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terça-feira, 25 de junho de 2019

O ransomware que paralisou uma cidade inteira


A cidade de Baltimore, no estado de Maryland (EUA), vem enfrentando ciberataques desde o começo de 2018. Contudo, foi em maio deste ano que um ransomware encontrou caminho para os computadores de servidores públicos e acabou sequestrando boa parte dos serviços municipais.

Chamado de RobbinHood, o ransomware teve tanto sucesso que, ao criptografar diversos computadores da prefeitura de Baltimore, ele acabou paralisando serviços legais e fiscais, que envolvem desde o gerenciamento de imóveis da cidade até o “DETRAN” local, que lida com as multas sobre veículos.

Os usuários não puderam pagar online multas por infrações de estacionamento ou de tráfego

Para atingir os PCs, os cibercriminosos estariam usando um exploit conhecido como EternalBlue, que se infiltra em computadores e monitora todo o tráfego que passa pela rede local. Dessa forma, ele filtra as informações consideradas importantes e as rouba — neste caso, foi o caminho para o ransomware.

Após o sequestro de arquivos, os cibercriminosos estão cobrando 13 bitcoins da prefeitura da Baltimore, cerca de US$ 114 mil, de acordo com a Kaspersky. A empresa de segurança ainda detalhou todos os problemas que aconteceram na cidade:

  • Como a equipe administrativa estava impedida de acessar os e-mails, os cidadãos não puderam entrar em contato com a prefeitura
  • Todas as vendas de imóveis foram suspensas (cerca de 1.500 no total)
  • Os usuários não puderam pagar online multas por infrações de estacionamento ou de tráfego, o que causou atraso em muitos pagamentos
  • As bases de dados de pagamentos de serviços e impostos imobiliários também estavam inacessíveis, o que paralisou o faturamento e os pagamentos
  • A administração de Baltimore decidiu não pagar o resgate
A prefeitura de Baltimore, felizmente, não cedeu: não foi realizado o pagamento do ransomware. O motivo — e isso também serve — envolve dois pontos essenciais: não fomentar a atividade e a falta de garantia que, mesmo com o pagamento, os arquivos serão liberados.

Para se proteger de ransomwares, acompanhe os pontos abaixo:


  • Atualize seu software (priorizando sistemas operacionais) o mais rápido possível. A maioria dos exploits utilizados pelos cibercriminosos, foram desenvolvidos para explorar vulnerabilidades de conhecidas, e muitas vezes, já corrigidas. Portanto, os usuários de aplicativos desatualizados estão em correndo risco
  • Proteja seus sistemas dos sequestradores com a ajuda de uma solução de segurança especializada
  • Forneça treinamento para seus funcionários em cibersegurança, pois devem aprender a reconhecer e evitar as técnicas de engenharia social usadas pelos invasores

Fonte: KASPERSKY

segunda-feira, 25 de março de 2019

Ransomware agora flerta com você para te infectar



O ransomware Gandcrab, que sequestra o computador criptografando os dados e pede dinheiro como resgate, agora é enviado por cibercriminosos via email com títulos “atraentes”. Na caixa de entrada, ele vem aparecendo em emails com títulos como “Apaixonado por você”, “Minha carta de amor para você” e “Escrevi o que sinto por você”.

Segundo a Kaspersky, os cibercriminosos estão se aproveitando da proximidade dos Dias dos Namorados para fisgar mais algumas vítimas ansiosas por um amor. Ao abrir o email, a vítima ainda encontra o desenho de um coração, uma frase romântica e um arquivo ZIP chamado “Love_You” (possui variantes). O veneno está no arquivo ZIP.

"Se você não sabe lidar com criptomoedas, a quadrilha oferece gentilmente uma janela de chat ao vivo que ensina a comprar a quantia necessária"




Assim que a vítima abre o ZIP, um JavaScript faz o download do ransomware Gandcrab. “Você será direcionado a uma mensagem explicando que todos os dados em seu computador foram criptografados, e poderá pagar o resgate (provavelmente em bitcoins) a fim de recuperá-los. Se você não sabe lidar com criptomoedas, a quadrilha oferece gentilmente uma janela de chat ao vivo que ensina a comprar a quantia necessária para o pagamento do resgate”, diz a Kaspersky.

A empresa ainda explica, citando máquinas corporativas, que a falha de segurança usada pelo Gandcrab permite que golpistas criem novas contas de administrador e a partir dessas emitem comandos de instalação do ransomware nos endpoints gerenciados. Em outras palavras, criptografam as máquinas dos clientes da empresa atacada e demandam um pagamento (sempre em criptomoeda).


Chegou a hora das boas práticas — ou como não cair em um golpe desses:


  • Ao receber um e-mail inesperado, tente garantir que a mensagem é genuína antes de abrir o anexo. Por exemplo, ligue para o remetente;
  • Sempre tenha uma forma confiável de fazer backup dos dados principais, que viabilize sua restauração em caso de emergência;
  • Use uma boa solução de segurança que garanta que nenhum ransomware infectará seu computador;
  • Se seu computador já foi criptografado: você pode reaver seus arquivos de graça – verifique se há uma ferramenta de desbloqueio no site do projeto No More Ransom. Algumas versões do ransomware GranCrab possuem falhas que permitem quebrar a criptografia. Infelizmente, nem todas as versões possuem essa possibilidade. Nunca pague para ransomwares.
Fonte: KASPERSKY

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Brasil é um dos países mais afetados por ransomware na América Latina

O Brasil é o quarto país da América Latina que mais recebe ataques de ransomware, afirma a ESET. Ransomware é um malware que, assim que entra no computador, costuma criptografar todos os arquivos e exigir uma quantia em bitcoins para a liberação. Algo como um sequestro virtual.
Entre os quatro países mais atacados na América Latina, o Brasil está em último: questra o computador afetado, pedindo resgate geralmente em criptomoedas ou dinheiro. Colômbia (30%), Peru (16%), México (14 %) e Brasil (11%). Os 11% que colocam o Brasil entre os países com mais detecções são compostos por diferentes famílias de ransomware muito atuantes na região. São eles: Crysis (25%), TeslaCrypt (11%) e CryptoWall (10%).
"O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail"
O mais “perigoso”, o Crysis, “teve como característica o uso de engenharia social para enganar as vítimas por meio de um e-mail que os informava de uma suposta situação de dívida. Dessa forma, o usuário baixava o arquivo anexado ao e-mail falso e era infectado”, explica a ESET.
De acordo com Camilo Gutierrez, chefe de laboratório da ESET América Latina, "conforme foi possível notar ao longo de 2018, especialmente pelos diversos ataques de criptomineradores, acreditamos que os cibercriminosos estão modificando seu modus operandi, concentrando-se na criação de ransomwares mais complexos para ambientes corporativos com campanhas de propagação muito mais focadas. É possível ainda que os atacantes virtuais reinventem a forma de sequestro digital, adicionando novos recursos. De qualquer maneira, podemos esperar que estas ameaças continuem em vigor nos próximos anos”.
Fonte: www.tecmundo.com.br