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terça-feira, 11 de junho de 2019

Entenda como podem ter sido vazadas as conversas entre Moro e Dallagnol


No último domingo (09), o site The Intercept Brasil fez uma série de três reportagens com o conteúdo de conversas entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Daltan Dallagnol de quando os dois participavam da força-tarefa da Lava Jato. As mensagens foram vazadas do aplicativo Telegram e a pergunta que fica é: como?

O conteúdo utilizado pela reportagem é só uma parte das informações enviadas para o site por uma pessoa de fora e envolve um chat particular e três grupos, com todos tendo em comum a presença de Dallagnol — possível dono da conta por onde as mensagens foram vazadas.

Telegram

Telegram não criptografa conversas de ponta a ponta por padrão, apenas nos chamados chats secretos — onde os arquivos ficam salvos somente no dispositivo usado e uma vez apagados por uma das partes, a outra não tem mais acesso.

Isso acontece porque o serviço tem como premissa a independência do celular, ou seja, mesmo longe do aparelho é possível ficar conectado ao Telegram no desktop e ter acesso às conversas antigas. Além disso, para fazer login é necessário apenas um código enviado por SMS. 

A teoria mais lógica para o acesso às informações vazadas, até agora, é a de que alguém roubou a linha de celular de Dallagnol, conseguiu o código verificador e teve acesso a todas as conversas gravadas na nuvem — o The Intercept tem arquivos de mensagens trocadas entre 2015 e 2017.

Provavelmente, quem vazou as mensagens precisou apenas fazer um acesso à conta do procurador, baixar os arquivos e enviá-los para o veículo. Isso foi feito há um tempo e não tem ligação com a recente invasão ao celular de Moro

Questionado em sua conta no Twitter se soube do vazamento no Brasil, o Telegram defendeu a tese que o caso, possivelmente, é fruto do uso de malware ou do roubo do código de verificação. 

Most likely, a device taken over via third-party malware – or a hijacked login code for an account that did not use a password. We recommend setting a 2-step verification password for anyone who has reasons to doubt their carriers or governments.

— Telegram Messenger (@telegram) 11 de junho de 2019

"Provavelmente, um dispositivo foi hackeado por meio de um malware — ou uma conta que não usa senha teve o código de login sequestrado", escreveu a companhia. "Nós recomendamos o uso de senhas com verificação em duas etapas para qualquer um que suspeite de sua operadora ou do governo", complementou.

Como se proteger no aplicativo

Para quem usa o serviço, porém, não é preciso alarme. Existem formas de evitar roubo de dados, e a mais segura delas é o uso do chat secreto — apenas um dos participantes da conversa poderia vazar informações neste caso.
Além disso, o aplicativo, assim como o WhatsApp, permite o acionamento da verificação em duas etapas, exigindo uma senha adicional além do código enviado por SMS para acessar a conta.

É possível, também, saber quais dispositivos estão conectados em uma conta do Telegram, basta ir em Configurações > Privacidade e Segurança > Sessões ativas. 

També no Twitter, o Telegram divulgou uma lista com formas de proteger as informações trocadas pelo aplicativo.  "Lembre-se que o seu dispositivo é o guardião supremo dos seus dados, mantenha-o seguro", avisou a conta oficial do mensageiro.

Remember that your device is the ultimate guardian of your data – keep it safe. Here are some futher tips for your account: https://t.co/KY2Rhzy3ei
— Telegram Messenger (@telegram) 11 de junho de 2019

Sobre o caso envolvendo Sergio moro, a Polícia Federal afirmou que vai apurar como as mensagens vazadas foram obtidas, em conjunto com o inquérito para identificar os responsáveis por invadir o celular de Moro recentemente. 

Fonte: Tecnoblog

terça-feira, 4 de junho de 2019

Telegram ganha mais privacidade e acesso sem conta em atualização


O Telegram acaba de receber uma atualização que oferece uma série de modificações no aplicativo. Entre mais privacidade para o usuário e mais praticidade para discussões em grupos, essas mudanças reforçam as tentativas de tornar o Telegram um mensageiro mais versátil que o WhatsApp.

Visando maior privacidade para seus utilizadores, agora é possível definir quem pode ou não ter acesso ao seu número. Desta forma, se você estiver num grupo, é possível bloquear essa informação para algumas pessoas apenas, assim como sua foto ou quando você visualizou uma mensagem. 

Bots também na web


Outra modificação diz respeito ao uso de bots, que agora podem ser utilizados na versão web também. É possível usá-los para fazer login com sua conta do Telegram em um site quando você abrir um link. Caso o processo seja autorizado pelo usuário, o novo recurso permite estar logado no momento em que a página é carregada no navegador.

Uma das principais atualizações diz respeito à criação de “fóruns de discussões” dentro do aplicativo. Na prática, quando você estiver discutindo algum assunto num grupo, o administrador pode criar um subgrupo que terá essa finalidade apenas. Para acessá-lo, basta clicar em “Discutir” no menu de informações do grupo. 

Acesso a grupos mesmo sem conta


Agora também será possível acompanhar as discussões em grupos públicos, mesmo não possuindo uma conta do Telegram. Basta abrir o link do canal em um navegador e selecionar "Visualização de Canal" para ter acesso às mensagens do grupo. 

Por fim, existem algumas atualizações específicas para iOS e Android. No primeiro será possível criar ícones para arquivos em PDF além de inserir links diretamente nos textos. Já no Android, será possível escolher a cor de tema do Telegram além de facilitar a busca por mensagens.

Fonte: TELEGRAM

sexta-feira, 17 de maio de 2019

‘WhatsApp nunca será seguro’, ataca criador do Telegram


Um mulher moradora da cidade de Santa Marta, na Colômbia, relatou um ato de violência por um motivo bastante inusitado: sua casa teria sido apedrejada por uma vizinha após ter alterado a senha de seu roteador de internet.

 Quando impossibilitou o acesso da vizinha ao Wi-Fi, uma confusão começou e apenas a chegada da polícia solucionou o problema.
Segundo o que foi relatado pela mulher que desativou o Wi-Fi, havia um acordo sobre o uso da internet — porém, como a vizinha nunca havia acertado com a mulher o valor mensal combinado pelo uso da internet, o roteador teve a senha alterada. A confusão foi iniciada quando a vizinha foi tirar satisfações e acabou apedrejando a casa onde ficava o roteador. Uma grávida de seis meses acabou ferida ao ser atingida por uma das pedras.

O criador do Telegram, Pavel Durov, aproveitou que o WhatsApp está sofrendo críticas de todos os lados para espetar mais uma agulha em seu corpo: “ele nunca será seguro”. No começo da semana, uma brecha no WhatsApp foi revelada e ela permite que hackers infectem smartphones com spyware e roubem dados e informações de usuários — por isso, você precisa atualizar o seu aplicativo. A revelação da brecha foi o estopim para um artigo com ataques diretos ao aplicativo de mensagens comprado pelo Facebook.

"O WhatsApp não é open source como o Telegram, então pesquisadores de segurança não conseguem checar a existência de backdoors em seu código"

“O mundo parece estar chocado pelas notícias que o WhatsApp transforma qualquer celular em um espião. Tudo no seu celular, incluindo suas fotos, emails e textos são acessíveis para hackers apenas porque você tem o WhatsApp instalado”, escreve Durov. “Esta notícia não me surpreendeu, no entanto. No ano passado, o WhatsApp teve que admitir que tinha um problema muito parecido — uma única chamada de vídeo via WhatsApp era o suficiente para um hacker obter acesso a todos os dados do seu telefone”.

Segundo Durov, que continua os ataques ao longo do texto, o WhatsApp não é open source (código aberto) como o Telegram, então pesquisadores de segurança não conseguem checar a existência de backdoors em seu código. Além disso, que o WhatsApp ofusca, esconde os binários do app para garantir que ninguém possa checar isso.

Pavel Durov ainda complementa com vários indícios de espionagem que o Facebook, dono do WhatsApp, se viu envolvido. Desde feitas pelo FBI que foram seguidas até vazamentos de dados.

"O Telegram teria feito um “mau trabalho” em persuadir as pessoas na hora da troca"

“Eu posso entender a relutância dos fundadores do WhatsApp em fornecer mais detalhes — não é fácil colocar seu conforto em risco. Vários anos atrás eu tive que deixar meu país após me recusar a cumprir as violações de privacidade sancionadas pelo governo de usuários VK. Não foi agradável. Mas eu faria algo assim de novo? Com prazer. Cada um de nós vai morrer eventualmente, mas nós, como espécie, vamos ficar por um tempo. É por isso que acho que acumular dinheiro, fama ou poder é irrelevante.
Servir a humanidade é a única coisa que realmente importa a longo prazo”, diz Durov.

É interessante notar que o criador do Telegram ainda faz uma mea culpa. Ele afirma que muitas pessoas não podem parar de usar o WhatsApp porque seus familiares e amigos ainda utilizam o aplicativo. Por isso, o Telegram teria feito um “mau trabalho” em persuadir as pessoas na hora da troca. “Muitos dos que usam o Telegram também estão no WhatsApp, o que significa que seus telefones ainda estão vulneráveis. Mesmo aqueles que abandonaram completamente o WhatsApp provavelmente estão usando o Facebook ou o Instagram, ambos acham que não há problema em armazenar suas senhas em texto simples (eu ainda não consigo acreditar que uma empresa de tecnologia poderia fazer algo assim e se safar isto)”, completa.

Para acompanhar o “editorial” completo do Telegram, acesse aqui

Fonte: Pavel Durov

segunda-feira, 25 de março de 2019

Telegram agora permite apagar mensagens enviadas sem limite de tempo



O Telegram é conhecido por dar um suporte extra no tema privacidade e a mais recente atualização do mensageiro russo veio para reforçar isso. Prometendo dar “controle completo de qualquer conversa privada já realizada” para todos os seus usuários, o app permite que qualquer mensagem seja apagada definitivamente sem limite de tempo.

Quando foi lançado há dois anos, este recurso permitia que as mensagens fossem excluídas para todos em uma conversa em até 48 horas após o envio, mas, agora, o limite máximo foi removido e qualquer mensagem pode ser removida definitivamente sem deixar rastros.

Telegram ganha reforço de privacidade. (Fonte: Telegram/Divulgação)

Nos chats privados, a novidade é ainda maior e você pode apagar de forma definitiva e irrevogável até mesmo as mensagens enviadas pelo outro participante. Além disso, um chat secreto pode ser apagado dos dois lados (para você e para o seu interlocutor) com apenas dois toques, garante o Telegram.

Outro reforço na privacidade envolve o encaminhamento de mensagens. Agora, é possível configurar a sua conta para que as suas mensagens não indiquem um link para o seu perfil do Telegram quando encaminhadas por outras pessoas. Neste caso, apenas um nome não clicável aparece sobre a mensagem e ela não fica associada ao seu perfil.


Tudo mais à mão


O menu de configurações do Telegram está cada vez maior, com mais funções, portanto os desenvolvedores incluíram um campo de busca para facilitar a sua vida. Tal qual acontece no Google Chrome, por exemplo, basta começar a digitar pela função que você busca para vê-la na tela.

Esse campo de pesquisa é tão funcional que incluir até mesmo acesso direto às perguntas frequentes do mensageiro, ou seja, muitas dúvidas poderão ser solucionadas diretamente por ali.

Por falar em busca, a função de busca por emojis e GIFs foi aprimorada e agora está funcionando melhor, permitindo inclusive a pré-visualização dos GIFs quando você mantém o dedo pressionado sobre eles.

As novidades já estão disponíveis para todas as plataformas.

Fonte: TELEGRAM