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terça-feira, 16 de julho de 2019

Play Store abrigava versão não oficial do Telegram com malware embutido


Encontrar aplicativos mal intencionados na Play Store não é novidade. Por mais que a Google trabalhe para garantir a segurança dos apps presentes na loja, não são raras as notícias sobre malwares na plataforma. A mais recente é sobre o MobonoGram 2019, uma versão não oficial do Telegram que rodava sites maliciosos em segundo plano.

O app usava o código aberto do Telegram para oferecer uma plataforma similar, mas que carregava o malware “Android.Fakeyouwon” que apresentava um "mecanismo de persistência" para iniciar uma série de recursos toda vez que o aplicativo era iniciado ou atualizado, sem o conhecimento do usuário.

Entre as ações executadas pelo malware estavam o acesso a um conjunto de servidores C&C que recebiam URLs maliciosos e cometiam fraudes em anúncios, gerando falsos cliques. As descobertas foram feitas por pesquisadores da Symantec, empresa de segurança cibernética.

Os estudos também apontaram que algumas URLs destas desencadeavam um loop infinito de solicitações para um site malicioso, gastando a bateria do telefone ou o deixando inutilizável. A Symantec detectou e bloqueou mais de 1.200 infecções deste malware, sendo a maioria delas nos EUA, Irã, índia e Emirados Árabes. O app MobonoGram foi baixado mais de 100 mil vezes na Play Store.

Luta contra fraudes

Para tentar oferecer maior segurança aos usuários, a Google criou o Google Play Protect, o projeto já ajudou na remoção de mais de 700 mil apps que ofereciam algum risco. Mas a iniciativa não consegue barrar todos os malwares, por isso, a dica é baixar apenas aplicativos oficiais com desenvolvedores certificados, além de ficar atento nas permissões de uso requisitadas.

Fonte: The Next Web

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Jogo de vovó zumbi para Android rouba login e senha do Gmail ou Facebook


Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019. Este jogo para celulares Android, com mais de 50 mil downloads, estava roubando logins e senhas de contas Gmail de usuários. Segundo a empresa de segurança Wandera, o aplicativo também realizava tentativas de roubar credenciais do Facebook de jogadores.

Infelizmente, o aplicativo exige que o usuário faça login por meio de um serviço terceiro, como Google Gmail ou Facebook. Então, ele usa essas informações para colher dados de usuário e roubar a conta. Outro ponto nada legal feito pelo app: ele apresenta propagandas de tela cheia, o que não é permitido de acordo com as políticas da Play Store.

Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019 envia golpes de phishing aos players

Para roubar as credenciais de usuários, o Scary Granny ZOMBY Mod: The Horror Game 2019 envia golpes de phishing aos players. É por este meio, enganando o usuário, que as informações são roubadas.

“Analisamos duas versões deste aplicativo. A primeira constantemente falhava e foi basicamente inutilizável devido à persistência da página de phishing sendo exibida sobre qualquer aplicativo, inclusive durante o jogo e até mesmo após a reinicialização do dispositivo”, disseram os pesquisadores.

Phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias. 

O Google já removeu o aplicativo da Play Store, porém, mais de 50 mil jogadores continuam com o aplicativo instalado no smartphone. Por isso, se você for um jogador de Scary Granny ZOMBY Mod, é interessante remover o app e trocar a senha do serviço que utiliza para o login. Como você, infelizmente, utilize a mesma senha para outros serviços, será necessária a alteração.

Fonte: Hackread

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Play Store abrigava mais de 49 mil apps falsos, aponta pesquisa


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Sydney, Austrália, e do Data61 analisou por dois anos mais de um milhão de aplicativos Android presentes na Play Store e detectou um alto número de apps e jogos ilegítimos.

Os pesquisadores pontuam que foram encontradas 2.040 potenciais falsificações que abrigavam malware, 1.565 potenciais falsificações que pediam mais permissões do que o app original e 1.407 potenciais falsificações que continham bibliotecas de propaganda extras.

Entre os aplicativos mais falsificado estão os jogos Temple Run, Free Flow e Hill Climb Racing.


Aprendizado de máquina no combate à fraude


Os pesquisadores projetaram uma rede neural convolucional capaz de identificar similaridades entre os aplicativos disponíveis na Play Store, apontando opções tão parecidas que poderiam ser confundidas por um usuário desatento.

Depois de identificar um milhão destes apps, os responsáveis pela pesquisa fizeram o download dos arquivos APK e os categorizaram. No total, a tecnologia conseguiu encontrar 49.608 possíveis falsificações.


Cuidado redobrado


Hoje, cerca de 35% destes apps não estão mais disponíveis na Play Store. A Google tem usado o Google Play Protect como mais uma etapa de verificação dos aplicativos para Android. 

A empresa se mostra preocupada em gerenciar melhor sua loja virtual, a fim de diminuir a incidência de apps malignos.

A dica, portanto, é ficar de olho nos comentários e nas permissões pedidas nos aplicativos da Play Store para não acabar baixando uma falsificação perigosa.

Fonte: THE NEXT WEB

terça-feira, 18 de junho de 2019

Bug na Play Store impede de saber se apps ganharam atualizações


A loja digital Play Store passou por uma instabilidade e apresentou um bug de funcionamento nesta segunda-feira (17).

Segundo relatos enviados ao site 9to5Google, usuários não conseguiam verificar se os aplicativos tinham atualizações disponíveis.

Isso significa que, ao selecionar a opção "Meus apps e jogos", não era possível ter acesso à lista de atualizações disponíveis nos aplicativos já instalados no aparelho. No lugar, uma mensagem de erro surgia após vários segundos de carregamento. A falha impedia os clientes de receberem novidades em novas versões de serviços, por exemplo, o que inclui correções de bugs e otimizações.

A captura de tela abaixo mostra bem como o erro se apresentou.
 Fonte da imagem: Reprodução/9 to 5 Google

O erro também acontecia na lista de aparelhos instalados e no espaço que eles ocupam no Android. Felizmente, parece que tudo não passou de uma falha passageira e que já foi corrigida. A Google não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Você passou por problemas com a Google Play nesta segunda-feira ou teve alguma dificuldade com o Android por instabilidade? Conte para nós nos comentários.


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Play Store começa a banir apps de venda de maconha no Android


A Google atualizou suas diretrizes na Play Store e agora vai banir aplicativos que vendem maconha diretamente em sua loja. Segundo o Android Police, as empresas que comercializam e entregam erva utilizando os serviços do Android estão indo contra as políticas de conteúdo da plataforma e podem ter seu app retirado do ar.

De acordo com a Google, outro problema que pode acarretar em banimento são aplicativos que servem para marcar encontros para compra e venda de drogas, ou que "facilitem" o comércio de produtos com THC, a principal substância psicoativa das plantas do gênero cannabis. 

Imagem: Eaze

 Retrocesso

A Eaze, uma das companhias afetadas pela mudança, lançou um comunicado dizendo que a decisão da Google é um retrocesso para quem trabalha legalmente com maconha. A empresa atua dentro da lei nos Estados Unidos e comercializa a erva para uso recreativo e medicinal.

"A decisão do Google é um desenvolvimento decepcionante que só ajuda o mercado ilegal a prosperar", disse a empresa. "Estamos confiantes de que o Google, a Apple e o Facebook acabarão por fazer a coisa certa e permitir que as empresas de cannabis legais façam negócios em suas plataformas".

Ontem, a Google comentou que as empresas que vendem cannabis no Android podem evitar o banimento ao retirarem mecanismos como carrinho de compras do aplicativo, fazendo a transação em um site externo. 

"Esses aplicativos simplesmente precisam mover o fluxo do carrinho de compras para fora do próprio app para ficarem dentro da nova política", explicou a dona do Android. "Estamos em contato com muitos dos desenvolvedores e trabalhando para responder a quaisquer dúvidas técnicas e ajudá-los a implementar as alterações sem incomodar os clientes", concluiu.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Google corrigiu mais de 75 mil apps para a Play Store em 2018



A Google corrigiu mais de 75 mil aplicativos para a Play Store em 2018. A solução faz parte do Programa de Segurança para Android – originalmente chamado de “Android Security Program” –, criado há cinco anos para impedir que ferramentas mobile cheguem até os usuários finais de forma maliciosa.

No caso, sempre que um app é enviado para a loja, os analistas da companhia fazem um diagnóstico em busca de falhas nesse sentido. Caso nada seja encontrado, ele segue normalmente para os testes padrão da empresa, depois é publicado na loja para instalação ou update. Entretanto, se algo sensível for localizado, os especialistas entram em contato com desenvolvedores dos apps, informam quais os problemas encontrados e oferecem suporte para sua reparação.

De acordo com a gigante das buscas, o programa já colaborou com cerca de 300 mil profissionais e recuperou mais de 1 milhão de apps. “Ajudar os desenvolvedores de aplicativos Android a criar aplicativos seguros, livres de vulnerabilidades, significa ajudar o ecossistema geral a prosperar”, disse a companhia na publicação. 


Também completou que “a segurança de aplicativos é muitas vezes complicada e que os desenvolvedores podem cometer erros. Esperamos ver o programa crescer nos próximos anos, de forma que possamos ajudar desenvolvedores de todo o mundo a criar aplicativos nos quais os usuários podem realmente confiar”.

No início deste mês, a Google também apontou que seu sistema de segurança já analisou cerca de 50 bilhões de aplicativos instalados nos dispositivos dos usuários do Android. Só em 2018, o número de apps rejeitados subiu 55%, o que resultou em 66% de suspenções para a Play Store. Já em 2017, ela garante ter eliminado cerca de 700.000 softwares perigosos da loja.

A Google ainda disse que vai continuar investindo em soluções automatizadas e humanas para impedir que programas perigosos cheguem até os usuários finais da plataforma.

Fonte: GOOGLE