Mostrando postagens com marcador games online. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador games online. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de março de 2019

Hands-on | Harry Potter: Wizards Unite é igual a Pokémon Go, só que melhor



Harry Potter é uma das franquias mais rentáveis de todos os tempos, sobrevivendo com produções para o cinema, teatro e, claro, videogames. O bruxo mais famoso da cultura pop pode não ter ganho um lugar de destaque no mundo trouxa dos games, mas isso pode mudar em breve.

Isso porque a franquia vai ganhar ainda neste ano um novo título para Android e iOS. Harry Potter: Wizards Unite é a nova empreitada da Niantic, desenvolvedora de Pokémon Go, agora no universo do bruxo.

De cara, já é preciso dizer: mesmo usando muito das tecnologias e ideias já presentes em outros games da desenvolvedora, Wizards Unite traz muitas novidades, além de uma proposta bastante interessante.

Canaltech foi convidado pela WB Games San Francisco a conhecer o estúdio da Niantic na cidade californiana e colocar as mãos pela primeira vez em uma versão prévia do game.

Antes de mais nada, é preciso dizer que este teste foi feito com uma versão não-finalizada do jogo em um ambiente bastante controlado. No grupo de jornalistas, fomos conduzidos por um caminho já preestabelecido pela Niantic, em um cenário roteirizado.

Também não foi permitido que filmássemos ou tirássemos fotos da tela, nem mesmo screenshots, sendo que todas as imagens deste texto foram cedidas pela própria equipe de comunicação de ambas companhias.

 

Desenvolvimento


Harry Potter: Wizards Unite começou a ser feito logo após o sucesso de Pokémon Go, lançado pela Niantic em julho de 2016. De lá para cá, ambas companhias passaram a desenvolver novas tecnologias e possibilidades para o título baseadas em três pilares.

O primeiro é o de manter o caráter exploratório do título. Assim como em Pokémon Go, o game leva o jogador a andar pela sua cidade com o celular na mão, interagindo com pontos importantes de territórios próximos.


Mapa é parecido com o de Pokémon Go (Foto: Diculgação/WBGames)

Junto disso, vem o segundo ponto: o de fazer com que o usuário se exercite. Já o último ponto é focado em comunidade, em fazer com que os jogadores se unam e compartilhem experiências em conjunto.

Do que se trata?

Harry Potter: Wizards Unite se passa nos dias de hoje dentro do universo da franquia. Os jogadores vão viver um recruta da Força-Tarefa do Estatuto de Sigilo (uma parceria entre o Ministério da Magia e a Confederação Internacional dos Bruxos). O motivo de se contratarem novos bruxos para o trabalho é a iminência da Catástrofe, em que o mundo bruxo está começando a ser exposto para o mundo dos trouxas.

Aliás, vale lembrar que J.K. Rowling, criadora da série, não participa da produção deste game, o qual é licenciado pelo selo Portkey Games, voltado a liberar a propriedade intelectual para jogos.

Tudo isso funciona de pano de fundo para ambientar o jogador em um universo no qual ele terá de lutar contra anomalias para que as pessoas normais não descubram o mundo bruxo.

Assim, quando você iniciar o game, poderá criar sua identificação no Ministério da Magia, com nome, foto e, claro, a qual casa você pertence.

O jogo também tem um sistema de “classes” em que você pode escolher ser um Auror, trabalhando direto com o ministérios; um Professor, focado no ensinamento e estudo de magias; ou mesmo um Magizoologista, uma espécie de historiador do universo mágico, mundo também de habilidades de poções e botânica.

Criado seu personagem com um avatar que pode ser personalizado com a sua foto, já é possível sair pelo mundo interagindo com tudo que há nele. À primeira vista, a interface lembra bem a de Pokémon Go.

Jogador pode escolher a profissão (Foto: Diculgação/WBGames)

O jogador será apresentado ao mapa baseado em sua localização, com alguns pontos com que pode interagir e edifícios mágicos. Vamos a eles primeiro.

Basicamente, existem três locais diferentes que um bruxo pode visitar em Wizards Unite. O primeiro é a pousada, onde o jogador poderá se alimentar com pratos típicos do universo de Harry Potter (prepare-se para aquela cerveja amanteigada). Eles servem para repor a barra de energia do seu personagem, utilizada para que você possa soltar as magias de sua varinha.

O outro lugar com que se pode interagir são as estufas. Aqui, você pega itens para serem usados em preparações de poções e outros tipos de objetos que podem ser criados. Esses itens podem ser usados antes ou durante uma luta para recuperar vida, energia ou modificar temporariamente parâmetros como força e velocidade.

Por fim, o jogador também pode encontrar fortalezas, as quais podem ser exploradas em caráter multiplayer em servidores locais. Este aspecto será esmiuçado mais a frente neste texto.

Além desses locais, o jogador também pode interagir com as calamidades, tipo de ação mais importante do game. A ideia é que se você encontrar uma anomalia ou ameaça, precisará colocar as coisas no lugar.

Nos nossos testes, por exemplo, encontramos o próprio Harry Potter sendo atacado por um dementador e foi preciso salvá-lo. Contudo, você também pode se deparar com inimigos soltos ou animais fantásticos e precisar escondê-los novamente do mundo dos trouxas.

As batalhas

O mais interessante deste novo game é, de fato, a forma como você enfrenta as ameaças. Munido de sua varinha, é preciso realizar as magias para resolver os problemas e isso não é tão simples assim.

No caso do dementador e Harry Potter, por exemplo, é necessário que você convoque seu patrono. Nesse momento, aparece na tela um movimento que você precisa fazer com os dedos para realizar a magia.


Em uma primeira vez, fiz o desenho na tela de forma displicente, mas só depois percebi que, quanto mais próximo do indicado o movimento, melhor ele sai. Assim sendo, para vencer em Wizards Unite é necessário precisão.

Esta minúcia é um detalhe que modifica completamente a jogabildade. Isso porque cada inimigo tem um nível de dificuldade, e realizar as sequências de golpes de forma precisa pode definir se você vai ou não conseguir vencê-lo.

Além disso, ser minucioso com o movimento da varinha tem muito a ver com toda a narrativa de Harry Potter. Afinal, quem não se lembra da cena em que Hermione explica a pronúncia correta da magia wingardium leviosa?

Lembra (Foto: Tenor)

Sob esta ótica, em meio aos testes, perguntei aos desenvolvedores se eles tinham alguma perspectiva de adicionar reconhecimento de fala no título ou mesmo usar o sensor de movimento dos smartphones para conjurar as magias. Isso até foi pensado no desenvolvimento, mas abandonado, pois poderia dificultar muito a jogabilidade e, assim, diminuir a quantidade de pessoas que poderiam se interessar pelo título mobile.

Realidade aumentada

O meu teste foi todo acompanhado por Alex Moffit, gerente de produto da Niantic. Ele explicou todas as novidades do título e prometeu pelo trajeto que haveria uma surpresa final. “Como diria Steve Jobs: “tem uma coisa a mais”, brincou.

Trata-se de uma nova ferramenta de Harry Potter: Wizards Unite que brinca com a ideia da chave de portal. Quem não está tão familiarizado com a série, as chaves de portal são objetos que podem ser usados para ativar a ligação entre locais, criando entre eles um portal.

Na medida em que se progride pelo mundo, você pode conseguir uma destas chaves e criar um portal: no caso de testes, era uma bota, como aconteceu nos livros.

Portal sendo aberto no mundo em realidade aumetada (Foto: Divulgação/WBGames)

O interessante é que a empresa conseguiu trabalhar muito bem a ferramenta de realidade aumentada, de forma que você pode criar um portal na sala da sua casa, por exemplo, e caminhar até ele.

Nos testes, abri uma passagem no porto em frente à Niantic, em São Francisco, pelo qual pude andar e “entrar” em um universo de realidade aumentada para a loja Olivaras, onde os personagens da série compram suas varinhas.

Aqui, peço uma licença para um relato pessoal. Uns seis meses atrás, viajei ao parque da Universal, em Orlando, onde há uma réplica do Beco Diagonal, onde fica a loja de varinhas.

As sensações de entrar em uma loja física baseada na série e também pela versão em realidade aumentada pelo Wizards Unite foram muito similares. Ou seja, é uma ferramenta que traz uma imersão muito grande, com um toque bastante mágico de parque de diversão para dentro do jogo da Niantic. De fato, essa foi a cereja do bolo desse teste. Infelizmente, não foi possível gravar a experiência

Outro ponto de realidade aumentada muito bem aproveitada são os novos kits de desenvolvimento que permitem recursos inéditos. Um deles é que, agora, os jogador pode dar a volta no objeto, observando todas as facetas dele. Embora Pokémon Goutilize realidade aumentada, ainda não era possível, por exemplo, ver as costas de um Pokémon. 
Essa é a diferença aqui.


Questionei Moffit sobre se outras ferramentas de ARKits seriam usadas aqui, por exemplo, como a de dois usuários poderem compartilhar de uma mesma projeção em realidade aumentada. O gerente de produtos informou que há estudos sobre isso, mas que não pode dar mais exemplos por enquanto. Contudo, o desafio é fazer com que o jogo tenha bastante possibilidades sem que isso limite os aparelhos compatíveis com todas as tecnologias presentes ali.

Vale reparar ainda que, assim como acontece em Pokémon Go, é possível aproveitar todo o jogo mesmo que o seu smartphone não seja compatível com realidade aumentada.


Multiplayer


Um dos pilares de Wizards Unite é exatamente a junção entre os jogadores. Pois bem, ele vai ter um caráter multiplayer, inserido nas fortalezas. Aqui, até 5 pessoas vão poder colaborar entre si para derrotar um grupo de inimigos nas masmorras e pegar os itens com experiência. A ideia é bem simples, mas se mostrou bastante interessante nos testes, sendo que parte importante da estratégia de vencer nos níveis mais difíceis possa ser sincronizar o que será feito em equipe. Ou seja, forçar a interação entre os participantes.


Dificuldades


Vale perceber que a Niantic, junto com a WB Games, está dando muito mais atenção para a versão de lançamento de Wizards Unite do que para a de Pokémon Go. Quem se lembra do app dos bichinhos de bolso lá em 2016 pode se recordar que ele chegou ao mercado bastante cru, com poucas ferramentas e um polimento bastante ruim.

Pela versão em primeira mão, percebe-se que há muito mais cuidado, recheio e polimento aqui. O game já está com muita coisa a se fazer, ler, acompanhar e batalhar.

Isso talvez aconteça por conta da principal desvantagem que a franquia Harry Potter tem com Pokémon: ela não aflora tanto o colecionismo de pegar todas as centenas de monstrinhos.

A Niantic sabe disso e já tentou empurrar este sentimento no novo título. O jogador vai contar com um caderninho no qual pode colar adesivos de criaturas com as quais já interagiu ou personagens icônicos da série que já ajudou, como Hagrid, Harry, Dumbledore e outros.


Isso pode instigar a pulguinha do colecionismo dos mais apaixonados por Harry Potter, mas dificilmente terá a mesma penetração que é caçar todos os pokémon em Go.

Outro fator limitante de Wizards Unite é o quão regional ele vai ser. Embora a série Animais Fantásticos no cinema ainda explore um pouco de outras localidades como Estados Unidos e França, é preciso reconhecer que Harry Potter é uma franquia genuinamente britânica em todas as suas características.

Por outro lado, os games da Niantic usam da geolocalização do usuário para passar a ideia de que todo enredo está passando no quintal de sua casa. Assim sendo, encontrar Pokémon pelo centro de São Paulo pode parecer mais crível do que dar de cara com um personagem de cachecol e sobretudo no verão brasileiro.

Claro que isso é apenas um detalhe, de forma que a cultura britânica de Harry Potter nunca foi um empecilho para fãs brasileiros.

Contudo, questionei Mary Casey, diretora executiva da WB Games San Francisco e responsável pelo enredo do game, sobre se haveria algum tipo de localização de conteúdo por países. Ela mesma assumiu que gostaria que isso acontecesse, mas que é bastante difícil pensar em produções para cada um dos locais do mundo, mesmo que seja para grandes mercados, como o Brasil.


Tem potencial?


Diante do que as empresas apresentaram neste primeiro momento, Harry Potter: Wizards Unite tem tudo para ser uma nova febre entre os jogos de smartphone. Contudo, diante das limitações culturais e de colecionismo, pode ser que não seja aquela loucura que foi no lançamento de Pokémon Go.

Contudo, este novo título já se mostra com muito mais conteúdo, possibilidades e ferramentas que seu antecessor. Wizards Unite também aproveita o Niantic Real World, a plataforma de mapeamento por geolocalização da desenvolvedora. Isso quer dizer que ele já chega com locais de destaques e mapeamento mais aprimorado do que Pokémon Go.

Outro ponto é que Wizards Unite também se mostra mais interessante e desafiador de jogar, atraindo também quem gosta de uma jogabilidade mais profunda.

Jogo tem registros como colecionáveis (Foto: Diculgação/WBGames)

Diante disso, é possível que ele seja o próximo grande sucesso da Niantic, mesmo sem ser o fenômeno que foi Pokémon Go.

A notícia triste é que ele ainda não tem data de lançamento confirmada, apenas com a informação de que chega ainda neste ano, tanto para Android quanto para iOS.

O título também será lançado em 17 línguas, entre elas, o português brasileiro. Aliás, o game não terá a voz dos atores originais, sendo totalmente dublado também na versão em inglês.

Perguntados sobre se ele teria um lançamento mundial ou se seria por regiões como aconteceu com Pokémon Go, a resposta foi que ainda não podem garantir nada.

Assim, vale esperar este ano, quando nós, trouxas, vamos poder ter o gostinho de ser um bruxo nos smartphones.

Fonte: CANALTECH

sábado, 2 de março de 2019

Receita de Fortnite caiu 40% em janeiro, afirma pesquisa



Com mais de 200 milhões de jogadores, Fortnite nunca foi tão popular. Mas analistas temem que o jogo tenha alcançado seu pico, já que, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, sua receita caiu em 40%, de acordo com estimativas da empresa de pesquisa SuperData.

Alguns fatores podem explicar essa queda. Um é o lançamento de Apex Legends, da Respawn Entertainment, forte concorrente que vem crescendo rapidamente. Outro é o próprio mês de dezembro, que historicamente é um ótimo período para o mercado, contrastando com queda de receitas em janeiro.

“Há ainda a curta atenção característica de jogadores casuais” afirma o co-fundador da SuperData, Joost van Dreunen, em entrevista ao Phys.org. “Fortnite tem uma base de usuários que gastaria muito tempo e uma base menor que gastaria muito dinheiro. E há ainda uma camada que vem, joga o jogo por um tempo, saem e passam para o próximo jogo”, explica Dreunen.

Porém, isso não deve ser uma preocupação para a Epic Games, desenvolvedora do game. “Fortnite tem um público estável, e a receita desse segmento continua a crescer”, afirma o executivo. Segundo a SuperData, a receita do jogo vem aumentando 85% ano a ano, e  “tende a flutuar de um mês para o outro”, completa Druenen, especialmente porque os gastos dos jogadores estão muito ligados aos passes de batalhas das temporadas do que a gastos pontuais.

Com a oitava temporada chegando, o faturamento do game deve voltar a subir. Fortnite é gratuito, mas usa um dinheiro virtual — que pode ser comprado com dinheiro real — para a compra de itens dentro do jogo. Alguns itens só estão disponíveis por um período limitado de tempo, o que leva mais jogadores a comprá-los. Já os passes de batalha incluem diversos itens de uma vez só, o que para o jogador parece um melhor negócio.

Segundo a SuperData, o ticket médio de um jogo free-to-play é de US$ 10 a US$ 15 por usuário ativo mensal. Fortnite supera essa média, e se aproxima de US$ 40 por usuário mensal. A Epic Games não divulga números de receita, mas a empresa de pesquisa estima que Fortnite ajudou a gerar US$ 2,4 bilhões em lucro para a empresa em 2018.

Fonte: Phys.org


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Aplicativos tentam enganar jogadores de Apex Legends para roubar dados



A empresa de cibersegurança ESET detectou novos golpes para Android que miram jogadores de Apex Legends, novo fenômeno no estilo Battle Royale. Cibercriminosos estão buscando maneira de infectar jogadores por meio de aplicativos para smartphones.

"O jogo não tinha uma versão para dispositivos móveis quando foi lançado. No entanto, ao procurar no YouTube como baixar o game para Android, havia tutoriais que explicavam como fazer o download. A intenção era de que o usuário clicasse em um link com conteúdo malicioso ou instalasse um programa de origem duvidosa em seu celular ", diz Camilo Gutiérrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

"A Electronic Arts, desenvolvedora do game, deixa claro: Apex só para PC, PS4 e Xbox One"



A Electronic Arts, desenvolvedora do game, deixa claro: Apex só para PC, PS4 e Xbox One. Isso significa que não existe qualquer maneira para você, interessado no mobile, jogar Apex no celular por agora.

“Ao acessar o link na descrição do vídeo, a pessoa é levada diretamente para o download de um aplicativo malicioso. Depois de baixá-lo, a única coisa que o usuário recebe é uma série de vídeos do jogo e, em seguida, é direcionado para sites de publicidade, em que acaba descarregando outros programas”, explica a ESET. “O objetivo desses golpes é obter receita por meio de informações pessoais do usuário. Por exemplo, um aplicativo que alega ser um manual de armas e que visa dar vantagens para o usuário, pode capturar uma grande quantidade de informações se as permissões forem concedidas”.

Perigo

Como dica, além de sempre buscar as lojas oficiais de download, é preciso checar quem é o desenvolvedor do aplicativo em questão. Basta rolar a página de download na Google Play ou App Store para descobrir o desenvolvedor de um app.

Fonte: ESET

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Prévia | Beta de The Division 2 mostra um game rico e autêntico ao original


Resultado de imagem para the division

O motivo por trás de toda Beta é avaliar a saúde dos servidores de um game online e garantir que tudo funcione bem no lançamento. Cada vez mais, entretanto, experimentos desse tipo também servem para dar aos fãs acesso antecipado ao game tão esperado, mostrando um pouco de sua forma final antes da chegada efetiva às lojas. E se um dos intuitos da Ubisoft com os testes de The Division 2 era divulgar o game, dá para dizer que ela acertou em cheio.

O que se percebe pela amostra nada pequena dada pela companhia é que o novo jogo é maior e melhor que seu antecessor, ao mesmo tempo em que mantém vivas as raízes que agradaram tanta gente no antecessor. É como um novo recomeço para um game que cresceu bastante desde seu lançamento original, capturando uma bela base de fãs, ao mesmo tempo em que já é possível perceber os caminhos que a Ubisoft seguirá na cauda longa.

A Beta nos dava acesso a dois momentos bem diferentes da ação. No primeiro, iniciávamos nossa jornada como agentes da Divisão, um grupo militar formado por agentes altamente treinados, mas ocultos na sociedade civil. Eles foram ativados durante a Febre do Dólar, um surto viral ocorrido durante a Black Friday, como o último recurso governamental para manter a sociedade de pé. Sete meses depois, eles ainda estão ativos e, como antes, parecem enfrentar uma batalha perdida.


Mas eles permanecem ativos e, agora, o jogador é um deles. A sensação de escala, que já era grande na Nova York recém-infectada, cresce ainda mais quando, após um breve combate, damos de cara com a Casa Branca. A residência presidencial, ironicamente ou não, ainda serve como um bastião do estilo de vida americano antigo, mas, agora, funciona como a base de operações da Divisão. É a partir dela que o jogador recebe missões, compra armas, melhora os equipamentos que já tem e parte para enfrentar saqueadores e membros de gangue, estabelecendo outros focos de resistência por todo o mapa.

Dias após o início da Beta, a Ubisoft também incluiu o chamado “cenário avançado”, que, basicamente, representa o lado oposto da jornada de The Division 2. Depois de iniciarmos a aventura do zero e explorarmos as primeiras operações, era hora de se juntar a uma facção, assumir personagens de nível máximo e experimentar as especializações que transformam agentes iniciantes em membros veteranos de combate.

A distribuição foi feita de maneira acertada para garantir uma demonstração das novas possibilidades do título. Seja no começo do jogo, com a mina robótica que avança sobre os inimigos gerando uma grande explosão ou a torreta que suprime oponentes e ajuda em momentos de desvantagem numérica (quase todas as situações, na realidade), ou mais para o final, com as armas extras liberadas com cada uma das classes que podem ser escolhidas pelo jogador.

Ao situar The Division 2 em Washington, Ubisoft cria um jogo mais imponente, diverso e interessante (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)

Colocar armadilhas pelo terreno ou utilizar um lança-granadas como arma principal são momentos que brilham e trazem uma luz ao jogo. Aqui, claro, estamos diante de uma espécie de versão “resumida” do que está por vir, mas ainda assim dá para entender como tais recompensas mudarão a jogabilidade no chamado “fim de jogo” e transformarão as apostas em termos de inimigos e personagens controláveis. Entretanto, é aqui que alguns cacoetes do passado também insistem em aparecer.

Apesar da cara de jogo de ação militarista, The Division 2 é, em seu cerne, um RPG. E, sendo assim, além da qualidade dar armas utilizadas pelo jogador e da previsão nos disparos, os níveis de protagonistas e inimigos também são levados em conta na hora do combate. Entre em conflito com alguém muito superior a você e nem mesmo as melhores táticas, explosivos mais devastadores e equipamentos poderosos darão conta do recado.

Não se assuste com os inimigos “esponjas de balas” que, mesmo recebendo tiros de escopeta no peito à curta distância, continuam seguindo em frente como se nada tivesse acontecido. Os soldados “comuns”, digamos assim, reagem bem mais ao dano recebido, enquanto o restante continua como rocha. Outro exemplo disso é a classe franco-atiradora, cuja descrição diz tratar-se de atirador letal e silencioso que ataca à distância e seria capaz de limpar o campo de batalha e prestar suporte. O problema é que isso não significa que acertar belíssimos tiros na cabeça matarão os inimigos.

No "endgame", The Division 2 chama a atenção pela força, mas mantém seus inimigos "esponjas de balas" (Imagem: GameRiot)

Retornam também os menus em tempo real, característica comum de jogos online, mas que parecem grandes tabelas do Excel, com códigos, números e gráficos para serem analisados. Mais uma vez, um conflito entre a acessibilidade exigida por novatos que estão chegando agora e a complexidade pedida por jogadores veteranos e muito bem atendida pela Ubisoft. O desequilíbrio permanece e a base de fãs agradece por isso.

Para compensar tais questões, entretanto, o que vemos é a entrega de um título bem mais interessante e rico. Não apenas o cenário em si é mais interessante, mas as apostas também são muito maiores. Nova York poderia ser a capital do mundo, mas Washington é o centro do governo e do poder militar, o que implica em armas muito melhores e uma ação mais estratégica, juntamente com marcos históricos completamente transformados pela tragédia.

A cidade estava bem mais preparada para a Febre do Dólar do que seu epicentro, e isso também transforma a movimentação e o combate. O GPS indica o caminho, mas é apenas uma linha guia enquanto o jogador pode deixar as ruas principais e seguir por vielas, becos e o interior de prédios em busca de loots melhores ou, quem sabe, para fugir de patrulhas inimigas e eventuais oponentes poderosos que estão no caminho até o objetivo, mas não se relacionam diretamente a ele.


Tais aspectos se mostram presentes principalmente na Dark Zone, área em que o tiroteio PvP é liberado e onde também estão os melhores loots do jogo. A arquitetura de Washington, por si só, já faz milagres para transformar a ação, que se tornou muito mais vertical e tensa do que as zonas muitas vezes fixas disponíveis no game original.

Também muda o balanço de combates o fato de que, agora, existem diferentes Dark Zones com biomas variados. As estratégias que funcionam em uma podem não ser eficazes em outras quando, por exemplo, o jogador investir em armas de longo alcance e se ver em uma região com mais zonas internas em busca de loots nos prédios e lojas. São aspectos que exigem uma versatilidade por parte do jogador e evita, pelo menos um pouco, a criação de super-heróis virtuais imunes a tudo e incapazes de deixar os outros garotos brincarem.

Mesmo assim, uma visitinha a esse local inóspito só é recomendada para jogadores avançados, assim como as aventuras pelas áreas do mapa recomendadas apenas para jogadores de um determinado nível. O mundo de The Division 2 é plenamente aberto, mas nem todos podem pisar em todos os lugares o tempo inteiro.

Apesar do foco na ação militarista, The Division 2 é um RPG em sua essência e isso se traduz no gerenciamento de itens e armas pouco intuitivo (Imagem: Felipe Demartini)

De maneira geral, tudo isso transforma The Division 2 em um game bem mais agradável e recompensador do que o primeiro, apesar de repetir em algumas questões que podem desagradar. Para um título que exige compromisso e, principalmente, interesse em alta para que os usuários se dediquem a ele, o caminho desde já parece bem pavimentado, afinal de contas estamos falando de uma empresa que nem sempre acerta na primeira vez (apesar deste caso ser uma exceção), mas que sempre manda bem na segunda.

O novo jogo parte do princípio de seu anterior, que, como os próprios fãs atestam, mudou bastante ao longo dos anos e, hoje, é completamente diferente de suas origens em termos de envolvimento, profundidade, elementos e opções. É uma vantagem das maiores para se ter de início, principalmente quando unida a um dos desígnios da Ubisoft com o game, que é manter um ambiente aberto e amigável a todos.

Eles podem não estar exatamente lá nesse segundo quesito, mas é inegável perceber que, no primeiro, a empresa acertou. The Division 2, assim como tantas outras continuações da Ubisoft, é a epítome de uma sequência, um jogo que investe absurdamente nos acertos do original para tornar a experiência maior e melhor, mesmo que, no caminho, algumas manias ruins do passado ainda não tenham sido abandonadas. Talvez a intenção nem seja essa.

The Division 2 chega em 15 de março para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Fonte: https://canaltech.com.br