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terça-feira, 18 de junho de 2019

Novo golpe no Facebook usa oferta de emprego para roubar dados de usuários


Um novo golpe no Facebook está pegando no desespero do brasileiro por uma vaguinha de emprego. O alerta vem do dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, que já identificou 300 mil vítimas de uma ação que promete vagas de emprego e acesso a serviços de assinatura grátis para roubar credenciais do usuário.

A movimentação funciona da seguinte forma: um link para oferta de emprego é divulgada em lives ou publicações patrocinadas dentro do Facebook (exclusivamente nesta plataforma) gerando acesso de cerca de 220 pessoas por hora.

Ao clicar nessa URL maliciosa, o usuário é direcionado para uma página igual a de acesso ao Facebook, em que precisa informar usuário e senha da rede social. Em seguida, a pessoa também é convidada a copiar e colar uma linha de código para finalizar o processo. “Contudo, este código, na verdade, permite que o hacker se conecte à conta de Facebook da vítima por meio de outro dispositivo”, explica o laboratório.
 Golpe pede que usuário envie código que permite roubo de credenciais do Facebook (Foto: dfndr lab)

Após isso, o golpe ainda segue para tirar mais informações do usuário. Ele ainda é convidado a participar de uma ação mentirosa que promete acesso ilimitado por um ano à Netflix ou ao Spotify.

Para participar, é preciso colocar dados como nome completo, data de nascimento e número de celular, dando acesso ao hacker a informações pessoais que podem ser usadas em golpes futuros. 

Em seguida, o usuário também pode oferecer dados pessoais com falsa promoção (Foto: dfndr lab)

“É a primeira vez que vemos um golpe que rouba credenciais de acesso de redes sociais atingir essa magnitude, principalmente sem mecanismos de viralização direta, comuns nos golpes de WhatsApp, que solicitam compartilhamento com amigos e grupos do mensageiro. 

Contudo, este ataque conseguiu afetar um número de usuários nunca visto antes para esta modalidade de golpe. 

Acredito que o êxito da fraude esteja relacionado diretamente ao impulsionamento das postagens no Facebook, usando como pretexto a inscrição em processos seletivos de vagas de emprego”, explica Emílio Simoni, diretor do dfndr lab.

Como evitar?

No caso deste golpe, é fácil não cair na cilada. O dfndr lab lembra que é sempre importante verificar o link antes de clicar. Outra dica é ficar atento sempre que um serviço pedir suas credenciais e informações pessoais, entregando somente quando você tiver certeza de que está seguro.

Fonte: Canaltech

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Promoção de camiseta da seleção brasileira no WhatsApp é golpe


A empresa de cibersegurança Kaspersky Lab identificou um golpe no WhatsApp que utiliza a Copa América 2019 como pano de fundo. Criminosos estão espalhando links que prometem camisas oficiais da seleção brasileira, produzidas pela Nike, que poderiam ser ganhas ao responder uma pesquisa. Tudo não passa de um golpe de phishing para fisgar alvos desatentos.

Como sempre, cibercriminosos estão utilizando um evento de larga escala e se aproveitando do momento para roubar dados pessoais ou gerar renda extra. A Copa América tem início no dia 14 de junho, ou seja, estamos na época perfeita.


"A mensagem diz que, para comemorar os 22 anos da patrocinadora da Seleção Brasileira, a empresa está dando camisetas oficiais da Copa América por tempo limitado"

Este tipo de golpe é caracterizado como phishing, modalidade que tem o Brasil como maior alvo do mundo. Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

Segundo a Kaspersky, dessa vez, usuários do WhatsApp recebem uma mensagem dizendo que, para comemorar os 22 anos da patrocinadora da Seleção Brasileira, a empresa está dando camisetas oficiais da Copa América por tempo limitado. Ao clicar, os usuários são direcionados para uma página fraudulenta com uma pesquisa que precisa ser respondida para poder ganhar a camiseta. Após isso, aparece uma segunda página pedindo que ligue para um número supostamente gratuito e solicite o prêmio — de acordo com a operadora de telefone.

“Trata-se da primeira campanha falsa disseminada via WhatsApp que se vale de números premium internacionais para monetizar o golpe. Se escolher Claro e Tim, a ligação será para o Malawi, Vivo para a China, Oi para o Burundi”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.


Golpe

Não vire uma vítima de phishing. Saiba como se proteger:


  • Suspeite sempre de links recebidos por e-mails, SMSs, mensagens instantâneas ou postagens em mídias sociais, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho
  • Sempre verifique o endereço do site para onde foi redirecionado, endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos antes de clicar neles, além de verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink
  • Verifique se a promoção é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou suas redes sociais
  • Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais

Fonte: Kaspersky

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Novo golpe “rouba” WhatsApp de quem anunciou algum produto na internet


Um novo golpe que está “roubando” contas de WhatsAppde diversos usuários chamou a atenção da empresa de segurança Kaspersky devido à sua criatividade: não há emprego de qualquer malware ou programa malicioso, mas os hackers por trás da ação atacam especificamente pessoas que tenham anunciado algum produto à venda por plataformas de classificados de internet.

A metodologia é simples, porém engenhosa: os hackers monitoram plataformas de vendas onde vítimas em potencial tenham postado anúncios referentes a algum produto. De posse das informações do anúncio, eles entram em contato com a pessoa via WhatsApp, se passando pela plataforma de vendas, dizendo que precisam confirmar alguns dados ou então que o anúncio vem recebendo um alto número de reclamações. Em ambos os casos, eles pedem que o usuário confirme um código numérico recebido via SMS.

“Quando a vítima responde à mensagem, o fraudador começa o processo de ativar o WhatsApp em um novo celular e o suposto código de verificação é, na verdade, o código de ativação da conta. Se ela não prestar atenção, acaba passando o número e tem seu WhatsApp roubado em minutos”, explica Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil. 

Exemplo de golpes aplicados a pessoas que anunciaram produtos em plataformas online (Imagem: Reprodução/Kaspersky Labs)

A segunda parte do golpe é a mesma utilizada pelos criminosos que estão clonando celulares no Brasil. Nela, enviam mensagens para os contatos mais recentes, que normalmente são amigos próximos ou familiares da vítima, pedindo um empréstimo para uma despesa urgente. Se a pessoa tenta ajudar, o criminoso só precisa descobrir o banco de preferência da vítima e acionar um laranja, que terá uma conta na mesma instituição.

“Além de ter atenção, só há uma maneira de evitar este esquema com tecnologia: a dupla autenticação do WhatsApp. É uma senha que o usuário cria e é solicitada de vez em quando pelo app. Mesmo que a vítima informe o código de ativação, o criminoso terá de pedir a senha da dupla autenticação – isto já sai do contexto do anúncio e a pessoa pode perceber a fraude antes de ser tarde demais”, alerta Assolini.

O especialista ainda alerta para o fato de que o golpe é tão engenhoso que vem enganando até mesmo profissionais da tecnologia. Devido à ausência de malwares e executáveis maliciosos, até mesmo quem é do setor se vê vítima dessa engenharia social: “Neste fim de semana, encontrei um amigo que trabalha com desenvolvimento de software e que caiu nesse golpe. Ele havia acabado de postar um anúncio e foi contatado. Foi surpreendente, pois tem conhecimentos de segurança e mesmo assim foi iludido”, ele conta.

A Kaspersky elencou algumas das empresas cujos nomes vêm sendo usados nos golpes, destacando plataformas renomadas como OLX, Zap Imóveis e Webmotors.

É importante ressaltar que, nestes casos, não há um antivírus ou solução de segurança que prontamente defenda as vítimas em potencial: engenharia social se combate com atenção e o não fornecimento de dados dos clientes.

 “Embora não haja uma solução milagrosa, sugiro que as empresas reavaliem o uso de autenticação de dois fatores via SMS e as informações dos usuários que são expostas publicamente por padrão. Frente à criação deste esquema malicioso, é importante criar uma solução benéfica para os usuários e que também mantenham suas privacidades protegidas das pessoas mal-intencionadas”, avalia Assolini.

Fonte: Kaspersky

Cuidado: nome do TecMundo é usado para golpe no Facebook


Um leitor do TecMundo notou que o veículo está sendo utilizado por cibercriminosos para espalhar golpes em redes sociais, especificamente no Facebook. Na manhã desta segunda-feira (27), uma postagem patrocinada no Facebook oferecia um TV LG UHD de 50” por R$ 890. Ao clicar no link, o domínio simulava uma página de vendas falsa que seria ligada ao TecMundo.

"A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis"

Este tipo de golpe é caracterizado como phishing, modalidade que tem o Brasil como maior alvo do mundo. Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

No caso do Facebook, cibercriminosos estão “oferecendo” um TV LG UHD de 50” por R$ 890. No mercado, o mesmo modelo sai em média por R$ 2 mil. Por isso, o phishing busca exatamente fazer vítimas nessa diferença absurda de preço.

Não foi possível investigar mais a fundo o caso.
No momento que o TecMundo teve conhecimento da publicação falsa, o Facebook já havia retirado o post e a página envolvida do ar. 

Golpe no Facebook

Fonte: Tecmundo

sexta-feira, 10 de maio de 2019

YouTubers viram alvo de cibercriminosos



Cibercriminosos estão repassando uma campanha de phishing para infectar donos de canais no YouTube, roubando dados e o controle da conta. Os alvos são YouTubers que contam com mais de 1 mil inscritos.

"De acordo com os YouTubers afetados, as notificações falsas chegaram aos seus e-mails públicos e não aos endereços vinculados ao YouTube"

Phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

A mensagem falsa que chega aos youtubers diz o seguinte: “Avaliamos sua solicitação para ativar os recursos de geração de receita em seu canal do YouTube. Nossa equipe analisou seu canal… e identificamos mais de uma violação durante o processo de revisão da sua conta”.

A partir deste ponto, a mensagem pede dados para acesso ao canal para gerenciamento remoto da conta. “De acordo com os YouTubers afetados, as notificações falsas chegaram aos seus e-mails públicos e não aos endereços vinculados ao YouTube (se eles fossem diferentes). Já com os dados das vítimas, os cibercriminosos tentam assumir o controle das contas. Mas qual é o objetivo desse ataque no YouTube? Com o acesso a essas contas, podem enganar seguidores (e não apenas os seus) enviando uma campanha de phishing em seu nome, por exemplo, oferecendo produtos gratuitos ou até mesmo anunciando uma promoção com prêmios imperdíveis. Existem infinitas possibilidades”, explica a empresa de segurança Kaspersky.

Para sempre ficar protegido no YouTube e “blindar” o seu canal, acompanhe as dicas abaixo:


  • Lembre-se que o YouTube nunca solicitará sua senha por e-mail
  • Verifique tudo com cuidado antes de responder a um e-mail, especialmente se você não tiver certeza da autenticidade do remetente
  • Habilite a autenticação de dois fatores em sua conta. O Google oferece essa opção em todos os aplicativos e serviços, incluindo o YouTube

Fonte: KASPERSKY

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cuidado: consulta de restituição para Imposto de Renda pode ser golpe



A consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física foi aberta hoje (08) pela Receita Federal.

Infelizmente, cibercriminosos estão se aproveitando do momento para divulgar golpes que visam roubar informações de cidadãos.

"Consultas apenas pelo site oficial da Receita"

Segundo o Defesa Digital, um golpe patrocinado no Facebook oferece uma planilha falsa com supostos lotes e datas de quando o dinheiro restituído será depositado aos contribuintes.

“Golpistas utilizando a consulta de restituição de imposto de renda 2019 como tema para tentar infectar computadores. No Facebook, página falsa da receita oferece download da planilha contendo lotes e datas de quando o dinheiro será depositado para os contribuintes!”.

Caso você tenha interesse no assunto, não procure o acesso via redes sociais. A Receita Federal oferece uma área no site oficial para a consulta. Para isso, basta clicar aqui. Além do site, a consulta também pode ser feita pelo Receitafone, no número 146 — o aplicativo da Receita ainda permite o acompanhamento.


Ver imagem no Twitter
Golpistas utilizando a consulta de restituição de imposto de renda 2019 como tema para tentar infectar computadores. No Facebook, página falsa da receita oferece download da planilha contendo lotes e datas de quando o dinheiro será depositado para os contribuintes! 💸💸💸
Veja outros Tweets de Defesa Digital


Fonte: TecMundo

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Golpe pode substituir barra de URL do Chrome para enganar usuários



Uma nova forma de enganar usuários e potencialmente roubar suas informações pessoais utiliza a barra de endereços do Google Chrome para dispositivos móveis. Essa tática de phishing foi descoberta pelo desenvolvedor Jim Fisher, que publicou os detalhes no seu blog pessoal.

Fisher conseguiu enganar o navegador ao substituir a barra de endereços do seu próprio site por uma versão falsa que apontava para a URL do banco HSBC. Para conseguir isso, ele tirou proveito da função do Chrome que esconde a barra superior sempre que o usuário rola a página. Normalmente, ela apareceria de novo quando o usuário tentasse voltar para o topo do site, mas Fisher mostrou que é possível travar essa barra e mostrar a versão falsa em seu lugar.


Alguém mais atento certamente vai notar as diferenças entre as barras, como a quantidade de abas abertas ou o fato de que não é possível interagir com ela, já que se trata apenas de uma imagem. No entanto, assim como acontece com a maioria dos golpes desse tipo, é fácil perceber como usuários menos familiarizados com o smartphone podem ser induzidos a inserir informações pessoais em um site falso.

Imagem: James Fisher/Reprodução.

De acordo com Fisher, versões ainda mais elaboradas do golpe podem ser criadas. Ele afirma que seria possível até mesmo detectar o navegador que a pessoa está usando para exibir a imagem da barra correta, embora o único exemplo demonstrado seja no Chrome.
Considerado pelo desenvolvedor como uma falha de segurança, uma das formas de corrigir esse problema seria incluindo algum detalhe visual que pudesse diferenciar a barra real de uma barra falsa.

Caso você caia em uma página que utilize essa tática, a única forma de voltar a ver toda a interface do Google Chrome é bloqueando o aparelho e depois ligando a tela novamente.

Isso vai forçar o navegador a exibir URL real do site. Mais detalhes sobre o método podem ser encontrada no blog do desenvolvedor.

Fonte: JAMES FISHER

terça-feira, 9 de abril de 2019

Consultor de segurança da Cisco alerta sobre novo golpe de iPhones roubados



No ano passado a Apple anunciou um novo sistema para o iOS que impedia que aparelhos furtados fossem utilizados por ladrões. Basicamente, o usuário pode entrar em sua conta pelo iCloud e inutilizar o aparelho, indicando que ele foi roubado. Com isso, um ladrão não consegue revender o produto, a não ser para quem compra peças de iPhone. Mas parece que bandidagem está tentando contornar isso com um novo tipo de golpe identificado pela : o phishing pós-roubo.

Cisco não é uma empresa que acompanha golpes, mas chegou ao caso após um de seus executivos ter sido furtado e sofrer uma tentativa de golpe. A ação funciona da seguinte forma: o usuário é roubado, no caso do executivo a mão armada, e tem seu smartphone levado. “Foi até estranho já que o roubo foi focado no celular, pois ele estava com laptop, e o assaltante ignorou o que estava ali, pegou o celular e a carteira e levou”, explica Fernando Zamai, consultor de segurança da Cisco do Brasil, que apenas apresentou a ação, não sendo a vítima efetiva do assalto.

Após comprar um novo iPhone e manter o mesmo número, a vítima recebe um SMS, supostamente da Apple, indicando que o aparelho havia sido localizado. O texto direciona para um site, sugerindo ao usuário que ele vá encontrar a localização do aparelho.

Mensagem avisa vítima sobre suposto encontro do aparelho (Foto: Cisco)

Importante reparar que, na URL, está escrito “lCloud”, com a letra L, e não iCloud, com i, como é o nome do serviço da Apple. “Imagine você, a pessoa já está sensível que foi assaltada, não percebe. Se a pessoa está mais atenta, ela vê que é um L, e não é um i”, aponta Zamai.

E é nesse momento que ocorre o phishing, que é quando uma pessoa mal-intencionada usa um link falso para tentar pegar informações de incaulto. No caso, o link levava para uma página falsa que simula o iCloud, com logos e layout, bastante semelhantes aos originais.

 Página pede as credencias do usuário (Foto: Cisco)

O usuário então é impelido a colocar seu ID e senha da Apple, os quais são direcionados à uma planilha do ladrão. O sistema ainda pede que o usuário coloque um código de verificação que recebeu também por SMS. Com isso, o ladrão consegue desbloquear o smartphone e ter acesso a todo conteúdo do aparelho.

Usuário também é convidado a colocar um código de segurança que recebe por SMS (Foto: Cisco)

“Ele consegue destravar o telefone e vender no mercado. Agora, aquele telefone que custaria R$ 200 em um roubo, ele consegue vender a R$ 4 mil, R$ 5 mil. A gente já viu casos de gente que entra no WhatsApp e pede dinheiro. Então, dá margem para outros crimes digitais. Por exemplo, até sextortion, pega uma foto e pronto. O cara vai saber tudo seu, saber seus dados, ter acesso ao seu WhatsApp”, pontua Zamai.

Complexidade

Para terminar e dar ainda mais veracidade ao golpe, sem deixar que a vítima perceba que forneceu seus dados, o bandido criou uma página que simula a busca pelo iPhone, imitando o layout do programa “Find My iPhone” da Apple. Obviamente, ele não retorna nenhuma localização.

Site simula mesma busca que Apple faz com app Find My iPhone (Foto: Cisco)

“O que nos chamou mais atenção foi a seguinte: foi um crime digital, que está conectado a um roubo, possivelmente de mão armada. Isoladamente, esses crimes já acontecem no dia a dia, sendo que agora há conexão dos dois. Ou seja, estão se organizando para ter mais lucro e mais sucesso nesse tipo de crime”, levanta o consultor de segurança.

Ele ainda ressalta que este é um tipo de ação bastante complexa que não é feita por acaso, mas envolve muito planejamento. Primeiro, porque há um investimento, já que a pessoa pagou alguém para fazer um site que fosse fiel ao original e pagou por aquele determinado endereço.

“Outra coisa interessante, é que ele tem certificação digital, para se transparecer legítimo, e pular certos níveis de segurança de sistemas de navegadores”, relata Zamai.

O consultor vem acompanhando o golpe assim que o executivo da empresa foi vítima. O site está no ar desde 9 de março deste ano e já registrou pelo menos 10 acessos na última semana. Com isso, há indicação de que houve 10 possíveis vítimas desde o monitoramento.

“Outra evidência está na ID de sessão que ele mandou. Há um código com o número 402, o que pode dar a entender que já são 400 vítimas aí”, explica Zamai.

Ele alerta sobre o caso indicando que há algumas boas práticas para não ser uma vítima ainda pior deste tipo de ação. A primeira é não nomear o aparelho indicando quem você é. No lugar de colocar, por exemplo, Marcelo, como o nome do seu aparelho, invente um apelido ou outro nome, já que ele aparece como “iPhone de Marcelo” quando o bandido tentar conectar.

Outra prática é, tendo conhecimento do golpe, nunca clicar em links do tipo por SMS. A Apple não envia tais informações de localização por mensagem. Só é possível tentar buscar a localização do seu dispositivo usando o app Find My iPhone por outro dispositivo, garantindo assim a segurança do processo.

Fonte: Cisco

Golpe circula pelo WhatsApp e promete assinaturas grátis do Spotify



Um novo dia, um novo golpe online, desta vez usando o WhatsApp para disseminar uma falsa oferta de assinatura gratuita no Spotify. O link compartilhado pelo mensageiro leva os usuários a uma série de perguntas sobre hábitos musicais que, na sequência, dariam acesso à promoção que, obviamente, não é verdadeira.

A tentativa de golpe descoberta pela ESET é conhecida e bastante utilizada, o que mostra sua eficácia. O que chamou a atenção dos especialistas, desta vez, é que ela funciona de maneiras diferentes quando é acessada por meio do celular ou computador. No segundo caso, a vítima pode ser levada a baixar malware para a máquina, em um informe que merece receber a atenção dos usuários.

Golpe compartilhado pelo WhatsApp promete assinaturas Premium do Spotify de graça, mas não entrega (Imagem: Reprodução/ESET)

A sensação de urgência serve de arma para o golpe desde o primeiro clique, com um contador que mostra que a quantidade de contas gratuitas está acabando. O usuário responde a três perguntas em uma suposta pesquisa e, na sequência, deve “validar” sua participação compartilhando o link recebido com 30 contatos do WhatsApp. Depoimentos falsos, criados para se parecerem com publicações no Facebook, completam a aparência de legitimididade da oferta.

Durante todo o tempo, entretanto, o usuário está contribuindo com receita de anúncios para os criminosos, a partir das propagandas exibidas durante a pesquisa. Desnecessário dizer que o sistema nem mesmo é capaz de saber se o link foi efetivamente compartilhado e que o botão “Ativar conta” não leva a lugar nenhum, mas apenas quando o acesso é feito no celular.

 Acesso pelo computador leva usuários a outro golpe, que instala malwares prometendo mudar a cor do WhatsApp (Imagem: Reprodução/ESET)

Caso um computador seja usado para responder à pesquisa, o clique faz ligação com outro golpe recente, propagado no início de abril e que prometia mudar as cores do ícone e identidade visual do WhatsApp. Caso, ainda assim, a vítima siga em frente, ela acaba sendo levada ao download de um malware para o navegador Google Chrome.

O resultado da infecção, que também pode atingir celulares, é a instalação de uma praga capaz de ler dados privados e trocar anúncios legítimos das páginas por propagandas sob o controle dos hackers, gerando dinheiro a eles. Enquanto isso, a coleta de informações pode levar a outros golpes ou fraudes.

Como sempre, a recomendação para se proteger é sempre desconfiar de ofertas desse tipo, mesmo que elas tenham sido compartilhadas por contatos confiáveis. Fique de olho nos links altamente compartilhados pelo WhatsApp e promoções que parecem boas demais para serem verdade.

Caso acredite estar diante de uma proposta real, vale a pena fazer uma pesquisa, pois golpes desse tipo costumam ser publicados na imprensa, ou entrar em contato com a fornecedora do serviço para confirmar a veracidade da oferta. Jamais baixe extensões ou aplicativos a partir de links desse tipo nem forneça dados pessoais ou bancários.

Por fim, vale a pena, ainda, manter soluções de segurança ativas e atualizadas tanto no celular quanto no computador, já que elas, muitas vezes, são capazes de detectar tentativas desse tipo. A melhor barreira contra golpes, entretanto, é o usuário e seu desconfiômetro, que deve estar sempre ligado. Caso uma promoção pareça boa demais para ser verdade, ela normalmente é golpe.

Fonte: ESET