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terça-feira, 23 de julho de 2019

“Youtuber” morre após comer lagartixas e insetos durante live


Um vlogger chinês com o sobrenome Sun fez o que todo mundo pede para que as pessoas não façam em casa e o resultado foi trágico: ele ingeriu insetos e lagartixas venenosas e morreu durante uma transmissão ao vivo. 

Segundo a mídia chinesa, ele tinha 35 anos e queria aumentar a base de seguidores de sua plataforma, que tinha 15 mil fãs.

Para fazer sua live, Sun usou o DouYu, um dos maiores serviços de streaming da China — o YouTube não é liberado por lá, mas o funcionamento é bem semelhante. O desafio mortal consistia em girar uma roda marcada com vários itens, incluindo lacraias, lagartixas, larvas de farinha, vinagre, ovos, cerveja e licor. A coisa toda era simples: ele ingeria o que a roleta indicasse, ao parar de virar. 

Fonte: DouYu/Reprodução

Sua última sessão ao vivo foi na quinta-feira passada (18), às 17h45 (horário local), quando ele se registrava comendo centopéias e lagartixas venenosas, em tempo real, e depois simplesmente deixou de aparecer no vídeo.

De acordo com relatos de vizinhos, Sun foi encontrado em seu apartamento em Hefei, na província de Aunhui, no sábado (20), quando sua namorada foi visitá-lo e encontrou-o inconsciente sem seu quarto, sem sinais vitais.

Autoridades investigam a causa da morte e os vídeos foram removidos do DouYu. 

Alpinista chinês também morreu ao vivo em 2017


O caso de Sun lembrou outro episódio parecido, de 2017, quando o alpinista Wu Yongning, de 26 anos, caiu de uma altura de 62 andares enquanto fazia uma de suas performances em arranha-céus na província de Hunan. Sua queda foi registrada em tempo real. 

Fonte: Asia Wire/Reprodução

Segundo a BBC, um membro da família disse que Yongning participava de um desafio no valor de 100 mil yuan (cerca de US$ 15 mil) e o valor seria para pagar seu casamento e o tratamento médico da mãe. Os detalhes dessa “competição” e do patrocinador do evento não estão claros até hoje.

Fonte: Lad Bible

sábado, 6 de julho de 2019

Vídeos de truques com cigarros eletrônicos viram moda e polêmica no YouTube


Os cigarros eletrônicos (também chamados de e-Cigs ou vapes) estão cada vez mais populares e invadiram também o YouTube, com um estilo de clipe bem específico: jovens fazendo "truques" com a fumaça liberada por esses aparelhos, criando figuras no ar. O problema é que, de acordo com um recente estudo, essa diversão esconde alguns segredos.

Um grupo de pesquisadores de Yale analisou os vídeos e descobriu que eles na verdade são uma perigosa estratégia de marketing. Para começar, mais da metade deles é produzida por lojas ou fabricantes desses produtos, e vários outros têm patrocínio de marcas ou fazem parte de grupos de incentivo à prática, mesmo que de forma discreta.

O principal problema é que os tais truques seriam uma forma de atrair um público diferente para os cigarros eletrônicos, pois os jovens ficam maravilhados com as "mágicas" e resolvem experimentá-los para repetir as manobras com a fumaça. Pouco mais de 61% dos youtubers estudados também ingressaram recentemente nesse público, já que têm entre 18 e 24 anos de idade.
Ainda de acordo com o estudo, cerca de 80% dos criadores desse tipo de conteúdo são homens, metade deles branca. O estudo identificou 25 brincadeiras e truques com os vapes e a presença constante de palavrões e outras "profanidades" na linguagem dos youtubers. A pesquisa completa pode ser encontrada aqui (em inglês).

Para os especialistas, a ascensão dos vídeos no YouTube e a crescente popularidade da prática é motivo para iniciar o debate sobre a regulamentação desse tipo de conteúdo.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

YouTube bane vídeos de hacking e phishing; canais educativos reclamam


YouTube adicionou tutoriais de hacking e phishing a sua lista de conteúdos banidos no começo do ano. A intenção da rede social era proibir vídeos que ensinassem técnicas de uso ilegal da prática hacker, mas acabou também tirando do ar canais de aprendizagem sobre sistemas de computadores.

De acordo com o YouTube a proibição entra na lista de “conteúdo nocivo ou perigoso”, que bane vídeos de "hacking instrucional e phishing" com conteúdos sobre "como ignorar sistemas de computador seguros ou roubar credenciais de usuários e dados pessoais".

Mas os algoritmos não conseguem diferenciar estes vídeos de canais educacionais. O co-fundador de uma organização que usa a plataforma para ensinar iniciantes sobre ciência da computação e segurança, teve o upload de novos vídeos negados e conteúdos bloqueados sob a alegação de que o assunto era proibido pela rede social.


We made a video about launching fireworks over Wi-Fi for the 4th of July only to find out @YouTube gave us a strike because we teach about hacking, so we can't upload it.

YouTube now bans: "Instructional hacking and phishing: Showing users how to bypass secure computer systems"

1.736 pessoas estão falando sobre isso


Casos semelhantes aconteceram com outras pessoas que mantinham vídeos sobre ensino de segurança e computação. 

Apesar das reclamações terem surgido agora, a regra data de 5 de abril e, aparentemente, o YouTube vem derrubando vídeos sobre hacking há algum tempo.
(Fonte: YouTube/Reprodução)

Ao The Verge, um porta-voz do YouTube confirmou que alguns vídeos podem ter sido banidos de forma equivocada. "Com o enorme volume de vídeos em nosso site, às vezes fazemos a ligação errada. Temos um processo de apelação em vigor para os usuários e, quando percebemos que um vídeo foi removido por engano, agimos rapidamente para restabelecê-lo", esclareceu

A pergunta que fica é: até que ponto a plataforma deve interferir em conteúdos com tutoriais relevantes, mas que podem ser usados para fins ilícitos por pessoas mal-intencionadas?

Fonte: The Verge

terça-feira, 2 de julho de 2019

Facebook entra na luta contra fake news sobre saúde e curas milagrosas


Publicações com curas milagrosas, dietas para perder peso em poucos dias e que promovam qualquer produto ou ideia falsa em relação à saúde serão tratadas de uma nova forma pelo Facebook. A rede social anunciou que tomará medidas para reduzir o número de notícias falsas sobre saúde.

A primeira é analisar se a postagem é exagerada ou deliberadamente enganosa e a segunda irá avaliar se a publicação promove um serviço ou produto com base em alegações falsas.  Se categorizado dentro de algum destes quesitos, o post terá sua distribuição reduzida.

“Sabemos que as pessoas não gostam de postagens sensacionalistas ou com spam, e conteúdos de saúde enganosos são particularmente ruins para nossa comunidade", afirmou Travis Yeh, gerente de produtos do Facebook.


Luta contra fake news sobre saúde


YouTube anunciou recentemente que também irá promover ações para desestimular informações falsas. A rede social irá cortar publicidades em canais que prometem a cura do câncer sem autoridade para falar do assunto, por exemplo.

O Facebook comunicou que irá permanecer trabalhando para minimazar  o número de posts com conteúdos de baixa qualidade em sua plataforma. 

Fonte: cnet

quarta-feira, 26 de junho de 2019

YouTube estaria sendo investigado por vídeos impróprios para crianças


A FCC (Comissão Federal do Comércio, em tradução livre) está investigando o YouTube nos EUA após receber diversas denúncias dos vídeos que estariam sendo indicados para o público infantil do site ao final de outros vídeos. De acordo com o Washington Post, o YouTube chegou a pensar em rever seu algoritmo de indicação de vídeos, após o início da investigação.

O YouTube tem recebido diversas reclamações, que se transformaram nessas denúncias, após vídeos perturbadores terem passado pelo filtro do que é permitido na plataforma e chegado até crianças na versão Kids da plataforma.

Além disso, a crise no YouTube tem aumentado após denúncias também de que seu algoritmo de indicações estaria “colaborando” para satisfazer uma comunidade de espectadores que buscam vídeos para sexualizar crianças. Para tentar diminuir esses problemas, a plataforma desativou os comentários de vídeos com menores de idade, além de ter proibido conteúdo com crianças sem nenhum adulto ao lado.
(Fonte: Jcomp/Reprodução)

Mudanças à vista?

De acordo com o Wall Street Journal, grandes executivos da Google, proprietária do YouTube, chegaram a discutir a possibilidade de transferir todo o conteúdo infantil do YouTube para a versão infantil da plataforma. Porém, tal mudança é improvável de ser tomada, por ser tão drástica.

Oficialmente, o YouTube e a FCC se recusaram a comentar a matéria do Post, porém, quanto à matéria jornalística, a plataforma de vídeos fez um pequeno comentário. “Nós consideramos muitas ideias para melhorar o YouTube, e algumas se mantém apenas isso — ideias”, disse o assessor do site. “Enquanto outras nós desenvolvemos e implementamos, como nossa política de menores fazendo lives ou a proibição de subir vídeos com conteúdo de ódio.”

A investigação segue acontecendo e, caso o YouTube seja considerado culpado durante o processo, terá que pagar uma multa ao governo.

Fonte: CNET

terça-feira, 25 de junho de 2019

TV Cultura vai disponibilizar acervo clássico em canal do YouTube


A TV Cultura vai lançar todos seus clássicos no YouTube. A emissora está criando o canal chamado Eu Vi Na Cultura como estratégia para começar um serviço de streaming com seus conteúdos.

Segundo levantamento do site Na Telinha, a emissora está programando o lançamento em várias plataformas, com produções antigas de sucesso tais quais Glub Glub e Mundo da Lua.

No canal do YouTube, ela ainda vai fazer maratonas com suas principais produções. Nas atrações confirmadas para o espaço também estão Cocoricó e Castelo Rá-tim-bum, considerado pela emissora o carro-chefe.

A empresa também promete adicionar os desenhos que transmite, como O Pequeno Urso e As Aventuras de Babar.

Segundo informou o Na Telinha, neste primeiro momento devem entrar produções do Mundo da Lua e Ilha Rá-tim-bum, com episódios duplos sendo lançados às terças e quintas, respectivamente. O canal deve estrear no dia 27 com uma maratona de 12 horas de conteúdo.

Segundo a emissora, a movimentação vem após a entrada de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, no conselho artístico da TV Cultura. Ele exigiu que a empresa esteja 100% no meio digital.

"A criação de uma nova plataforma de streaming é a prioridade da atual gestão de José Roberto Maluf, presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora do canal, e o projeto já está em fase de planejamento”, ressalta a emissora.

A emissora também planeja para 2021 um serviço de streaming próprio, de acordo com informações do NaTelinha. A negociação estaria acontecendo entre empresários que podem estar dispostos a investir na tecnologia.

Fonte: Na Telinha


segunda-feira, 17 de junho de 2019

YouTube busca executivo para se comunicar melhor com criadores de conteúdo


YouTube está contratando um executivo para desempenhar uma nova função na empresa. De acordo com uma vaga publicada no LinkedIn, a plataforma de vídeos busca um Gerente de marketing de políticas para criadores e comunicações estratégicas. Basicamente, significa um profissional que servirá como intermediário entre a empresa e os youtubers.

Esse profissional precisa ter 8 anos de experiência em marketing ou comunicação com "ênfase em tópicos complexos ou controversos", indicando que ele lidará com várias polêmicas relacionadas ao tipo de conteúdo que circula no site. O contratado deverá bolar um planejamento e um modelo de negócios baseado em pesquisas e experimentos para garantir que os criadores de conteúdo estejam satisfeitos com o próprio sucesso e felizes com a plataforma. Além disso, atuará na criação de campanhas de confiança, privacidade e regulamentação do YouTube. O gerente precisa "conhecer os criadores e desenvolver empatia, a ponto de ser a voz desse cliente em conversas internas".

Muito trabalho pela frente


Em outras palavras, a ideia é contratar alguém para fazer o "meio campo" com youtubers, ajudar a espalhar a mensagem da empresa e até dar broncas quando necessário. Mais recentemente, o YouTube se envolveu em polêmicas ao não combater discursos homofóbicoscontra um jornalista, embora tenha iniciado um combate a outros discursos de ódio em canais extremistas.

A vaga em aberto sugere que a companhia de fato agirá para garantir que as reclamações sejam ao menos ouvidas. Ainda nesta semana, durante um evento, o CEO da Google, Sundar Pichai, confirmou que a plataforma não tem desempenhado tão bem quanto o esperado no quesito de qualidade de conteúdo.

Fonte: Linkerin

quarta-feira, 12 de junho de 2019

CEO do Google afirma que YouTube não tem a qualidade que usuários esperam


Em uma entrevista exclusiva para a publicação Axios, o CEO do Google Sundar Pichai afirmou que o YouTube não oferece aos usuários a qualidade que esperam tendo como base outras ferramentas da empresa, como a busca e outros recursos. Ele ainda afirmou que, apesar disso, a plataforma de streaming de vídeos tem melhorado bastante recentemente.

“Nós classificamos o conteúdo com base na qualidade. Por isso, estamos trazendo essa mesma noção e abordagem para o YouTube, de modo que possamos classificar melhor as coisas de melhor qualidade e realmente evitar conteúdo duvidoso. Materiais que não violam exatamente as políticas, que precisam ser removidos, mas que ainda podem causar danos”, afirmou Pichai na entrevista.

O CEO do Google ainda afirmou que é muito difícil para a empresa determinar a qualidade de um vídeo devido a barreiras tecnológicas

Recentemente, o YouTube realizou mudanças importantes no modo de lidar com certos conteúdos da plataforma, removendo vídeos que mostram um grupo de pessoas como superior a outro, alterando quais vídeos são recomendados para excluir mais "conteúdo duvidoso" e limitando a monetização para criadores de conteúdo que violem as políticas de comportamento do YouTube.

O CEO do Google ainda afirmou que é muito difícil para a empresa determinar a qualidade de um vídeo devido a barreiras tecnológicas: “É também um problema social difícil, porque precisamos de melhores definições em torno do que é discurso de ódio, o que não é, e como nós, como empresa, tomamos essas decisões em escala e acertamos sem cometer erros”, ele concluiu.

Fonte: Axios

sexta-feira, 7 de junho de 2019

YouTube remove vídeos de História sobre o nazismo ao banir extremistas

YouTube ainda está refinando o algoritmo que detecta e apaga vídeos e canais extremistas, após uma medida de faxina contra discursos de ódio anunciada no início da semana. Por acidentes na programação e um sistema ainda em refinamento, o site de vídeos acabou apagando de forma errada uma série de postagens de canais sérios e embasados ao redor do mundo.

Uma das denúncias partiu do jornal The Guardian, que reuniu uma série de reclamações de professores da área de História. Aproveitando que o YouTube é também um arquivo e repositório de vídeos, eles subiram na plataforma vários materiais das décadas de 1930 e 1940, inclusive noticiários sobre a Segunda Guerra Mundial e discursos do líder nazista Adolf Hitler. Porém, por "promover discurso de ódio e infringir políticas internas", alguns desses arquivos começaram a ser removidos.

O professor e youtuber Scott Allsop, por exemplo, recebeu um email do YouTube relatando o banimento. Segundo ele, boa parte do material é bastante rara e precisa ser disponibilizada para fins de pesquisa ou simples curiosidade histórica. O historiador afirma ainda que recebeu relatos parecidos de colegas que tiveram as contas suspensas ou em análise pelo mesmo motivo.

 

Resolvendo aos poucos


O historiador, colunista, podcaster, youtuber e professor Filipe Figueiredo, do Xadrez Verbal, também teve um conteúdo antigo deletado — segundo ele, material educativo e que condena o nazismo e o Holocausto.  Um dia após contatar o YouTube, ele também teve o clipe devolvido ao canal. 
O @YouTubeBrasil retirou do ar um vídeo educativo sobre o Holocausto que explicitamente condena o nazismo.

O vídeo já foi alvo anteriormente de denúncias em massa de neonazistas.

Gostaria de saber o que faço, ou se é só ter uma horda de alt-right e incel pra derrubar um vídeo.
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Oi! Às vezes os nossos sistemas podem remover vídeos incorretamente. Quando isso acontece, analisamos o conteúdo novamente. No seu caso, concluímos que o seu vídeo não infringe nenhuma política e já foi restaurado. Obrigado por nos avisar!
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Já em relação aos casos dos materiais sem edição relatados pelo The Guardian, o YouTube entrou em contato com ele e outros canais afetados após a reportagem e afirmou que a "combinação entre pessoas e tecnologia" atua para manter os conteúdos dentro das regras, e que vídeos "crus" como discursos e noticiários devem conter descrições e outros avisos de que se tratam de materiais educativos para evitar falsos positivos. Os materiais foram restaurados.