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sábado, 15 de junho de 2019

Hackers alteram dados de cidadãos para ‘óbito’ no sistema do SUS


Hackers estão invadindo o sistema de Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS) para alterar dados pessoais de cidadãos. Além da possibilidade de mudar o nome próprio da pessoa e de familiares, os invasores também incluem uma data de óbito — o que acarreta em problemas mais graves, afetando até a abertura de contas, empresas, chamada de ambulância etc.

O acesso não permite apenas a inclusão da data de óbito, mas também o roubo de dados pessoais

Não é novidade que o CADSUS é invadido: logins são repassados e vendidos aos montes pela internet. Revelamos em 2015 como é fácil obter entradas para esse e outros sistemas na reportagem “#BrasilExposed: a crise de segurança na internet brasileira”. Normalmente, esses acessos são vendidos com o nome de “consulta” por meio de redes sociais, aplicativos e até sites especializados.

O Cadastramento Único de Saúde é uma ferramenta online que foi desenvolvida para que o governo e seus agentes saibam o que acontece e tudo que é relacionado ao SUS. Por lá, médicos podem buscar dados de pacientes, hospitais e remédios, por exemplo.

Por meio de nossos canais de denúncia, o TecMundo recebeu informações sobre um grupo de script kiddies que se aproveita desses logins para incluir datas de óbito como “brincadeira”, segundo uma fonte anônima. As contas seriam adquiridas por meio de canais de vendas, como citado anteriormente, pelo valor de R$ 25 por conta.


Foto 1

 


Foto 2

 


Não é só o óbito


O acesso não permite apenas a inclusão da data de óbito, mas também o roubo de dados pessoais como nome completo, endereço residencial, telefones, email e CPF. “Já matei foi logo três”, comenta um dos envolvidos no crime dentro de um grupo de WhatsApp. “Estou rindo dessa maldade. Não vou pro céu não”, adiciona.

Praticamente todas as negociações acontecem entre os aplicativos Facebook Messenger, WhatsApp e Telegram; enquanto isso, os grupos se concentram entre os dois últimos aplicativos móveis.

O Ministério da Saúde informa que um operador do sistema teve seu login de acesso utilizado por terceiros

TecMundo contatou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde durante a semana do dia 24 para entregar mais detalhes sobre o caso e trabalhar em uma possível correção sobre o problema. Em comunicado, a Ascom do MS disse o seguinte:

"O Ministério da Saúde informa que o ocorrido tratou-se de um operador do sistema CADSUSWEB válido e habilitado para utilizar o sistema e que teve seu login de acesso utilizado por terceiros. O cadastro foi corrigido e o operador fraudador foi bloqueado. A pasta informa que o Departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS) adota ações para minimizar este tipo de ocorrência, aprimorando as ferramentas de segurança do sistema CADSUSWEB.

Além disso, o Ministério da Saúde esclarece que situações como essa podem ser corrigidas diretamente pelas unidades de saúde onde a informação inconsistente foi identificada (óbito indevido). Nestes casos, qualquer operador vinculado ao estabelecimento de saúde (operador do CadSus) deve entrar em contato com a Central de Atendimento 136, opção 8, onde será orientado a encaminhar ofício digitalizado para que a situação seja regularizada. O processo de reativação de cadastros por motivo de óbito indevido, foi implementado objetivando a qualificação da base de dados dos usuários do SUS, sendo rigorosamente necessários todos os documentos descritos no referido procedimento para coibir ações fraudulentas".

Provando que está vivo

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo, pede para que todo aposentado prove anualmente que está vivo para continuar recebendo benefícios. Para isso, o segurado precisa ir até a agência bancária em que retira seus benefícios e apresentar um documento de identificação com foto (CNH, RG ou carteira de trabalha). Um processo até, digamos, fácil.

Neste caso em específico, o Ministério da Saúde entregou os seguintes passos ao TecMundo:

Seguem os canais de acesso ao Disque Saúde, área relativa ao CADSUS/CNS:

  • Acesso telefônico (direto CADSUS/CNS): 0800 941 3050
  • Central de atendimento telefônica: ligue para 136, opção 8, opção 5
  • E-mail: suportecns@saude.gov.br
  • As ligações para os telefones mencionados são GRATUITAS
Como fazer denúncias ao TecMundo

Alteração no nome do pai e inclusão de data de óbito

Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 29 de maio de 2019

PMs que publicaram vídeo sobre ‘fraude na urna’ pagarão multa para a Abrace


Em janeiro deste ano, dois homens aparecem em uma zona eleitoral promovendo desordem e afirmando que as urnas eletrônicas faziam parte de um esquema de fraudes

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) viu crime na ação e identificou os policiais militares Hércules Alves Viana e Ivomar Vieira Padre como responsáveis. Ontem (28), em acordo, os policiais aceitaram uma proposta de transação penal e pagarão um salário-mínimo à Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace).

"Ao realizar a divulgação ilícita, os policiais reforçaram as fake news de fraude eleitoral e perturbaram a normalidade dos trabalhos nas eleições"





A transação penal fará com que os sargentos da polícia militar paguem R$ 998 para a Abrace. No vídeo divulgado durante as eleições 2018, os homens ainda estavam em frente às dependências da Polícia Federal enquanto cravavam fraude na urna eletrônica.

O próprio Ministério Público que ofereceu a transação penal, isso porque o “delito do artigo 296 do Código Eleitoral tem pena de dois meses de detenção e aplicação de multa, sendo considerada uma infração de menor potencial ofensivo”, disse o MPDFT.

Sobre o caso, o MPDFT ainda disse que “ao realizar a divulgação ilícita, os policiais reforçaram as fake news de fraude eleitoral e perturbaram a normalidade dos trabalhos nas eleições”. Já o promotor de Justiça Thiago Pierobom também relembra que o vídeo viralizou nas redes sociais e teve ampla repercussão nacional. “Quatro pontos importantes foram analisados para configurar a perturbação dos trabalhos eleitorais. Em primeiro lugar, os policiais se recusaram a seguir o protocolo operacional de comunicar os responsáveis da Justiça Eleitoral. Eles divulgaram vídeo com informações sem comprovação e em desacordo com regulamento da Polícia Militar. A publicação teve forte impacto nas redes sociais, com abrangência nacional, além de provocar desordem ao reforçar uma crença de falta de credibilidade do processo eleitoral”, concluiu.

Fonte: Tecmundo

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Site não autorizado finge ser loja oficial da Xiaomi no Brasil


Mesmo que ainda não tenha voltado a atuar oficialmente no Brasil, a Xiaomi continua fazendo muito sucesso entre as pessoas que buscam smartphones com excelente custo-benefício e estão dispostas a arriscar a importação. Agora que a marca anunciou um retorno oficial para o solo tupiniquim em parceria com a DL, uma página conhecida como Xiaomi BRZ vem fazendo uso não autorizado da identidade visual da marca chinesa para atrair consumidores com aparelhos a preços baixos.

Ao fazer qualquer busca no Google relacionada a algum produto da fabricante asiática, a loja em questão aparece como um dos primeiros resultados – geralmente na forma de umn anúncio. No site, vários aparelhos da Xiaomi são oferecidos por valores muitas vezes mais baratos até que os encontrados em ofertas de importadores, o que chama atenção dos interessados. Em sua página no Reclame Aqui, a página mostra nada menos do que 534 queixas envolvendo falhas na entrega de produtos e erros de extorno, entre outras coisas. 

Posição oficial da Xiaomi

A parceria entre a DL e a Xiaomi para trazer os smartphones e outros produtos da chinesa de volta ao Brasil já foi confirmada e deve ser oficialmente revelada na próxima terça-feira (21). Questionada pelo TecMundo, a assessoria responsável pela organização do evento afirmou que o site Xiaomi BRZ não tem qualquer relação com as marcas, indicando uma matéria feita pelo Zoom que aponta para a possibilidade de que a página faça parte de um golpe.

Na seção "Sobre a Loja" no site, um parágrafo de texto indica que realmente não se trata de uma loja oficialmente reconhecida pela fabricante, mesmo usando a identidade visual oficial do site global da Xiaomi. "Criada por um empresário brasileiro, admirador e cliente da marca, juntamente com uma equipe escolhida a dedo para o acompanhar, visa trazer para o mercado os produtos da Xiaomi com tecnologia de ponta a custo espetacular".




sábado, 30 de março de 2019

Cibercriminoso é condenado por golpe de U$ 121 milhões em Google e Facebook



O lituano Evaldas Rimasauskas se declarou culpado após dar um golpe de U$ 121 milhões (aproximadamente R$ 472 milhões, em correção automática de moeda) no Google e no Facebook, de acordo com informações da Bloomberg. Ele é acusado de orquestrar um esquema no qual e-mails falsos eram enviados para funcionários das empresas dizendo que elas deviam dinheiro à Quanta Computer.

Os golpistas fingiam representar a empresa de Taiwan, que produz hardware, e demandavam pagamentos diretos enviados para contas bancárias gerenciadas por eles. Rimasauskas afirmou que ele fez parte do esquema entre 2013 e 2015, se apresentando como um funcionário da Quanta, criando contas bancárias falsas e assinando contratos e documentos falsos para os bancos, a fim de possibilitar as transferências. “Eu entendo completamente que as minhas ações foram fraude”, ele disse.

(Reprodução/Pexels)

O juiz responsável pelo caso, que está sendo analisado nos Estados Unidos, perguntou ao lituânio por que as vítimas faziam a transferência do dinheiro e se elas recebiam a promessa de ganhar algo em troca. O homem disse que não tem certeza, porque seu trabalho era abrir as contas bancárias. Depois disso, ele alega que não fazia nada com elas.

Os procuradores responsáveis pela acusação não sustentam que Rimasauskas foi o responsável por induzir as empresas a transferir o dinheiro. Na realidade, a argumentação é de que ele criou a infraestrutura para as transferências fraudulentas. De acordo com uma fonte não identificada pela Bloomberg, o esquema arrecadou U$ 23 mi do Google (aproximadamente R$ 90 mi) em 2013 e U$ 98 mi (aproximadamente R$ 382 mi) do Facebook em 2015. 

Em comunicados, as empresas se pronunciaram sobre a fraude. O Google disse que detectou o golpe e logo alertou as autoridades e recuperou o dinheiro. O Facebook diz que também recuperou os valores e que está colaborando com as investigações. Rimasauskas foi condenado a 30 anos de prisão e teve U$ 50 mi (aproximadamente R$ 195 mi) confiscados. 

Fonte: BLOOMBERG

sexta-feira, 1 de março de 2019

Google lança formulário para denúncia de atividades fraudulentas no Maps



O Google Maps é um aplicativo muito importante por reunir uma grande quantidade de informações sobre lugares e estabelecimentos no mundo inteiro. Muitos usuários utilizam o app não apenas para saber como chegar em certos lugares, mas também para ter mais dados sobre eles – é possível descobrir horários de funcionamento, telefones de contato e a opinião de outros usuários sobre negócios como restaurantes, bares e todo comércio em geral.

Enquanto já é possível e muito simples corrigir erros de informações – que são vistoriados pela Google antes de serem alterados – no Google Maps, a empresa agora está criando um sistema de formulário para denunciar atividades fraudulentas e informações propositalmente erradas no aplicativo.

Veja bem: não se trata de um formulário para alterar informações que não são precisas ou estão erradas no Maps, mas sim para denunciar quando esses erros ou imprecisões são resultado de alguma ação que tenta prejudicar um estabelecimento ou se beneficiar em nome dos outros.


Como funciona?

O formulário, que pode ser acessado por meio deste link, ainda está disponível apenas em inglês e vai exigir o seu nome completo, endereço de email, o nome do estabelecimento que está sendo prejudicado e qual é o tipo de conteúdo que está causando mal (que pode ser o número do telefone, endereço na web ou físico, ou até mesmo o nome do local no mapa).

No formulário é possível enviar imagens e escrever um texto explicativo para descrever o problema detectado. Com isso em mãos, a equipe da Google vai analisar o que está acontecendo e, caso julgar necessário, corrigir os possíveis erros que possam estar prejudicando o estabelecimento.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Momo volta a assustar pessoas, mas é possível que seja apenas uma lenda urbana



Desde o ano passado, um viral assustador baseado em uma estátua japonesa esteve espalhando pânico por estar, supostamente, promovendo o suicídio de crianças. O viral foi tão noticiado nas mídias que o chamado Desafio Momo já foi alertado por celebridades como Kim Kardashian e Kehlanique. Inclusive, ela causou uma vítima aqui mesmo no Brasil, quando uma jovem de 13 anos cortou os pulsos em Pernambuco.

As pessoas disseram nas redes sociais que a personagem de Momo — baseada em uma estátua chamada "Mother Bird", criada por uma empresa japonesa de efeitos especiais, a Link Factory — apareceu no FacebookWhatsApp e YouTube, embora não hajam fortes evidências de tais aparências além de capturas de telas que podem muito bem ser fruto de "trollagem".

O desafio chegou às manchetes em meados de 2018, quando o suicídio de uma menina argentina de 12 anos estava ligado ao meme da internet. A relação entre o fato e o viral, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades. Na época, polícias da Espanha, América do Sul e América Central emitiram alertas para que as crianças evitassem conversar com estranhos e disseram que investigariam o desafio.

Ainda no ano passado, o Business Insider tentou entrar em contato com vários números associados ao Momo no WhatsApp, mas nenhum deles respondeu. O Canaltech tentou o mesmo na época, e também não tivemos resposta alguma do número supostamente ligado ao Desafio Momo.


Mas recentemente algumas pessoas afirmaram que o personagem está aparecendo nos vídeos do YouTube instruindo as crianças a se matarem e a manterem os vídeos em segredo dos pais. A rede social, por sua vez, afirmou que não tem nenhuma evidência de vídeos promovendo o desafio Momo em sua plataforma.

O YouTube ainda explica que conteúdos que incentivam desafios perigosos são contra as políticas da empresa, e que, apesar dos vários relatos da imprensa sobre o tema, não foi encontrado nenhum vídeo que apresentasse o tal desafio. Ainda, o YouTube disse que são permitidos os vídeos de discussão e de conscientização sobre a Momo, mas que as imagens em miniatura com o personagem não podem ser visualizados pelo app do YouTube Kids.

Até agora, não há casos confirmados envolvendo mortos ou feridos como consequência do desafio Momo nos EUA ou no Reino Unido, mas a polícia está aproveitando a oportunidade para alertar os pais para saberem o seus filhos estão assistindo por aí.

ReignBot, um youtuber conhecido por investigar coisas na Internet, disse que Momo é, muito provavelmente, apenas uma lenda urbana. Ele diz que muitas pessoas comentam acerca dessa polêmica, mas que “muitas pessoas não interagiram com ela". Completando, ainda explica que "encontrar screenshots de interações com Momo é quase impossível” e que, a essa altura do campeonato, já deveria existir evidências do desafio.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Aplicativos da Microsoft Store estavam minerando criptomoedas ilegalmente



Uma nova pesquisa da empresa de segurança Symantec alega que pelo menos oito aplicativos da Mircosoft Store estão minerando criptomoedas em segundo plano no computador de usuários após terem sido baixados e instalados.

Segundo publicação da Symantec, os oito aplicativos que estavam realizando “criptojacking” (mineração maliciosa de criptomoedas) são: Fast-search Lite, Battery Optimizer, VPN Browsers+, Downloader for YouTube Videos, Clean Master+, FastTube, Findoo Browser 2019 e Findoo Mobile & Desktop Search.

Os aplicativos, que ofereciam funções como melhoria de bateria de dispositivo, serviços de busca pela internet e até download de vídeos do YouYube, foram publicados por três empresas diferentes: DigiDream, 1clean e Findoo.

“Depois de uma investigação mais completa, acreditamos que esses aplicativos foram provavelmente desenvolvidos pela mesma pessoa, ou pelo mesmo grupo”, escreveu a Symantec em sua publicação.

A Symantec afirmou que os programas problemáticos funcionam no Windows 10, incluindo no modo Windows 10 S, e foram publicados entre abril e dezembro de 2018, com a maioria sendo lançada no final do ano e podendo ter sido baixada por centenas de usuários antes de serem retiradas do ar.

Além disso, também explicou como a mineração ilegal realizada pelos aplicativos funcionava: “Assim que os aplicativos são baixados e iniciados, eles buscam uma biblioteca JavaScript de mineração de moeda acionando o Gerenciador de Tags do Google (GTM) em seus servidores de domínio. Então, o script de mineração é ativado e começa a usar a maioria dos ciclos de CPU do computador para minerar Monero [criptomoeda] para os operadores”.

A Symantec nota que “embora esses aplicativos pareçam fornecer políticas de privacidade, não há menção à mineração de moedas em suas descrições na loja de aplicativos”.


ERA UMA VEZ UMA LOJA SEGURA

Assim como a App Store em dispositivos da Apple e a Google Play Store em dispositivos Android, a Microsoft Store é a loja de aplicativos da Microsoft que vem instalada no Windows 10.

A ideia da Microsoft para sua loja de aplicativos sempre foi construir um lugar seguro no qual os usuários poderiam encontrar programas de confiança para instalar em seus dispositivos. No entanto, a descoberta da Symantec jogou um balde de água fria neste ideal.

A situação fica ainda mais complicada com a descoberta de que os mesmos aplicativos também funcionam no modo Windows 10 S, uma versão do sistema operacional que só aceita a instalação de aplicativos e programas pela Microsoft Store e anunciada como mais segura por conta disso.

Com a segurança da Microsoft Store aparentemente comprometida, a Microsoft precisará urgentemente rever sua loja de aplicativos para evitar que novos casos apareçam e deixem os usuários ainda mais desconfiados.

Fontes: TECHRADAR  SYMANTEC

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Apps disfarçados de WhatsApp na Play Store roubam senhas de bancos BR



Aplicativos falsos que roubam senhas estavam disponíveis na Google Play Store, loja oficial de downloads para celulares Android, disfarçados de atualização do WhatsApp. Descobertos pelo laboratório de cibersegurança dfndr lab, eles nada mais eram que malwares bancários e entregavam acesso em tempo real ao smartphone.

"Nesse caso: se você tem qualquer 'app para atualizar o WhatsApp', desinstale-o agora mesmo"


De acordo com o dfndr, os aplicativos se passam por uma suposta atualização de segurança do WhatsApp. Quando instalados, dão acesso em tempo real ao celular das vítimas para que cibercriminosos possam roubar suas credenciais de banco, como senhas e tokens. Em um período de 30 dias de monitoramento, mais de 10 mil downloads foram registrados.

Esse já é o terceiro caso apenas em 2019 em que cibercriminosos brasileiros conseguem infiltrar malwares bancários por meio de aplicativos não oficiais disponíveis no Google Play. E, dessa vez, a falta de cuidado “extremo” da Play Store permitiu a entrada de malwares bancários.

Para roubar as senhas, o aplicativo malicioso solicita permissão de acessibilidade ao usuário e, posteriormente, passa a dar permissões adicionais de forma automatizada. Após conceder todas as permissões necessárias, o usuário visualiza uma mensagem que informa que a suposta atualização foi concluída.

"Esse malware bancário é um dos mais avançados já criados para Android"



A partir desse ponto, o cibercriminoso por trás do malware consegue monitorar e atacar apps escolhidos a dedo. Ao abrir algum desses aplicativos, o malware instantaneamente exibe uma página falsa idêntica à verdadeira para a vítima. Dessa forma, ele passa a capturar em tempo real a tela do usuário e transmitir para os cibercriminosos, permitindo que eles interajam com o dispositivo da vítima remotamente.

“Esse malware bancário é um dos mais avançados já criados para Android. Além de dar acesso ao celular das vítimas para criminosos, o malware — quando instalado  remove o próprio ícone e não permite que o usuário acesse sua tela de desinstalação. Por isso, é fundamental que os usuários baixem aplicativos apenas em páginas oficiais das marcas na Google Play”, explica Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab.

Apps falsos, imitando perfeitamente os reais

Nesse caso: se você tem qualquer "app para atualizar o WhatsApp", desinstale-o agora mesmo. Não existem aplicativos de atualizações: isso é feito via over-the-air automaticamente. Ou seja: o próprio WhatsApp vai "se atualizar".

  • Reforçando: na Play Store, não basta baixar aplicativos sem preocupações. É necessário checar a desenvolvedora do app desejado e buscar mais informações. Veja na imagem abaixo:
Informações de desenvolvedor oficial do WhatsApp

Fonte: PSAFELAB