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sábado, 1 de junho de 2019

Youtuber é condenado 15 meses de prisão após 'pegadinha' com morador de rua


O youtuber ReSet, um chinês que mora na Espanha, foi condenado a cumprir 15 meses de prisão, pagar uma multa de 20 mil euros (cerca de R$ 87 mil) e ainda foi banido do YouTube por 5 anos. O que ele fez? Deu uma bolacha recheada com pasta de dente a um morador de rua, em 2017.

O ato foi parte de um desafio proposto por um seguidor que dizia para o youtuber, cujo nome real é  Kanghua Ren, trocar o recheio de uma bolacha por creme dental e dar aos outros. A ação foi filmada e publicada em janeiro de 2017. 

Fonte: G1

O vídeo, que não está mais no ar, mostrou todo o processo da ação e rendeu cerca de 2 mil euros para o jovem. ReSet ainda comentou: "Talvez eu tenha ido um pouco longe, mas veja pelo lado positivo: isso vai ajudá-lo a limpar os dentes. Acho que ele não os limpou desde que ficou pobre".

O homem de 52 anos que comeu a bolacha chegou a vomitar. "Nunca fui tratado tão mal enquanto morava na rua", declarou ao El País.
Por não ter antecedentes, o jovem não vai cumprir a pena de prisão.


Carreira

O canal de ReSet tinha cerca de 1,2 milhão de inscritos. O jovem foi considerado em 2017 um dos 200 youtubers mais importantes da Espanha e Iberoamérica, pelo El País.

Fonte: EL PAIS

sábado, 30 de março de 2019

Cibercriminoso é condenado por golpe de U$ 121 milhões em Google e Facebook



O lituano Evaldas Rimasauskas se declarou culpado após dar um golpe de U$ 121 milhões (aproximadamente R$ 472 milhões, em correção automática de moeda) no Google e no Facebook, de acordo com informações da Bloomberg. Ele é acusado de orquestrar um esquema no qual e-mails falsos eram enviados para funcionários das empresas dizendo que elas deviam dinheiro à Quanta Computer.

Os golpistas fingiam representar a empresa de Taiwan, que produz hardware, e demandavam pagamentos diretos enviados para contas bancárias gerenciadas por eles. Rimasauskas afirmou que ele fez parte do esquema entre 2013 e 2015, se apresentando como um funcionário da Quanta, criando contas bancárias falsas e assinando contratos e documentos falsos para os bancos, a fim de possibilitar as transferências. “Eu entendo completamente que as minhas ações foram fraude”, ele disse.

(Reprodução/Pexels)

O juiz responsável pelo caso, que está sendo analisado nos Estados Unidos, perguntou ao lituânio por que as vítimas faziam a transferência do dinheiro e se elas recebiam a promessa de ganhar algo em troca. O homem disse que não tem certeza, porque seu trabalho era abrir as contas bancárias. Depois disso, ele alega que não fazia nada com elas.

Os procuradores responsáveis pela acusação não sustentam que Rimasauskas foi o responsável por induzir as empresas a transferir o dinheiro. Na realidade, a argumentação é de que ele criou a infraestrutura para as transferências fraudulentas. De acordo com uma fonte não identificada pela Bloomberg, o esquema arrecadou U$ 23 mi do Google (aproximadamente R$ 90 mi) em 2013 e U$ 98 mi (aproximadamente R$ 382 mi) do Facebook em 2015. 

Em comunicados, as empresas se pronunciaram sobre a fraude. O Google disse que detectou o golpe e logo alertou as autoridades e recuperou o dinheiro. O Facebook diz que também recuperou os valores e que está colaborando com as investigações. Rimasauskas foi condenado a 30 anos de prisão e teve U$ 50 mi (aproximadamente R$ 195 mi) confiscados. 

Fonte: BLOOMBERG