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terça-feira, 4 de junho de 2019

Telegram ganha mais privacidade e acesso sem conta em atualização


O Telegram acaba de receber uma atualização que oferece uma série de modificações no aplicativo. Entre mais privacidade para o usuário e mais praticidade para discussões em grupos, essas mudanças reforçam as tentativas de tornar o Telegram um mensageiro mais versátil que o WhatsApp.

Visando maior privacidade para seus utilizadores, agora é possível definir quem pode ou não ter acesso ao seu número. Desta forma, se você estiver num grupo, é possível bloquear essa informação para algumas pessoas apenas, assim como sua foto ou quando você visualizou uma mensagem. 

Bots também na web


Outra modificação diz respeito ao uso de bots, que agora podem ser utilizados na versão web também. É possível usá-los para fazer login com sua conta do Telegram em um site quando você abrir um link. Caso o processo seja autorizado pelo usuário, o novo recurso permite estar logado no momento em que a página é carregada no navegador.

Uma das principais atualizações diz respeito à criação de “fóruns de discussões” dentro do aplicativo. Na prática, quando você estiver discutindo algum assunto num grupo, o administrador pode criar um subgrupo que terá essa finalidade apenas. Para acessá-lo, basta clicar em “Discutir” no menu de informações do grupo. 

Acesso a grupos mesmo sem conta


Agora também será possível acompanhar as discussões em grupos públicos, mesmo não possuindo uma conta do Telegram. Basta abrir o link do canal em um navegador e selecionar "Visualização de Canal" para ter acesso às mensagens do grupo. 

Por fim, existem algumas atualizações específicas para iOS e Android. No primeiro será possível criar ícones para arquivos em PDF além de inserir links diretamente nos textos. Já no Android, será possível escolher a cor de tema do Telegram além de facilitar a busca por mensagens.

Fonte: TELEGRAM

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Analistas da Alexa tiveram acesso a dados de localização e áudio de clientes



Novamente, a Amazon está sendo questionada por suas práticas internas: segundo informações da Bloomberg, a gigante tecnológica concedeu para um time interno de analistas de produto acesso aos dados de geolocalização e clipes de áudio de usuários de seus alto-falantes inteligentes e da assistente virtual Alexa. O novo relato deriva de uma situação similar, que também abordamos no Canaltech, de que a empresa estaria ouvindo as interações com a inteligência artificial.

Desta vez, porém, não é apenas o caso de um grupo de pessoas ouvindo as suas conversas, mas também sabendo de onde elas são originadas: aparentemente, junto de arquivos contendo clipes de áudio, os dados providenciados a esses grupos também trazem informações de latitude e longitude, com precisão exata o suficiente para que eles sejam capazes, se quiserem, de determinar o endereço residencial de um usuário.

A Amazon, tal qual anteriormente, confirmou as informações relatadas, porém assegurou de seu rígido controle de uso dos arquivos e dados:

“(...) o acesso a ferramentas internas é altamente controlado, e somente conferido a um número limitado de empregados que requerem tais ferramentas para treinar e aprimorar o serviço por meio do processamento de uma fração extremamente pequena de demonstrações de interação. Nossa política rigidamente proíbe o acesso e o uso, por parte dos empregados, aos dados dos consumidores para qualquer outra razão, e nós temos tolerância zero para o abuso de nossos sistemas. Nós regularmente auditamos o acesso de empregados às ferramentas internas e limitamos acessos sempre e onde nos for possível”.

Novamente, a Amazon parece estar concedendo acesso a dados cada vez mais importantes de usuários: desta vez, a empresa forneceu informações de geolocalização de usuários da Alexa

De acordo com um dos tais “empregados”, porém, há motivo para preocupação. Ele informou, sob condição de anonimato, que é relativamente fácil obter mais informações que o necessário com esses dados. A Bloomberg diz em seu texto que “membros da equipe com acesso às coordenadas geográficas de um usuário podem facilmente digitá-las em softwares de mapeamento terceirizados e encontrar residências, segundo alguns funcionários, que assinam termos de confidencialidade que lhes barram de falar publicamente sobre o programa”.

A Bloomberg ainda diz que, durante uma demonstração desse risco, um membro dessa equipe de analistas copiou as informações do software interno da Amazon, colou-as na busca do Google Maps, e encontrou a casa de um usuário em menos de um minuto. Mais além, dois outros funcionários disseram acreditar que, até recentemente, a maioria dos seus companheiros de trabalho no grupo tinham acesso a tais dados, contrariando o posicionamento da Amazon.

Não há nenhum indício, ainda bem, do mau uso de tais informações até o momento. Após a publicação da matéria, a Amazon parece ter restringido o acesso a tais ferramentas, em alguns casos até mesmo removendo membros da equipe de seu uso contínuo.

Fonte: Bloomberg