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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Físico brasileiro Marcelo Gleiser recebe o Prêmio Templeton nos EUA


Chamado de "Oscar da espiritualidade", o Prêmio Templeton teve a cerimônia de entrega realizada na última quarta-feira (29) com direito a brasileiro sendo a grande estrela do evento. O físico e astrônomo Marcelo Gleiser foi o vencedor da edição de 2019 do prêmio, dedicado a "servir como um catalizador filantrópico para descobertas relacionadas às questões mais profundas e perplexas questões que a humanidade encara".

“A ciência é um flerte com o desconhecido, o reconhecimento que nós pouco sabemos sobre o mundo ao nosso redor

"A ciência é um flerte com o desconhecido, o reconhecimento que nós pouco sabemos sobre o mundo ao nosso redor, que podemos perceber apenas de forma imperfeita", disse Gleiser na cerimônia. "Ainda assim, ela abraça a jornada por conhecido, amplia o espírito humano e traz, pela alegria da descoberta, um toque de mágica em nossas vidas", completa.

O físico é atualmente professor de Filosofia Natural no Dartmouth College, nos Estados Unidos, e é um dos grandes nomes na defesa de que ciência, filosofia e espiritualidade "são expressões complementares da necessidade humana de abraçar o mistério e o desconhecido".

De acordo com a organização, a atuação do brasileiro foi elogiada por "revelar os elos culturais, históricos e filosóficos entre ciência, humanidades e espiritualidade", trazendo conhecimentos complementares e que ajudam a responder questões que a ciência não consegue resolver sozinha.

Gleiser é o primeiro vencedor da América Latina. O Prêmio Templeton é entregue desde 1972 e já condecorou personalidades como Madre Teresa e Dalai Lama. Ele é avaliado em cerca de US$ 1,4 milhões.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Brasileiro é acusado de manter um dos maiores mercados negros na internet



A Europol (órgão de segurança ligado à União Europeia) vem liderando as polícias locais de países membros durante as ações da Operação “Dark Web Team”, que tem como objetivo desmantelar lojas online ilegais da dark web, a parte "criminosa" da deep web. Na última segunda-feira (06), a polícia alemã prendeu os três supostos administradores do Wall Street Market, possivelmente a segunda maior loja online ilegal do mundo.

Além das prisões, segundo o Times of Israel, um brasileiro foi acusado de gerenciar um dos maiores mercados negros na Dark Web, chamado "Wall Street Market". O mercado contava com cerca de 5,5 mil vendedores e mais de 1 milhão de contas para consumidores. Sua identidade não foi revelada.


Essa parece ser a última ação da operação DWT, da Europol, que também contou com prisões na Finlândia, com a derrubada de uma loja conhecida como Silkkitie ou Valhala, e nos EUA, onde a polícia prendeu dois traficantes de drogas de alto nível. Na Alemanha, a polícia ainda confiscou os servidores do portal e cerca de US$ 615 mil, além de uma grande quantidade de criptomoedas, como Bitcoin e Monero.

Fonte: Unsplash/Nahel Abdul Hadi

Combate ao cibercrime

A polícia vem realizando ações semelhantes nos últimos anos. Essas lojas ilegais funcionam através da rede Tor e oferecem drogas, malwares e todo tipo de produto proibido por lei. Em alguns casos, a polícia passa meses estudando o funcionamento do site, mesmo já tendo prendido seus donos, para poder chegar aos vendedores e compradores.

No caso do Wall Street Market, os donos já estavam abandonando a plataforma, talvez temendo serem pegos. De acordo com a ZDNet, os administradores estavam aplicando calotes em alguns vendedores para encerrar o site logo em seguida e tentar se esconder da polícia. Eles devem ter percebido a aproximação das autoridades após o fechamento do Dream Market, que era a maior loja desse tipo antes de cair, o que causou uma enxurrada de migrações de clientes para o WSM. A polícia deu início à expedição dos mandados de busca e apreensão assim que os donos do site começaram a roubar os vendedores.

A Europol informou que o Wall Street Market tinha 5,4 mil vendedores de produtos ilegais e mais de 1,15 milhão de clientes.

Fonte: THE VERGE

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Brasileiro acha que smart home é 'mudança radical na vida', diz estudo



Você está ansioso para ter uma casa inteligente, com dispositivos conectados entre si, sensores, lâmpadas, eletrodomésticos e muitos outros itens controlados por um único aplicativo? Segundo a empresa de pesquisas GfK, esse é um sentimento comum ao público brasileiro — embora os obstáculos para a implantação dessa estrutura ainda sejam muitos.

De acordo com o estudo GfK Consumer Life - Smart Home, consumidores de China e Brasil são os que mais esperam que as tecnologias de smart home mudem “dramaticamente” as suas vidas. Além disso, a pesquisa apontou que jovens famílias, como recém-casados ou que acabaram de ter filhos, formam o público mais quente desse setor.

Pedras no caminho

Só que essa adoção de casas inteligentes não é algo rápido. Para começar, o preço da estrutura para a casa ainda é proibitivo em muitas regiões, e só os chamados “early adopters” (os primeiros a adotarem novidades do mercado) estão conquistados nessas regiões.

O público acredita que as casas inteligentes precisam cruzar uma barreira tecnológica para se tornarem ainda melhores, integrando IA, machine learning e mais.

“Não é mais sobre como a smart home vai acontecer, agora é como remover barreiras para a sua adoção”, afirma Igor Richter, representante da GfK.

O que mais empolga a galera?

  • 1. Otimizar gasto de energia
  • 2. Monitoramento remoto de casa
  • 3. Dispositivos que se comunicam uns com os outros

Principais barreiras

  • 1. Alto preço
  • 2. Questões de privacidade
  • 3. Confiança em tecnologias atuais
  • 4. Complexidade de uso
  • 5. Perda de autonomia (ou dependência de aparelhos eletrônicos)
  • 6. Benefícios pouco claros

O que está em alta?

A GfK ainda afirmou que o mercado de produtos para a casa de pequeno porte cresce muito mais que os de grande porte, especialmente por causa da distribuição e do preço reduzido, além de focar em soluções de qualidade de vida: qualidade de sono, bem-estar e higiene, entre outras. A América Latina foi a região que mais fez esse setor crescer em 2018.

Aspiradores de pó portáteis são uma das modas do mercado atual.

Entre os produtos de grande porte, a máquina de lavar roupa é a grande tendência. No pequeno porte, purificadores de ar são os produtos mais quentes. Outra tendência observada é a de “designed objects”, que são os eletrodomésticos que são bonitos, além de inteligentes. Geladeiras são os itens que mais avançaram nesse quesito.

Fonte: IFA GPC 2019

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Estudo: brasileiro confia em tecnologia, mas não em mídia e redes sociais



Você confia no conteúdo das redes sociais? Está confortável com o governo e as ações dos políticos? Essas são algumas das respostas procuradas pela pesquisa Edelman Trust Barometer de 2019, que cria um “ranking de confiança” da população em uma série de setores da sociedade, de governos a instituições, passando pela mídia. O TecMundo acompanhou os resultados durante a IFA GPC 2019, na região da Andaluzia, Espanha.

De acordo com o estudo, que coletou opiniões de 33 mil pessoas em 26 mercados, o Brasil passa por um momento de “desconfiança”, alguns pontos abaixo do que a escala considera neutro. No geral, todas as instituições tiveram um pequeno aumento na confiança, mas os setores mídia e governo continuam um degrau abaixo.

 

Mídia em baixa...


De acordo com a pesquisa, o campo da mídia no Brasil está abaixo do nível mínimo de confiança do ranking: totalizamos 41 pontos, sendo que o mínimo para ser considerado confiável é 49 pontos. Foi registrada uma pequena de 2 pontos do ano passado para 2019.


Ainda assim, o jornalismo tradicional e as pesquisas na internet continuam com um nível relativamente alto de crédito. O estudo mostra que há um crescimento considerável no campo dos “amplificadores”, que são as pessoas que leem muito conteúdo e compartilham essas informações online ou em contatos pessoais.


Por outro lado, as redes sociais atingiram uma pontuação baixa no setor. Segundo a Edelman, 73% dos entrevistados estão preocupados com informações ou notícias falsas “sendo usadas como uma arma” No caso do Brasil, a crença em sites como Twitter e Facebook é maior que a média mundial, mas ainda baixa.

 

...Tecnologia em alta


O setor de tecnologia tem muito o que comemorar. Mundialmente e no Brasil, os níveis de confiança são os mais altos dos últimos cinco anos e, segundo o estudo, foi criada uma “aura” em torno do meio que a torna tão especial aos olhos da população. O motivo? Uso diário de aparelhos como celulares e computadores, e acreditar que eles são capazes de tornar a vida melhor.


Por outro lado, foram várias críticas ao setor recentemente por questões éticas, desde modelos de negócios até privacidade. Além disso, subsetores do mercado estão ainda sob um alto nível de desconfiança. A população em geral ainda não está familiarizada (e, por isso, até evita) tecnologias como blockchain, IA e carros autônomos, ou teme mudanças que elas podem causar, como a perda de empregos.

"O Brasil é o sexto país do mundo que mais demonstrou acreditar em tecnologia na pesquisa deste ano".

Além disso, duas conclusões curiosas apareceram: somos uma das poucas nações que acredita que o mundo estará melhor daqui a cinco anos e, por uma baixa confiança no governo, concordamos que empresas podem tomar ações específicas que dão lucro e melhoram condições econômicas e sociais nas comunidades em que ela opera.

Já de forma global, 77% dos entrevistados concordam que companhias deveriam fazer mais para ajudar o sistema educacional e modernizá-lo.

 

Tendências do setor de tecnologia


A Edelman fez algumas previsões sobre o que esperar da área -- e os caminhos apontados são bastante interessantes.

· "Re-treinamento” dos próprios funcionários: em vez de trocar a equipe com frequência, fazer treinamentos constantes com o time atual para que eles desenvolvam novas competências e se adaptem à necessidade.
· Ativismo do CEO: tomada de decisões e iniciativas não só em negócios, mas impactando mudanças culturais em suas ações. CEOs deveriam “liderar a mudança” em vez de esperar que o governo faça isso em áreas como pagamento igualitário, discriminação e privacidade.
· Ativismo dos funcionários: a equipe também deve lutar por mudanças na organização.
·Investimento em comunidades e sociedades: contribuir com os locais em que essas empresas estão, seja em educação, moradia, treinamento ou outras atividades.
·  Fake news: o cuidado deve ser uma preocupação ainda frequente no setor.
          
A pesquisa completa com todos os dados (em inglês) pode ser conferida aqui.

Fonte: EDELMAN

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Piauiense vira influenciador com 7 milhões de views no Vigo Video



O YouTube tornou-se o caminho mais óbvio quando o plano é compartilhar vídeos de qualquer segmento, e o mesmo se aplica se a ideia é virar digital influencer. Mas outras plataformas também estão sendo exploradas tanto por quem quer promover esse tipo de conteúdo quanto por quem quer apenas consumi-lo.

Esse é o caso do Vigo Video, uma rede social de publicação de vídeos curtos, antes conhecida como Hypstar. Apesar de ser relativamente nova, ativa apenas desde 2017, ela está elevando rapidamente algumas pessoas ao status de digital influencer, como é o caso dos primos Marcos Sousa e Manoel da Silva Junior.

(Fonte: Vigo Video/Reprodução)

Da cidade de Isaías Coelho, no Piauí, a dupla publica na rede vídeos mostrando sua rotina de forma cômica. Marcos faz perguntas óbvias a Manoel, de 12 anos, que as responde com uma sinceridade mais “bruta”, o que o tornou conhecido como “O Menino mais ignorante do mundo” ou “Brutinho”.

Exemplo disso é quando em um dos posts Manoel questiona: “Oi, Junior. Você está lavando a moto?”, e Brutinho responde: “Não, estou regando para ver se vira um carro.” O perfil nomeado como “Super comedia” tem quase 85 mil seguidores e já acumulou 56,3 mil flames – recurso que mede a popularidade do perfil e gera bônus em dinheiro ao seu criador.

O YouTube não deixou de ser o espaço mais visado nesse sentido, já que ainda tem maior alcance do público de modo geral. Por essa razão, “O Menino mais ignorante do mundo” criou há pouco tempo um canal na plataforma.

Até o momento, ele já tem cerca 295 mil inscritos e quase 23 milhões de visualizações.

Fonte: YouTube/Reprodução

O jovem tem como inspiração o também piauiense Whindersson Nunes, que é dono de um dos maiores canais do Brasil, com mais de 35 milhões de inscritos. “Agora eu sou reconhecido nas ruas do meu bairro e na escola. As pessoas pedem para tirar foto comigo, para eu fazer uma piada e dizem que são meus fãs. Não esperava ficar famoso, mas é muito legal esse prestígio”, afirma Junior.

Marcos Sousa tem atuado como uma espécie de tutor e incentivador da vida artística de Brutinho. Ele diz que é importante acompanhar a vida do garoto, pelo fato de a internet ser sempre um assunto sério, em especial para alguém tão novo. O primo também sonha ter uma grande carreira artística. Se depender dos fãs da dupla, esse desejo já é uma realidade.

 

Como ter acesso ao Vigo Video


O Vigo Video é bem simples de ser usado e oferece vários recursos de edição de vídeos.
Além de gerar dinheiro aos criadores, os conteúdos também podem ser compartilhados no WhatsApp, Instagram e Facebook. O app é de propriedade da chinesa Beijing ByteDance Technology, dona do já conhecido Tik Tok. Ele pode ser baixado gratuitamente em aparelhos Android e iOS.

Fonte: TecMundo