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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Dormir com a TV ligada pode aumentar peso, aponta estudo


Como bem sabemos, há uma série de coisas que podem afetar o peso corporal. Boa parte das pessoas costuma ficar atenta a elas evitando uma rotina sedentária e procurando sempre ter uma alimentação equilibrada. Porém, um estudo divulgado recentemente apontou que as preocupações devem se estender também para outras coisas que nem imaginávamos estar relacionadas.

De acordo com pesquisa publicada no JAMA Internal Medicine, dormir com a TV ligada pode contribuir para o aumento de peso. Bizarro? Pode até ser, mas há uma explicação.

 

5 anos de acompanhamento


O levantamento para esse estudo envolveu a participação de 43.722 mulheres com idades entre 35 e 74 anos e comprovou que entrar no sono e ter qualquer fonte luminosa no ambiente pode interferir no ganho de peso. O dados para a pesquisa envolveram 5 anos de coletas e, nesse período, verificou-se que as pessoas que dormem com a TV ligada ou outro tipo de fonte luminosa ganharam algo em torno de 4 quilos.

Que a luz no período de sono pode atrapalhar já era algo conhecido de todos. Mas o que esse estudo comprova é que ela deixa de ser incômoda e passa a ser um fator de risco para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em pessoas que já têm tendência a essas situações.

 

Próximo passo


Para complementar os estudos, os pesquisadores pretendem dar continuidade a análises em outros aspectos, visando entender melhor como a interferência ocorre, o que pode ser feito para minimizar os possíveis danos, quais são as consequências ao longo dos anos e, por fim, o que fazer como prevenção.

No mais, para ter uma boa noite de sono e ajudar na manutenção da saúde vale tomar algumas atitudes simples antes de dormir, como desligar a TV e deixar eletrônicos de lado.

Aliás, esses últimos figuram como grandes vilões na hora de pegar no sono.

Como algumas pessoas realmente têm dificuldades para dormir, uma boa ideia é encontrar algo que possa ajudar a relaxar, como meditação, música, cheiro, chás, sucos, conforto, roupas e até mesmo o tipo de alimentação consumida antes de ir para a cama.

Fonte: JAMA

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Twitter está estudando se deve ou não banir supremacistas brancos da rede social


O Twitter está decidindo se é uma boa ideia banir supremacistas brancos da rede social, pesquisando se a plataforma é realmente útil para a desradicalização. A empresa leva em consideração a possibilidade de que essas pessoas mudem de ideia ao conversar com outros usuários sobre o assunto.

Em entrevista à imprensa dos Estados Unidos, Vijaya Gadde, chefe legal do Twitter, confirma ter dúvidas sobre o possível banimento. "É a abordagem correta desconectar esses indivíduos? É a abordagem correta para tentar envolver essas pessoas? Como devemos estar pensando sobre isso? O que realmente funciona?", questionou o executivo.

A estratégia de pesquisa do Twitter para resolver essas questões envolve estudos com acadêmicos, que estão analisando se a teoria sobre a desradicalização é válida, quais são os efeitos da plataforma na sociedade e elaborando políticas para o problema da propagação de conteúdo de ódio.

Fonte: The Verge

terça-feira, 28 de maio de 2019

Fake news têm mais engajamento que informações reais, revela estudo


Um estudo divulgado pelo Instituto de Internet da Universidade de Oxford concluiu que fake news possuem um volume de compartilhamento até quatro vezes maior do que notícias e informações reais. A pesquisa, que analisou aproximadamente 580 mil postagens noticiosas em redes sociais e em sete idiomas, tomou como base as eleições do Parlamento Europeu, que começaram no último dia 23 e perduraram até domingo, 26, e viu os partidos de centro manterem sua maioria, porém perderem muita força na capacidade de manobra política do bloco.

Segundo a Oxford, conteúdos falsos (que a instituição rotulou de “ideologicamente extremos, enganosas e informações com fatos incorretos”) e junk news (como os europeus referem-se a notícias falsas) são do tipo que encorajam a fobia em relação a temas voláteis, como religião e imigração. 

Fake News: informações propositalmente erradas ou falsas trazem maior engajamento nas redes sociais do que notícias verdadeiras, segundo estudo

“As junk news em nossa base tenderam a envolver temas populistas como anti-imigração, fobia contra grupos islâmicos, com poucos mencionando líderes ou partidos europeus”, afirmaram os autores. Fontes de outros países, como Rússia, também foram consideradas no estudo a fim de aferir se há alguma relação de diálogo com outras nações, o que poderia configurar interferência externa no pleito.

No Facebook, as notícias falsas tiveram até quatro vezes mais curtidas, compartilhamentos e/ou comentários, com liderança para os idiomas inglês (3,2 mil por publicação), alemão (1,9 mil), sueco (1,76 mil) e francês (1,7 mil).

Para idiomas italiano e polonês, porém, a situação se reverte: os meios tradicionais de notícias, como jornais, internet, TV e rádio, ainda prevalecem em engajamento frente a páginas ideológicas abertas na própria rede social.

Já no Twitter, a situação torna-se um pouco mais confiável, com veículos oficiais e a imprensa obtendo maior volume de engajamento (34%) frente às notícias falsas (3%). A exceção à regra foi a Polônia, onde, na rede de microblogs, viu cerca de 21% das postagens em seu idioma constituírem informações falsas ou sem base factual.



segunda-feira, 27 de maio de 2019

Estudo sueco diz que gostar de cachorros pode ser genético


Um time de pesquisadores britânicos e suecos da universidade de Uppsala, Suécia, realizou um estudo em 35.035 pares de gêmeos que analisou a presença de um fator genético no ato de ter cachorros como animais de estimação. Este tipo de método científico é bem comum para determinar a influência do ambiente e dos genes na biologia e em comportamentos. A pesquisa foi publicada na última sexta-feira, dia 17 de maio, e está disponível no site da Nature.

Já que gêmeos idênticos possuem o mesmo genoma e gêmeos fraternos têm, em média, metade da variação genética, é possível analisar similaridades entre irmãos para determinar influências ambientais e genéticas no ato de ter ou não um cão.

Por sorte, o país mantém esses dados contabilizados no Registro de Gêmeos da Suécia, e o número de donos de cachorros no Conselho Sueco de Agricultura. O estudo chegou à conclusão de que é muito mais comum a correlação de cães entre irmãos idênticos do que em gêmeos fraternos. Estes genes também são mais herdados por mulheres (57%) do que por homens (51%).

Ambiente e genética

Este método de estudo não consegue determinar quais são os genes responsáveis pelo fenômeno; mas, as conclusões são importantes para outras pesquisas. "Ele pelo menos demonstra que o ambiente e a genética são igualmente importantes na decisão de adotar ou não um cachorro.

Agora, o próximo passo é determinar quais são as variantes genéticas para esta decisão e como elas se relacionam com traços de personalidade e outros fatores, como alergias", disse Patrik Magnusson, chefe do Registro de Gêmeos da Suécia.

Carri Westgarth, co-autora da pesquisa, disse que o projeto é importante, pois apresenta uma justificativa genética para os supostos benefícios para saúde que os cães trazem. Já Keith Dobney, arqueozoologista e co-autor da pesquisa, afirmou que o estudo pode ajudar a entender a história da humanidade e da domesticação dos animais.

"Décadas de pesquisas arqueológicas nos ajudaram a entender quando e onde os cachorros entraram no mundo humano, mas as informações genéticas modernas e antigas podem nos ajudar a explorar o como e o porquê", explicou.


sábado, 4 de maio de 2019

Estudo conclui que o risco de repassar HIV é zero com uso de retrovirais



A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é um mal que assola o mundo todo, então quando uma notícia nos coloca mais perto de sua cura, é natural sentirmos uma certa empolgação — e segundo conclusões de um novo estudo da Universidade Colegial de Londres, o tratamento definitivo da AIDS está muito mais próximo do que imaginávamos.

A pesquisa, que durou oito anos e envolveu aproximadamente mil casais homossexuais, concluiu que, em caso de parceiros onde um está infectado pelo vírus HIV e o outro não, o risco de passarem a doença entre si é nulo se houver uso assíduo de medicações retrovirais.

Em outras palavras: a medicina anti-HIV atual já consegue inibir as transmissões entre parceiros fixos, mesmo diante da prática do sexo sem camisinha.

“É brilhante — fantástico. Isso praticamente mata toda a questão”, disse a profesora Alison Rodger, co-autora da pesquisa, que foi publicada pelo jornal médico Lancet. A notícia também vale para casais heterossexuais.

Basicamente, a ideia é que a pessoa infectada se mantenha firme na ingestão de remédios e torne a sua carga viral imperceptível.

De acordo com a especialista, ao longo do curso da pesquisa, 15 homens contraíram o vírus HIV, mas ficou comprovado que isso se deu por eles terem feito sexo desprotegido fora do relacionamento, com outras pessoas não envolvidas no estudo e, consequentemente, que não faziam uso dos agentes retrovirais.

Ela ainda complementou as informações, dizendo: “Nossas descobertas oferecem evidência conclusiva de que o risco de transmissão do HIV com a terapia de supressão por retrovirais é zero. O que posicionamos aqui traz apoio à mensagem da campanha internacional ‘U = U’ [Undetectable = Untransmitable, no inglês], que rege que uma carga viral indetectável torna o HIV intransmitível”.

“Essa poderosa mensagem pode ajudar a acabar com a pandemia de HIV, ao prevenir a transmissão do vírus, ao mesmo tempo em que ataca o estigma e discriminação sofridos por pessoas infectadas”, diz a pesquisadora.

“Esforços mais intensos agora devem se concentrar na disseminação mais abrangente dessa mensagem, assegurando que todas as pessoas HIV-positivo tenham acesso a testes, tratamento eficaz, aderência e acesso a práticas de saúde para manterem a carga viral indetectável”.

Representação clínica do vírus HIV, com a infecção ativa: pesquisa feita por especialistas no Reino Unido promete anular fatores de transmissão por meio de medicamentos retrovirais

De acordo com dados publicados pelo jornal britânico The Guardian, em 2017, a estimativa era de quase 40 milhões de pessoas no mundo conviviam com o HIV e, destas, pouco mais da metade (21,7 milhões) estavam sob tratamento retroviral. Dentro do Reino Unido, 101,6 mil pessoas convivem com o HIV e, destes, 7,8 mil não foram diagnosticados, então não sabem que são HIV-positivo.


Myron S Cohen, um especialista do Instituto para Saúde Global e Doenças Infecciosas, na Carolina do Norte (EUA), disse que o estudo publicado no Lancet deve ajudar a direcionar o mundo para uma estratégia voltada ao teste e tratamento de todos os infectados pelo HIV.

Porém, ele recomenda maximizar os benefícios do tratamento, particularmente para homens gays, que fazem sexo com outros homens, o que tem se provado difícil, segundo ele.

“Não é sempre fácil para as pessoas serem testadas para o HIV ou encontrarem acesso ao tratamento; há o medo, estigma, homofobia e outras forças sociais adversas, que continuam a comprometer o tratamento”, ele disse. “O diagnóstico de uma infecção por HIV é complicado nos estágios iniciais, quando a transmissão é mais eficiente, e essa limitação também complica o tratamento como estratégia de prevenção”.

Desnecessário dizer, as conclusões do estudo não devem ser compreendidas como um “relaxamento” dos métodos de prevenção. O uso da camisinha é, hoje, o método mais assertivo na prevenção da infecção por HIV. O caso acima serve apenas para casais fixos onde uma das partes já é infectada pelo vírus e faz uso dos medicamentos retrovirais.

Fonte: The Guardian


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Brasileiro acha que smart home é 'mudança radical na vida', diz estudo



Você está ansioso para ter uma casa inteligente, com dispositivos conectados entre si, sensores, lâmpadas, eletrodomésticos e muitos outros itens controlados por um único aplicativo? Segundo a empresa de pesquisas GfK, esse é um sentimento comum ao público brasileiro — embora os obstáculos para a implantação dessa estrutura ainda sejam muitos.

De acordo com o estudo GfK Consumer Life - Smart Home, consumidores de China e Brasil são os que mais esperam que as tecnologias de smart home mudem “dramaticamente” as suas vidas. Além disso, a pesquisa apontou que jovens famílias, como recém-casados ou que acabaram de ter filhos, formam o público mais quente desse setor.

Pedras no caminho

Só que essa adoção de casas inteligentes não é algo rápido. Para começar, o preço da estrutura para a casa ainda é proibitivo em muitas regiões, e só os chamados “early adopters” (os primeiros a adotarem novidades do mercado) estão conquistados nessas regiões.

O público acredita que as casas inteligentes precisam cruzar uma barreira tecnológica para se tornarem ainda melhores, integrando IA, machine learning e mais.

“Não é mais sobre como a smart home vai acontecer, agora é como remover barreiras para a sua adoção”, afirma Igor Richter, representante da GfK.

O que mais empolga a galera?

  • 1. Otimizar gasto de energia
  • 2. Monitoramento remoto de casa
  • 3. Dispositivos que se comunicam uns com os outros

Principais barreiras

  • 1. Alto preço
  • 2. Questões de privacidade
  • 3. Confiança em tecnologias atuais
  • 4. Complexidade de uso
  • 5. Perda de autonomia (ou dependência de aparelhos eletrônicos)
  • 6. Benefícios pouco claros

O que está em alta?

A GfK ainda afirmou que o mercado de produtos para a casa de pequeno porte cresce muito mais que os de grande porte, especialmente por causa da distribuição e do preço reduzido, além de focar em soluções de qualidade de vida: qualidade de sono, bem-estar e higiene, entre outras. A América Latina foi a região que mais fez esse setor crescer em 2018.

Aspiradores de pó portáteis são uma das modas do mercado atual.

Entre os produtos de grande porte, a máquina de lavar roupa é a grande tendência. No pequeno porte, purificadores de ar são os produtos mais quentes. Outra tendência observada é a de “designed objects”, que são os eletrodomésticos que são bonitos, além de inteligentes. Geladeiras são os itens que mais avançaram nesse quesito.

Fonte: IFA GPC 2019

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Estudo: brasileiro confia em tecnologia, mas não em mídia e redes sociais



Você confia no conteúdo das redes sociais? Está confortável com o governo e as ações dos políticos? Essas são algumas das respostas procuradas pela pesquisa Edelman Trust Barometer de 2019, que cria um “ranking de confiança” da população em uma série de setores da sociedade, de governos a instituições, passando pela mídia. O TecMundo acompanhou os resultados durante a IFA GPC 2019, na região da Andaluzia, Espanha.

De acordo com o estudo, que coletou opiniões de 33 mil pessoas em 26 mercados, o Brasil passa por um momento de “desconfiança”, alguns pontos abaixo do que a escala considera neutro. No geral, todas as instituições tiveram um pequeno aumento na confiança, mas os setores mídia e governo continuam um degrau abaixo.

 

Mídia em baixa...


De acordo com a pesquisa, o campo da mídia no Brasil está abaixo do nível mínimo de confiança do ranking: totalizamos 41 pontos, sendo que o mínimo para ser considerado confiável é 49 pontos. Foi registrada uma pequena de 2 pontos do ano passado para 2019.


Ainda assim, o jornalismo tradicional e as pesquisas na internet continuam com um nível relativamente alto de crédito. O estudo mostra que há um crescimento considerável no campo dos “amplificadores”, que são as pessoas que leem muito conteúdo e compartilham essas informações online ou em contatos pessoais.


Por outro lado, as redes sociais atingiram uma pontuação baixa no setor. Segundo a Edelman, 73% dos entrevistados estão preocupados com informações ou notícias falsas “sendo usadas como uma arma” No caso do Brasil, a crença em sites como Twitter e Facebook é maior que a média mundial, mas ainda baixa.

 

...Tecnologia em alta


O setor de tecnologia tem muito o que comemorar. Mundialmente e no Brasil, os níveis de confiança são os mais altos dos últimos cinco anos e, segundo o estudo, foi criada uma “aura” em torno do meio que a torna tão especial aos olhos da população. O motivo? Uso diário de aparelhos como celulares e computadores, e acreditar que eles são capazes de tornar a vida melhor.


Por outro lado, foram várias críticas ao setor recentemente por questões éticas, desde modelos de negócios até privacidade. Além disso, subsetores do mercado estão ainda sob um alto nível de desconfiança. A população em geral ainda não está familiarizada (e, por isso, até evita) tecnologias como blockchain, IA e carros autônomos, ou teme mudanças que elas podem causar, como a perda de empregos.

"O Brasil é o sexto país do mundo que mais demonstrou acreditar em tecnologia na pesquisa deste ano".

Além disso, duas conclusões curiosas apareceram: somos uma das poucas nações que acredita que o mundo estará melhor daqui a cinco anos e, por uma baixa confiança no governo, concordamos que empresas podem tomar ações específicas que dão lucro e melhoram condições econômicas e sociais nas comunidades em que ela opera.

Já de forma global, 77% dos entrevistados concordam que companhias deveriam fazer mais para ajudar o sistema educacional e modernizá-lo.

 

Tendências do setor de tecnologia


A Edelman fez algumas previsões sobre o que esperar da área -- e os caminhos apontados são bastante interessantes.

· "Re-treinamento” dos próprios funcionários: em vez de trocar a equipe com frequência, fazer treinamentos constantes com o time atual para que eles desenvolvam novas competências e se adaptem à necessidade.
· Ativismo do CEO: tomada de decisões e iniciativas não só em negócios, mas impactando mudanças culturais em suas ações. CEOs deveriam “liderar a mudança” em vez de esperar que o governo faça isso em áreas como pagamento igualitário, discriminação e privacidade.
· Ativismo dos funcionários: a equipe também deve lutar por mudanças na organização.
·Investimento em comunidades e sociedades: contribuir com os locais em que essas empresas estão, seja em educação, moradia, treinamento ou outras atividades.
·  Fake news: o cuidado deve ser uma preocupação ainda frequente no setor.
          
A pesquisa completa com todos os dados (em inglês) pode ser conferida aqui.

Fonte: EDELMAN

terça-feira, 23 de abril de 2019

Bolsonaro é líder global em engajamento orgânico no Facebook, aponta estudo



As redes sociais ocupam um papel cada vez mais central na vida das pessoas, sendo, assim, ferramentas importantes para políticos e mandatários. Nesse cenário, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro parece estar adiante de outros pares ao redor do globo, como indica o estudo “World Leaders on Facebook”, da BCW, parte da série “Twiplomacy”.

Atualmente, Jair Bolsonaro é o político com maior engajamento em todo o mundo, com mais de 145 milhões de interações nos últimos 12 meses. Esse número é quase o dobro de interações do mandatário estadunidense Donald Trump, que tem 2,5 vezes mais curtidas em no Facebook e pagou mais de 50 mil anúncios dentro da rede social desde a criação da página.

Bolsonaro é o mandatário com maior número de interações no Facebook nos últimos 12 meses. (Fonte: BCW/Divulgação)

Quem lidera o ranking de líderes políticos mais curtidos do mundo é o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, com 43,5 milhões de curtidas (sem contar as 13,7 milhões de curtidas da página institucional do primeiro ministro). Trump está em segundo, com 23,8 milhões, enquanto a rainha Rania da Jordânia fica em terceira com 16,9 milhões.

Mudanças de algoritmos

As mudanças de algoritmos no Facebook para privilegiar postagens de amigos e familiares acabou prejudicando as interações nas páginas de políticos — apesar de um aumento de 10% no número de seguidores, o engajamento caiu 32,3% em relação àquele registrado em 2016, por exemplo.

Para driblar isso, alguns líderes investem em postagens pagas para impulsionar o seu alcance. Além das 50 mil publicações impulsionadas de Trump, a primeira-ministra do Reino Unido Theresa May pagou 74 anúncios apenas em dezembro de 2018 para promover a saída de seu país da União Europeia, o Brexit.

"Nosso mais recente estudo Twiplomacy confirma que, mesmo entre figuras políticas que atraem facilmente a atenção do público nas mídias sociais, uma estratégia paga ainda é essencial para garantir alcance e causar um impacto sério", comentou o diretor de inovação da BCW Chad Latz. "Além disso, vemos como alguns líderes são muito bem-sucedidos por serem pessoais e acessíveis na plataforma, usando todas as ferramentas à sua disposição, do Facebook Live ao Facebook Stories, para engajar suas audiências.”

A pesquisa da BCW usou dados da ferramenta CrowndTangle para analisar atividades de 962 páginas de chefes de estado, de governo e ministros do exterior no Facebook. Ao todo, as páginas avaliadas acumulam 345 milhões de curtidas em 449,7 mil postagens apenas nos últimos 12 meses. Tudo isso gerou um total de 767 milhões de interações — comentários, curtidas ou compartilhamentos.

Fonte:  Facebook