Mostrando postagens com marcador banimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador banimentos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de março de 2019

Facebook começa a banir nacionalistas brancos e separatistas



O Facebook anunciou hoje (27) que vai começar a banir conteúdos e perfis racistas, como nacionalismo branco e separatistas, da rede social. A decisão foi empurrada pelo massacre feito por um nacionalista branco na Nova Zelândia, há duas semanas, que transmitiu ao vivo toda a ação no Facebook.

“Hoje estamos anunciando a proibição do elogio, apoio e representação do nacionalismo branco e do separatismo no Facebook e no Instagram, que começaremos a aplicar na próxima semana. É claro que esses conceitos estão profundamente ligados a grupos de ódio organizados e não têm lugar em nossos serviços”, afirma o Facebook.

"Não toleraremos elogios ou apoio ao nacionalismo e ao separatismo branco"




Racismo sempre foi algo proibido no Facebook, mas a rede social não havia “desenhado” publicamente outros pontos que o racismo traz, como o nacionalismo branco e o separatismo. Agora, frases como “imigrantes estão destruindo nosso país” serão vistas como contrárias às políticas do Facebook.

“Enquanto as pessoas ainda podem demonstrar orgulho em sua herança étnica, não toleraremos elogios ou apoio ao nacionalismo e ao separatismo branco. Também precisamos melhorar e agilizar o processo de encontrar e remover o ódio de nossas plataformas. Nos últimos anos, melhoramos nossa capacidade de usar aprendizado de máquina e inteligência artificial para encontrar material de grupos terroristas. No outono passado, começamos a usar ferramentas semelhantes para estender nossos esforços a uma série de grupos de ódio em todo o mundo, incluindo os supremacistas brancos. Estamos progredindo, mas sabemos que temos muito mais trabalho a fazer”, diz a rede social.

Usuários que forem identificados propagando discursos de ódios ou usuários que façam buscas sobre os temas serão redirecionados para o site da organização Life After Hate, uma ONG formada por ex-extremistas que ajudam em intervenções de crises, educação, grupos de suporte etc.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Influenciadores de extrema-direita são banidos do Twitter, Facebook e Instagram



Duas proeminentes figuras de extrema-direita tiveram seus perfis banidos de redes sociais esta semana por infringirem os termos de uso das plataformas.

O teórico da conspiração e conservador Jacob Wohl foi expulso do Twitter por criar contas falsas para espalhar desinformação na rede e Tommy Robinson, fundador da organização islamofóbica English Defense League (Liga de Defesa Inglesa), que já tinha sido banido do Twitter no ano passado, foi retirado agora do Facebook e do Instagrampor quebrar as regras sobre discurso de ódio.

De acordo com o Twitter, Wohl usou a rede para espalhar falsidades sobre personalidades públicas, como o procurador Robert Mueller, que investiga o presidente Donald Trump no caso da interferência russa nas eleiçõe; a juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsberg e a deputada muçulmana Ilhan Omar.

“A conta foi suspensa por várias violações das Regras do Twitter, especificamente criando e operando contas falsas”, disse um representante do Twitter ao CNET. Em um artigo do jornal USA Today, Wohl disse que planejava criar várias contas falsas no Facebook e no Twitter para “dirigir os votos de esquerda nas primárias para o que achamos ser candidatos mais fracos em comparação com Trump”.

Sobre Robinson, o Facebook disse em um post no seu blog oficial que pessoas e organizações envolvidas em “ódio organizado” - ou que o apoiam - não são permitidas na plataforma. “A página do Facebook de Tommy Robinson quebrou repetidamente esses padrões, publicando material que usa linguagem desumana e pede violência dirigida aos muçulmanos”, justificou o Facebook.

Fonte: CNET


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Facebook remove 22 páginas associadas a Alex Jones



Facebook anunciou a remoção de mais 22 páginas relacionadas ao conspirador Alex Jones. Os espaços não eram administrados diretamente por ele, mas estavam ligados às ideias divulgadas pelo criador do Infowars. Os banimentos estão relacionados a novas medidas implementadas em janeiro pelo Facebook, que fechou o cerco sobre usuários banidos que tentem manipular o sistema para ampliar o alcance de suas publicações.

Originalmente, administradores banidos da rede social por irem contra as políticas da empresa já eram proibidos de criar novas páginas com as mesmas temáticas. Com a atualização de janeiro, eles também não podem mais transformar espaços antigos e modificar títulos, imagens e tópicos abordados neles, uma prática bastante usada por aqueles que sabiam estarem indo contra as regras. A criação de “backups” era comum e, em janeiro, foi abordada diretamente pelo Facebook.

Os banimentos ligados a Jones e ao Infowars fazem parte de um total de 89 páginas retiradas do ar nesta semana pela rede social, todas pela mesma violação. A notícia também marca a primeira vez que a empresa aplica as novas regras em grande escala desde a implementação delas, no final de janeiro, mas, como sempre, sem dar muitos detalhes sobre o que levou à identificação dos administradores e de seus espaços como similares a outros já banidos.

Entre as teorias da conspiração mais famosas promovidas por Alex Jones está a ideia de que o massacre de Sandy Hook teria sido realizado por atores contratados e acusações de que a elite de Hollywood e Washingtoon seria responsável pela administração de círculos de pedofilia. Em agosto, quando baniu as páginas do Infowars e relacionados, o Facebook associou tais alegações a uma escalada no abuso e casos de violência real.

Títulos e postagens similares, bem como alterações bruscas de conteúdo e temática reportadas pelos usuários, entretanto, estão entre os artifícios usados pela rede social para identificar esse tipo de comportamento. A ideia é que os flagrados estariam usando páginas com alto número de seguidores para recuperar parte de seu alcance, perdido após um grande banimento realizado em agosto, quando o Infowars foi varrido da rede social.

Esse ato também serviu como medida para identificação das remoções de agora. De acordo com o Facebook, enquanto Jones não era o administrador dos 22 espaços retirados do ar, outros responsáveis por eles estavam ligados às páginas banidas em agosto, o que fez com que todos entrassem no pente fino da rede social, que busca ativamente por irregularidades e manipulações de suas regras.

Apesar de não ter falado em números específicos, o Facebook disse ainda que as mais de 80 páginas removidas tinham como origem apenas dois países: os Estados Unidos e o Brasil. As identidades dos responsáveis, títulos e temas dos espaços retirados do ar também não foram revelados pela empresa.

Fonte: CNN