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quarta-feira, 20 de março de 2019

Variante do Mirai agora ataca smart TVs



Pesquisadores da Palo Alto Networks descobriram uma nova variante do malware Mirai que tem dispositivos IoT (Internet das Coisas) como alvo. O Mirai é usado por cibercriminosos para montar redes de bots; entre os alvos da variante, estão smart TVs e sistemas de apresentação wireless.

De acordo com os pesquisadores, a nova versão do Mirai usa o total de 27 exploits — 11 deles são novos. O malware consegue acesso em dispositivos que utilizam senhas padrão ou de fábrica, por isso a importância de você alterar as senhas de todos os dispositivos IoT que compra.

Anteriormente, uma campanha do Mirai tinha como alvo roteadores, modems, DVRs e câmeras de segurança. Os dispositivos infectados pelo Mirai costumam vasculhar a internet em busca de outros dispositivos IoT com as portas Telnet expostas e usam as credenciais padrão (de suas listas internas) para invadir e assumir esses novos dispositivos.

Fonte: PALO ALTO

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Criminosos roubam US$ 300 mil em golpe que envolve pornografia e webcam



Um relatório da Digital Shadow mostra que cibercriminosos conseguiram mais de US$ 300 mil em bitcoins durante uma campanha de sextorsão em emails. Já noticiamos no TecMundo há algum tempo: criminosos estão enviando emails dizendo que capturaram imagens ‘íntimas’ da vítima via webcam; para não divulgar, pedem um valor a ser depositado.

A Digital Shadows rastreou cerca de 792 mil emails de amostra para realizar uma análise. Entre essa amostra, os cibercriminosos receberam US$ 332 mil de 3,1 mil vítimas do golpe. Com uma média de US$ 540 por vítima, os criminosos atuaram com 92 endereços diferentes para suas carteiras de criptomoedas.

Entre as vítimas, os maiores registros foram em:

  • Vietnã: 8,5%
  • Brasil: 5,3%
  • Índia: 4,7%


Como funciona o golpe


As mensagens normalmente chegam em inglês e seguem da seguinte maneira: “Eu sei que sua senha é **********. Você não me conhece e provavelmente quer saber por que recebeu esse e-mail, certo? Bem, na verdade, coloquei um malware no site de vídeos adultos (pornô)…”, “Eu hackeei essa caixa de entrada e infectei seu sistema operacional com um vírus…”, “Faço parte de um grupo de hackers internacionais. Como pode adivinhar, sua conta foi invadida…”.

Após a ameaça de divulgar os “não existentes” vídeos e fotos pornográficas da vítima, o cibercriminoso exige o pagamento de um valor X em bitcoins. “Alguns cibercriminosos dão apenas alguns dias, e dizem saber exatamente quando você abriu o e-mail, por supostamente conter um pixel rastreador que permite o monitoramento do status da mensagem. Em alguns casos, como parte do esforço para convencê-lo da existência de um vídeo comprometedor, é solicitado que você responda a mensagem, ao que os criminosos dizem que enviarão o vídeo para uma seleção dos seus contatos. É claro, caso o pagamento seja feito, eles dizem que destruirão imediatamente o vídeo e a base de dados dos seus contatos.

A questão é: ninguém filmou ou fotografou você e não é necessário fazer qualquer pagamento. O que você precisa fazer? Apague o email e seja feliz.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Usuário acessa Facebook de outra pessoa por conta de número antigo de telefone



É possível que sua conta do Facebook possa ser acessada por outra pessoa que tenha um número antigo seu. Um usuário revelou ao Venture Beat que conseguiu acidentalmente entrar em uma conta de que não é dele, somente pelo número de telefone.

O rapaz chamado Elliott Beck disse que tentou acessar uma conta que estava inativa há perto de um ano para enviar convites de casamento. Contudo, por conta do longo período fora da plataforma, ele não se lembrava da senha. Foi aí que tentou recuperar o acesso usando o número de telefone antigo, que era vinculado à conta. Então ele percebeu que estava no perfil de uma outra pessoa, e mesmo que ele tenha saído da página e entrado usando seu e-mail, o perfil ainda se mantinha lá como se fosse um secundário do próprio Beck, que na sequência entrou em contato com o Facebook — que corrigiu o problema e retirou o acesso indevido na mesma hora.

O problema, segundo a empresa informou, é que ambos usuários tinham o mesmo número de telefone cadastrados na rede social. Isso acontece porque empresas de telefonia tem reciclado números inativos e revendido estas linhas para novos usuários. Por este motivo, o Facebook alerta para que as pessoas ou mantenham seus perfis atualizados, ou retirem dados antigos que não estão mais em uso.

Em casos duplicados como este, a rede social geralmente avisa o usuário da linha antiga de que uma nova pessoa cadastrou um número igual em seu sistema, exatamente para evitar este tipo de problema. Beck, contudo, disse que não recebeu nenhum alerta de que alguém poderia ter usado o número de celular que um dia já foi seu, vinculado àquela conta antiga.

Segundo o pesquisador Linus Särud da startup Detectify, este problema é mais comum do que se imagina para serviços associados a números de telefones, como casos ocorrendo também com o Lyft, por exemplo. “Isso é sobre conveniência e segurança. As companhias poderia ter de re-verificar seu número de telefone de tempos em tempos, mas os usuários poderiam achar que isso tomaria muito tempo", disse.

Por conta disso, Beck passou a considerar melhor as informações que oferece para a plataforma. “Quando eu era uma criança, eu usava [o Facebook] o tempo todo e coloquei todas as minhas informações lá”, recordando. Agora, ele disse que não só pretende continuar fora da rede, como quer fazer uma limpa nos dados que o Facebook ainda pode ter a seu respeito.

Fonte: Venture Beat


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Brasil é um dos países mais afetados por ransomware na América Latina

O Brasil é o quarto país da América Latina que mais recebe ataques de ransomware, afirma a ESET. Ransomware é um malware que, assim que entra no computador, costuma criptografar todos os arquivos e exigir uma quantia em bitcoins para a liberação. Algo como um sequestro virtual.
Entre os quatro países mais atacados na América Latina, o Brasil está em último: questra o computador afetado, pedindo resgate geralmente em criptomoedas ou dinheiro. Colômbia (30%), Peru (16%), México (14 %) e Brasil (11%). Os 11% que colocam o Brasil entre os países com mais detecções são compostos por diferentes famílias de ransomware muito atuantes na região. São eles: Crysis (25%), TeslaCrypt (11%) e CryptoWall (10%).
"O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail"
O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail que os informava de uma suposta situação de dívida. Dessa forma, o usuário baixava o arquivo anexado ao e-mail falso e era infectado”, explica a ESET.
De acordo com Camilo Gutierrez, chefe de laboratório da ESET América Latina, "conforme foi possível notar ao longo de 2018, especialmente pelos diversos ataques de criptomineradores, acreditamos que os cibercriminosos estão modificando seu modus operandi, concentrando-se na criação de ransomwares mais complexos para ambientes corporativos com campanhas de propagação muito mais focadas. É possível ainda que os atacantes virtuais reinventem a forma de sequestro digital, adicionando novos recursos. De qualquer maneira, podemos esperar que estas ameaças continuem em vigor nos próximos anos”.
Fonte: www.tecmundo.com.br