestram máquinas e exigem uma quantia em bitcoin para liberação de arquivos. Um wiper, por outro lado, visa apenas a destruição da máquina.

Fonte: THREATPOST

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Hackers roubam dados de reconhecimento facial de polícia fronteiriça dos EUA


Um hacker ou um grupo de hackers foi responsável pelo roubo e vazamento de informações e dados relacionados à base de reconhecimento facial mantida pela polícia de fronteira dos Estados Unidos (US Customs and Border Patrol, ou simplesmente “CBP”). Segundo a autoridade, pouco menos de 100 mil registros foram despejados após invasão aos sistemas internos de uma empresa privada, fornecedora da tecnologia de escaneamento facial utilizada pelo órgão.

A CBP recusou-se a nomear qual é a empresa fornecedora que tinha uma falha de segurança que permitiu a invasão, nem tampouco de qual fronteira ela veio. Pela posição geográfica dos EUA, poderia ser ou Canadá, ou México. Fontes do Washington Post e da Wired, que requisitaram o anonimato, dizem tratar-se do lado norte, ou seja, Canadá.

Um memorando que a entidade enviou ao Washington Post, porém, era intitulado “CBP Perceptics Public Statement” (“Posicionamento público da CBP e Perceptics”, na tradução livre): “Perceptics”, no caso, é uma empresa de tecnologia que tem, dentro do seu portfólio, ofertas voltadas ao setor de reconhecimento facial. Mais além, ela é listada como fornecedora tecnológica de entidades governamentais e, no mês passado, foi alvo de um vazamento massivo de dados perpretado pelo(s) hacker(s) “Boris the Bullet Dodger” (o nome é uma alusão ao personagem homônimo do filme Snatch: Porcos e Diamantes). 

Sistemas de reconhecimento facial são empregados pelas autoridades de fronteira dos EUA e dados são resguardados por empresas terceirizadas a serviço do governo

O funcionamento da CBP no que tange ao reconhecimento facial (e eventual armazenamento de dados que deriva disso) funciona de duas formas: a primeira e mais direta envolve escanear os rostos de viajantes internacionais que entram e saem dos EUA por suas fronteiras imediatas. A segunda refere-se aos inúmeros circuitos fechados de TV (câmeras CCTV), dispostos em vigilância nos postos da autoridade fronteiriça.

Todas essas informações são coletadas e armazenadas por meio de empresas terceirizadas, que geralmente são donas da tecnologia aplicada.

“A notícia da invasão levantou alarmes no Congresso, onde legisladores têm se questionado se as medidas expandidas de vigilância do governo poderiam ameaçar direitos constitucionais e expor milhões de pessoas inocentes a roubos de identidade”, diz a matéria publicada pelo Washington Post.

“Se o governo coleta informações sensíveis dos cidadãos americanos, então ele é responsável por protegê-las — e isso também é uma verdade válida para empresas privadas contratadas por ele”, disse ao Post o Senador Ron Wyden (Democratas, Oregon). “Qualquer pessoa cujas informações foram comprometidas deveria ser notificada pela CBP, e o governo precisa explicar como ele pretende evitar que tais invasões de segurança aconteçam de novo no futuro”.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Netflix não tem mais para onde crescer nos EUA, aponta pesquisa


A Netflix pode não ter mais muito espaço para crescer nos EUA, de acordo com relatório divulgado pela empresa de consultoria de mercado Pricewaterhouse Coopers (PwC).

Segundo os números divulgados, a empresa de streaming obteve 1,74 milhão de novos clientes no primeiro trimestre de 2019, chegando a um total de 60,2 milhões de usuários pagantes do serviço.

O problema é que aumentos recentes no valor da assinatura do serviço no país, junto da iminente estreia de serviços concorrentes, estão minando os números da empresa. Segundo expectativa da própria Netflix, ela esperava atingir entre 60 e 90 milhões de usuários pagantes globalmente. Apesar de já estar dentro desta margem, foi por muito pouco. A Netflix projetou, devido ao aumento de preço, um ganho de 300 mil usuários para o segundo semestre. No ano passado, no mesmo período, foram cerca de 870 mil.

“A Netflix aparenta estar se aproximando de seu auge no que tange à aquisição de assinaturas nos Estados Unidos”, aponta o relatório Global Entertainment & Media Outlook 2019–2023 divulgado pela PwC nesta quarta-feira (5).

“A vantagem primária, pela qual a empresa tem se capitalizado nos últimos anos, continua se erodindo conforme a indústria vai se fragmentando, com mais e mais novas empresas entrando no mercado, desde pesos-pesados da TV paga até players de nicho, especializados”.
 O CEO da Netflix, Reed Hastings, minimizou a entrada de empresas concorrentes durante conferência com investidores, mas relato de consultoria de mercado aponta que a gigante do streaming provavelmente vai sofrer perdas grandes no futuro próximo

Nos EUA, a receita do mercado de streaming como um todo atingiu a casa dos US$ 10 bilhões em 2018, com previsão de 12,3% de crescimento anual composto, elevando esse valor para US$ 17,8 bilhões até 2023. Entretanto, o setor de assinaturas de serviços de streaming sob demanda (SVOD), no mesmo período, deve cair mais que a metade: de 19,1% em 2018 para 9,7% em 2023.

Diante desse quadro, a Netflix está prestes a encontrar uma competição bastante acirrada em um setor onde ela já foi a figura dominante: além do Prime Video, que está atuante desde 2006; bem como Hulu e HBO GO, a Disney deve estrear seu serviço Disney+ em novembro, com preço de US$ 7 mensais (nos EUA, a assinatura da Netflix sai por US$ 15).

Não precisamos lembrar que a Disney, como proprietária da Marvel, Lucasarts e da área de entretenimento da FOX, tem um acervo gigantesco ao seu dispor.

Mais além, o serviço da Disney, apesar de estrear com “apenas” um quinto do catálogo atual da Netflix, chegará ao mercado com material que tem maior preferência do público: as séries da Marvel outrora na Netflix podem ser ressuscitadas no Disney+, segundo rumores.

Sem falar nas produções já anunciadas: uma série protagonizada por Tom Hiddleston em seu icônico papel do deus asgardiano Loki, por exemplo, e o catálogo de base, com Os Simpsons e filmes da franquia Star Wars.


O Disney+, serviço de streaming da Disney, conta com produções da Marvel, Lucasarts e FOX em seu catálogo, reunindo o material de maior interesse do público

Outras empresas que estão ensaiando suas estreias no setor incluem a Warner Media, a Comcast e a Apple. A Warner possui licenciamento de filmes da DC (embora a própria DC já conte com o DC Universe, o seu próprio serviço), além de alguns conteúdos produzidos pela HBO, Turner Media e a própria Warner Bros. A Comcast é dona da NBC e o serviço NBCUniversal deve chegar em 2020.

Já a Apple programa para o final do ano o seu próprio serviço de streaming — Apple TV+ — com conteúdos licenciados de todos esses e algumas produções próprias.

O estudo Global Entertainment & Media Outlook 2019–2023 foi compilado com depoimentos de membros da indústria de entretenimento dos EUA.

Fonte: Variety


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Justiça dos EUA decide contra a Apple em caso de monopólio na App Store


A Suprema Corte estadunidense decidiu nesta segunda-feira (13) que os consumidores podem acionar judicialmente a Apple em caso antitruste envolvendo a App Store. Com isso, é possível levar adiante um processo em episódios que comprovem o controle exclusivo da companhia no mercado de aplicativos para iPhones e iPads.

As queixas, que se acumularam em novembro e chegam agora à uma conclusão, é de que a a Apple estaria exercendo monopólio de distribuição de apps para iOS com uma taxa de 30% no primeiro ano e 15% nos seguintes sobre os valores de títulos de terceiros em sua loja digital; e de 25% sobre assinaturas a partir do segundo ano de vigência. 

Segundo o texto, os valores seriam bem menores aos compradores caso essas tarifas não fossem repassadas e haveria ainda algumas manobras para favorecer os softwares da Gigante de Cupertino. A Suprema Corte decidiu, por 5 votos a 4, que os consumidores finais têm o direito de levar adiante um processo com esse argumento.

Apple diz que consumidores não podem questionar isso na Justiça

Por outro lado, a Apple diz que somente os desenvolvedores, que são as pessoas cobradas pelos valores da App Store, é que teriam o direito de processá-la nesse caso. Bem, não é assim que a Suprema Corte entende e ainda não foram julgados o mérito das ações.

Caso seja condenada, a Apple pode perder milhões de dólares e isso ainda abre um precedente para mais questionamentos na Justiça — incluindo a redução dos atuais 30% cobrados pela companhia na venda de utilitários na App Store. Vale destacar que isso também não ajuda muito a empresa na Europa, onde a Comissão Europeia avalia queixa semelhante realizada pelo Spotify.

Fontes: ENGADGET/ 9TO5MAC

sábado, 27 de abril de 2019

É campeão! Brasileiros vencem prêmios em competições de robótica nos EUA



Nossos jovens representaram muito bem o país no último sábado (20), quando seis equipes brasileiras conquistaram prêmios no principal evento de robótica norte-americano, o FIRST Championship, que aconteceu na cidade de Houston.

A viagem de 10 equipes, que somam 106 estudantes, permitiu que o Brasil participasse de três diferentes categorias: First Robotics Championship (FRC), considerada a principal do evento, First Tech Challenge (FTC) e First Lego League (FLL), focada em alunos de 9 a 16 anos.

Equipe Octopus (Fonte: CNI/Aerton Guimarães)

Na First Robotics Championship, 400 equipes competiam entre si e quatro delas eram brasileiras. Dois grupos, Octopus, de Bauru (SP), e Robonáticos, de São Paulo, receberam o prêmio Rookie All Star, dado a equipes estreantes que são destaque na competição.

Geartech Canaã, de Goiânia (GO), representou o Brasil na First Tech Challenge (FTC) e foi uma das seis finalistas do Prêmio de Motivação. No First Lego League (FLL) havia cinco equipes brasileiras e foram conquistados três prêmios: a Techmaker, de Blumenau (SC), com o Prêmio de Profissionalismo e Graça, e a Jedi’s, de Jundiaí (SP), em 2° lugar no Prêmio de Estratégia e Inovação.

 Equipe TechMaker (Fonte: CNI/Aerton Guimarães)

Por fim, a Red Rabbit (Americana, SP), campeã geral da competição em 2018, recebeu o primeiro lugar em Design de Robô.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

'Locadora virtual' luxuosa dos EUA tem filmes que ainda estão no cinema



Como assistir em casa a filmes que ainda estão no cinema? A maioria das pessoas iria pelo caminho mais óbvio: baixá-los em versão pirata. Mas não é bem assim que funciona quando se tem uma renda anual milionária.

É o que pensam os fundadores da Red Carpet Cinema, que vão oferecer um serviço de aluguel de títulos, de primeira linha, que ainda estão em cartaz por valores que variam de 1.500 a 3.000 dólares. No caso, o prazo máximo para visualizar o filme é de 36 horas, então ter um tempo bem planejado aqui é essencial.

Fonte: Beyond Alliance.

Só que pagar esses valores não é o suficiente para ter esse conforto sem sair de casa. Para ser um cliente da Red Carpet Cinema, é preciso ter um cartão de crédito com limite mínimo de 50 mil dólares e desembolsar 15 mil dólares para instalação do aparelho que conecta o home theater de sua residência ao sistema do serviço.

Quem também pensa que a ideia parece um fracasso anunciado, pode estar se enganando. A empresa tem como fundadores duas pessoas renomadas nesse mercado: Fred Rosen, ex-CEO da Ticketmaster, e Dan Fellman, um dos principais distribuidores de filmes dos Estados Unidos.

Além disso, a Red Carpet Cinema já fechou parceria com importantes estúdios do país, como:  Warner Bros., 20th Century Fox , Fox Searchlight – da Disney –, Fox Paramount, Lionsgate e Annapurna. Em entrevista ao The New York Times, Rosen afirma que com menos de 4 mil clientes a empresa será capaz de gerar uma receita anual de 300 milhões de dólares.

Fonte: IMDB.

 

Serviço de aluguel de filmes está em fase de testes desde 2018


O sistema da Red Carpet Cinema foi instalado em 25 casas, e está fase de testes desde dezembro de 2018. Conforme o The New York Times, cerca de 46 mil norte-americanos têm renda anual de 2 milhões de dólares, o que já seria um bom número de potenciais clientes para a empresa.

Como Rosen e Fellman também indicam na entrevista, trata-se de um mercado de nicho, para um público que gosta de exclusividade e pode pagar por isso. Diante dos valores cobrados, o Red Carpet Cinema deve ainda gerar algumas dezenas de dólares ao ano para os estúdios, o que explica seu apoio. É, existe uma versão de luxo para tudo, não é mesmo?


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Força Aérea dos EUA vai usar drones com IA para auxiliar pilotos em combate



A Força Aérea dos EUA lançou um programa chamado Skyborg, onde pretende utilizar drones dotados de inteligência artificial para ajudar os pilotos a obter mais sucesso em suas missões. Ainda em sua fase inicial, o programa não formulou o que, exatamente, esses drones vão desempenhar, nem como eles vão fazer isso.

Na verdade, a Força Aérea emitiu um comunicado à impressa, informando que está realizando uma pesquisa junto à indústria tecnológica, para mapear as tecnologias disponíveis para esses equipamentos e criar um conceito de análise de operações para o programa.

Na prática, a organização está consultando especialistas, para ter uma noção do que os drones baseados em IA são capazes, além de realizar possíveis requisições.

Fonte: Christopher Skor/Unsplash

No início de março (2019), o secretário assistente de aquisição, tecnologia e logística da Força Aérea, Will Roper, disse que o ideal é que os drones se tornem uma espécie de assistente para os pilotos, assim como o R2D2 é para o Luke Skywalker, se referindo à dupla do filme Guerra nas Estrelas.

Já no dia 15 de março, após uma solicitação de informações à Força Aérea, ela havia informado que espera que o sistema seja capaz de sinalizar sobre situações de risco para o piloto, evitem outras aeronaves, condições meteorológicas desfavoráveis e outros obstáculos, além de poder levantar voo e aterrissar de forma autônoma. Outra exigência é que o controle possa ser operado por pessoas sem qualquer experiência com esse tipo de equipamento, prevendo, talvez, uma situação de emergência.

A Força Aérea ainda pede que as empresas enviem partes separadas de arquitetura de voo. A ideia é que ela própria possa desenvolver dispositivos modulares e adaptáveis às diferentes situações. Sendo assim, dependendo da missão, o drone só seria equipado com os sensores úteis à ocasião. Isso o tornaria mais leve, ágil e ainda ajudaria a poupar bateria.

A organização pretende começar a testar protótipos do Skyborg em 2023.

Fonte: ENGADGET

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Governo Trump pressiona NASA para levar humanos à Lua até 2024



O governo de Donald Trump nos Estados Unidos está aumentando a pressão para que a NASA leve humanos à Lua novamente. O assunto foi pauta de recente discurso do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, durante um evento no Space Flight Center da NASA em Huntsville, Alabama. Na ocasião, ele adiantou o cronograma dessas missões para 2024. A agência espacial tinha como meta começá-las somente em 2028.

“Agora chegou a hora de fazermos o próximo ‘salto gigante’ e retornar astronautas americanos à Lua, estabelecer uma base permanente lá”, disse o representante. Pence também fez duras críticas à agência espacial e disse esperar mais de sua atuação para que a nova meta seja atingida.

No caso, ele se referiu diretamente às despesas e gestão de orçamento com os projetos do foguete Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion. Ambos estão sendo desenvolvidos há anos para iniciarem explorações espaciais por parte do país.

Fonte: reprodução/NASA.

Pence disse que a NASA deveria administrar melhor o dinheiro público e repensar formas de acelerar esses projetos, considerando novas “alternativas comerciais”, se necessário. Aqui, o vice-presidente parece referir-se à SpaceX e Blue Origin, empresas que estão conduzindo os trabalhos nesse sentido.

O tempo para que o SLS e a Orion tragam resultados concretos foi um dos pontos mais destacados por ele: “isso não é bom o suficiente. Nós somos melhores que isso. Levamos oito anos para chegar à Lua na primeira vez, há 50 anos, quando nunca havíamos feito isso antes, e não nos levaria 11 anos para voltar.”

Para que a exploração lunar norte-americana avance, também é necessário que a NASA comece a construção da Estação Espacial Gateway, que deve ficar orbitando ao redor do satélite. A agência, até então, pretendia iniciar seu desenvolvimento somente em 2022. Ela deve ser usada para levar cargas e desembarcar astronautas durante essas atividades.

 

Pressão do Governo Trump tem a ver com explorações da China


O posicionamento da administração Trump tem total sentido diante do fato de que faz 47 anos que um astronauta norte-americano pisou no satélite. Além disso, a alteração do cronograma está fortemente relacionada aos avanços da China na exploração espacial. O país asiático enviou recentemente um rover para explorar a superfície lunar e teve o maior número de lançamentos espaciais bem-sucedidos em 2018.

 Conceito de exploração lunas no futuro. Fonte: reprodução/ NASA.

O tema, inclusive, foi comentado pelo vice-presidente durante o discurso, que também reforçou a dependência da Rússia em missões até a Estação Espacial Internacional, já que esse país tem sido o único responsável por conduzir astronautas até o laboratório. “A Rússia cobra dos Estados Unidos mais de US$80 milhões por assento toda vez que um astronauta americano viaja para a Estação Espacial Internacional”, declarou. Apesar das críticas e pressões, Pencer não falou sobre fundos orçamentários públicos para que essas operações avancem conforme o solicitado.

O que a NASA pensa disso?


Um pouco depois do pronunciamento de Mike Pencer, a NASA fez uma publicação oficial, comunicando que a agência está à altura do desafio de levar a humanidade à Lua em cinco anos.

O texto ainda indica que Jim Bridenstine, atual gestor da NASA, já iniciou os primeiros passos para que o plano seja concretizado. No post, também é dito que serão usados “todos os meios necessários” para que a missão seja feita com sucesso nesse prazo.