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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Número de pessoas que tiveram a senha roubada cresce 60% em 2019


Cuidado com os sites que você acessa na internet, pois há uma boa chance de ter sua senha roubada. De acordo com dados da empresa de cibersegurança Kaspersky, o uso de malwares para roubar senhas de internautas cresceu cerca de 60% em 2019, comparado com o ano passado — no primeiro semestre deste ano, 940 mil pessoas já foram vítimas de roubos de senhas, enquanto no mesmo período do ano passado, esse número era menor do que 600 mil.

O mecanismo para roubo de senha (também conhecido pela sigla PSW) é uma das principais armas de cibercriminosos para roubar os dados pessoais dos internautas, pois esse tipo de ferramenta obtém dados direto dos navegadores de suas vítimas e utilizam vários métodos de ataque, podendo roubar senhas para acesso de serviços na internet (como o Facebook ou o Gmail), bem como senhas de acesso a bancos. Além disso, os malwares deste tipo também costumam ser projetados para outros fins além do roubo de senhas, como roubar arquivos de algum lugar específico do computador de suas vítimas.

Nos últimos seis meses, a Kaspersky identificou um aumento nas atividades desses softwares maliciosos ligados a cibercriminosos na Europa e na Ásia, e as principais vítimas desses programas foram os usuários da Rússia, da Índia, do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos. Um dos malwares mais difundidos é Azorult, que foi detectado em mais de 25% dos computadores que a Kaspersky identificou como infectados por um vírus de roubo de senhas.

Para evitar se tornar vítima desses ataques, o mais recomendável é não compartilhar suas senhas com ninguém através de e-mail ou em mensagens de redes sociais, manter sempre todos os seus programas atualizados (já que as atualizações sempre fecham possíveis brechas que poderiam ser usadas por um vírus para infectar o computador) e usar sempre um gerenciador de senhas confiável para manter suas senhas salvas na máquina sem o perigo de que elas sejam roubadas por algum vírus.

Fonte: Canaltech

terça-feira, 14 de maio de 2019

Atualização do Windows 10 deixa as senhas tradicionais com os dias contados


"Ninguém gosta de senhas, exceto hackers". É assim que a Microsoft começa o anúncio feito recentemente sobre um novo esquema de segurança para o Windows 10. Em breve, você vai ter que digitar cada vez menos os códigos de acesso — e, por mais estranho que isso possa parecer à primeira vista, isso é algo que te deixa mais seguro.

A novidade é que o serviço Windows Hello agora tem a certificação FIDO2, um padrão de segurança que permite o login em serviços e sites por meios alternativos que não sejam uma sequência de letras, números e símbolos. Essa autenticação pode ser feita com biometria, reconhecimento facial ou um código PIN, que você pode configurar rapidamente na conta da Microsoft.

Na prática, você não vai abandonar as senhas totalmente: elas precisam ser digitadas ao menos uma vez para estabelecer o vínculo com o seu novo formato de segurança. É só depois que os logins forem devidamente cadastrados e autenticados que o procedimento fica bem mais rápido. Além disso, em aparelhos sem o Windows Hello, os códigos precisam ser digitados normalmente.
Segundo a empresa, a segurança do FIDO2 é garantida por uma criptografia muito superior às senhas comuns. A certificação será aplicada a partir da atualização 1903 e depende também da compatibilidade com serviços como os navegadores instalados no seu PC e também serviços como o Microsoft Office (a partir da conta do Office 365), Skype, Xbox e outros.

Fonte: MICROSOFT

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Microsoft sugere que renovação de senha do Windows é uma prática obsoleta



Um documento provisório de orientação de práticas de segurança emitido pela Microsoft como sugestão para a nova versão do Windows 10 trata a política de expiração periódica de senha para acesso ao sistema como uma prática de segurança antiga e obsoleta, deixando de ser recomendada pela companhia às empresas parceiras. A próxima atualização do sistema tem lançamento programado para maio de 2019.

De acordo com a Microsoft, pesquisas recentes questionam algumas práticas antigas de segurança, incluindo a expiração periódica de senha. Tais estudos sugerem alternativas mais eficazes, como impor uma lista de senhas proibidas (para evitar que os usuários criem senhas muito óbvias e fáceis de serem descobertas) e autenticação multifator.

A companhia ainda argumenta que forçar os usuários a criarem senhas difíceis de serem lembradas os faz anotá-las, o que, por si só, já é um risco. E, quando há uma troca periódica forçada, provavelmente os usuários não criarão uma nova senha do zero, tendendo a realizarem apenas uma pequena alteração na senha já existente. 

Qual o tempo ideal para a renovação da senha?

Outro ponto abordado pela Microsoft é sobre o tempo ideal que deve ser exigido entre as trocas das senhas. Ela já recomendou 90 dias, depois passou para 60 e, atualmente, 42 dias. No entanto, se um usuário tiver sua senha roubada, 42 dias ainda parece muito tempo até que o ladrão perca o acesso ao login. No mais, caso a senha tenha se mantido intacta, a troca forçada não trará benefício algum à sua segurança.

As empresas terão autonomia de escolha

A Microsoft ainda afirmou que uma troca periódica de senha não agrega segurança nos casos em que os usuários cedem, irresponsavelmente, suas senhas. Por isso, apesar de cogitar deixar de recomendar a expiração periódica de senhas, a companhia diz que as empresas terão autonomia para decidir sobre o que julgarem mais adequado.

Apesar de não ser uma decisão oficial da companhia, este documento provisório pode fazer com que algumas empresas pensem em práticas de segurança mais modernas e eficientes entre os seus funcionários.

Fonte: MICROSOFT

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Senha WiFi pode ser hackeada via falhas no protocolo WPA3



O protocolo WiFi WPA3 é um novo padrão usado para autenticar dispositivos móveis nas redes de internet — por exemplo, ele que ‘conecta’ o seu celular na internet em sua casa. O WAP3 também utiliza um protocolo AES (Advanced Encryption Standard) e camada Dragonfly, que servem para aumentar a segurança da conexão, impedindo que outras pessoas possam acompanhar o que você faz enquanto navega no WiFi.

"Isso pode ser usado para roubar informações confidenciais transmitidas, como números de cartão de crédito, senhas, mensagens de bate-papo, e-mails etc"

Agora, pesquisadores indicam novas vulnerabilidades que permitem a visualização da senha de redes WiFi WPA3 usadas como alvo. Segundo Mathy Vanhoef e Eyal Ronen, as vulnerabilidades reside na implementação precoce da WPA3-Personal, permitindo que hackers peguem as senhas WiFi ao explorar vazamentos de canal lateral baseados em cache ou tempo.

“Os invasores podem ler que as informações que o WPA3 considerou seguro após criptografia. Isso pode ser usado para roubar informações confidenciais transmitidas, como números de cartão de crédito, senhas, mensagens de bate-papo, e-mails etc”, adicionaram os pesquisadores.

  • Os detalhes técnicos, além de PoCs (provas de conceito), das vulnerabilidades podem ser encontrados aqui. Ainda, vale notar que a maioria dos dispositivos que usamos ainda rodam em protocolos WPA2
A WiFi Alliance, que cuida dos protocolos, reconheceu as vulnerabilidades e já trabalha com fabricantes para uma correção sobre os dispositivos WPA3 existentes.


quinta-feira, 21 de março de 2019

Milhões de senhas de Facebook e Instagram ficaram expostas a funcionários



O Facebook informou nesta quinta-feira (21) que as senhas de contas de diversos usuários do Facebook e do Instagram estiveram armazenadas sem proteção devido a um erro nos servidores da companhia. A falha já foi corrigida, confirma a companhia, mas deixou expostas informações extremamente sensíveis de muita gente.

“Como parte de uma revisão da rotina de segurança em janeiro, descobrimos que algumas senhas de usuário estavam armazenadas em um formato legível dentro de nossos sistemas de armazenamento de dados”, diz o texto assinado pelo vice-presidente de engenharia, segurança e privacidade Pedro Canahuati.

"Nós corrigimos esses problemas e, como precaução, vamos notificar todos cujas senhas foram encontradas armazenadas desta forma", prossegue o executivo.

Até 600 milhões de atingidos

Canahuati tenta ser ponderado ao citar “algumas senhas de usuário”, mas ele mesmo fala depois em "centenas de milhões" de usuários do Facebook e "dezenas de milhares" de usuários do Instagram. A estimativa não oficial é de que o número de contas atingidas seja alarmante: entre 200 milhões e 600 milhões.

Apesar disso, o executivo tenta tranquilizar a todos ao garantir que os dados não foram vistos por ninguém. “Essas senhas nunca estiveram visíveis a qualquer pessoa de fora do Faecbook e até o momento não foram encontradas evidências de que alguém de dentro as acessou ou fez mal uso delas”, explica.

É natural que senhas fiquem armazenadas em algum local por sites que as usam para proteger o login, entretanto, essas informações normalmente são protegidas com uma espécie de criptografia automática. Isso serve para não deixá-las legíveis para qualquer pessoa e foi exatamente aí que o Facebook errou.

Mais um para a coleção

Este novo problema do Facebook se juntou à série de vacilos cometidos pela companhia ao longo dos últimos anos no tocando ao trato com as informações de seus usuários. Além do escândalo da Cambridge Analytica, a empresa é investigada por esquemas de compartilhamento de dados de usuários, foi acusada de obter informações sem o consentimento das pessoas e apresentou problemas na autenticação de dois fatores.

Se 2018 foi um ano turbulento para a empresa de Mark Zuckerberg, 2019 não dá indícios de ser muito mais tranquilo.

Fonte: FACEBOOK

quinta-feira, 7 de março de 2019

Internet ganha novo padrão de senhas que dispensa digitação



O World Wide Web Consortium (W3C) anunciou nesta segunda-feira (4) que o Web Authentication API (WebAuthn) se tornou um padrão oficial da internet. O recurso permite que usuários realizem login em sites com biometria, chaves de segurança ou aparelhos eletrônicos, dispensando a digitação da senha.

A tecnologia foi criada pelo W3C e pela FIDO Alliance e começou a ser divulgada ainda em novembro de 2015. Apesar das nomenclaturas complicadas, você provavelmente é adepto ao recurso, comum em sites da Google, Airbnb, Alibaba, Apple, IBM, Intel, Microsoft, Mozilla e PayPal.

O WebAuthn também é suportado pelo Android e Windows 10. Desde dezembro, a Apple também passou a incluir o recurso em versões do navegador Safari.


Adeus, senhas! 


O WebAuthn também está disponível em sites como o Dropbox, Facebook, GitHub e Twitter. Agora que é um padrão oficial, a expectativa é de que outros sites passem a utilizar o recurso.

"Agora é a hora de serviços e empresas adotarem o WebAuthn para ir além das senhas vulneráveis e ajudar os usuários a melhorarem a segurança de suas experiências online", disse o CEO do W3C, Jeff Jaffe, em comunicado.

A FIDO não quer acabar com as senhas apenas na internet. Há anos a empresa trabalha para reduzir a dependência de senhas, modernizando a autentificação de pessoas.

"É de conhecimento comum que as senhas não são mais eficazes. Além de serem roubadas ou fracas, elas também são um desperdício de tempo e recursos. De acordo com um recente estudo da Yubico, os usuários gastam 10,9 horas por ano digitando ou redefinindo senhas, o que custa às empresas uma média de US$ 5,2 milhões por ano", afirmou a parceria em comunicado.

As duas entidades completam dizendo que os códigos por SMS representam uma camada adicional de segurança, mas ainda são vulneráveis a ataques de phishing.

Conheça mais da tecnologia neste vídeo em inglês:

Fonte: VentureBeat

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Grande vazamento de dados afeta 617 milhões de pessoas; mude suas senhas



De acordo com o que apurou a reportagem do The Register, mais de 617 milhões de pessoas ao redor do mundo foram afetadas com um grande vazamento de dados feito por criminosos na dark web. Informações de login com endereços de email e senhas foram disponibilizados para a venda, e qualquer um com US$ 20 mil no bolso pode obter esses dados.

As informações foram roubadas de 16 sites diferentes. Alguns são mais populares que outros, mas o fato é que, mesmo que você tenha usado em algum momento pelo menos um deles, é recomendável mudar sua senha em todos os principais serviços nos quais você tem conta na internet.

Confira a lista de sites comprometidos e quantidade de pessoas afetadas:

  •     Dubsmash (162 milhões de pessoas)
  •     MyFitnessPal (151 milhões de pessoas)
  •     MyHeritage (92 milhões de pessoas)
  •     ShareThis (41 milhões de pessoas)
  •     HauteLook (28 milhões de pessoas)
  •     Animoto (25 milhões de pessoas)
  •     EyeEm (22 milhões de pessoas)
  •     8fit (20 milhões de pessoas)
  •     Whitepages (18 milhões de pessoas)
  •     Fotolog (16 milhões de pessoas)
  •     500px (15 milhões de pessoas)
  •     Armor Games (11 milhões de pessoas)
  •     BookMate (8 milhões de pessoas)
  •     CoffeeMeetsBagel (6 milhões de pessoas)
  •     Artsy (1 milhão de pessoas)
  •     Datacamp (700 mil pessoas)

É importante destacar que nem todos os sites apontados pelo The Register como afetados admitiram terem sido atacados por hackers recentemente. EyeEm, MyHeritage e 8fit estão entre os que disseram que realmente sofreram com o problema. Mas como os hacks desse pacotão de dados foram realizados nos últimos dois anos, é possível que alguns sites não tenham como confirmá-los.

"É bastante comum que criminosos tentem acessar vários sites com as mesmas credenciais roubadas de uma só plataforma"

Não há informações concretas sobre como os criminosos poderiam estar usando os dados roubados, mas é bastante comum que eles tentem acessar vários sites com as mesmas credenciais roubadas de uma só plataforma. Isso porque é comum que usuários menos preocupados com segurança usem a mesma senha e email para toda a sua atividade online.

As senhas obtidas do 500px, por exemplo — uma espécie de Instagram para fotógrafos e artistas digitais —, estavam criptografadas com um algoritmo fraco, o MD5, que pode ser quebrado relativamente fácil. Com esses dados, criminosos podem tentar tomar controle e contas do FacebookGmail e por aí vai.

Não há indicações de que dados de cartões de crédito tenham sido roubados, mas não se surpreenda caso a quantidade de spam na sua caixa de entrada aumente significativamente nos próximos meses.

Fui afetado?

Não dá para saber com certeza se você foi exposto nesse último grande vazamento, mas, se você já usou algum dos sistes listados, as chances são muito altas.

Para descobrir se você já foi afetado em algum vazamento anterior, é interessante conferir seus principais endereços de email no Have I Been Pwned. O site busca suas credenciais em um grande histórico de dados vazados e diz se você precisa mudar sua senha.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Mais uma vez! Vazamento expõe 2,2 bilhões de senhas; saiba como checar a sua



O Colletion #1 foi revelado há menos de um mês e reunia cerca de 773 milhões de emails ao lado de 21 milhões de senhas. Já eram esperados pelo menos mais quatro bases similares que seriam vazadas e, agora, a Collection #2 e #5 foram reveladas expondo mais 2,2 bilhões de credenciais, segundo o Instituto Hasso Plattner (HPB).

Os dados apresentados dessa vez são mais perigosos, de acordo com a empresa de cibersegurança ESET. Isso porque as credenciais são mais novas e envolvem serviços utilizados atualmente por muitos usuários.

Felizmente, é fácil descobrir se você foi afetado: uma ferramenta do HPB revela se as suas senhas ou emails foram expostas no Identity Leak Checker. Ainda, você pode acessar o Have I Been Pwned para checar qualquer tipo de vaazamento. Para utilizar as duas ferramentas, basta incluir os endereços de email que você está interessado em descobrir se foi vazado.

“Bancos de dados com logins roubados podem ter grandes implicações, especialmente devido à prática de muitos internautas de reutilizar suas senhas em vários serviços. Os invasores podem explorar isso com uma técnica automatizada conhecida como "preenchimento de credenciais", que pode fornecer acesso a outras contas online, possivelmente de maior valor, em que a vítima usa as mesmas credenciais de acesso”, explica a ESET.

"Os invasores podem explorar isso com uma técnica automatizada conhecida como "preenchimento de credenciais"

Quer dificultar a vida de cibercriminosos mesmo que sua senha seja vazada? Busque incluir métodos de segundo fator de autenticação. Você pode saber mais sobre isso clicando aqui

Fonte: ESET