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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Hackers acessaram dados sensíveis de operadoras de celular por 7 anos


Pesquisadores da Cybereason, empresa de segurança digital, revelaram na última terça-feira (25) que hackers, possivelmente originários da China, invadiram, conseguiram controle e tiveram acesso aos bancos de dados de mais de 12 operadoras de celular da Europa, Ásia, África e Oriente Médio. O roubo de dados foi originado em 2012.

Se sabe até agora que estes hackers tiveram acesso a registros de chamadas de pelo menos 20 pessoas. Ou seja, eles conseguiam saber horário, data, duração e origem de ligações — o foco do roubo de dados eram pessoas ligadas ao governo e forças armadas destas regiões. 

Exemplo do que poderia ser visto pelos hackers ( Fonte: Cybereason/ Reprodução)

Arquitetura do ataque

Os ataques foram identificados em 2018 pela Cybereason por conta do seu caráter persistente.Os pesquisadores identificaram que o roubo de dados estava acontecendo desde 2012.

A dinâmica funcionou assim: os hackers conseguiram explorar vulnerabilidades antigas das operadoras, como malwares ocultos em arquivos ou servidores públicos expostos, para espalhar um malware na rede a fim de encontrar computadores conectados. Ao encontrar, os hackers tentavam logar na rede das operadoras inúmeras vezes até conseguir.

Com login e senha, os invasores criaram usuários invisíveis com acessos privilegiados. Assim podiam ter acesso a informações restritas, sem serem percebidos.

Quem são os hackers?

As ferramentas utilizadas para o ataque levam a um grupo hacker chinês chamado APT10. Mas Mor Levi, da Cybereason, diz desconfiar que alguém pode ter usado estas ferramentas para endereçar o ataque ao APT10.

Até agora não há informações sobre a resolução do problema pelas empresas atingidas . Aos usuários das operadoras, não resta muito o que se fazer, uma vez que seus aparelhos e contas não foram invadidos diretamente. 

Fonte: UOL

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Amazon pode entrar no mundo das operadoras com a compra da Boost Mobile


A gigante do comércio eletrônico Amazon está interessada em entrar em um novo segmento do mercado da tecnologia: operadoras de telefonia. Ao menos essa é a especulação da Reuters, que obteve o rumor a partir de duas fontes ligadas à empresa.

Segundo a agência de notícias, a empresa de Jeff Bezos é uma das prováveis compradoras da Boost Mobile, uma operadora especializada em planos pré-pagos de celular que será colocada à venda em breve. Isso garantiria para a Amazon não só uma empresa nova e possibilidades inúmeras na área, mas também a garantia de ao menos seis anos de uso da rede sem fio da T-Mobile em um acordo.

Mercado movimentado

Mais conhecida nos Estados Unidos, a Boost Mobile é uma das submarcas da operadora Sprint. Como ela está em processo de fusão com outra gigante da área, a T-Mobile, parte da estrutura será vendida para reduzir a fatia de mercado da companhia resultante, pré-requisito para a aprovação da união pelos órgãos regulamentadores norte-americanos.

As três empresas envolvidas na especulação não responderam a Reuters. Por enquanto, trate a informação como um rumor, mas não estranhe se ele for concretizado: já faz alguns anos que a Amazon é muito mais do que só uma loja online.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Operadoras começam atualização de dados dos donos de celulares pré-pagos



Atualmente, muitos dos cadastros de chips nem sempre estão associados corretamente a um titular responsável e criminosos conseguem usar uma variedade de linhas com CPFs de terceiros. Para evitar que isso aconteça, ou pelo menos diminuir a incidência, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começa hoje (18) o Projeto Cadastro Pré-Pago com todas as operadoras do país.

A finalidade é manter o banco de dados cadastrais dos clientes atualizados, com nome completo, número de CPF ou CNPJ (no caso de pessoa jurídica) e endereço com CEP. A revisão é obrigatória para todos os consumidores que tenha pendências dessas informações — como, por exemplo, no caso de mudança de residência ou ausência de algum desses dados.

Quem não fizer esse recadastramento pode ter o serviço suspenso até a regularização e as companhias devem informar a requisição dessas informações via SMS, call center e outros, como notificações via app. Isso também deve ter impacto nos novos chips, que nesses três primeiros meses desse programa terão um prazo de 5 dias para ativação — e depois disso passa para 1 dia.

Calendário do recadastramento

O Projeto Cadastro Pré-Pago será realizado em três fases. A primeira começa efetivamente na quinta-feira que vem (24), para os clientes que possuam pendências cadastrais na região de Goiás, no DDD 62. A partir do dia 26 de junho, o processo será realizado em municípios do Acre, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina.

Depois do dia 17 de julho, o recadastramento chega aos demais Estados. A segunda e a terceira fase envolvem os novos chips, a partir de março de 2020. Todos têm até 30 dias para regularizar a situação e, caso contrário, as linhas serão bloqueadas. Mais informações estão disponíveis no site do Sinditelebrasil.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Netflix testa novos planos exclusivos para celular por US$ 0,95 por semana



A Netflix já vem trabalhando há algum em testes com valores alternativos e bem mais em conta para acesso exclusivo via celular — noticiamos algo assim em novembro de 2018 e, mais recentemente, em março de 2019. Agora, a companhia inicia uma nova leva de testes do tipo com um pagamento mensal de 65 rúpias (US$ 0,95 ou algo em torno de R$ 4).

Neste pacote estão incluídas as transmissões em SD apenas em tablets e smartphones e não permitirá o uso simultâneo em mais de uma tela. A novidade inclui ainda outros três planos com pagamentos semanais de 125 rúpias (R$ 7), 165 rúpias (R$ 9) e 200 rúpias (R$ 11), cada um com diferentes possibilidades de uso.

Novos planos da Netflix em vigor na Índia. (Fonte: Hindustan Times/ Reprodução)

Apenas um teste

Como se trata de um teste e ele está restrito a alguns usuários de alguns países do mercado asiático, ainda não se sabe quando nem se algo do tipo chegará a outros países.

“Testaremos diferentes opções em países selecionados onde os assinantes podem, por exemplo, assistir à Netflix em seus dispositivos mobile por um preço mais baixo e em períodos de tempo [de assinatura] mais curtos”, informa a companhia. “Nem todo mundo verá essas opções e nós podemos nunca disponibilizar esses planos específicos além dos testes”, completa.


quinta-feira, 28 de março de 2019

Sony fecha a sua maior fábrica de celulares e área acumula mais prejuízos



A Sony Mobile anunciou hoje (28) o encerramento das atividades de sua maior fábrica de smartphones localizada em Pequim, na China, ficando agora apenas com uma única fábrica própria na Tailândia além de contratos com terceirizadas para a produção de seus smartphones.

A empresa afirmou que a medida vem para cortar gastos em até 50%, mas não revelou quantos postos de trabalho serão encerrados com o fim das atividades da planta de montagem de Pequim. As operações no local continuam até o final do mês, garantiu um porta-voz da empresa à agência de notícias Reuters.

Ficando para trás

Bem-sucedida no mercado mobile há alguns pares de anos, a Sony não conseguiu emplacar o mesmo sucesso quando os smartphones começaram a dominar tudo. Apesar da marca respeitável, ela vem perdendo cada vez mais espaço para rivais tradicionais como Apple e Samsung, além de não conseguir superar as novas adversárias chinesas como Xiaomi e Oppo.

Em nível global, a divisão mobile da Sony rendeu prejuízo de US$ 863 milhões durante o ano fiscal que termina em março e, atualmente, detém menos de 1% do mercado global de smartphones.

Falando em termos locais, a empresa já deixou de fabricar smartphones por aquiem 2016 e tem apresentado indícios nos últimos meses de que estaria se preparando para deixar de operar no país — atualmente, há apenas um modelo de celular à venda em seu site oficial e não há previsão de quando os lançamentos mais recentes.


terça-feira, 12 de março de 2019

Brasil fica entre os 100 países com gigabyte mais caro na franquia móvel



Quanto custa em média o gigabyte na banda larga móvel no Brasil e em que posição esse preço se situa no mundo todo? Essas questões e outras estão na pesquisa divulgada nesta semana pelo site britânico Cable, que compara os preços e planos do setor de telecomunicações. De acordo com esse levantamento, 1 GB de franquia custa US$ 3,50, o que deixa a gente na 74ª posição do ranking, entre mais de 6,3 mil planos de 230 países avaliados.

"O preço mais caro encontrado por aqui foi US$ 10,18 e o mais barato, US$ 1,50"


Foram 27 planos nacionais examinados no dia 6 de novembro do ano passado. O preço mais caro do gigabyte móvel encontrado por aqui foi de US$ 10,18, enquanto o mais barato foi de US$ 1,50. A metodologia não deixa muito claro se todos os impostos foram considerados, contudo outros estudos apontam para uma das maiores cargas tributárias do mundo — aliás, a União Internacional de Telecomunicações diz que as taxas por aqui chegam a 40% sobre o total, enquanto a média global marca os 16%.

Na América do Sul, a região com números mais altos é o das Ilhas Malvinas, com 1 GB custando uma média de US$ 47,39 — o território de difícil acesso no extremo Sul representa o quarto mais caro do mundo. O Chile, com US$ 1,87, é o mais barateza do continente e o único entre os 50 mais em conta em todo o globo.

Fonte: Cable

Os valores mais baixos foram encontrados na Índia (US$ 0,26), na Rússia (US$ 0,91) e na Itália (US$ 0,91). Entre os mais altos estão Estados Unidos (US$ 12,37), Coreia do Sul (US$ 15,12) e Suíça (US$ 20,22). O “campeão” é o Zimbábue, com US$ 75,20 por gigabyte.

Fonte: MOBILE TIME

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Bolsonaro vai decidir se Huawei entra no Brasil, diz ministro Marcos Pontes



O ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), afirmou que apenas o presidente Jair Bolsonaro poderá decidir se a fabricante chinesa Huawei entra no mercado brasileiro ou não. Segundo o Mobile Time, a resposta do ministro foi divulgada no evento MWC19, que acontece em Barcelona, na Espanha.

“O Ministério da Ciência e Tecnologia não tem como fazer qualquer interferência geopolítica. A nossa posição é mais técnica. A decisão sobre a fabricante chinesa Huawei caberá ao presidente Bolsonaro”, afirmou.

"A Deustche Telecom afirmou que, se a Huawei fosse banida, o adiamento da tecnologia 5G na Alemanha seria de pelo menos 3 anos"

A decisão de Marcos Pontes acaba tendo um caráter político-ideológico. Isso porque o Brasil já possui dependência da tecnologia da Huawei, principalmente no que toca a telecomunicações e novas tecnologias — como o 5G.

Os Estados Unidos passam por uma tensão com a Huawei, afirmando que a gigante chinesa faz espionagem no país. Por outro lado, a Huawei deixa claro que os EUA agem contra a companhia sem evidências.

Um dos exemplos sobre essa questão aconteceu na Europa. A alemã Deustche Telecom afirmou que, se a Huawei fosse banida, o adiamento da tecnologia 5G na Alemanha seria de pelo menos 3 anos.

Fonte: Mobile Time

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Posso carregar meu celular com o carregador de outro aparelho?



Desde que os celulares se tornaram smartphones e as “baterias de dias” se tornaram “baterias de horas”, tem sido cada vez mais comum o intercâmbio de carregadores de aparelhos portáteis.

Porque é só chegar no trabalho, na casa de um amigo ou em qualquer lugar que exista uma tomada e já estamos loucos para conectar o aparelho ao carregador.

Só que nem sempre estamos com os nossos carregadores, não é mesmo? É aí que começa o intercâmbio que dissemos ali em cima: “Me empresta seu carregador?” ou “vou usar seu carregador rapidinho aqui”...

Afinal de contas, se quase todos os aparelhos contam com carregadores que se conectam via microUSB, então não deve ter problema algum em usar o carregador do Moto G no Galaxy S5... Ou será que tem? É o que vamos descobrir!


Diferenças históricas



Anos atrás, antes de você ver todos os padrões microUSB, USB, miniUSB, USB Type-C, Lightning e outros que podem ainda surgir, cada fabricante de celular fazia os seus próprios conectores. Com isso, tornava-se impossível utilizar o carregador de um aparelho para fazer a recarga da bateria de outro produzido por outras empresas.

E isso tinha um lado ruim? Talvez tivesse! Tinha um lado bom? Certamente!

Cada fabricante utilizava diferentes equipamentos na montagem dos seus celulares. Baterias e circuitos eram preparados para suportar tensão e corrente com um limite máximo e cada aparelho trazia suas próprias especificações nesse caso. Com isso, usar um carregador inapropriado poderia causar problemas bem sérios aos circuitos de um aparelho com suporte menor às correntes.

Anos depois, essas diversas opções de conectores começaram a ser substituídas em praticamente todos os dispositivos. Atualmente, a maioria esmagadora dos equipamentos utiliza padrões USB (em suas variações), sendo que o iPhone e seus conectores Lightning podem ser considerados uma grande exceção no mercado. Mas isso não significa que temos um padrão total...

USB é padrão, mas não tão padrão

A grande maioria dos carregadores que utilizam conectores USB traz a tensão de 5 volts para os aparelhos. Porém, é preciso dizer que cada fabricante usa diferentes capacidades de corrente nesses acessórios, e as diferenças não são pequenas, por isso é importante ficar muito atento. De acordo com o Make Use Of, estas são as correntes de três das maiores fabricantes da atualidade:

  • Samsung: 0,7 amperes (5V)
  • Motorola: 0,850 amperes (5,1V)
  • ASUS: 2 amperes (5V)

Como você pode ver, há diferenças bem interessantes nos aparelhos e isso pode variar ainda mais se aumentarmos a gama de análise. Mas o que isso significa efetivamente? Será que isso quer dizer que os aparelhos podem explodir a qualquer momento se usarmos o carregador errado?

Bem, na verdade, não. Apesar de isso ser um grande perigo quando estamos falando de tensão, no caso da corrente as coisas são menos perigosas. Existe uma diferença básica entre tensão e corrente — pois enquanto a primeira é sempre constante (sempre 5 volts, por exemplo), a segunda é variável (um aparelho com 2 amperes pode trabalhar com menos que isso, sem problemas).


Levando isso aos celulares, é bem fácil entender como tudo funciona. Quando usamos um carregador com corrente maior do que a máxima suportada pelo smartphone, não vai haver riscos — isso porque o aparelho vai aproveitar tudo o que puder e o resto será apenas deixado de lado, sem explosões ou chamas.

Por outro lado, usar um carregador com corrente menor do que a usada pelo smartphone pode não ser uma boa ideia. Quando isso acontece, você pode danificar sua bateria e fazer com que ela tenha o tempo de vida útil reduzido. E se você estiver nessa situação e tentar usar o aparelho ao mesmo tempo, vai perceber que a bateria não estará sendo carregada, apenas demorando mais para ser consumida.


O que eu posso usar então?


Se considerarmos apenas aparelhos originais e seus carregadores oficiais, quase todos os carregadores podem ser usados sem problemas, mas é preciso ter alguns cuidados. O acessório que vem na caixa do celular deve ser sempre a primeira opção, mas e quando você não puder usar o seu próprio carregador?

Baterias externas também precisam de cuidados

Se pedir emprestado para algum amigo, a primeira análise deve ser a da tensão elétrica. Se o seu dispositivo suporta 5 volts, o carregador usado não pode — em hipótese alguma — ser diferente disso. Como dissemos acima, os padrões USB deixam todos perto dos 5 volts, mas é bom ficar de olho em carregadores paralelos.

Depois de ter certeza de que aquele carregador traz a tensão correta para o seu aparelho, é hora de ver se a intensidade da corrente também é a adequada. Isso significa que o carregador deve ter intensidade igual ou maior do que a que seu smartphone utiliza. Repetindo: igual ou maior — lembrando que se o valor for menor, a recarga não será feita da maneira correta.


E o que não usar nunca


Além dos carregadores com tensão maior do que a suportada pelo aparelho ou com corrente menor do que a recomendada, também é bem importante evitar carregadores “pirata”. Por mais que os números indicados nas embalagens sejam os mesmos que estamos vendo nos originais, esses equipamentos não passam por homologações e isso pode ser um grande problema para a sua segurança.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Fabricante de pilhas pode anunciar celular com bateria de 18.000mAh



Em 2018, a fabricante de pilhas Energizer anunciou um smartphone com uma capacidade de bateria de 16.000mAh durante o Mobile World Congress. Passado um ano, a empresa pode bater o próprio recorde e lançar um celular com bateria ainda maior.

A Energizer parece estar se preparando para crescer na indústria de smartphones, e deve apresentar cerca de 26 smartphones durante o MWC 2019. O grande destaque fica por conta do modelo Energizer Power Max P18K Pro, que deve contar com uma bateria de 18.000mAh.

No ano passado, a Energizer apresentou um protótipo do Power Max P16K Pro com bateria de 16.000mAh, porém, muito pouco se ouviu falar do dispositivo depois da apresentação oficial em fevereiro. Até hoje encontrar o dispositivo para a compra é basicamente impossível.


Apesar disso, a fabricante de pilhas pode lançar este mês a segunda versão do aparelho, o Power Max P18K Pro. Até o momento, sabemos muito pouco sobre as demais especificações deste celular, com exceção do tamanho da bateria. Porém, levando em consideração a variante do ano passado, a espessura do aparelho e o peso estão muito acima da média dos smartphones vendidos hoje no mercado.

A variante de 16.000mAh prometia o uso do aparelho por até cinco dias sem a necessidade de carregamento. Agora, esse tempo será ainda maior.

Fonte: Gizmochina

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

TIM é multada em R$ 9,7 mi por cobrar serviços não contratados pelos clientes


Em decisão divulgada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) impôs uma multa de pouco mais de R$ 9,7 milhões para a TIM, pela prática de cobranças indevidas a seus clientes.

A empresa foi condenada por, ao invés de cobrar apenas o serviço contratado de seus clientes, também embutir nas cobranças os chamados SVAs (Serviços de Valor Adicionados) — como música, horóscopo, tradutor de idiomas e jogos — sem a autorização do consumidor.

A prática foi mais recorrente no período entre 2008 e 2015, mas as cobranças indevidas de serviços pela TIM continuam afetando alguns clientes da operadora até hoje — principalmente os que possuem aparelhos pré-pago. Durante esse período, a empresa ofereceu 80 desses SVAs de maneira indevida aos consumidores.

Além da multa de R$ 9,7 milhões, a empresa devolver em dobro o valor cobrado indevidamente para todos os clientes afetados. Caso persista neste tipo de cobrança, o Senacon poderá também solicitar a suspensão das atividades da TIM no Brasil. Essa decisão levou em consideração uma decisão correspondente ocorrida em setembro de 2018, quando as companhias Vivo, Oi e Claro foram condenadas por cometer o mesmo tipo de cobrança abusiva.

Por meio de nota oficial, a TIM anunciou que ainda não foi formalmente notificada da decisão e que só irá se manifestar após tomar conhecimento dos detalhes da ação. Vale lembrar ainda que essa não é uma decisão em última instância, e segundo a Senacon a empresa possui um prazo de dez dias para recorrer na justiça.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Android Q vai facilitar para operadoras bloquearem smartphones


Apesar de todas as novidades agradáveis que a futura versão do Android deve trazer para os usuários, uma notícia não agradou muito os mais interessados por smartphones: o Android Q deve trazer recursos para que as operadoras de telefonia móvel controlem mais detalhadamente as redes que as pessoas poderão ou não acessar.



”Com o Android Q, uma operadora acessada por um dos SIMs vai poder bloquear o segundo chip de uma concorrente, por exemplo, deixando o usuário sem opção"





A descoberta de códigos do Android Q mostrou que as operadoras poderão bloquear o acesso a certas redes definidas, ao contrário do que acontecia anteriormente, quando os celulares eram travados para todas as outras redes. Ou seja, agora, vai ser possível criar uma lista de permitidos e proibidos, o que pode ser feito com o refinamento de detalhes para liberar até o bloqueio de redes de operadoras virtuais que são executadas nas mesmas torres de sua operadora principal.


Adeus, dual SIM?


Tudo isso inclui também dispositivos com dual SIM, ou dois chips, que muita gente utiliza para usufruir de benefícios de operadoras diferentes. Com o Android Q, uma operadora acessada por um dos SIMs vai poder bloquear o segundo chip de uma concorrente, por exemplo, deixando o usuário sem opção.

Ainda não se sabe como isso pode funcionar nas regras do Brasil, onde as operadoras são obrigadas a desbloquear celulares restritos caso o usuário queira usar seu aparelho com serviços de uma concorrente, mas certamente ainda é um assunto que vai dar muito o que falar.