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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Nasa pede idéias para os próximos veículos lunares

A Nasa emitiu dois pedidos de informação (RFI - Request for Information) à indústria nos EUA procurando novas abordagens para o desenvolvimento de sistemas robóticos de mobilidade e de veículos lunares capazes de transportar humanos.

Os veículos, conhecidos como LTV (Lunar Terrain Vehicle - Veículo para o Terreno Lunar) serão abertos (não pressurizados) e usados para ajudar os astronautas a explorar e conduzir experimentos em um local onde nenhum homem jamais esteve: o polo sul da Lua.

“A maior distância que as equipes podem caminhar usando seus trajes espaciais são 800 metros”, disse Marshall Smith, diretor dos programas de exploração humana da Lua na Diretoria de Missões de Exploração Humana e Operações na Nasa. “Se pudermos colocar um rover próximo ao local de pouso antes dos astronautas chegarem, o potencial para retorno científico destas missões irá crescer exponencialmente”.
Um Moon Buggy em uso na Lua durante a Apollo 17. Crédito: Nasa

A Nasa já mandou veículos para a Lua. As missões Apollo 15, 16 e 17 levaram cada uma um “Moon Buggy” (oficialmente chamado Lunar Roving Vehicle, ou LRV), veículo projetado pela Boeing e General Motors (GM) para que duplas de astronautas pudessem percorrer grandes distâncias. Em média cada um percorreu 30 km, sem incidentes.

"Também queremos ouvir os líderes da indústria em veículos para todo tipo de terreno (ATV), veículos elétricos e muito mais - isso não é exclusivo para a indústria espacial", observa Smith. "Queremos que nossos veículos na Lua usem e estimulem inovações no armazenamento e gerenciamento de energia em veículos elétricos, direção autônoma e resistência a ambientes extremos".

Fonte: Nasa 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Imagem de satélite registra construção de hospital para combater o coronavírus em apenas 10 dias

A construção do hospital Huoshenshan, em Wuhan, na China, é um verdadeiro feito de engenharia que surpreendeu o mundo. Em apenas 10 dias o governo chinês conseguiu construir, equipar e iniciar a operação de um hospital com 1.000 leitos, onde 1.400 profissionais trabalharão no tratamento de pacientes infectados com o novo Coronavírus.

O trabalho de construção foi transmitido pelas câmeras da emissora estatal China Media Group (CMG), em uma “live stream” que chegou a 18 milhões de espectadores simultâneos. Mas outra câmera registrou o processo, de um ponto de vista privilegiado: o espaço.

As imagens foram feitas pelo satélite europeu Sentinel-2 e publicadas por David Moore, cientista do NERC National Centre for Earth Observation no Reino Unido. Elas mostram o local do hospital, às margens do lago Zhiyin, antes da construção, em 13 de janeiro, e um dia após o início do funcionamento, em 4 de fevereiro.

Huoshenshan não é o único hospital construído pelo governo chinês para combater o novo Coronavírus. Outro hospital ainda maior, Leishenshan, está sendo construído a cerca de 40 km de distância e será inaugurado nesta quinta-feira (6), com capacidade para 1.600 leitos. Além destes, as autoridades transformaram em 48 horas um hospital inacabado no Dabie Mountain Regional Medical Centre, com capacidade para mais 1.000 leitos.

Fonte: Fayer Wayer  /  Olhar Digital

Wuhan, epicentro do coronavírus, se tornou uma cidade fantasma; veja o vídeo

Enquanto os moradores de Wuhan, na China, se aproximam da segunda semana de bloqueio das vias, imagens de drones da ABC News revelam o quão vazia a cidade está.

Desde 23 de janeiro, quando o governo chinês emitiu ordens de quarentena para Wuhan como parte de seu esforço para conter um surto de coronavírus, todas as formas de transporte público, trens e viagens aéreas foram interrompidas. A situação ficou conhecida como a maior quarentena da história.

Os cientistas acreditam que o vírus, conhecido como 2019-nCov, provavelmente passou de animais para pessoas em um mercado de frutos do mar de Wuhan. Mais de 20 mil ficaram doentes e 420 já morreram.

A quarentena, junto ao medo da rápida disseminação do vírus, transformou Wuhan – uma cidade com 11 milhões de pessoas – em um verdadeiro local fantasma. No vídeo, apenas um punhado de carros permanece nas ruas. Dois motociclistas também se arriscam. Nenhuma pessoa é encontrada em bares ou parques do centro.

Informações divulgadas pelas autoridades da cidade sugerem que os moradores geralmente ficam dentro de suas casas, se aventurando ocasionalmente para estocar alimentos e máscaras. Alguns varejistas se arriscam vendendo produtos, mas os trabalhadores desses locais usam roupas de proteção no corpo inteiro.

A China pediu aos agricultores que aumentassem a produção de vegetais e abriu algumas estradas fechadas para que caminhões de entrega possam circular. O governo ameaçou punir donos de loja que aumentam o preço de alimentos e máscaras – o uso de máscaras de proteção em Wuhan é obrigatório. Em Muyang, na província de Liaoning, drones são usados para "dar bronca" em quem não as utilizar.

A cidade construiu rapidamente instalações médicas adicionais para pacientes com coronavírus, já que os hospitais estão ficando sem camas. Estádios esportivos e outros edifícios em Wuhan também foram transformados em hospitais improvisados. As autoridades não indicaram quando o bloqueio termina.

Fonte: Science Alert  /  Olhar Digital

Armas a laser chegam aos tanques de guerra dos EUA

As armas a laser são o futuro para se defender de mísseis e drones. Dessa forma, não é surpresa que o exército dos Estados Unidos equipe seus tanques de guerra com a tecnologia. Essa é apenas uma das novas tecnologias que o país vai colocar em seus novos veículos blindados de combate. Os atuais Abrams (principal carro de combate do exército norte-americano) vão receber a atualização.

A liderança do exército tem a ideia de transformar como e com o que a organização luta. Os entusiastas da tecnologia discutem inclusive o potencial de tanques flutuantes guiados por inteligência artificial que disparam laser. O general Ross Coffman, líder da equipe multifuncional de veículos de combate de última geração (CFT) está determinado a pensar fora da caixa sobre como será o tanque do futuro e suas capacidades.

Segundo o general, a CFT pensa em “tudo, de uma pistola de raios a uma criatura quadrúpede do tipo Guerra nas Estrelas que atira lasers”. O principal empecilho para isso é que os membros do exército querem tomar a decisão sobre o novo tanque em 2023. Para o general Mark Milley “o verdadeiro tipo de santo graal de tecnologias que estou tentando encontrar é a própria armadura”, acrescentando que descobrir um material mais leve e que ofereça a mesma proteção é o principal avanço.

Fonte: The National Interest  /  Olhar Digital

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Polo magnético da Terra está se movendo em direção à Rússia

O novo Modelo Magnético Mundial (WMM) ganhou atualização para 2020 da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) — organização dos EUA especializada em meteorologia e oceanografia. O relatório sobre a localização do polo norte magnético da Terra voltou a ressaltar que seus movimentos rumo à Sibéria, na Rússia, continuam mudando rapidamente. Segundo o documento, nos últimos 20 anos a média da velocidade dessa atividade era de 55 km por ano; agora os pesquisadores do instituto constaram que ela passou para 40 km.

“Desde sua primeira descoberta formal em 1831, o polo norte magnético percorreu cerca de 2.250 km. Essa perambulação geralmente tem sido bastante lenta, permitindo que os cientistas controlem sua posição com bastante facilidade. Na virada do século, essa velocidade aumentou”, disse o estudo.

Assim, o documento indica que, embora esse fenômeno tenha se elevado por um tempo, deve seguir uma escala decrescente daqui para frente. Também revela que a declinação nesse sentido teve deslocamento de um pouco mais de 2,5° nos últimos 22 anos.
WMM 2020 aponta nova mudança no movimento do polo magnético da Terra. (Fonte: NOAA/Divulgação)

O que isso significa?

Devido ao movimento do ferro liquefeito presente no núcleo da Terra, o polo magnético se locomove com frequência, partindo nos últimos anos do Canadá, onde se enfraqueceu, em direção à Sibéria. Logo, não deve ser confundido com o ponto geográfico extremo do planeta, ao ter relação, portanto, com o campo magnético.

Dessa forma, o WMM é atualizado a cada cinco anos para fornecer dados recentes e confiáveis para mapas, bússolas e ferramentas de GPS. Logo, é usado para rastreamento de satélite, orientação do tráfego aéreo e urbano, além de serviços de comunicação em todo mundo.

Fontes:NOAA/Fapesp