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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Governo Trump pressiona NASA para levar humanos à Lua até 2024



O governo de Donald Trump nos Estados Unidos está aumentando a pressão para que a NASA leve humanos à Lua novamente. O assunto foi pauta de recente discurso do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, durante um evento no Space Flight Center da NASA em Huntsville, Alabama. Na ocasião, ele adiantou o cronograma dessas missões para 2024. A agência espacial tinha como meta começá-las somente em 2028.

“Agora chegou a hora de fazermos o próximo ‘salto gigante’ e retornar astronautas americanos à Lua, estabelecer uma base permanente lá”, disse o representante. Pence também fez duras críticas à agência espacial e disse esperar mais de sua atuação para que a nova meta seja atingida.

No caso, ele se referiu diretamente às despesas e gestão de orçamento com os projetos do foguete Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion. Ambos estão sendo desenvolvidos há anos para iniciarem explorações espaciais por parte do país.

Fonte: reprodução/NASA.

Pence disse que a NASA deveria administrar melhor o dinheiro público e repensar formas de acelerar esses projetos, considerando novas “alternativas comerciais”, se necessário. Aqui, o vice-presidente parece referir-se à SpaceX e Blue Origin, empresas que estão conduzindo os trabalhos nesse sentido.

O tempo para que o SLS e a Orion tragam resultados concretos foi um dos pontos mais destacados por ele: “isso não é bom o suficiente. Nós somos melhores que isso. Levamos oito anos para chegar à Lua na primeira vez, há 50 anos, quando nunca havíamos feito isso antes, e não nos levaria 11 anos para voltar.”

Para que a exploração lunar norte-americana avance, também é necessário que a NASA comece a construção da Estação Espacial Gateway, que deve ficar orbitando ao redor do satélite. A agência, até então, pretendia iniciar seu desenvolvimento somente em 2022. Ela deve ser usada para levar cargas e desembarcar astronautas durante essas atividades.

 

Pressão do Governo Trump tem a ver com explorações da China


O posicionamento da administração Trump tem total sentido diante do fato de que faz 47 anos que um astronauta norte-americano pisou no satélite. Além disso, a alteração do cronograma está fortemente relacionada aos avanços da China na exploração espacial. O país asiático enviou recentemente um rover para explorar a superfície lunar e teve o maior número de lançamentos espaciais bem-sucedidos em 2018.

 Conceito de exploração lunas no futuro. Fonte: reprodução/ NASA.

O tema, inclusive, foi comentado pelo vice-presidente durante o discurso, que também reforçou a dependência da Rússia em missões até a Estação Espacial Internacional, já que esse país tem sido o único responsável por conduzir astronautas até o laboratório. “A Rússia cobra dos Estados Unidos mais de US$80 milhões por assento toda vez que um astronauta americano viaja para a Estação Espacial Internacional”, declarou. Apesar das críticas e pressões, Pencer não falou sobre fundos orçamentários públicos para que essas operações avancem conforme o solicitado.

O que a NASA pensa disso?


Um pouco depois do pronunciamento de Mike Pencer, a NASA fez uma publicação oficial, comunicando que a agência está à altura do desafio de levar a humanidade à Lua em cinco anos.

O texto ainda indica que Jim Bridenstine, atual gestor da NASA, já iniciou os primeiros passos para que o plano seja concretizado. No post, também é dito que serão usados “todos os meios necessários” para que a missão seja feita com sucesso nesse prazo.


Chinesa é presa por entrar ilegalmente (e com malware) em resort de Trump



No último sábado (30/03), pouco depois do meio-dia, uma mulher chinesa de 32 anos identificada como Yujing Zhang conseguiu chegar até a recepção do resort Mar-a-Lago, de propriedade do presidente Donald Trump.

Zhang se aproximou de um dos agentes do Serviço Secreto dos EUA que faz segurança no local e disse que queria entrar para usar a piscina, apresentando os dois passaportes com sua foto. Após uma rápida verificação na lista de sócios, um homem com sobrenome Zhang foi encontrado. Como Yujing não conseguiu responder claramente, em inglês, se era filha do tal sócio, sua entrada foi liberada após os funcionários suporem que eles eram parentes.

Na recepção, ao ser questionada novamente, Yujing Zhang afirmou que tinha ido ao resort para um evento da Associação Sino-Americana das Nações Unidas, mas que chegou cedo para se “familiarizar com a propriedade e tirar fotos”.

Nesse momento, a recepcionista alertou os agentes do Serviço Secreto, pois não havia nenhum evento daquele tipo agendado.

Resort Mar-a-Lago, Flórida/EUA (Fonte: Idesignarch)

Zhang, então, foi levada para outro local, onde foi interrogada. Enquanto isso, os funcionários comprovaram que seu nome não constava em nenhuma das listas de pessoas autorizadas a frequentar o Mar-a-Lago. Zhang disse que um amigo chinês chamado Charles havia lhe convidado para participar do evento para conversar sobre relações econômicas entre os EUA e a China.

Durante o interrogatório, os agentes perceberam que ela sabia ler e falar fluentemente em inglês. Ao ser revistada, foram encontrados quatro smartphones, um laptop, um disco rígido externo e um pendrive que, segundo os agentes continha software malicioso. Não havia maiô ou biquíni em sua bolsa.

Há a suspeita que Zhang tenha ido ao resort para participar de um dos eventos promovidos por Cindy Yang, que ficou conhecida por ser proprietária de várias casas de massagem no sul da Flórida, e que poderia estar usando sua influência com Trump para vender acesso ao presidente. Mas os eventos de Cindy haviam sido cancelados.

Supõe-se que o amigo citado por Zhang seja um associado chamado Charles Lee, que promoveu os eventos de Cindy nas redes sociais chinesas. 

Nenhuma dessas informações foi confirmada. Zhang foi acusada de dois crimes federais: mentir para o Serviço Secreto americano e entrar ilegalmente em uma área restrita. No momento, seu advogado disse que ela prefere manter o silêncio. Se for condenada, ela pode pegar até seis anos de cadeia e ser obrigada a pagar uma multa de US$ 350 mil.