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sábado, 20 de abril de 2019

Uber: motoristas mulheres podem levar apenas passageiras na Arábia Saudita



Pensando no conforto das motoristas parceiras na Arábia Saudita, a Uber disponibilizou uma opção para que as colaboradoras de lá escolham caso queiram ter apenas passageiras em seus carros. Esse teste começou como um piloto em setembro do ano passado, e agora passa a ser uma opção disponível em todo o país.

O teste em questão revelou que 74% das motoristas ficaram interessadas em ter apenas passageiras em seus veículos, e a empresa revelou que não há planos de fazer algo do gênero a nível global ou mesmo oferecer a passageiras a opção de serem selecionadas apenas por outras mulheres ao volante.

Mudanças 

Em junho do ano passado a Arábia Saudita passou a permitir que mulheres tivessem acesso à habilitação, o que certamente foi um grande passo para o país. Tal atitude faz parte de um plano de Mohammed bin Salman, príncipe local, de acelerar o desenvolvimento econômico com a participação das mulheres (aumentando a força de trabalho feminina de 22% para 30% por lá).

Também foram adotadas outras regulamentações para que as mulheres pudessem trabalhar de uma maneira mais confortável por lá, com ambientes de trabalho mais amigáveis. Com essas mudanças, a Uber (e uma concorrente chamada Careem) decidiram iniciar campanhas na Arábia Saudita para recrutar e treinar mulheres para serem motoristas.

Fonte: ENGADGET

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Vergonha: Homem é multado em R$ 5,7 mil por ofender nordestinos no Facebook


Um homem não identificado de Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, foi multado em R$ 5,7 mil por ter ofendido nordestinos no Facebook em 2014. Ele já havia sido condenado anteriormente e, agora, a decisão foi mantida pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), como relata o Estadão.

Enquadrado na Lei de Crimes Raciais, de 1989, ele foi condenado a dois anos de reclusão por “discriminação e preconceito de procedência nacional contra nordestinos”, mas a pena de reclusão foi convertida em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período.

Ódio e preconceito

Após a vitória de Dilma Roussff no segundo turno das eleições de 2014, as redes sociais foram inundadas por uma enxurrada de ódio e preconceito contra o Nordeste, região onde a candidata vitoriosa obteve boa parte de seus votos. No dia 26 de outubro de 2014, o agora condenado publicou no Facebook a seguinte mensagem:

"Os nordestinos são um bando de sem vergonhas (sic), que merecem morar em uma casa de barro, sem água, com muita poeira, merecem uma cesta básica, um copo de água e uma bolsa família (sic) porque são pessoas insignificantes, com cabeça pobre, que só ocupam espaço no planeta Terra".

Na mesma postagem, ele afirmou que “isso não é preconceito, é repúdio a essas pessoas”, e disse ainda que iria “dormir feliz porque o povo do Sul, descendente de europeus, fizeram (sic) sua lição de casa. Quanto aos demais, não pertencem ao mesmo país que amo”


terça-feira, 12 de março de 2019

Mulheres recebem 15,8% menos do que homens em tecnologia, aponta pesquisa



Uma pesquisa feita pela plataforma de recrutamento digital Revelo indicou que as mulheres ainda recebem menos do que homens em empresas de tecnologia. A pesquisa levou em conta mais de 212 mil candidatos e 27 mil ofertas de emprego feitas por companhias de tecnologia que atuam no Brasil e mostrou que mulheres têm salário 15,8% menor do que o dos homens.

Segundo o estudo, a média de salário oferecido pelas empresas em carreiras é a seguinte:

  • BI – Mulheres: R$ 5.987, Homens: R$ 6.444
  • Desenvolvimento – Mulheres: R$ 5.491, Homens R$ 6.306
  • Design – Mulheres: R$ 4.576, Homens: R$ 5.155
  • Marketing – Mulheres: R$ 3.881, Homens: R$ 4.528
  • Negócios – Mulheres: R$ 6.179, Homens R$ 6.643

De modo geral, a média de salários ofertados às mulheres é de R$ 5.255, enquanto os homens têm ofertas passando da casa de R$ 6.200. Além disso, a pretensão salarial de mulheres é de R$ 5.863, enquanto homens solicitam, em média, R$ 6.896.

Minoria e mal paga

Além de terem salários menores, as mulheres ainda são minoria em quase todas as áreas detalhadas no estudo. Em BI, elas são apenas 30%, em desenvolvimento esse número cai para 13%, em design, sobe para 38% e em TI é apenas 11%. A única área em que as mulheres são preponderantes é o marketing, onde elas ocupam 61% dos postos de trabalho.

E o mais curioso é que a porcentagem de currículos femininos selecionados por recrutadores homens (22%) é maior do que aquela contata por recrutadoras mulheres (15%).

O número de contatos recebidos por uma candidata para cada 100 contatos recebidos por um candidato também é bem diverso: na área de TI e desenvolvimento, por exemplo, esses números são de 13 e 15, respectivamente; em BI é 42, em design é 62 e, novamente, apenas em marketing as mulheres superam, com 153 contatos recebidos a cada 100 recebidos por candidatos homens.

Lógico que essa pesquisa tem limitações dado o escopo restrito aos dados disponíveis na Revelo, mas os números são impressionantes e reforçam a ideia de que mulheres infelizmente ainda são mais preteridas e menos bem remuneradas do que homens no ramo da tecnologia.

Fonte: TECMUNDO

segunda-feira, 11 de março de 2019

Publicações homofóbicas rendem multa de R$ 40 mil a internautas



A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) apresentou ações civis públicas contra dois homens que veicularam mensagens homofóbicas em perfis na internet. Nos requerimentos, o órgão pede a aplicação de multa de R$ 20 mil para cada um, acusando-os de injúria e discriminação.

Altair Francisco Genésio e Gustavo Canuto Bezerra, os réus autores das mensagens em questão, ainda poderão, além do pagamento de multa, serem forçados a publicar mensagens de retratação pública nas mesmas plataformas.

Bezerra, em seu perfil no Facebook, teria dito que “Essa minoria voltará aos guetos que é o seu lugar. Os locais públicos terão uma faixa bem visível dizendo: ambiente heteronormativo. Voltaremos a poder não aceitar esses anormais em nossos estabelecimentos".

Já Genésio chamou, em vídeo publicado no YouTube, o público LGBT de “aberrações” e “hospedeiros de doenças”: “Vocês são a aberração! Vocês são a desgraça da espécie humana, se é que podemos chamar vocês de ser humano. [...] Tem que pegar uma AIDS, já que vocês são hospedeiros de doença. Tem que pegar uma AIDS e morrer, miserável. Baixar no inferno”, ele disse.

No mesmo vídeo, o réu ainda desafia as autoridades a procurá-lo judicialmente: "Processa a Geração Jesus Cristo, que a gente pega seu processo e joga no lixo. Vem na porta da nossa igreja pra você ver. [...] Faz o que você quiser que a gente tá cuspindo na Constituição. A gente tá cuspindo na lei dos homens [...] Nós seguimos é a Bíblia, que é lei de Deus".

Os procuradores regionais dos Direitos do Cidadão Ana Padilha, Luciano de Oliveira, Sergio Gardenghi Suiama e Renato Machado, dizem que ambos os indivíduos ultrapassaram os limites regidos pela liberdade de expressão, trazendo um "inequívoco caráter ofensivo à honra e à dignidade de milhões de cidadãos brasileiros". Por isso, a conclusão dos procuradores, que chegaram às publicações após diversas denúncias de internautas, é a de que o direito previsto no art. 5º, IV da Constituição Federal não pode ser invocado em suas respectivas defesas.



terça-feira, 5 de março de 2019

Riot Games contrata diretora de diversidade para resolver problemas com sexismo



A Riot Games, desenvolvedora de League of Legends, contratou uma diretora de diversidade para ajudar a corrigir problemas em torno da sua cultura sexista e tóxica no local de trabalho, assim como foi relatado pela investigação do Kotaku em agosto passado ano passado. Agora, Angela Roseboro, que antes era chefe de diversidade e inclusão global do Dropbox, foi encarregada de criar programas de diversidade na Riot.

A empresa confirmou a contratação para o The Verge, mas não realizou nenhum comentário sobre a contratação de Roseboro. Ela, por sua vez, afirma estar ansiosa para começar a fazer a sua parte no novo local de trabalho para garantir “uma cultura que abrace a singularidade de cada Rioter”. A contratação ocorre meio ano após as primeiras respostas oferecidas pela empresa em relação às alegações, onde, por meio de um post no blog intitulado de "Nossos Primeiros Passos”, a liderança da empresa reconheceu as alegações de sexismo e das práticas de comportamentos impróprios no local de trabalho, além de se desculparem prometendo reinventar completamente a sua cultura e instituir novas políticas e ferramentas para combater o abuso.

Angela Roseboro (Foto: Reprodução)

Os planos da Riot para o futuro, descritos no post, ainda incluíam a expansão de sua equipe de diversidade para garantir que palavras como "jogador" não fossem utilizadas com conotações sexistas durante a contratação e em reuniões internas. Continuando, disseram que realizariam também contratação de consultores externos para auditarem as práticas da empresa, além da criação de uma linha direta de denúncia anônima e ampliação do treinamento de pessoal. Uma das etapas desse plano também incluía a busca por um diretor de diversidade. A Riot atualizou o post no mês passado dizendo que entrevistou 1.700 funcionários para descobrir quais os próximos passos que a empresa deveria realizar.

Ainda assim, as consequências das más práticas da empresa foram severas. Em novembro passado, uma funcionária da Riot, em conjunto com uma outra ex-funcionária, processaram a companhia por discriminação de gênero, assédio sexual e desigualdade salarial.

Fonte: The Verge