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sábado, 22 de junho de 2019

Disputa entre Fox e NET coloca à prova lei nacional da TV paga


Os modelos de negócios e licenciamento de conteúdo mudaram muito depois da ascensão de programação via streaming em plataformas como a Netflix. Governos do mundo todo estão revendo suas leis e contratos e no Brasil a lei que controla esse assunto mostra sinais de desgaste já há alguns anos e uma disputa entre a Fox e a NET/Claro deixa isso ainda mais evidente.

Segundo o UOL Tecnologia, nesta semana a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu a Fox de transmitir online a programação de 11 canais, após receber uma reclamação da NET/Claro, que exibe as mesmas atrações via assinatura de TV a cabo.

Com isso, a Fox tem 30 dias para encerrar a oferta que começou em agosto do ano passado e prevê a exibição de Fox, Fox Sports, Fox Sports 2, Fox Premium 1 e 2, Fox LifeFX, NatGeo Wild, NatGeo Kids e Baby TV a R$ 34,90 mensais — incluindo a programação ao vivo. Caso não cumpra a determinação, a companhia, agora subsidiária da Disney, tem que arcar com R$ 100 mil ao dia.

Discussão deve continuar e pode inviabilizar serviços no Brasil

Segundo a lei 12.485, de 2011, as produtoras de conteúdo e os programadores de canais não podem distribuir o material. Essa função é feita pelas distribuidoras, que vendem os pacotes e não podem criar as obras ou as programações. A programação é definida como “arranjo de conteúdos audiovisuais organizados em sequência linear temporal com horários predeterminados”.

Empresas gringas já estão juntando produtoras de conteúdo com distribuidoras, o que viola a lei brasileira

Nesse caso, a Fox é designada como programadora e a NET/Claro uma distribuidora. Assim, a Anatel diz que a primeira dá acesso ao conteúdo de TV paga para assinantes do serviço, oferece grade de programação e transmissão ao vivo nos moldes do que é visto na TV paga e tem programação que não respeita as cotas de conteúdo nacional — e tudo isso viola as regras atuais.
Em junho do ano passado, a AT&T adquiriu a Time Warner, em negócio que juntou a Sky e os canais HBO, Cartoon Network, TNT, Warner, entre outros. Segundo a nossa lei, seria inviável então juntar uma programadora com uma produtora de conteúdo em uma só frente — e a AT&T até ameaça retirar seus canais da TV paga no Brasil. 

Fonte: Fox/Reprodução

Como dá para notar, essa é uma discussão que incomoda e atinge muitos grupos. E como em 2011, a época em que ela foi redigida, as plataformas de streaming tinham uma dimensão muito menor, faz-se realmente necessário uma revisão — afinal, os contratos, produção e os modelos de negócios das obras mudaram radicalmente nesses últimos 8 anos.


sábado, 15 de junho de 2019

Fox está proibida de vender canais de TV pela internet


A Fox do Brasil está proibida de vender acesso aos seus canais ao vivo pela internet. A ordem veio por meio de uma medida cautelar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que determinou ainda uma multa diária de R$ 100 mil caso a companhia não cumpra com a ação. Para o órgão, o acesso aos canais ao vivo pela internet deve estar condicionado à assinatura de TV a cabo.

Como informa o Telesíntese, o processo que resultou na medida cautelar foi aberto pela Claro, que questionou o modelo de venda direta para os consumidores praticado pela Fox. A reclamação está relacionada ao serviço de streaming Fox+. Ele permite que os usuários paguem uma mensalidade de R$ 34,90 e tenham acesso a 11 canais da rede através da internet, incluindo Fox Sports, Fox Life, Fox Premium e National Geographic.

Para a Anatel, a empresa estaria infringindo a lei. De acordo com as normas atuais, as companhias só podem vender acesso ao conteúdo sob demanda, como fazem Netflix e Globoplay, por exemplo. Para ver a programação dos canais fechados ao vivo, seria necessário assinar um pacote de TV a cabo. É assim que funciona o Globosat Play.

Embora cite apenas a Fox, a medida também tem o potencial de afetar outros serviços do tipo, como o Premiere Play.

Fonte: Telesíntese

sexta-feira, 22 de março de 2019

Depois de aquisição da Fox, Disney deve demitir cerca de 4 mil pessoas



Se por um lado, a aquisição das propriedades cinematográficas da Fox pela Disney, em negociação avaliada em US$ 71,3 bilhões, deixou muitos fãs da sétima arte felizes, cerca de 4 mil pessoas podem não ficar tão contentes assim: esse é o número estimado de demissões e cortes que analistas dizem que a empresa deve promover assim que a poeira baixar.

Segundo o Hollywood Reporter, onde a estimativa foi publicada, o analista da BTIG, Rich Greenfield, ainda vai mais longe nas previsões, arriscando um número entre 5 mil e 10 mil cortes. As demissões em si já começaram: Chris Aronson, o presidente da área de distribuição doméstica da Fox Film, recebeu via e-mail uma notificação de que seria desligado de seu cargo em até 60 dias. Andrew Cripps, o responsável pela distribuição internacional das produções do estúdio, recebeu notificação similar.

O site indica que algumas pessoas, todavia, serão mantidas após o período de transição, que deve durar entre três e seis meses.

A Disney já deu a entender que manterá a continuidade de alguns projetos: A Arte de Correr na Chuva e A Mulher na Janela, filmes estrelados, respectivamente, por Kevin Costner e Amy Adams, não serão cancelados mesmo que o selo “Fox 2000”, responsável por suas produções, já tenha a sua descontinuação confirmada.

As propriedades de TV da Fox também migrarão para a Disney, incluindo, segundo o Hollywood Reporter, os canais a cabo FX e National Geographic, o conglomerado indiano de mídia Star India e 30% do serviço de streaming Hulu.

A Disney vinha negociando com a Fox um acordo de aquisição desde dezembro de 2017. Finalmente, no último dia 19, as empresas assinaram a transação, dentro do montante citado acima. Com o negócio, a Disney passa a controlar as divisões de filmes e TV da Fox. Isso significa que os direitos de X-Men, Deadpool, Quarteto Fantástico, Avatar, assim como da distribuidora da Fox Searchlight (responsável por A Forma da Água e A Favorita) agora serão da Disney.

Sabe se que X-Men: Fênix Negra será o último da série a estrear nos cinemas pela Fox. Os rumores apontam que o filme Novos Mutantes, que chega em agosto, será liberado apenas no Disney+, o serviço de streaming da Disney.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Histórico! Disney completa aquisição da FOX e vira gigante ainda maior



À 0h02 desta quarta-feira, 20 de março, a The Walt Disney Company passa oficialmente a ser a proprietária e a comandar as operações da 21st Century Fox, completando a aquisição de ativos da companhia.

Na aquisição de US$ 71 bilhões, a Disney assume todo o departamento de filmes da 21st Century Fox, incluindo a 20th Century Fox, a Fox Searchlight Pictures, a Fox 2000 Pictures, a Fox Family e a Fox Animation; bem como suas unidades de produção para TV, com a Twentieth Century Fox Television, Fox21, FX Productions, National Geographic, Fox Networks Group International, além da Star India e os ativos da Fox no Hulu, Tata Sky e Endemol Shine Group.


Ficaram de fora do acordo com a Disney as empresas de notícias, esportes e broadcasting, com a FOX News Channel, a FOX Business Network, a FOX Broadcasting Company, a FOX Sports, o FOX Television Stations Group e os canais por assinatura FS1, FS2, Fox Deportes e Big Ten Network, que juntos passam a formar a nova Fox Corporation.

O que dizem as empresas?

Em comunicado à imprensa, a The Walt Disney Company declarou que, ao comprar o conjunto de companhias e franquias da 21st Century Fox, “poderá oferecer opções de entretenimento e conteúdo de alta qualidade mais atraentes para atender à crescente demanda dos consumidores; aumentar sua presença no mercado internacional e expandir suas ofertas diretas ao consumidor – que incluem a ESPN+ para fãs de esportes, o aguardado serviço de streaming Disney+ (a ser lançado no final de 2019), sem falar na maior participação da Disney e da 21st Century Fox no Hulu”.

“Este é um momento histórico e extraordinário para nós - que criará um valor significativo a longo prazo para nossa empresa e nossos acionistas", escreveu Bob Iger, presidente e diretor executivo da The Walt Disney Company, no comunicado. “Combinar a riqueza de conteúdo e o talento comprovado da Disney e da 21 Century Fox cria uma companhia de entretenimento global proeminente, bem posicionada para liderar em uma era incrivelmente dinâmica e transformadora”.


O ator Ryan Reynolds, que interpreta o personagem Deadpool (de filmes da FOX, mas originalmente pertencente à Marvel), comemorou o acordo em sua conta no Twitter com o bom humor do mercenário.


Ver imagem no Twitter


Como o acordo entrando em vigor neste histórico dia 20 de março, a Disney recupera os direitos sobre vários personagens da Marvel que estavam na Fox, como o Quarteto Fantástico, Deadpool e os X-Men. Junto com eles, outras marcas populares e de grande valor, como as franquias Avatar e Kingsman, passam para a administração da The Walt Disney Company.

Fonte:  Minha Série

sexta-feira, 15 de março de 2019

Disney anuncia fusão com a FOX para o dia 20 de março



Por meio de comunicado, a Disney anunciou que a fusão com a FOX será sacramentada na semana que vem, mais precisamente no dia 20 de março. O anúncio veio após as aprovações no Brasil e no México, o que significa que, a partir desta data, os direitos de títulos da Marvel que estão sob o guarda-chuva da FOX, como X-Men e Quarteto Fantástico, e outros títulos e franquias como Star Wars: Uma Nova Esperança, Avatar, Alien, Predator, Duro de Matar, Os Simpsons, entre outros serão propriedade da Disney.

Isso não significa, no entanto, que veremos Wolverine e companhia participando do próximo filme dos Vingadores ou inseridos no universo cinematográfico da Marvel tão cedo. É certo que Kevin Feige, produtor e presidente do Marvel Studios, utilizará os mutantes em um dado momento, mas teremos de esperar.

Essa aquisição é uma das maiores, se não a maior, da história da indústria do entretenimento. A Disney já é a marca líder em Hollywood, detentora dos direitos de franquias como Star Wars, Pixar, além de franquias milionárias como O Rei Leão e Aladdin, que ganharão novos filmes em breve.

A fusão também fará mudanças em outros mercados, como da mídia esportiva, uma vez que a FOX Sports é a principal concorrente da ESPN, de propriedade da Disney, nos Estados Unidos.

Fonte: Comic Book


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Esporte põe em risco união Disney-Fox no Brasil


União de canais pagos e propriedades digitais colocaria concorrência no setor em risco, segundo parecer técnico.


Em dezembro, um parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou o adiamento da decisão sobre a união das operações da The Walt Disney Company e da Twenty-First Century Fox no Brasil, por falta de consenso entre integrantes do quadro de análise da questão. O principal entrave é representado pelas propriedades esportivas de cada grupo que, unidas, podem desequilibrar a concorrência de produções e transmissões do gênero, segundo avaliação de parte dos conselheiros. 
O documento afirma que o órgão tem preocupação concorrencial quando analisados canais por assinatura e produtos digitais de ESPN (da Disney) e Fox Sports. Quando analisado market share, a fusão poderá reunir de 30% a 40% de audiência, segundo o Cade, em disputa imediata com a SporTV, da Globosat, que detém de 50% a 60%.

A análise técnica não verificou problema em outros mercados, como programação infantil, entretenimento cinematográfico, editoração musical etc. Mas recomendou vetar a fusão em decorrência das incertezas quanto ao conteúdo esportivo. 

Segundo nota da Comunicação Social do Cade, o parecer foi enviado ao tribunal da entidade para que se decida por soluções que podem aplicadas unilateralmente ou num acordo envolvendo Disney e Fox. A expectativa é de que uma resolução seja comunicada até março deste ano, prorrogável por mais três meses em caso de nova indefinição.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br