De olho em valiosos recursos naturais
presentes em outros mundos além da Terra, a humanidade está prestes a iniciar a
mineração da superfície da Lua e também de asteroides. Os europeus da ESA, por
exemplo, já estão trabalhando em parceria com empresas privadas para começar a minerar o
regolito lunar, o que pode acontecer em 2025.
A mineração do regolito pode extrair
coisas como água, oxigênio, metais e um isótopo chamado hélio-3, que pode
abastecer reatores de fusão nuclear, gerando energia livre de resíduos. O
regolito um material é semelhante à poeira que recobre a Lua, sendo resultado
de bilhões de anos de impactos de meteoros e cometas, e o material também pode
ser usado na construção de habitats humanos no nosso satélite natural.
Mas a Europa não é a única que está
de olho na mineração lunar. Índia, Canadá e China também têm seus planos para
extrair o hélio-3 do nosso satélite natural. Estima-se que exista um milhão de
toneladas de hélio-3 na Lua, ainda que somente 25% de tudo isso possa ser
trazido à Terra. Contudo, tal quantidade é suficiente para atender às demandas
de energia do nosso planeta por pelo menos dois séculos, com o hélio-3 podendo
valer quase US$ 5 bilhões por tonelada.
Quanto à mineração de
asteroides, acredita-se que eles abriguem grandes quantidades de minério de
ferro, níquel e metais preciosos, com concentrações muito mais altas do que as
encontradas aqui na Terra. Sendo assim, o futuro mercado de mineração de
asteroides pode valer trilhões de dólares. E Luxemburgo pretende se tornar o
centro europeu de mineração espacial com sua iniciativa oficial de promover a
mineração de minerais em asteroides.
Contudo, ainda que a futura mineração
de outros mundos do Sistema Solar além da Terra represente um novo marco na exploração
espacial, é preciso avaliar a questão do dano que causaremos quando isso
começar a acontecer. Afinal, com empresas privadas na jogada, além das agências
espaciais ligadas a governos, certamente o lucro será o grande objetivo nessa
empreitada, e também é preciso colocar questões como ética e responsabilidade
ambiental na equação.
Fonte: Oil Price


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