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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Caso JBL | Como a pirataria no Brasil afeta marcas e consumidores


Por Wellington Arruda

Produtos falsificados existem aos montes e sequer são “segredo” para, digamos, grande parte da população. E a JBL não fica de fora, tendo em vista sua popularidade: em 2018, o Canaltech fez uma apuração na qual identificou 57 apreensões de cargas importadas contendo produtos falsificados da marca JBL realizadas no Brasil. No mesmo ano, no total, 400 mil produtos falsificados da marca foram apreendidos.

Além disso, 12 ações de busca e apreensão foram realizadas em centros comerciais de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre. “Dos 11 casos já concluídos, foram contabilizados mais de 11 mil produtos apreendidos, mas a estimativa é que, após o término da contagem dos casos, serão registrados mais de 700 mil unidades de produtos falsificados com a marca JBL apreendidos no Brasil em 2018.”

Rodrigo Kniest, vice-presidente para a América do Sul e presidente da Harman do Brasil, explica que este volume de produtos falsificados “é péssimo para a marca, mas em primeira instância é péssimo para o usuário, o consumidor.” Indo mais além, ele classifica os usuários em duas categorias: 
1.   Os que sabem que não se trata de um produto original; 
2. O grupo dos que são realmente iludidos.

“Ou o usuário sabe que está sendo enganado ou está se enganando, querendo acreditar que está pegando um produto que tem pelo menos 10% daquele outro, que é o original”, acrescenta.



Mas, afinal, o que será que as marcas pensam sobre a qualidade e o "produto final", filho da pirataria? De acordo com o VP da Harman, a opinião é incisiva: “Não é réplica. É outra tecnologia, outra fabricante. Não tem nenhum vínculo com a tecnologia que a empresa [oficial] tem. A cópia não tem nenhum vínculo original com os critérios de engenharia ou desenvolvimento da marca que realmente desenvolveu aquela tecnologia, aquele produto.”

Já sobre o marcas e empresas que trabalham com cópias, Rodrigo afirma que a coisa vai muito além de tentar imitar. ”Para uma marca fazer um produto, colar um adesivo falso em cima da marca de outra empresa, estará cravando um atestado de: ‘olha, eu não sei fazer um produto, eu não consigo fazer um produto, então eu vou fingir que eu tenho um produto parecido com aquele outro’”.

O xis da questão, principalmente no que concerne as grandes marcas, está no consumidor que vai experienciar o produto. Uma das grandes preocupações no desenvolvimento, como cita o executivo, está em componentes que são produzidos e vendidos “para essa empresa pirata que vai fazer um produto que é cópia de alguma outra coisa”, tomando como exemplo as baterias.

Citando o caso do Galaxy Note7, da Samsung, Rodrigo diz que “essas tecnologias de bateria, hoje em dia, chegaram num ponto em que ou você acerta muito a mão ou você vai ter um problema muito grande”, ainda considerando que a empresa sul-coreana tem todos os cientistas e laboratórios possíveis e imagináveis, e mesmo assim o problema aconteceu e os modelos entraram em combustão, manchando a reputação da marca.

“Um mercado que não consegue se organizar para ter marcas que têm tecnologia, desenvolvimento, e até marketing para as pessoas saberem o que dá para fazer e o que não dá para fazer com o produto, é um mercado que não se desenvolve”, avalia rodrigo. Sua fala, aliás, vem acompanhada da preocupação com a experiência do consumidor e, em geral, com o mercado, que acaba também recebendo danos por conta disso. Sem contar os danos onerosos para as empresas que desenvolvem e fabricam produtos, fazem todo um investimento, para no fim das contas, alguém colar um adesivo e iniciar uma leva de pirataria. 

Conscientizar o consumidor é o primeiro passo para acabar com a pirataria

Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), anualmente, a sonegação fiscal causa prejuízo de cerca de R$ 115 bilhões para os setores privado e público, enquanto que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a pirataria de produtos no Brasil deixa de gerar 1,5 milhão de empregos a cada ano.

“Esse é um assunto que realmente estraga muito o mercado brasileiro”, analisa Rodrigo. E estraga muito mais “a experiência que os consumidores têm com a marca”, no caso, a própria JBL. Para entender, é simples: a quantidade de produtos falsificados que levam o selo da JBL vendidos aqui no Brasil é imensa. Produtos sem qualidade reconhecida, fabricados em locais clandestinos, vendidos por um preço bem abaixo do produto original e entregando um resultado muito abaixo do esperado acabam manchando a reputação da empresa perante os consumidores desavisados. Cria-se uma falsa impressão de que a marca é, de fato, fraca.

Kniest ainda cita uma experiência pessoal que ele sempre presencia quando precisa vir à cidade de São Paulo: “na frente do hotel, lá na Avenida Paulista (risos), naquelas bancas [de jornal], eu encontro um headphone. Eu olho, e lá está ele com a marca JBL. Nem fico mais surpreso que é um fone pirata. O que realmente me surpreende é a qualidade do adesivo JBL que foi impresso numa impressora com um jato de tinta defasado, que provavelmente colado com cola escolar (risos)... quer dizer, é impressionante!”

Ainda num tom descontraído, ele diz que espera que quem comprar os produtos falsificados saiba que não está comprando um produto JBL original. Ele ainda revela que não se abala com essa situação, pois “isso é do jogo, é normal e já tem o seu espaço”. No entanto, Rodrigo concorda que o pior caso é quando a pessoa, inadvertidamente, vai achar que é um produto JBL. Quem paga o pato?

Fonte: Canaltech

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Caiu na rede! Vingadores: Ultimato vazou na web no dia da estreia na China



Vingadores: Ultimato começou nesta quarta-feira (24) seu plano de dominação dos cinemas mundiais com bilheteria milionária, mas também já aparece na web e, cópias pirata. O filme vazou no mesmo dia do lançamento.

Na China, um dos territórios mais lucrativos para a indústria de cinema, a superprodução da Marvel Studios já está batendo recordes de bilheteria. O longa-metragem rendeu mais de US$ 100 milhões em seu primeiro dia de exibição!

Projeções da Disney indicam que Vingadores: Ultimato fechará o seu dia de estreia com US$ 107,2 milhões na China – batendo o recorde histórico local.

A produção deve se estabelecer como o maior lançamento de um título estrangeiro nos cinemas chineses. Estimativas apontam para uma arrecadação de mais de US$ 500 milhões de Vingadores: Ultimato até o final de sua carreira comercial no país – o que superará a bilheteria de Velozes e Furiosos 8e seus US$ 360 milhões nas bilheterias chinesas.

A popularidade dos filmes da Marvel na China, porém, tem um preço. Redes de cinema e de venda de ingresso estão cobrando taxas excessivas de serviço para as sessões de Ultimato, obrigando as autoridades locais a tomar ações punitivas contra essas empresas.

Ao mesmo tempo, uma cópia ilegal de Vingadores: Ultimato começou a circular na web, proveniente de uma sessão do filme nos cinemas chineses. Vale dizer, aos ansiosos de plantão, que a cópia é de baixíssima qualidade e não deve prejudicar a bilheteria do longa-metragem.

Fonte: Minha Série

quinta-feira, 21 de março de 2019

Bloqueio de celulares piratas chega a 15 novos estados no domingo (24)



A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que celulares piratas começarão a ser bloqueados em 15 novos estados a partir do próximo domingo (24). Parte do projeto Celular Legal, a ação já bloqueou 244.217 desde maio de 2018, quando ela entrou em vigor em alguns estados brasileiros.

No início da próxima semana, o bloqueio terá início nas seguintes localidades:

  • Alagoas
  • Amapá
  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Maranhão
  • Minas Gerais
  • Pará
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • São Paulo
  • Sergipe
Quais celulares serão bloqueados?

Segundo a Anatel, são considerados piratas os aparelhos com número IMEI irregular. Esse código é uma espécie de impressão digital do dispositivo móvel, e adulterações nele são comuns de celulares irregulares. O alvo dessa ação são aparelhos que tentam enganar os clientes se passando por outros (os “HiPhone” da vida) e colocam em risco até mesmo a integridade física dos seus usuários.


Vale destacar que esse bloqueio não atingirá smartphones legítimos trazidos de fora do país, como aqueles comprados em viagens ao exterior ou importados pela internet. Marcas como Xiaomi, Oppo e afins, que não atuam no país, mas têm aparelhos legais e atendem aos requisitos das redes móveis disponíveis no Brasil, continuarão funcionando normalmente.

Fonte: TecMundo

domingo, 17 de março de 2019

Pirataria cai com oferta de serviços melhores e mais acessíveis, diz estudo



Um estudo recentemente realizado na Nova Zelândia, financiado pela operadora de telecomunicações Vocus Group NZ, comprovou o que especialistas da área têm percebido há alguns anos: disponibilizar conteúdo de alta qualidade e com preços acessíveis é muito mais eficaz para combater a pirataria do que medidas agressivas focadas em penalizar usuários infratores.

Realizada em dezembro de 2018, a pesquisa entrevistou mil cidadãos sobre o consumo de algum tipo de material ilegal. Metade deles afirmou que já havia pirateado conteúdo, mas a incidência foi diminuindo à medida que foram surgindo novos serviços de streaming.

Os dados coletados mostram que 11% dos neozelandeses ainda consomem conteúdo protegido por direitos autorais através de serviços ilícitos de streaming, e outros 10% fazem download de torrents e afins. No entanto, o número de pessoas inclinadas a obter o mesmo conteúdo através de TVs a cabo registradas (75%) ou serviços legais de streaming, como a Netflix (55%), tende a aumentar.

Fonte:  Neonbrand/Unsplash

Para Taryn Hamilton, executivo da Vocus, com o passar dos anos a pirataria se tornou menos atraente para os usuários, o que pode provar que ela nunca foi motivada com o único intuito de burlar leis e conseguir conteúdo de graça, mas por consumidores frustrados em obter o conteúdo que mais lhes interessava.


O que mais podemos concluir?

A professora de Direito da Universidade de Idaho e especialista em direitos autorais, Annemarie Bridy, afirmou que vários outros estudos realizados nos EUA, Europa e outras partes do mundo confirmam as conclusões do Vocus Group. 

Através de dados coletados por Mike Masnick, especialista em direitos autorais e cofundador do Techdirt, revelou-se que aplicar restrições severas na internet tende a diminuir os níveis de pirataria, mas só até certo ponto; logo após os usuários conseguirem burlar as restrições, a pirataria volta a subir novamente.

"Uma maior oferta de conteúdo legal e de fácil acesso atrai grande parte dos usuários preocupados com o risco de baixar conteúdo pirata".   

Em outra pesquisa, realizada pela Universidade de Indiana, descobriu-se que a pirataria ainda pode funcionar como um “serviço” concorrente no mercado, forçando produtores de conteúdo a oferecerem melhores serviços para atrair os usuários. 

Antino Kim, pesquisador de Indiana, disse que a melhor forma de afastar os usuários da pirataria é vencendo-a, com empresas que ofereçam serviços rápidos de streaming, com som e imagem de alta qualidade, vários idiomas e legendas e facilidade de uso. 

Ainda podemos incluir nessa lista preços acessíveis e alguns extras, como pontuação das obras pelos usuários, capacidade para salvar listas de reprodução e fazer recomendações, além de apps para dispositivos móveis.

Fonte: MOTHERBOARD

segunda-feira, 11 de março de 2019

Piratas estão usando o Xvideos para distribuir grandes blockbusters



Quando você acha que já viu de tudo na internet, é melhor repensar. O Xvideos, a maior plataforma de conteúdo pornográfico da internet, está sendo utilizado por usuários para upload de filmes comuns na íntegra. Títulos como Bohemian Rhapsody, Liga da Justiça, Doutor Estranho, entre outros, estão disponíveis para serem assistidos por completo.

A prática já foi utilizada por fãs de Dragon Ball Super em um passado não muito distante. Em represália ao Crunchyroll, que derrubou todos os sites que transmitiam o anime clandestinamente, diversos usuários subiram episódios completos no site pornô.


Por não ser um site monetizado (e também por seu conteúdo), o Xvideos quase nunca está no radar de empresas como o Crunchyroll ou Netflix. E, claro, por ser um gigante da internet, derrubá-lo não deve ser tarefa fácil. O jeito é aguardar os desdobramentos dessa história. 


sexta-feira, 8 de março de 2019

Versões 'piratas' do WhatsApp podem causar o bloqueio de sua conta



O WhatsApp é, sem a menor dúvida, o aplicativo de comunicação mais popular do Brasil, estando instalado em nada menos que 97% de todos os smartphones em funcionamento no país, de acordo com a pesquisa feita pela Panorama Mobile Time / Opinion Box.

É claro que, diante de toda essa popularidade, iriam surgir as versões “piratas” do aplicativo, geralmente com uma ampliação de funções, assim como acontecia na época do MSN Messenger, para desktop, que ganhou um complemento não oficial chamado Messenger Plus, que tinha uma série de recursos que o programa original não tinha.


"Se você utiliza alguma dessas versões paralelas do WhatsApp, cedo ou tarde vai receber uma notificação avisando que a sua conta está suspensa"





O problema é que, agora, usuários de aplicativos como o GBWhatsApp, o OGWhatsApp e o WhatsApp Plus correm o risco de terem suas contas bloqueadas pelo Facebook, que vocês bem sabem, é o dono do WhatsApp original.

Dessa maneira, se você utiliza alguma dessas versões paralelas do WhatsApp, cedo ou tarde vai receber uma notificação avisando que a sua conta está suspensa. Isso vai se manter assim até que você desinstale a versão pirata do app e instale, a partir de sua loja online, o WhatsApp original. 

Basta você confirmar seu número de telefone para recuperar o acesso à sua conta.

Para conseguir novamente o acesso às suas mensagens trocadas pela versões alternativas do WhatsApp no app original, basta seguir as intruções que a página de FAQ do comunicador dá, dependendo de qual outro aplicativo você estava usando para acessar sua conta.


segunda-feira, 4 de março de 2019

Programa da Apple para desenvolvedores é usado para espalhar pirataria



Depois de ser utilizada para disseminar pirataria, a Apple foi obrigada a retirar mais alguns participantes de seu programa de desenvolvedores. Esses piratas estavam se aproveitando dos privilégios dos certificados para oferecer aplicativos crackeados para usuários mundo afora — como Spotify, Minecraft e Pokémon GO — e, alguns deles, cobrando por isso.

A história começou a ficar estranha quando a Reuters tomou conhecimento de que essas “lojas” (TutuApp, Panda Helper, AppValley e TweakBox) estavam disponibilizando download e instalação de apps, originalmente pagos, de forma gratuita. Os piratas até conseguiam modificar os aplicativos — inclusive monetizá-los por meio de propagandas. Além disso, alguns ofereciam assinaturas para permitir o uso da pirataria e de outros “extras”.

(Imagem: Divulgação/TweakBox)

A experiência controlada dos iPhones permite que o usuário instale apps exclusivamente pela App Store. Optar por um jailbreak é uma maneira de contornar essa limitação; no entanto, o processo é difícil e bastante arriscado. Então, surgiram essas lojas de aplicativos “secundárias” que, utilizando tais permissões, conseguiam burlar a restrição e liberar downloads de outras fontes, sem exigir esforço do dono do dispositivo.

Vale ressaltar que a prática, além de lesar a Apple e os desenvolvedores dos apps originais, é muito perigosa para o usuário, tendo em vista que não há garantias de que o software é seguro e não irá coletar dados sensíveis armazenados no dispositivo com modificações maliciosas.


(Fonte: Apple)


A Apple não pode controlar o uso dos certificados desses usuários, mas pode revogá-los. Dessa forma, todos os aplicativos instalados utilizando esse certificado são suspensos.


Liberdade demais gera problemas


Não é a primeira vez que a Apple tem problemas com esse programa. Recentemente, Facebook e Google tiveram suas permissões revogadas de modo temporário por utilizarem método semelhante para a instalação de aplicações que coletavam vários dados — alguns minuciosos — de navegação e uso dos usuários.

(Imagem: Reprodução/9to5Mac)

Para prevenir futuros problemas, a Apple também exigirá verificação de dois fatores para ser participante do programa. A mudança acontecerá em 27 de fevereiro deste ano, com o objetivo de garantir que haja somente um usuário utilizando a conta.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Pirataria volta a crescer com aumento de conteúdo exclusivo no streaming



Não faz muito tempo, os torrents e o compartilhamento peer-to-peer tomaram de assalto o conteúdo digital, seja de livros, canções, filmes, séries, quadrinhos, etc. A distribuição desse material via streaming, com plataformas mais sofisticadas, seguras e com bom custo-benefício causou um declínio na pirataria via BitTorrent. Mas… um novo estudo diz que a ação dos bucaneiros virtuais voltou a crescer.

"Tráfego de conteúdo audiovisual representa 58% do tráfego global"


O “The Global Internet Phenomena Report”, da Sandvine, publicado no final do ano passado, retrata bem esse cenário. A começar pelo aumento da oferta de vídeo: o audiovisual representa cerca de 58% do tráfego global e somente a Netflix responde por 15% dos dados enviados às residências dos assinantes via streaming.

Segundo o levantamento, em 2011, o BitTorrent respondia por 52% do upstream em redes de banda larga fixa na América do Norte — no auge da troca ilegal via sites como Pirate Bay e Kickass Torrents. Já em 2015, com ofertas mais acessíveis de serviços como a Netflix e Amazon Prime Video, essa prática caiu consideravelmente, para 26,83%.

streaming
Fonte: Sandvine

Agora, baixar ou assistir online em sites ilegais “voltou à moda”, com aumento de 32%. “Mais fontes estão produzindo conteúdo exclusivo, disponível apenas em uma plataforma de streaming ou serviço de transmissão. Pense em ‘Game of Thrones’ para a HBO, ‘House of Cards’ para a Netflix, ‘The Handmaid’s Tale’ para o Hulu ou ‘Jack Ryan’ para a Amazon. Fica muito caro para o consumidor ter acesso a todos esses serviços — então ou eles assinam um ou dois ou pirateiam”, diz Cam Cullen, que liderou a pesquisa.


Disney e Apple vêm aí e serviços devem aprimorar segurança


A boa notícia, para quem adora filmes, séries e animações, é que vários outros serviços de streaming devem aparecer nesta temporada, incluindo dois peso-pesados da indústria: a Disney e a Apple. Já o lado ruim é para os nossos bolsos, pois com mais plataformas também vem mais conteúdo exclusivo — e outra conta para pagar no final do mês.

Se você acumular hoje os pacotes mais simples da Netflix (R$ 19,90), da Amazon Prime Video (R$ 7,90 por seis meses e R$ 14,90 após) e Globo Play (R$ 12,90), vai desembolsar menos de R$ 50 mensais, com boa qualidade de imagem e som e em um valor bem abaixo de vários combos de TV a cabo.

pirataria
Europa e Ásia são líderes no consumo de banda larga não encriptada e via streaming. Fonte: Sandvine

Acontece que para usufruir todas e mais as que estão por vir é preciso lidar com cada sistema de pagamento e atendimento — e isso pode ser um grande incômodo caso você tenha problemas com mais de uma. Além disso, há o fato de que muitas das pessoas normalmente querem um segundo serviço só para ver um ou outro filme ou série original.

O mercado ainda vem se adaptando e se ajustando ao comportamento e consumo dos usuários e certo é que, com o aumento da pirataria, veremos também um aumento da contrapartida das companhias para proteger seus produtos. Mais de 50% do tráfego na web já acontece de forma encriptada e com a entrada da Netflix na Motion Picture Association of America (MPAA), o cerco deve ficar ainda mais apertado para os bucaneiros.

Fontes: MOTHERBOARD   RUBICON