Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Prefeitura de São Paulo recolhe mais de 500 patinetes das ruas


Começou ontem (29) a fiscalização da prefeitura de São Paulo sobre as patinetes elétricas que vem se tornando cada vez mais comum em grandes cidades do Brasil e do mundo. Primeira do país a realizar esse tipo de controle, a cidade comandada por Bruno Covas (PSDB) recolheu nesta quarta 557 patinetes das ruas, segundo a administração municipal.

Circularam na web alguns vídeos dos agentes de uma das subprefeituras paulistanas recolhendo veículos das marcas Grin e Yellow — ambas controladas pela mesma empresa, a Grow. A companhia já havia informado ontem que “está buscando na Justiça o reconhecimento da ilegalidade” do decreto assinado pelo prefeito no último dia 14 e que permitia aplicação de multas às patinetes estacionadas nas calçadas ou ao seu uso sem equipamentos de proteção.

Segundo a prefeitura, a Grow não se cadastrou como empresa de transporte até a última terça (28).

“As empresas de locação de patinetes não realizaram o credenciamento previsto na legislação [municipal] e, portanto, operam sem autorização legal da administração”, informa a gestão Covas. “As penalidades para as empresas vão do recolhimento dos equipamentos até a multa de R$ 20 mil”, completa.

Segundo a Folha de São Paulo, a Grow afirma que não cabe à prefeitura regulamentar a sua atuação, visto que outras companhias de locação de veículos funcionam com base em regras federais. Desta forma, na visão da companhia, a remoção de suas patinetes compartilhadas por parte da administração municipal é ilegal.

Contrariando resolução federal

Uma resolução federal de 2013 garante que patinetes podem ser usadas em locais destinados aos pedestres, incluindo aí as calçadas, desde que a uma velocidade máxima de 6 km/h, contrariando, portanto, a regra paulistana que proíbe o uso dos veículos em calçadas e determina que elas podem ser usadas apenas em ciclovias, ciclofaixas e ruas com velocidade máxima permitida de 40 km/h.


Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Ferrez (@ferrezoficial) em
Ainda segundo a resolução de 2013, as patinetes podem trafegar a uma velocidade máxima de 20 km/h quando usadas em ciclovias e ciclofaixas.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Tem que usar capacete: SP é a 1ª cidade brasileira a regulamentar patinetes


São Paulo foi a primeira cidade do país a receber os patinetes elétricos compartilhados no Brasil e a que começou a enfrentar os problemas comuns a esse transporte alternativo — veja abaixo sobre isso nos Estados Unidos. Agora, é também a que estreia uma regulamentação específica para os gadgets, com capacete e tudo.

"Uso nas calçadas está proibido na capital paulista"


Quando chegaram à capital paulista e aos poucos a outros grandes centros nacionais, não haviam restrições: era possível andar e largar em qualquer lugar, inclusive nas calçadas, e a liberdade de circulação era quase total. Agora, nove meses depois, a oferta é muito maior, assim como o número de unidades, o que vem destacando algumas questões que vieram junto com a novidade.
 Fonte: Consumer Reports

Se por um lado a alternativa é ecológica e agiliza a vida de quem precisa percorrer curtos espaços em menor tempo — e sem se cansar—, por outro multiplicaram-se os acidentes. Teve gente que já bateu em bueiro rebaixado e quase quebrou a clavícula; outros foram atropelados e uma grande quantidade sofreu pequenas escoriações.

 

O que diz a nova lei municipal

Além de exigir o uso do capacete a nova norma da cidade de São Paulo proíbe a circulação dos patinetes elétricos em calçadas e em vias onde carros circulam a mais de 40 km/h. As regras já estão valendo em caráter provisório, em um prazo de 90 dias, até que termine a discussão entre empresas e representantes da sociedade para apresentar uma regulamentação mais detalhada e definitiva.

Vale lembrar que a formalização dessa lei é muito importante porque ela abre o precedente e serve como estudo de caso para que outras prefeituras também criem seus textos para o mesmo assunto. 

Enquanto isso, várias administrações municipais vêm aos poucos implementando algumas ações para lidar com o meio de transporte — pois, ao que parece, veio para ficar.

Algumas companhias já estão providenciando capacete.

 

Problemas também são comuns nos Estados Unidos

A febre dos patinetes elétricos inicialmente nasceu em São Francisco, especialmente na região do Vale do Silício, onde programadores e engenheiros passaram a usá-los para percorrer pequenas distâncias. Um circuito próprio, plano e suave, contribuiu para sua expansão na virada de 2017 para 2018.

Só que, ao chegar em outros pontos da cidade e também em outros países, começaram os problemas, principalmente ligados à estrutura que não está preparada para isso: é diferente de correr com um e-scooter em grandes ladeiras, cheias de irregularidades no asfalto ou com bueiros e obstáculos nas calçadas.

Em fevereiro deste ano, o The Washington Post mostrou a história de Ashanti Jordan, de 28 anos, que, depois de colidir com um veículo enquanto usava um patinete elétrico, foi arremessado e quebrou ossos, fraturou a costela e teve dano cerebral que o deixou vegetativo.

Segundo consta o Consumer Reports, em 2018 foram registrados mais de 1,5 mil acidentes envolvendo o meio de transporte nos Estados Unidos. E como esses números não são tão precisos, é bem possível que sejam bem maiores. 

Fonte: Wired

São Francisco decidiu abolir recentemente os e-scooters, até que as empresas apresentassem planos de operação que envolvessem medidas de segurança e estruturação de circuitos específicos para circulação. Duas companhias foram sorteadas, entre as que apresentaram projetos, e agora 625 unidades de cada uma operam na cidade — e em breve outras propostas devem ser analisadas.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Polícia Militar de São Paulo usará drones em programa de vigilância



O governo de São Paulo informou na última sexta-feira (13) que a Polícia Militar do estado usará drones em um novo programa de vigilância.

 Chamado de Dronepol, o projeto foi anunciado pelo governador João Dória e contará com a aquisição de 208 drones que custarão aos cofres públicos mais de R$ 6,3 milhões.

Os novos equipamentos serão adquiridos por meio de licitação ainda neste semestre, com as entregas programadas para ocorrer até outubro. Todos eles farão parte do sistema integrado “Olho de Águia”, da Polícia Militar, que monitora locais em tempo real e envia todas as imagens para o Centro de Operações da PM.


Mais barato que um helicóptero


Em comunicado à imprensa, o governador paulista citou um custo operacional menor na comparação com o uso de helicópteros para defender o uso dos veículos aéreos não tripulados.

“O custo operacional para drone é 140 vezes menor do que o custo operacional de um helicóptero da Polícia Militar”, afirmou Dória. “E a funcionalidade e eficiência chega a ser superior, dado ao fato de que o drone pode fazer voos em baixa altitude”, completou.

Os policiais responsáveis pela operação dos drones passarão por treinamento específicos e os drones deverão atender às especificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle e Espaço Aéreo (DCEA) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: REUTERS