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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Brasileiros são os mais atacados por vírus que rouba dados bancários


O Brasil é o país mais atacado pelo trojan bancário Banload, que infecta o computador ou smartphone por meio de uma campanha de phishing disfarçada em downloads de episódios de seriados ou softwares. Segundo a ESET, 82,9% das infecções do Banload acontecem no Brasil.

"Quando o acesso legítimo é feito ao banco, o criminoso passa a ter acesso as funções bancárias da vítima"

Também conhecido como “cavalo de Troia”, o trojan serve para roubar informações bancárias e realizar operações ilegais, além do sequestro de contas. Eles chegam até o usuário via email disfarçado: basta o usuário desatento acessar algum link ou descarregar arquivo para que a infecção seja iniciada.

De acordo com a ESET, muitos “arquivos sazonais” são gerados para enganar usuários. Normalmente, utilizando temas que são tendência. A empresa cita como exemplo: “Primeiro episódio da última temporada de Game of Thrones”, “Windows 10 Sem ativação pt_BR 64bits”, cracks para programas conhecidos como o Office, entre inúmeros outros.

O Banload é um trojan usado para carregar diversos tipos de malware. A ameaça mais detectada que utiliza o trojan, diz a ESET, é a família de malwares ClientMaximus — os arquivos maliciosos desta família compreendem 40% das atividades registradas entre janeiro e março de 2019.


Brasil é alvo principal

 

O que acontece após a infecção

Assim que a vítima acessa sites de uma das instituições bancárias que o malware está monitorando, o atacante pode tomar ações no host da vítima.

“Quando o acesso legítimo é feito ao banco, o criminoso passa a ter acesso as funções bancárias da vítima e pode manipulá-las como bem entender. Mesmo que o criminoso não tenha armazenado dados de sessão ou de login, ele ainda pode manter uma sessão com o banco através da vítima, ou pode aguardar até que a vítima faça outra transação em um dos sites monitorados para se apossar de mais recursos financeiros. Estes três passos também permitem que o criminoso possa configurar um meio de acesso permanente ao computador de sua vítima, fazendo com que as interações do usuário com o banco não sejam mais necessárias para que o controle ocorra”, explica a ESET. 

Email falso

 

Para se proteger deste tipo de ameaça, você precisa seguir as dicas abaixo:

  • Não utilize software pirata nem faça uso de programas que realizam ativação clandestina, também conhecidos como cracks
  • Sempre assista filmes e séries por meios oficiais
  • Fique atendo a todos os emails e observe se o remetente e os links presentes na mensagem pertencem realmente à empresa que eles dizem pertencer
  • Navegue por sites confiáveis ou tenha softwares capazes de filtrar a navegação para endereços suspeitos
  • Mantenha todos os softwares do computador ou smartphone em sua última versão disponibilizada pelo fabricante e com todas as atualizações de segurança instaladas
  • Tenha cautela ao acessar links disponibilizados em aplicativos de troca de mensagens, como o WhatsApp – há uma grande quantidade de ameaças que se propagam dessa form
  • Mantenha os softwares de proteção sempre ativos

Fonte: ESET

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Brasil é um dos países mais afetados por ransomware na América Latina

O Brasil é o quarto país da América Latina que mais recebe ataques de ransomware, afirma a ESET. Ransomware é um malware que, assim que entra no computador, costuma criptografar todos os arquivos e exigir uma quantia em bitcoins para a liberação. Algo como um sequestro virtual.
Entre os quatro países mais atacados na América Latina, o Brasil está em último: questra o computador afetado, pedindo resgate geralmente em criptomoedas ou dinheiro. Colômbia (30%), Peru (16%), México (14 %) e Brasil (11%). Os 11% que colocam o Brasil entre os países com mais detecções são compostos por diferentes famílias de ransomware muito atuantes na região. São eles: Crysis (25%), TeslaCrypt (11%) e CryptoWall (10%).
"O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail"
O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail que os informava de uma suposta situação de dívida. Dessa forma, o usuário baixava o arquivo anexado ao e-mail falso e era infectado”, explica a ESET.
De acordo com Camilo Gutierrez, chefe de laboratório da ESET América Latina, "conforme foi possível notar ao longo de 2018, especialmente pelos diversos ataques de criptomineradores, acreditamos que os cibercriminosos estão modificando seu modus operandi, concentrando-se na criação de ransomwares mais complexos para ambientes corporativos com campanhas de propagação muito mais focadas. É possível ainda que os atacantes virtuais reinventem a forma de sequestro digital, adicionando novos recursos. De qualquer maneira, podemos esperar que estas ameaças continuem em vigor nos próximos anos”.
Fonte: www.tecmundo.com.br