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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Ministério Público pede investigação sobre manifestação de PM no Instagram


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ao lado da Promotoria de Justiça Militar, fez um pedido para que a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do DF investigue as transgressões disciplinares feitas pelo policial militar Rodrigo Jardim. Jardim utilizou o Instagram para incitar violência contra os participantes dos protestos de ontem (15), contra os cortes da educação, que aconteceram em diversos estados brasileiros.
Utilizando o Instagram sob o nome “jardimzim05”, o policial publicou uma foto no interior de uma van da polícia, ao lado de outros colegas policiais, com a seguinte manifestação: “E vamos todos para o extra na Esplanada brincar com os comunas”, seguida de emoticons de bomba, explosão e taco.

"A defesa dos valores republicanos e democráticos é parte inalienável de uma agenda intocável de qualquer sociedade que tencione alcançar uma razoabilidade mínima de convivência social madura"

“A manifestação do militar nas redes sociais representa inequívoco discurso do ódio, já que incita a violência (utilização de emoticons que fazem alusão a tiro, bomba e pauladas-cassetete) contra os indivíduos identificados como “comunas”; no caso, estudantes e professores que integravam a referida manifestação pública”, assinam os promotores Flávio Augusto Milhomem e Nísio Edmunto Tostes Ribeiro Filho. “As manifestações populares são uma forma de comunicação e expressão coletiva, criando um espaço público de discussão que transcende a hierarquia estatal, possibilitando a atualização das demandas sociais junto ao Estado, traduzindo os diferentes interesses, lutas e discursos sociais. A defesa dos valores republicanos e democráticos é parte inalienável de uma agenda intocável de qualquer sociedade que tencione alcançar uma razoabilidade mínima de convivência social madura, garantindo o bom funcionamento do Estado, governo e sociedade civil”.

A promotoria ainda nota que a conduta do militar fere os artigos do próprio Regulamento Disciplinar do Exército aplicado no âmbito da Polícia Militar do Distrito Federal. Os artigos indicam que é transgressão “discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado (artigo 59) e induzir ou concorrer intencionalmente para que outrem incida em transgressão disciplinar (artigo 113)”. 


Fonte: REDE GLOBO

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Microsoft triplica equipe para investigar assédios dentro da empresa


Companhias, infelizmente, estão fadadas a ter em seus quadros de funcionários algumas pessoas que não se comportam da maneira adequada. A Microsoft é uma entre tantas outras com pessoas que acabam assediando ou apresentando uma conduta desrespeitosa em relação aos colegas, mas anunciou uma medida para mudar esse quadro.

Durante uma reunião mensal feita para todos os funcionários da empresa, o presidente da companhia Satya Nadella revelou que está mais que triplicando o número de empregados da equipe que tem como intuito investigar esse tipo de ação, aumentando o tamanho do grupo de sete para 23 pessoas.

 

Casos recentes

Desde março, líderes da empresa são abordados por outros empregados para reportar ações de assédio ou conduta desrespeitosa, sendo que mulheres são as que mais dão queixa dessas atitudes na maior parte dos casos. Falando ao site Quartz, a companhia fundada por Bill Gates revelou que 100 homens e mulheres já comentaram sobre algo nesse sentido a Kathleen Hogan, chefe do setor de recursos humanos.

Outro detalhe mencionado é que Hogan terá como prioridade reformar cinco áreas de cultura interna da empresa: comportamento, expectativas do gerente, investigações, transparência de dados e prestação de contas.

Até mesmo Nadella comentou que está nessa jogada. “Quero que as pessoas apontem as minhas falhas”, declarou ele, mostrando que ninguém dentro da empresa está isento de ser investigado caso tome uma atitude que não condiz com o ambiente de trabalho.

Fonte: QZ

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Brasileiro é acusado de manter um dos maiores mercados negros na internet



A Europol (órgão de segurança ligado à União Europeia) vem liderando as polícias locais de países membros durante as ações da Operação “Dark Web Team”, que tem como objetivo desmantelar lojas online ilegais da dark web, a parte "criminosa" da deep web. Na última segunda-feira (06), a polícia alemã prendeu os três supostos administradores do Wall Street Market, possivelmente a segunda maior loja online ilegal do mundo.

Além das prisões, segundo o Times of Israel, um brasileiro foi acusado de gerenciar um dos maiores mercados negros na Dark Web, chamado "Wall Street Market". O mercado contava com cerca de 5,5 mil vendedores e mais de 1 milhão de contas para consumidores. Sua identidade não foi revelada.


Essa parece ser a última ação da operação DWT, da Europol, que também contou com prisões na Finlândia, com a derrubada de uma loja conhecida como Silkkitie ou Valhala, e nos EUA, onde a polícia prendeu dois traficantes de drogas de alto nível. Na Alemanha, a polícia ainda confiscou os servidores do portal e cerca de US$ 615 mil, além de uma grande quantidade de criptomoedas, como Bitcoin e Monero.

Fonte: Unsplash/Nahel Abdul Hadi

Combate ao cibercrime

A polícia vem realizando ações semelhantes nos últimos anos. Essas lojas ilegais funcionam através da rede Tor e oferecem drogas, malwares e todo tipo de produto proibido por lei. Em alguns casos, a polícia passa meses estudando o funcionamento do site, mesmo já tendo prendido seus donos, para poder chegar aos vendedores e compradores.

No caso do Wall Street Market, os donos já estavam abandonando a plataforma, talvez temendo serem pegos. De acordo com a ZDNet, os administradores estavam aplicando calotes em alguns vendedores para encerrar o site logo em seguida e tentar se esconder da polícia. Eles devem ter percebido a aproximação das autoridades após o fechamento do Dream Market, que era a maior loja desse tipo antes de cair, o que causou uma enxurrada de migrações de clientes para o WSM. A polícia deu início à expedição dos mandados de busca e apreensão assim que os donos do site começaram a roubar os vendedores.

A Europol informou que o Wall Street Market tinha 5,4 mil vendedores de produtos ilegais e mais de 1,15 milhão de clientes.

Fonte: THE VERGE

terça-feira, 12 de março de 2019

MP vai investigar integração do WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger



Você já deve ter ouvido falar dos planos que Mark Zuckerberg tem de usar o WhatsApp, o Instagram e o Facebook Messenger para criar um mensageiro único. Segundo o CEO das redes sociais, essa seria uma forma de aumentar a segurança e manter mais pessoas em um comunicador padronizado — seria possível, por exemplo, usar o nível de proteção criptografada do WhatsApp.

Só que muita gente não está vendo somente essa lado da questão — e com razão. Autoridades europeias, que já questionam muitas das políticas de privacidade de gigantes da tecnologia, como a Google e o próprio Facebook, entendem que essa fusão de operações pode dificultar um possível desmembramento da companhia toda — o que vem sendo sugerido por políticos e reguladores.

Agora, a Justiça brasileira também entra na parada com o Ministério Público do Distrito Federal, que na ontem (11) passou a investigar as consequências da unificação de plataformas. Segundo a Reuters, o procedimento administrativo foi aberto pelo promotor Frederico Meinberg Ceroy, que coordena a Unidade Especial de Proteção de Dados de Inteligência Artificial (Espec).


O objetivo é acompanhar o processo todo e verificar se as mudanças se encaixam nas normas brasileiras de proteção de dados. Após a autuação, o MP vai notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), informando os trabalhos que envolvem essa apuração.

Sobre a integração, em si, Zuckerberg diz buscar mais transparências e armazenar menos dados e por menor tempo. A previsão é de que ela não aconteça até o final do ano — mas, como dá para notar, já tem bastante gente se coçando com as consequências disso.

Fontes: UOL/REUTERS

sábado, 19 de janeiro de 2019

Smartwatch ajudou a condenar suspeito de homicídio na Inglaterra


O corredor amador Mark “Iceman” Fellows foi condenado à prisão perpétua na Inglaterra por assassinar Paul “Mr. Big” Massey, um chefão do crime organizado na cidade de Manchester, e o seu comparsa John Kinsella, em 2015. E o mais curioso neste caso é que o smartwatch do assassino foi o seu “calcanhar de Aquiles” e ajudou a entregá-lo para a polícia.

Tudo começou quando as autoridades de Manchester notaram que Fellows usava um relógio da marca Garmin em fotos de sua participação em uma corrida de rua na cidade em 2014. Policiais vasculharam a casa do então suspeito em busca do relógio e os dados de GPS registrados ali foram bem esclarecedores.

Segundo o site Liverpool Echo, o histórico do relógio de Fellows mostrou que ele esteve em uma área próxima à casa de Massey cerca de dois meses antes do crime. O registro de uma atividade de 35 minutos partindo da casa do próprio assassino até o local da vítima foi encarado pelas autoridades como uma ação de reconhecimento do local.
Mark Fellows foi fotografado durante uma corrida de rua usando um smartwatch. (Fonte: Manchester Evening News)

Analisando o relógio de “Iceman”, a policiou descobriu que ele fez o trajeto de bicicleta, mas a velocidade de deslocamento diminuiu bruscamente de 20 km/h para 5 km/h quando ele chegou à  casa de “Mr. Big” — provavelmente ele deixou a bicicleta e começou a caminhar. Fellows ainda ficou parado por oito minutos durante a “visita”, completando o conjunto de evidências que ajudou a polícia da cidade inglesa acusá-lo. 

Tecnologia entregando criminosos

Em outubro do ano passado, dados de uma pulseira da Fitbit ajudaram a solucionar um caso de assassinato nos Estados Unidos. Na ocasião, o criminoso Anthony Aiello teve o seu depoimento contradito pelas informações de localização e movimentação armazenadas em seu equipamento.