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terça-feira, 25 de junho de 2019

Banda larga brasileira cresceu 5,49% no último ano, segundo Anatel


31,83 milhões. Esse é o número de domicílios brasileiros que fecharam o mês de maio deste ano com banda larga fixa, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O aumento foi de 1,66 milhão de endereços desde o mesmo mês no ano passado, representando crescimento de 5,49%. Somente em maio, foram 112,73 mil novas residências atendidas, aumento de 0,36% em relação ao mês anterior.

A maior participação do mercado é da Claro, que tem 9,52 milhões de moradias atendidas (29,90%), seguida pela Vivo, com 7,43 milhões (23,33%), e pela Oi, com 5,79 milhões (18,20%).  

(Fonte: Pexels)

Apesar do monopólico dos três maiores grupos de telecomunicações atuantes na banda larga fixa, as chamadas Prestadoras de Pequeno Porte (PPP) representam uma fatia importante de mercado: totalizaram 8,57 milhões de domicílios (26,94%). De acordo com a Resolução Anatel n. 694/2018, uma PPP é uma empresa que detém menos de 5% de cada mercado de varejo de telecomunicações em que atua.

Destaque para Claro e TIM

Embora o crescimento tenha sido representativo, apenas a Claro e a TIM registraram crescimento no número de residências atendidas, de 366,51 mil (+4,01%) e de 82,51 mil (+18,89%), respectivamente. A Vivo teve redução de 152,07 mil (-2,01%); a Oi, de 411,80 mil (-6,64%); e a SKY, de 61,63 mil (-17,23%). As PPP também cresceram, com 2,20 milhões de lares (+14,11%). 

(Fonte: Pixabay)

Os dados reforçam a movimentação demonstrada no relatório divulgado pela Anatel no começo deste ano: apesar das reclamações acerca da velocidade e dos altos custos, a banda larga ainda é o formato de acesso à internet que mais cresce no Brasil.

Fonte: ANATEL


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Amazon quer lançar mais de 3 mil satélites para oferecer internet de banda larga



Amazon confirmou que deseja levar a conexão banda larga de alta velocidade à Internet para lugares remotos da Terra, e que deve fazer isso por meio de seu “Projeto Kuiper”, uma empreitada nomeada a partir do cinturão de Kuiper, uma área do sistema solar orbitando a partir de Netuno. O projeto em questão ambiciona lançar mais de 3 mil satélites que irão orbitar a Terra em baixa altitude.

A empresa estaria repetindo informações que submeteu à União Internacional de Telecomunicações da ONU, no mês passado, embora, tanto naquela ocasião como agora, a empresa não tenha oferecido uma data específica de lançamento dos satélites.

Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon e Blue Origin, planeja levar 3 mil satélites para o espaço, oferecendo internet banda larga para locais remotos da Terra.

A ausência de uma janela de lançamento coloca a Amazon atrás de alguns projetos concorrentes: o projeto OneWeb, que possui aportes da AirBus, por exemplo, já lançou seis satélites. A SpaceX, comandada pelo empresário Elon Musk, também busca levar projetos similares ao espaço, e já conta com diversas estruturas de lançamento de foguetes espalhadas pelo mundo.

O projeto da Amazon leva em conta desenvolvimentos da empresa Blue Origin, também fundada por Jeff Bezos, que recentemente fechou um acordo comercial com a operadora de telecomunicações canadense Telesat para lançar parte dos satélites.

Fonte: Reuters

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

OneWeb lança 6 satélites para criar frota capaz de oferecer banda larga global



Nesta quarta-feira (27), o projeto OneWeb lançou, a partir de um foguete russo Soyuz, os primeiros seis satélites que criarão uma frota para fornecer internet banda larga a usuários de todo o mundo, com o objetivo de que seu sinal cubra totalmente a superfície da Terra.

Segundo Greg Wyler, presidente executivo da OneWeb, a empresa pretende lançar à órbita quase 2 mil satélites, mas afirma que 600 deles serão suficientes nesta primeira fase de projeto. Entre os investidores da empreitada, estão nomes de peso como Virgin Group, SoftBank, Airbus, Qualcomm e Coca-Cola. A OneWeb tem contratos assinados com a Roscosmos e a Arianespace para 21 lançamentos comerciais de 672 satélites usando os foguetes Soyuz, com quase US$ 1 bilhão envolvidos.

O projeto da internet global da OneWeb vem sendo desenvolvido há cinco anos. Atualmente, os satélites de internet que usamos estão situados sobre o equador, a pouco mais de 45 mil quilômetros de altitude — distância um tanto quanto longa que torna a transmissão e a conectividade mais lentas. Contudo, a partir de um ponto a 1.207 km de altura, os satélites da OneWeb orbitarão de um pólo a outro em uma "dança" sincronizada acima da Terra, então, teoricamente, pelo menos um satélite estará acima de você quando você precisar se conectar, com o conjunto, então, fornecendo uma cobertura ampla e veloz a todo o planeta. Os terminais transmitirão sinais Wi-Fi, LTE e 3G.

Adrian Steckel, CEO da One Web, disse ao The Verge que o projeto também prevê a cobertura de internet para escolas e governos em locais que estão mais isolados, em áreas remotas, onde a fibra é muito cara ou simplesmente não é algo viável.

E se essa ideia lhe parece familiar, é porque a SpaceX também vem trabalhando em um projeto do tipo chamado Starlink, cujo objetivo é lançar 12 mil satélites no total com a mesma finalidade da OneWeb. Em fevereiro do ano passado, a empresa de Elon Musk lançou os dois primeiros satélites em caráter de testes, e a empresa também estaria levantando US$ 500 milhões para viabilizar a ideia.

Após esse lançamento de hoje da OneWeb, a empresa pretende enviar os satélites restantes em lotes de 36 unidades usando os foguetes Soyuz operados pela Arianespace, com um total de 21 lançamentos para que a primeira "constelação" de satélites seja completada.



A iniciativa é importante para garantir uma internet realmente global, chegando a todas as pessoas do mundo. 

Contudo, especialistas estão preocupados com a quantidade colossal de novos satélites na órbita da Terra. No momento, há cerca de 1.800 satélites operacionais, além de uma enorme quantidade de lixo espacial (contendo satélites que já não funcionam mais). Então, esses novos empreendimentos podem quadruplicar, rapidamente, esse número, aumentando significativamente o risco de espaçonaves se chocarem contra satélites em órbita. Cada um desses satélites de internet têm uma vida útil de cerca de cinco anos, e, para a NASA, é preciso que essas empresas garantam a "limpeza" da órbita, retirando os equipamentos de lá assim que completarem suas missões.

E a OneWeb não está alheia a esse problema futuro, com planos de reduzir a altitude dos satélites após os cinco anos de vida útil, aproximando-os da Terra para que, aos poucos, eles sejam atraídos pela gravidade do planeta e, então, sejam queimados em sua reentrada na atmosfera, sem risco de choques contra o solo. A rival SpaceX segue a mesma linha de pensamento, declarando no final do ano passado que os satélites do projeto Starlink seriam mesmo mais seguros em uma órbita mais baixa.

Fonte: The VergeCNBC


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Site elege melhor banda larga do Brasil; veja os resultados na sua cidade



O Melhor Plano, site que compara planos de internet em todo o Brasil, realizou uma pesquisa durante um ano sobre a qualidade dos provedores de internet banda larga no país e premiou os melhores de 2019 em cada região. Mais de 630 em todo o país cidades participaram do Prêmio Melhor Plano, que foi realizado em parceria com o site Minha Conexão.

A apuração foi realizada a partir de 39 milhões de testes de velocidade e cerca de um milhão de opiniões dos usuários sobre a satisfação com os provedores. No site do Melhor Plano é possível checar os vencedores em cidades de vários estados do Brasil e visualizar quantos testes foram realizados por região.

Prêmio elege melhor operadora de internet fixa em mais de 600 cidades no Brasil (fonte: Melhor Plano)

O “Prêmio Melhor Plano” escolheu vencedores em três categorias: melhor velocidade, melhor satisfação e melhor provedor. Nacionalmente, a NET Vírtua foi a vencedora nas três categorias, mas não liderou em todos os estados ou cidades.

Na capital de São Paulo, por exemplo, a TIM Fibra foi a vencedora nas três categorias. Na cidade do Rio de Janeiro, a NET levou a melhor em velocidade, mas deixou a TIM ficar com o prêmio de maior satisfação e Melhor Provedor. Em Curitiba, a Copel, operadora estatal, liderou, vencendo em todas as categorias.

"Há muitos provedores regionais que foram bem avaliados pelo público"




“O foco do prêmio, além de ajudar o usuário, foi eleger os melhores provedores de diversas cidades do Brasil. Há muitos provedores regionais que foram bem avaliados pelo público. Nós não queríamos fazer um ranking como outros sites já fizeram, mas sim realmente premiar aqueles que se destacaram a partir do levantamento de dados que fizemos”, disse o cofundador do Melhor Plano, Felipe Byrro.

Para descobrir qual foi a melhor operadora de internet banda larga na sua cidade, você precisa acessar este link que mostra os resultados do Brasil inteiro. Em seguida, você rola a página e clica no nome do seu estado. Na página do seu estado, todas as cidades onde a medição foi feita estarão disponíveis para clicar e conferir os resultados.

Você pode conferir mais sobre a metodologia da avaliação aqui.

Fonte: MELHORPLANO


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Sindicato quer telefonia e banda larga como 'serviços essenciais' no Brasil



Serviços de telefonia móvel e banda larga deveriam ser mais acessíveis no Brasil. É o que defende o SindiTelebrasil, sindicato que representa as operadoras de telecomunicações que atuam no país. Segundo o órgão, os tributos gerenciados pela Anatel são fruto de litígio judicial, ou seja, apresentam algumas divergências quanto à interpretação da legislação aplicada nesse caso. Essa questão, conforme a entidade, reflete-se nos tributos cobrados sobre essas despesas, tornando-as mais caras.

Diante de reivindicações sobre o assunto, foi publicada uma consulta pública pela Anatel, que propõe novo regulamento de arrecadação de receitas tributárias. “A competência conferida pelas leis instituidoras desses tributos garante, dentre outras, a possibilidade de regulamentar aspectos relacionados aos procedimentos de cobrança e arrecadação, de forma a viabilizar uma tributação eficiente e a preservar as garantias constitucionais dos contribuintes”, aponta a minuta da proposta.


Com isso, a ideia é a de facilitar a vida dos cidadãos e diminuir a burocracia de operações relacionadas ao assunto. No futuro, devem ser feitos estudos pela agência com foco em diminuir falhas e reduzir a tributação no setor de telecomunicação, o que poderia se refletir positivamente no bolso do consumidor final.

Em uma apresentação para a comissão da Câmara dos Deputados, em 2018, o SindiTelebrasil destacou que a carga tributária seria o “maior limitante ao uso de serviços telecom”. No caso, foi dito também que “para cada R$100 de serviços são pagos R$44 de tributos”. O responsável pela maior fatia de encargos seria o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –, que só em 2017 teria arrecadado mais de 62,3 bilhões de reais, do total de 400 bilhões obtido em todos os estados.


Qualidade do serviço no Brasil também é um desafio


Pagar um valor menor para ter acesso à internet e ligações móveis é importante para os brasileiros, mas o setor ainda tem outros desafios. Embora a Anatel tenha registrado no ano passado 13,6% a menos reclamações do que em 2017 – 2,9 milhões de registros contra 3,4 milhões no total –, as operadoras de telecomunicação ainda aparecem dentre as empresas que mais recebem esse tipo de manifestação em órgãos e portais especializados em defesa do consumidor, como o Procon e Reclame Aqui. Assim, com a ampliação desse tipo de serviço, o que se espera também é que as pessoas fiquem mais exigentes e busquem serviços que refletem qualidade no atendimento e outros aspectos.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Brasil é o país que tem o imposto de banda larga fixa mais caro do mundo



O Brasil paga o imposto mais caro do mundo em banda larga fixa, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Por meio de um estudo de benchmarking, a agência usou os indicadores da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e dados sobre a carga tributária dos serviços de telefonia móvel (voz) e de banda larga fixa para chegar ao resultado.

Segundo o TeleSíntese, enquanto o Brasil é o país que mais caro, ele é o 5° maior mercado de telefonia móvel, e o 6° maior em banda larga fixa. Foram analisados, no total, 174 países.


  • Abaixo, um gráfico mostra a comparação no imposto sobre a banda larga fixa:
Carga tributária

Não é só na banda larga fixa que o Brasil paga bem caro: somos o quarto país que paga mais caro em impostos de telefonia móvel. “Na telefonia móvel, o número é um pouco inferior, mas ainda assim, amplamente majoritário: 116 países têm imposto igual ou menor a 20%”, explica o TeleSíntese.

Celular

A análise realizada pela Anatel indica também um aumento nos preços de banda larga móvel entre 2015 e 2017, saindo de R$ 21,12 por 1 GBs de internet para R$ 50. Segundo os técnicos da agência, a taxa de câmbio e a retração econômica podem ser responsáveis pelo aumento.

Poder de compra

Fonte: www.tecmundo.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Brasil encerrou 2018 com 31,05 milhões de contratos de banda larga fixa


A Claro segue na liderança como o maior mercado de banda larga fixa no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. De acordo com as informações coletadas no ano de 2018, o país encerrou o período com 31,05 milhões de contratos ativos, sendo 9,36 milhões pertencentes à operadora.

Também houve um aumento de 7,41% no número de assinaturas, sendo 2,14 milhões a mais em relação ao ano anterior. Em dezembro, no entanto, houve uma queda de 0,48% de contratos (menos 149,38 mil) em comparação com novembro.

O Grupo Claro detém o maior volume de assinantes no Brasil, com 30,15% do total, ficando à frente da Vivo com 7,58 milhões (24,41%) e da Oi com 5,99 milhões (19,31%). A Claro também foi a única a fechar o ano em crescimento, com mais de 467,01 mil contratos (aumento de 5,25%), enquanto a Vivo apresentou queda de 5,37 mil clientes (0,07%) e a Oi de 309,92 mil assinaturas (4,92%).

Em 2018, todos os estados brasileiros, exceto Rondônia e Roraima, registraram crescimento no serviço de banda larga fixa. O maior aumento aconteceu no Amazonas com 39,01 mil novas linhas (13,83%), seguido da Paraíba com mais de 38,97 mil (13,43%) e Ceará com mais de 98,42 mil (13,31%). Rondônia encerrou o ano com uma redução de 0,5 mil contratos (-0,37%) e Roraima com menos 0,9 mil (2,60%).
Os números estão disponíveis para consulta no Portal da Anatel.

Fonte: Anatel