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sábado, 30 de março de 2019

Facebook pode ser processado por vídeos de massacre na Nova Zelândia


Mais uma vez, o Facebook e o YouTube estão sendo processados por terem mantido cenas de conteúdo violento disponíveis na plataforma. Desta vez, em transmissão ao vivo.
O burburinho após os atentados de 15 de março, na Nova Zelândia — em que um extremista cristão abriu fogo contra fiéis muçulmanos em duas mesquitas —, é de que plataformas de streaming devem se responsabilizar pelo conteúdo que seus usuários postam.

Dessa vez, o Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), grupo muçulmano francês, prestou queixa contra a rede social pelo fato de a plataforma ter transmitido “uma mensagem com conteúdo violento que apoia o terrorismo ou que possa violar seriamente a dignidade humana e ser visto por um menor”.
O assunto é sério, porque 1,5 milhão de vídeos referentes ao conteúdo tentaram ser publicados em menos de 24 horas após o ocorrido.


Em declaração no Twitter, o Facebook afirma que ao menos 1,2 milhão de vídeos(originais ou editados) do atentado foram barrados antes mesmo do upload. Ainda assim, a transmissão original do assassinato de 50 pessoas ficou disponível durante 12 minutos após o fim do streaming. E, como a gente sabe, uma vez na internet, para sempre na internet. O conteúdo acabou veiculado também em outros sites, como o YouTube, que ainda mantinha versões do ataque horas depois do ocorrido.

As plataformas garantiram que estão contribuindo com as autoridades e fazendo o possível para impedir que esse tipo de conteúdo seja publicado, mas isso pode não ser mais suficiente. 

Os padrões de segurança da rede social são verdadeiros. O software trabalha para encontrar e remover conteúdos como esse, mas a companhia lava as mãos, já que os Termos de Uso (leia antes de assinar!) a protegem de ser legalmente responsabilizada pelo que o usuário posta.

Acontece que duas leis recém-assinadas nos Estados Unidos (a FOSTA e a SESTA), criadas para prevenir o tráfico sexual, criam uma brecha na legislação atual que pode vir a responsabilizar a plataforma se terceiros publicarem conteúdos relacionados à prostituição.


Fonte: MASHABLE

quinta-feira, 28 de março de 2019

Facebook começa a banir nacionalistas brancos e separatistas



O Facebook anunciou hoje (27) que vai começar a banir conteúdos e perfis racistas, como nacionalismo branco e separatistas, da rede social. A decisão foi empurrada pelo massacre feito por um nacionalista branco na Nova Zelândia, há duas semanas, que transmitiu ao vivo toda a ação no Facebook.

“Hoje estamos anunciando a proibição do elogio, apoio e representação do nacionalismo branco e do separatismo no Facebook e no Instagram, que começaremos a aplicar na próxima semana. É claro que esses conceitos estão profundamente ligados a grupos de ódio organizados e não têm lugar em nossos serviços”, afirma o Facebook.

"Não toleraremos elogios ou apoio ao nacionalismo e ao separatismo branco"




Racismo sempre foi algo proibido no Facebook, mas a rede social não havia “desenhado” publicamente outros pontos que o racismo traz, como o nacionalismo branco e o separatismo. Agora, frases como “imigrantes estão destruindo nosso país” serão vistas como contrárias às políticas do Facebook.

“Enquanto as pessoas ainda podem demonstrar orgulho em sua herança étnica, não toleraremos elogios ou apoio ao nacionalismo e ao separatismo branco. Também precisamos melhorar e agilizar o processo de encontrar e remover o ódio de nossas plataformas. Nos últimos anos, melhoramos nossa capacidade de usar aprendizado de máquina e inteligência artificial para encontrar material de grupos terroristas. No outono passado, começamos a usar ferramentas semelhantes para estender nossos esforços a uma série de grupos de ódio em todo o mundo, incluindo os supremacistas brancos. Estamos progredindo, mas sabemos que temos muito mais trabalho a fazer”, diz a rede social.

Usuários que forem identificados propagando discursos de ódios ou usuários que façam buscas sobre os temas serão redirecionados para o site da organização Life After Hate, uma ONG formada por ex-extremistas que ajudam em intervenções de crises, educação, grupos de suporte etc.



terça-feira, 19 de março de 2019

4 mil pessoas assistiram à live de atentado na Nova Zelândia, diz Facebook



De acordo com o Facebook, quatro mil pessoas assistiram à transmissão do primeiro atentado a uma mesquita na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia. Desse total, 200 foram espectadores enquanto o ataque ainda estava ocorrendo, sendo que nenhuma delas fez uma denúncia à rede social. A primeira veio apenas 29 minutos depois, quando o streaming já havia sido finalizado, mas permanecia no ar para ser visto na íntegra.

Ao perceberem o teor das imagens, enquanto a mídia já dava conta do que estava acontecendo na Nova Zelândia, o Facebook disse ter tomado ações rápidas para remover a transmissão original do ar. Isso, entretanto, não impediu a proliferação do material, que foi rehospedado e replicado na rede social 1,5 milhão de vezes apenas nas primeiras 24 horas. O conteúdo também foi removido e, segundo a plataforma, 1,2 milhão de reuploads foram detectados antes mesmo de entrarem no ar.

Ainda seguindo adiante nas medidas, o Facebook afirmou ter banido a conta original do responsável pelo ataque e está monitorando tanto a rede social quanto o Instagram em busca de perfis falsos que sejam feitos em seu nome. Publicações de usuários com links para o vídeo em outras plataformas, versões editadas ou imagens também acabaram sendo removidas, tudo para evitar que as cenas de pessoas morrendo sob as balas do atirados se popularizassem.

A etapa atual é de compartilhamento de informação, com o Facebook estando em contato com ONGs de combate ao terrorismo digital e outros órgãos oficiais para troca de imagens e conhecimento. Enquanto o vídeo original já faz parte dos filtros automatizados do Facebook, a rede social admite que vídeos filmados da tela ou com edições drásticas podem ser mais difíceis de serem localizados, com cerca de 800 variantes já tendo sido encontradas por aí.

O Facebook não entra nessa seara em seu novo comunicado, mas as denúncias dos usuários são essenciais para a obtenção destas versões alteradas. Da mesma forma que foi uma indicação de um deles a responsável pela localização do vídeo original, algo semelhante vale para outras edições que possam ter passado despercebidas pela moderação automática da rede social.


In the first 24 hours we removed 1.5 million videos of the attack globally, of which over 1.2 million were blocked at upload...
Out of respect for the people affected by this tragedy and the concerns of local authorities, we're also removing all edited versions of the video that do not show graphic content." — Mia Garlick, Facebook New Zealand
325 pessoas estão falando sobre isso


De acordo com a empresa, em nota emitida durante o final de semana, o compartilhamento de vídeos desse caráter foi proibido não apenas por conta dos termos de uso do Facebook, mas também com forma de colaborar com as investigações e respeitar as famílias das vítimas. A rede social disse continuar vigilante para novas formas de compartilhamento de material e que vai continuar removendo todas as reproduções que localizar.

O atentado na cidade de Christchurch deixou 50 mortos e mais de 20 feridos depois que um homem entrou atirando em duas mesquitas no início da tarde da última sexta, no horário local. O primeiro dos ataques foi transmitido ao vivo pelo Facebook a partir de uma câmera no capacete do assassino. Foi o maior massacre já registrado na história da Nova Zelândia.

Fonte: Facebook


segunda-feira, 18 de março de 2019

Facebook removeu mais de 1,5 milhão de vídeos de atentado na Nova Zelândia



Na última sexta-feira, um atentado a uma mesquita na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, resultou na morte de pelo menos 50 pessoas por um atirador que invadiu o local armado e transmitiu o massacre pela internet.

Durante as horas que sucederam o ataque, as grandes empresas de tecnologia correram para remover compartilhamentos e novas versões do vídeo que eram enviadas para seus servidores, com destaque para YouTube e Facebook. No sábado, a maior rede social do mundo informou ter removido mais de 1,5 milhão de cópias do vídeo gravado pelo terrorista apenas nas 24 horas após o ataque.

Em uma declaração oficial, o Facebook disse ainda que estava removendo até mesmo versões do vídeo que foram editadas para não mostrar violência gráfica. Isso seria feito por respeito às pessoas afetadas pela tragédia e também para cumprir um pedido das autoridades locais.


Update from Mia Garlick, Facebook New Zealand: "We continue to work around the clock to remove violating content using a combination of technology and people...
In the first 24 hours we removed 1.5 million videos of the attack globally, of which over 1.2 million were blocked at upload...
1.100 pessoas estão falando sobre isso


A empresa confirmou ter deletado a conta do atirador no Facebook e no Instagram, além de continuar trabalhando para tirar do ar qualquer tipo de mensagem que mostre apoio ao criminoso. De acordo com uma executiva do Facebook na Nova Zelândia, isso está sendo feito usando uma combinação de tecnologia e moderação dos funcionários.

Fonte: FACEBOOK

sexta-feira, 15 de março de 2019

Slack remove 28 contas relacionadas a grupos de ódio na internet



Slack removeu, nesta quinta-feira (14), 28 contas “por causa de sua clara afiliação com grupos de ódio conhecidos”, divulgou a empresa em um comunicado em seu site oficial. Não foi informado, entretanto, que grupos eram esses ou quais atividades eram realizadas na plataforma.

Utilizado como plataforma de produtividade e comunicação – tanto por grupos de pessoas quanto por empresas – o Slack oferece recursos como salas de chat organizadas por tópico, grupos privados e mensagens diretas. A empresa oferece um plano gratuito, no qual as 10 mil mensagens mais recentes podem ser visualizadas e pesquisadas, incluindo arquivos, conversas e pessoas.

“O uso do Slack por grupos de ódio vai contra tudo o que acreditamos e não é bem-vindo em nossa plataforma”, afirma o comunicado da empresa. “Usar o Slack para encorajar ou incitar o ódio e a violência contra grupos ou indivíduos por causa de quem eles são é antitético aos nossos valores e propósitos”, completa a mensagem.

Empresas que oferecem serviços semelhantes ao Slack, como o Discord, já vêm trabalhando para tomar medidas contra o discurso de ódio. Outras empresas que provém serviços online, como FacebookGoogle, GoDaddy, GoFundMe, Reddit, Uber e YouTube têm feito o mesmo – enquanto o Slack era uma ausência notada.

“Quando tomamos conhecimento de uma organização que usa o Slack para fins ilegais, prejudiciais ou outros fins proibidos, investigamos e tomamos as medidas apropriadas e estamos atualizando nossos termos de serviço para tornar isso mais explícito”, afirma o comunicado da empresa.

Fonte: Slack e The Verge