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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pesquisa mostra que 9 em cada 10 brasileiros usam o YouTube para estudar



O tempo que o brasileiro dedica assistindo a vídeos só aumenta desde 2014 e os números mostram que a audiência do YouTube só tem crescido nas últimas temporadas. A pesquisa Video Viewers, entre outros aspectos, mostra também que 9 em cada 10 pessoas usam o streaming da Google para estudar.

Fonte: Video Viewers

O levantamento anual mostra que em 4 anos o consumo online de vídeos cresceu 135%, enquanto a TV teve alta de apenas 13%. O estudo aponta que 80% procura por conteúdo que a TV não oferece. Cerca de 88% dos que veem somente a programação tradicional estão na classe C e têm média de idade de 38,8 anos.

Fonte: YouTube

E onde as pessoas costumam ver o material audiovisual na web? A grande maioria, 75%, usa smartphones. As smart TVs também estão entre os dispositivos mais utilizados e seu uso cresceu bastante no ano passado. 

Em busca de conhecimento

Já faz um tempinho que vídeos online têm sido fonte de aprendizado de muita gente por aí e a mais recente pesquisa Video Viewers mostra mais algumas particularidades: 93% dos entrevistados usam o YouTube para saber como fazer pequenos reparos em casa; 87% buscam novas habilidades profissionais e 73% gostam de conferir dicas de esportes e fitness. 

Abaixo estão alguns dos canais que têm se tornado cada vez mais relevantes para a organização de estudos:

  • Matemática Rio: estudos e aulas de matemática com foco no vestibular e concursos.

  • English in Brazil: dicas sobre pronúncia, gramática, vocabulário, viagem, curiosidades e bate-papos com convidados sobre a língua inglesa.

  • Física total: vídeoaulas para descomplicar o mundo da física, para os alunos que se preparam para o vestibular.

  • Dez de História: tudo sobre história com foco no vestibular, apresentado pelo professor Victor Rysovas.


terça-feira, 12 de março de 2019

Pesquisa de Oxford diz que violência juvenil não pode ser associada a games



Uma nova pesquisa conduzida pelo Oxford Internet Institute chegou à conclusão que não há como associar comportamentos violentos em jovens ao tempo que eles se dedicam a games com conteúdos violentos. Publicada na Royal Society Open Science, a pesquisa levou em consideração dados de jovens britânicos e a classificação oficial dos jogos vendidos na região.

“A ideia de que video games violentos incitam agressões no mundo real é popular, mas isso não foi muito bem testado com o passar do tempo”

“A ideia de que video games violentos incitam agressões no mundo real é popular, mas isso não foi muito bem testado com o passar do tempo”, afirmou o professor Andrew Przybylski, diretor de pesquisa do Oxford Internet Institute que liderou as pesquisas. A iniciativa levou em consideração tanto relatos dos jovens quanto registros de parentes e cuidadores para determinar o nível de agressividade de cada pessoa.

“Nossas descobertas sugerem que os preconceitos de pesquisadores podem ter influenciado estudos anteriores sobre o tópico e distorceram nosso entendimento dos defeitos dos videogames”, afirmou o Dr. Netta Weinstein, um dos coautores do trabalho que trabalha na Universidade de Cardiff. “Parte do problema na pesquisa de tecnologia é que há muitas maneiras de analisar os mesmos dados, o que vai produzir diferentes resultados”, observou Przybyslki.


Estudos mais aprofundados são necessários


Segundos os pesquisadores, a falta de correlação entre games e comportamentos violentos não significa que jogos não causem situações em que o consumidor fica zangado. Os autores também afirmam que estudos mais aprofundados devem ser realizados para determinar se ideias como “mídias sociais levam à depressão” e “o vício em tecnologia diminui a qualidade de vida” realmente são verdadeiras.


Ao todo, o estudo do Oxford Internet Institute analisou o comportamento de 2.008 jovens britânicos com 14 e 15 anos de idade, que responderam questionários sobre suas personalidades e comportamentos dentro dos games. Além disso, foram levadas em consideração as perguntas respondidas por parentes e cuidadores com base no questionário “Strenghts and Difficulties”.

O nível de violência nos games não foi determinado pelos jovens estudados, mas sim pelo Pan European Game Information (PEGI), órgão regulador da Europa e pela Entertainment Software Rating Board (ESRB), que desempenha papel semelhante nos Estados Unidos. A intenção foi que, com isso, os pesquisadores teriam condições mais objetivas de analisar o assunto em questão.

Fonte:  Voxel

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Estudo da Google revela principais medos de pais e professores na internet



Você sabia que uma média de 9 em cada 10 professores brasileiros acreditam que deveriam ter mais recursos para ensinar nossas crianças sobre segurança online? E que a mesma proporção de pais acha que os filhos precisam desenvolver habilidades digitais para serem bem-sucedidas? Esses foram alguns dos principais achados de uma pesquisa recente sobre cidadania digital e segurança online realizada pela Google em parceria com a Safernet.

O estudo é parte dos esforços da Gigante das Buscas ao longo dos últimos 2 anos para tentar melhorar o nível de segurança nos ambientes online e estão sendo divulgados agora como parte do “Safer Internet Day” (“Dia da Internet Mais Segura”, em tradução livre), que acontece dia 5 de fevereiro. A pesquisa envolveu a participação de nada menos do que 400 pais e 200 professores brasileiros.

De acordo com os dados, a idade média com que as crianças ganham o primeiro dispositivo com conexão à internet é de 10 anos, mas a maioria dos pais acredita que elas deveriam começar a aprender sobre segurança online já a partir dos 8 anos. Do lado dos parentes, as principais preocupações são, em ordem crescente de importância, compartilhar informações com cuidado, evitar conteúdo impróprio e cuidados com a própria privacidade e segurança na rede.

Aprendizado em casa e na escola

Já os docentes então primariamente preocupados com a prevenção do cyberbullying, seguido também por cautela a respeito de privacidade e segurança e pelo desejo de evitar golpes. Segundo o estudo, 87% dos professores acreditam que seria útil participar de um treinamento ou workshop sobre o tema. Além disso, 67% dos profissionais de educação dizem que os pais precisam se esforçar mais para manter seus filhos seguros e 69% creem que as crianças deveriam aprender a se cuidarem na internet tanto em casa quanto na escola.

Fonte: GOOGLE

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Estudo linka uso excessivo de Facebook com comportamento de viciados em drogas

Um estudo da Universidade do Estado de Michigan está buscando entender a relação de vício em redes sociais e a consequência para a saúde humana. 

O trabalho encontrou uma proximidade muito grande em comportamento de pessoas com uso excessivo de redes sociais ao viciados em drogas.

Os cientistas criaram um mecanismo de testes com grupos de pessoas que utilizam redes sociais de forma auto-declaradamente abusivas (chamados de SNS, pela sigla em inglês) e outro de controle. Assim, perceberam que as pessoas de alta utilização de redes sociais tiveram mais dificuldades em terminar o problema.

No total, foram 71 participantes, a maioria mulheres (44) entre 18 e 25 anos que fizeram um teste chamado de Iowa Gambling Task. Conforme explica Daniela Di Giorgio Schneider, em trabalho publicado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, este é um instrumento voltado a entender tomadas de decisão:

“Esse instrumento contempla uma situação de tomada de decisão sob incerteza, que envolve escolhas monetárias, permitindo classificar o comportamento de decisão do indivíduo em termos de aversão ou busca pelo risco. A tarefa envolve escolhas de uma carta, ao longo de 100 jogadas (cinco blocos de vinte jogadas cada), de um dentre quatro baralhos. Cada um desses trabalhos inclui uma longa série de ganhos e perdas. A partir de um processo de aprendizagem, os participantes criam padrões de probabilidade e inferem quais baralhos são vantajosos e quais não o são”, explica no trabalho. No caso do trabalho americano, o grupo usou uma versão digital do teste"

Divididos em grupos, os pesquisadores puderam avaliar não só as decisões, mas ainda definir categorizações relacionadas a depressão, ansiedade, dificuldades sob pressão e outros ambientes.

Com isso, os pesquisadores perceberam que o grupo SNS mostrou mais dificuldade em tomar decisões sob pressão que o controle. Ainda, o grupo compara o comportamento do grupo SNS com o de pessoas que abusam de drogas.

“Levando isso em consideração, nossa descoberta atual, que demonstra uma semelhança comportamental entre uso excessivo de SNS [redes sociais] e comportamento de uso e vício em substâncias, podem influenciar as crenças e práticas de formuladores de políticas, terapeutas e líderes do setor de tecnologia. Nossa pesquisa fornece um ponto de referência para esses indivíduos discutirem e abordarem o uso excessivo de SNS em suas respectivas profissões”, conclui o texto".

Contudo, o trabalho também reconhece as suas limitações. Primeiro, leva em conta somente usuários do Facebook, não mostrando qual a consequência de uso em outras redes sociais. Ainda, também recortou o seu escopo e personagens por um sistema de autodeclaração. Isto é, quando o próprio usuário se entende como usando demais as redes sociais.
Mesmo assim, a conclusão pode iniciar o debate de que há uma relação comportamental entre estes abusos.

O trabalho foi publicado no mês passado no Journal of Behavioral Addictions e está disponível gratuitamente pelo site da Universidade.

Fonte: AkademiaUFRGS