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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Outra líder dos protestos na Google deixa a companhia


Meredith Whittaker, uma das líderes do movimento #GoogleWalkout4Change, que denunciava a maneira negativa com a qual o Google lidava com as questões de assédio na empresa, disse esta semana que está deixando a gigante de tecnologia. Posteriormente, a companhia confirmou a notícia que surgiu no Twitter e foi replicada pelo Bloomberg.

Vale lembrar que Whittaker não é a primeira pessoa envolvida nos protestos a pedir demissão: no mês passado, Claire Stapleton também anunciou que estava deixando a Google.

Após as manifestações contra as políticas da empresa, ambas as funcionárias relataram a diversos veículos de comunicação que estavam enfrentando retaliações. Outros colaboradores também disseram estar passando pelas mesmas situações, como uma possível consequência de sua participação na greve. 

Meredith Whittaker anunciou a sua saída da Google na última semana. (Fonte: Fortune/Rebecca Greenfield)

Início dos problemas

A paralisação envolvendo milhares de funcionários ocorreu em novembro do ano passado. O movimento foi realizado após o New York Times divulgar um relatório apontando que o cocriador do Android, Andy Rubin, deixou a companhia com um pagamento de US$ 90 milhões, mesmo após as lideranças terem conhecimento das várias denúncias sobre a conduta sexual do executivo.

Os protestos de funcionários foram além desse tema. Também no ano passado, houve eventos contra o projeto Dragonfly (mecanismo de busca censurado da empresa para a China) e contra o contrato que o Google mantinha com o Pentágono para uso de inteligência artificial em análise de vídeos feitos por drones.

Neste caso, a empresa divulgou uma nota no mês passado afirmando que não renovaria os contratos com o governo americano.

Fonte: Cnet

terça-feira, 16 de julho de 2019

Play Store abrigava versão não oficial do Telegram com malware embutido


Encontrar aplicativos mal intencionados na Play Store não é novidade. Por mais que a Google trabalhe para garantir a segurança dos apps presentes na loja, não são raras as notícias sobre malwares na plataforma. A mais recente é sobre o MobonoGram 2019, uma versão não oficial do Telegram que rodava sites maliciosos em segundo plano.

O app usava o código aberto do Telegram para oferecer uma plataforma similar, mas que carregava o malware “Android.Fakeyouwon” que apresentava um "mecanismo de persistência" para iniciar uma série de recursos toda vez que o aplicativo era iniciado ou atualizado, sem o conhecimento do usuário.

Entre as ações executadas pelo malware estavam o acesso a um conjunto de servidores C&C que recebiam URLs maliciosos e cometiam fraudes em anúncios, gerando falsos cliques. As descobertas foram feitas por pesquisadores da Symantec, empresa de segurança cibernética.

Os estudos também apontaram que algumas URLs destas desencadeavam um loop infinito de solicitações para um site malicioso, gastando a bateria do telefone ou o deixando inutilizável. A Symantec detectou e bloqueou mais de 1.200 infecções deste malware, sendo a maioria delas nos EUA, Irã, índia e Emirados Árabes. O app MobonoGram foi baixado mais de 100 mil vezes na Play Store.

Luta contra fraudes

Para tentar oferecer maior segurança aos usuários, a Google criou o Google Play Protect, o projeto já ajudou na remoção de mais de 700 mil apps que ofereciam algum risco. Mas a iniciativa não consegue barrar todos os malwares, por isso, a dica é baixar apenas aplicativos oficiais com desenvolvedores certificados, além de ficar atento nas permissões de uso requisitadas.

Fonte: The Next Web

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Google lança jogo de tênis na página do buscador para homenagear Wimbledon


Google lançou um jogo que simula uma partida de tênis para homenagear o torneio de Wimbledon, o mais antigo e relevante do mundo. Ao digitar "Wimbledon" no buscador, uma caixa roxa com informações do torneio irá aparecer, na sua direita existe um ícone de bola de tênis, basta clicar nela para jogar.

A empresa anunciou a novidade no Twitter:


Ver imagem no Twitter
Anyone spotted this little game yet? 👀
No? Let's give you a hint! 😉

1⃣ Search for on Google 🔎
2⃣ Look out for a tennis ball in the results box 🎾
3⃣ Click on it and let the games begin... 🕹️
153 pessoas estão falando sobre isso


É possível jogar na versão desktop e mobile. No computador, a barra de espaço é usada para fazer o saque e as flechas para movimentar o jogador. Já no celular, basta tocar na tela para guiar o  personagem tenista.

Fonte: Google

Google Lens agora identifica artistas e obras de artes regionais


Google Lens, recurso de "leitura" do que está em foco na câmera embutido em aparelhos e serviços da empresa, ganhou uma novidade interessante para quem gosta de arte e explorar cidades.

A partir de agora, é possível identificar obras de arte locais, como grafites, murais, além de outros formatos de arte urbana e até quadros menos conhecidos. A iniciativa é uma parceria com a Wescover, uma instituição que mantém um catálogo digital de arte.

Para ativar a função, é só apontar a câmera do seu Android ou iOS para a arte (ou voltar em uma foto na sua galeria) e ativar o ícone do Google Lens. As informações obtidas incluem dados sobre o criador, mais exemplos de criação similares e até a possibilidade de entrar em contato com a pessoa, caso você seja um empresário, colecionador ou apenas um fã interessado no trabalho.
O objetivo é não só tirar dúvidas e aumentar o conhecimento de moradores locais ou turistas, mas também dar o merecido crédito aos artistas.

Por enquanto, o projeto da Wescover funciona apenas em San Francisco e depende também da base interna da empresa, que tem um catálogo com cerca de 5 mil artistas e companhias. Ele funciona tanto em galerias e museus de arte moderna ou contemporânea quanto em restaurantes, por exemplo.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Stadia: usuário terá acesso a jogos que forem excluídos pelo desenvolvedor


Google Stadia foi anunciado em março, mas ainda rondam muitas dúvidas quanto ao seu funcionamento. A Google sanou algumas delas ao atualizar sua página de FAQ da plataforma de jogos. Entre as informações, está a de que o jogador terá acesso ao game mesmo se este for retirado do Stadia.

Isso significa que uma vez adquirido, o jogo pode ser acessado pelo usuário mesmo que o desenvolvedor decida excluir o produto da plataforma. “No futuro, é possível que alguns jogos não estejam mais disponíveis para novas compras, mas os jogadores existentes ainda poderão jogar o game. Fora circunstâncias imprevistas, o Stadia terá como objetivo manter qualquer título previamente comprado disponível para jogar”, esclarece a página de suporte da plataforma.

O site MSPoweruser , porém, levanta a dúvida do que vai acontecer se a própria Google sair do Stadia. Segundo o portal, a empresa vem abandonando tantos projetos que não seria de se surpreender que em algum momento parasse de dar suporte ao Stadia.

A pergunta que fica é: nesse caso, os jogos comprados permanecem também com o usuário?

Fonte: mspoweruser

Mais de 180 apps maliciosos são removidos pelo Google; veja seu celular


O Google removeu 111 aplicativos da Play Store. Os apps utilizavam de adwares para gerar renda aos desenvolvedores e, juntos, contabilizam mais de nove milhões de instalações — e muitos aparelhos brasileiros podem estar neste número. 

Além disso, a empresa de segurança Trend Micro notou que mais de 70 aplicativos na mesma categoria residem em lojas de download terceiras, como a 9Apps e a PP Assistant.

A Trend Micro afirma que todos esses aplicativos fazem parte de uma campanha maliciosa de adware. O adware é um tipo de programa que exibe propagandas sem a autorização do usuário. Muitas vezes, de maneira criminosa, apps exibem propagandas sob outras imagens de tela, escondendo do usuário que ele estaria gerando renda ao desenvolvedor do golpe.

Foram descobertos os seguintes adwares na campanha: AndroidOS_HiddenAd.HRXAA e AndroidOS_HiddenAd.GCLA

Como nota a empresa de segurança, os adwares estavam em aplicativos voltados para jogos e modos de câmera; todos gratuitos para o download. Entre os apps, alguns deles escondidam ícones de aplicações, outros travavam a tela com propaganda fullscreen sem opção para os usuários e ainda conseguiam evadir a detecção sandbox.

As propagandas, com o tempo, começam a tomar a tela do celular do usuário. Segundo a descoberto, os apps maliciosos exibem anúncios logo após o desbloqueio de tela e até “desaparecem” com o próprio ícone, dificultando a desinstalação. Obviamente, internet e bateria continuam sendo consumidos.

A Play Store não oferece mais esses aplicativos para download. Uma lista completa não foi divulgada, mas você pode checar alguns deles na imagem abaixo:



Fonte: O Google

sábado, 6 de julho de 2019

Google recria obra de quase 3 mil anos destruída pelo ISIS com impressão 3D


As barbáries cometidas pelos integrantes do Estado Islâmico não se limitaram a ataques contra pessoas. Os rebeldes também deixaram rastros de destruição em bibliotecas, monumentos e museus de diversos locais por onde passaram, privando o mundo de obras milenares que faziam parte da história da civilização humana. Esses artefatos foram perdidos para sempre, infelizmente; contudo, graças à iniciativa de instituições renomadas e à tecnologia, algumas das peças começaram a ganhar réplicas.

Uma delas, aliás, foi reconstruída por meio de uma parceria entre a Google e as organizações Imperial War Museums e Historic England, ambas do Reino Unido. O artefato em questão é a escultura “Leão de Mosul”, uma obra criada pela cultura assíria por volta do ano de 860 a.C. que foi destruída pelos rebeldes em 2015, quando o ISIS invadiu e saqueou o Museu de Mosul, no Iraque. 

(Fonte: The Next Web/Reprodução)

O original não existe mais, mas a parceria deu origem a uma escultura criada por meio da impressão 3D que, apesar de não substituir a escultura original, permitirá que o trabalho e o talento dos artesãos da cultura assíria sejam admirados e ajudará a perpetuar o legado desse povo — ainda que seja por meio de reconstruções. A réplica fará parte da exposição “Cultura sob Ataque”, do Imperial War Museum, em Londres, e será apresentada ao público de 5 de julho a 5 de janeiro do ano que vem.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

IA do Google considera drag queens como “tóxicas” ao analisar comentários


Não é de hoje que as grandes empresas de tecnologia tentam encontrar uma solução para lidar com comentários tóxicos na internet. Em muitos casos, a principal aposta dessas companhias vem sendo o desenvolvimento de uma inteligência artificial capaz de detectar automaticamente se uma frase contém discurso de ódio e realizar todo o trabalho de moderação sem intervenção humana.

É a pretensão do Google para o Perspective, uma ferramenta criada pela Jigsaw, incubadora de tecnologia que faz parte da Alphabet. Ela utiliza aprendizado de máquina para “ler” comentários publicados em redes sociais e medir o nível de toxicidade encontrado ali. Atualmente, o Perspective pode ser testado nos sites YouTubeTwitterFacebookReddit e Disqus através da extensão Tune para Google Chrome.

Mas esse uso de machine learning pode acabar tendo o efeito contrário, ajudando a silenciar minorias e sendo ineficiente contra comentários racistas. É o que mostram os pesquisadores do InternetLab, centro de pesquisas brasileiro que realiza estudos na área de tecnologia e direito. 

Eles utilizaram o Perspective para analisar comentários feitos por “pessoas com discurso extremamente controverso ou muito tóxico” e por drag queens que participaram do reality show RuPaul's Drag Race.

Após analisar 114.204 tweets, coletados com a ajuda de um algoritmo python, as mensagens foram submetidas à API do Perspective e receberam um nível de toxicidade que pode variar entre 0% e 100%. Como você pode ver no gráfico abaixo (clique para ver no tamanho original), algumas drag queens foram consideradas mais tóxicas do que supremacistas brancos dos EUA como David Duke, ex-líder da Klu Klux Klan.
 Fonte: InternetLab/Reprodução

A pesquisa mostra que o algoritmo considerou como tóxicas diversas palavras usadas com frequência por pessoas da comunidade LGBTQ para conversarem entre si. Termos e gírias como fagbitchsissy, e queer receberam níveis de toxicidade entre 51% e 98%. Embora várias dessas palavras possam ser usadas de forma ofensiva, elas foram apropriadas pelas minorias “para lidar com hostilidade externa ao grupo”.

“Nossa análise qualitativa de tweets individuais ilustram como esses vieses têm implicações significativas para o discurso LGBTQ”, diz o texto publicado pelo InternetLab. A mensagem “Oi gays de Austin!!!! Venham me ver no @oilcanharrys essa noite!!!”, por exemplo, publicada pela drag Yuhua Hamasaki recebeu 93% de nível de toxicidade. 

Exemplo de tweet que a IA do Google considerou como 94% tóxico. (Fonte: InternetLab/Reprodução)

Por outro lado, tweets com comentários racistas não foram considerados tão tóxicos pelo Perspective. Um exemplo é o tweet de um youtuber afirmando que “as três principais raças têm volumes cerebrais e médias de QI diferentes”. Para o algoritmo, essa frase tem nível de toxicidade de apenas 21%. 

Algo parecido aconteceu com uma mensagem de David Duke contra imigrantes, que recebeu apenas 7% de toxicidade. 

Tweet com nível de toxicidade de 6%. (Fonte: InternetLab/Reprodução)

Os pesquisadores do InternetLab concluem que é preciso “haver discussão mais profunda sobre como essas ferramentas podem impactar, modificar e modelar a forma por meio da qual nós todos nos comunicamos”. O centro de pesquisas promete publicar um artigo acadêmico em breve com metodologia, dados e resultados completos do estudo.


domingo, 30 de junho de 2019

Empresas terão que prestar contas de quanto lucram com dados de usuários


Todo mundo sabe que plataformas como FacebookInstagram e Google "monitoram" os usuários por meio dos smartphones e lucram vendendo suas preferências para anunciantes. Muitos já devem ter se perguntado: o que, afinal, elas ganham com isso? E senadores estadunidenses também querem saber.

Mais especificamente, eles querem saber "quanto" as empresas ganham com a captação e o uso de informações pessoais de usuários. Para isso, uma proposta de lei bipartidária enviada ao congresso dos Estados Unidos sugere que empresas com mais de 100 milhões de usuários mensais ativos sejam obrigadas a apresentar um relatório anual sobre o valor dos dados arrecadados e o que foi feito com essas informações. 

(Foto: Pexels)

Se a lei for aprovada, as companhias de tecnologia e redes sociais como Facebook e a própria Google terão, ainda, que detalhar quais tipos de dados foram captados e abrir a possibilidade de que os usuários excluam todas as informações ou parte delas do banco de dados da plataforma.

A proposta, que visa tornar mais transparentes as relações dessas companhias com seus usuários, foi uma das poucas situações da política norte-americana capazes de agradar democratas e republicanos. O projeto parte dos senadores Mark Warner (democrata) e Josh Hawley (republicano), que encabeçam a iniciativa. 

Senadores Mark Warner e Josh Hawley, dos Estados Unidos. (Foto: Wikimedia Commons)

Pronta para ser anunciada na próxima segunda-feira (02), a lei vem sendo chamada pela imprensa dos Estados Unidos de Dashbord Act, de Designing Accounting Safeguards to Help Broaden Oversight And Regulations on Data, ou Projetando Salvaguardas de Responsabilidade para Ajudar a Ampliar a Supervisão e Regulamentação de Dados, em tradução livre.

Em um comunicado divulgado na imprensa, Warner disse que "durante anos, as empresas de mídia social disseram aos consumidores que seus produtos são gratuitos para o usuário, mas isso não é verdade. Você está pagando com seus dados em vez de sua carteira. A falta geral de transparência e divulgação nesse mercado tornou impossível para os usuários saberem o que estão entregando, com quem mais seus dados estão sendo compartilhados ou o que estes valem para a plataforma".

O governo dos EUA está preocupado também com a possibilidade de que o Facebook saiba mais sobre os cidadãos do que a própria administração pública, mas não ficou claro até agora se o Dashbord Act mudará isso de alguma forma.

Fonte: Cnet

quarta-feira, 26 de junho de 2019

YouTube estaria sendo investigado por vídeos impróprios para crianças


A FCC (Comissão Federal do Comércio, em tradução livre) está investigando o YouTube nos EUA após receber diversas denúncias dos vídeos que estariam sendo indicados para o público infantil do site ao final de outros vídeos. De acordo com o Washington Post, o YouTube chegou a pensar em rever seu algoritmo de indicação de vídeos, após o início da investigação.

O YouTube tem recebido diversas reclamações, que se transformaram nessas denúncias, após vídeos perturbadores terem passado pelo filtro do que é permitido na plataforma e chegado até crianças na versão Kids da plataforma.

Além disso, a crise no YouTube tem aumentado após denúncias também de que seu algoritmo de indicações estaria “colaborando” para satisfazer uma comunidade de espectadores que buscam vídeos para sexualizar crianças. Para tentar diminuir esses problemas, a plataforma desativou os comentários de vídeos com menores de idade, além de ter proibido conteúdo com crianças sem nenhum adulto ao lado.
(Fonte: Jcomp/Reprodução)

Mudanças à vista?

De acordo com o Wall Street Journal, grandes executivos da Google, proprietária do YouTube, chegaram a discutir a possibilidade de transferir todo o conteúdo infantil do YouTube para a versão infantil da plataforma. Porém, tal mudança é improvável de ser tomada, por ser tão drástica.

Oficialmente, o YouTube e a FCC se recusaram a comentar a matéria do Post, porém, quanto à matéria jornalística, a plataforma de vídeos fez um pequeno comentário. “Nós consideramos muitas ideias para melhorar o YouTube, e algumas se mantém apenas isso — ideias”, disse o assessor do site. “Enquanto outras nós desenvolvemos e implementamos, como nossa política de menores fazendo lives ou a proibição de subir vídeos com conteúdo de ódio.”

A investigação segue acontecendo e, caso o YouTube seja considerado culpado durante o processo, terá que pagar uma multa ao governo.

Fonte: CNET