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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Spotify ganha 'modo rádio' com notícias e músicas na mesma playlist


Spotify lançou uma nova funcionalidade nos Estados Unidos que deixa o aplicativo mais parecido com uma estação de rádio tradicional durante o uso em carros. Chamada de Your Daily Drive, a ferramenta traz uma seleção de músicas intercaladas com podcasts de notícia para o motorista ouvir enquanto dirige — nós falamos sobre ela recentemente.

Segundo a empresa sueca, a funcionalidade vai montar uma seleção especial inspirada no perfil do usuário. A playlist vai entregar informações relevantes intercaladas com as músicas mais ouvidas e descobertas da semana, faixas que são escolhidas com base no gosto do usuário.

A parte musical vai utilizar as informações presentes na conta do usuário para montar as playlists, enquanto as notícias virão de podcasts de curta duração produzidos pelo jornal The Wall Street Journal, a emissora de rádio Public Radio International e a estação pública National Public Radio. 

Imagem: Spotify

Seleções automáticas

De acordo com o Spotify, a seleção de conteúdos será alterada no decorrer do dia automaticamente. Assim, o usuário sempre terá notícias atualizadas para ouvir quando estiver dirigindo. A notícia é boa não apenas para quem dirige eventualmente, mas também para quem trabalha com o carro durante muito tempo, como é o caso dos motoristas de aplicativos como Uber e Lyft.

O objetivo da empresa de streaming de música com a nova funcionalidade é oferecer competição direta contra as rádios mais tradicionais. No anúncio da novidade, a companhia até menciona que o Your Daily Drive evita que o motorista "fique alternando entre várias estações" enquanto dirige.
O novo modo de uso do Spotify já está disponível para usuários dos Estados Unidos e a companhia não revelou se vai lançar a ferramenta em outros locais. Como o mercado de streaming está cada vez mais competitivo, porém, a tendência é que o Your Daily Drive acabe se expandindo para outros países.

Além de investir em novos modos para ouvir conteúdo em sua plataforma, o Spotify também está dando uma grande investida no mercado de podcasts em 2019 e planeja investir cerca de US$ 500 milhões na área durante o ano. Com isso, a companhia pode oferecer diferenciais e ter mais armas para lutar contra o Apple Music, que está em rápido crescimento nos Estados Unidos. 

Fonte: PhoneArena

terça-feira, 9 de abril de 2019

Golpe circula pelo WhatsApp e promete assinaturas grátis do Spotify



Um novo dia, um novo golpe online, desta vez usando o WhatsApp para disseminar uma falsa oferta de assinatura gratuita no Spotify. O link compartilhado pelo mensageiro leva os usuários a uma série de perguntas sobre hábitos musicais que, na sequência, dariam acesso à promoção que, obviamente, não é verdadeira.

A tentativa de golpe descoberta pela ESET é conhecida e bastante utilizada, o que mostra sua eficácia. O que chamou a atenção dos especialistas, desta vez, é que ela funciona de maneiras diferentes quando é acessada por meio do celular ou computador. No segundo caso, a vítima pode ser levada a baixar malware para a máquina, em um informe que merece receber a atenção dos usuários.

Golpe compartilhado pelo WhatsApp promete assinaturas Premium do Spotify de graça, mas não entrega (Imagem: Reprodução/ESET)

A sensação de urgência serve de arma para o golpe desde o primeiro clique, com um contador que mostra que a quantidade de contas gratuitas está acabando. O usuário responde a três perguntas em uma suposta pesquisa e, na sequência, deve “validar” sua participação compartilhando o link recebido com 30 contatos do WhatsApp. Depoimentos falsos, criados para se parecerem com publicações no Facebook, completam a aparência de legitimididade da oferta.

Durante todo o tempo, entretanto, o usuário está contribuindo com receita de anúncios para os criminosos, a partir das propagandas exibidas durante a pesquisa. Desnecessário dizer que o sistema nem mesmo é capaz de saber se o link foi efetivamente compartilhado e que o botão “Ativar conta” não leva a lugar nenhum, mas apenas quando o acesso é feito no celular.

 Acesso pelo computador leva usuários a outro golpe, que instala malwares prometendo mudar a cor do WhatsApp (Imagem: Reprodução/ESET)

Caso um computador seja usado para responder à pesquisa, o clique faz ligação com outro golpe recente, propagado no início de abril e que prometia mudar as cores do ícone e identidade visual do WhatsApp. Caso, ainda assim, a vítima siga em frente, ela acaba sendo levada ao download de um malware para o navegador Google Chrome.

O resultado da infecção, que também pode atingir celulares, é a instalação de uma praga capaz de ler dados privados e trocar anúncios legítimos das páginas por propagandas sob o controle dos hackers, gerando dinheiro a eles. Enquanto isso, a coleta de informações pode levar a outros golpes ou fraudes.

Como sempre, a recomendação para se proteger é sempre desconfiar de ofertas desse tipo, mesmo que elas tenham sido compartilhadas por contatos confiáveis. Fique de olho nos links altamente compartilhados pelo WhatsApp e promoções que parecem boas demais para serem verdade.

Caso acredite estar diante de uma proposta real, vale a pena fazer uma pesquisa, pois golpes desse tipo costumam ser publicados na imprensa, ou entrar em contato com a fornecedora do serviço para confirmar a veracidade da oferta. Jamais baixe extensões ou aplicativos a partir de links desse tipo nem forneça dados pessoais ou bancários.

Por fim, vale a pena, ainda, manter soluções de segurança ativas e atualizadas tanto no celular quanto no computador, já que elas, muitas vezes, são capazes de detectar tentativas desse tipo. A melhor barreira contra golpes, entretanto, é o usuário e seu desconfiômetro, que deve estar sempre ligado. Caso uma promoção pareça boa demais para ser verdade, ela normalmente é golpe.

Fonte: ESET


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Apple Music supera Spotify em número de assinantes pagos nos EUA



Com a baixa nas vendas de produtos que antes eram os carros-chefe da empresa, a exemplo de iPhones e iMacs; e a ascensão das competidores chinesas, a Apple vem investindo em serviços para manter os consumidores em seu ecossistemas — mantendo assim também a garantia de uso de seu hardware e software. Como exemplo disso, vimos os anúncios do Apple News+ e do Apple TV+ recentemente.

"Apple Music também tem crescido em uma taxa mais acelerada, entre 2,6% e 3%"

A estratégia vem dando resultados e a Apple Music já possui mais usuários pagos do que o Spotify nos Estados Unidos. A afirmação é de “fontes quentes” do The Wall Street Journal. As companhias não detalham os números, mas a contagem seria de 28 milhões de ouvintes da Maçã diante de 26 milhões do concorrente em fevereiro deste ano.

Essas pessoas “muito familiares com o assunto” também teriam dito que a Apple Music vem crescendo em uma taxa mais acelerada que o Spotify nos Estados Unidos, de 2,6% a 3% contra 1,5% e 2%, respectivamente.

Fonte: Apple

Vale destacar que globalmente o Spotify ainda reina absoluto com mais de 207 milhões de assinantes em todo o mundo em dezembro, dos quais 96 milhões pagam pelo serviço. A Apple Music, que não possui modelo gratuito com anúncio, chega a 50 milhões no mundo todo.

 

Apple Music pode ter problemas na Europa


A Europa vem mudando leis e aplicando multas pesadas para os casos de monopólio e atuação de gigantes da tecnologia em seu território. E uma reclamação do Spotify pode trazer problemas para a Maçã. Segundo o serviço de streaming de música, a Apple estaria obrigando os usuários a baixarem o app via compras embutidas, o que garantiria uma comissão de 30%.

Isso também seria a justifica da razão de aumento do preço da assinatura, de 10 euros (R$ 43,35 na conversão direta) para 13 euros (56,35). Por conta disso, o Spotify tem tentado direcionar os interessados em baixar o app para sua própria página, longe da App Store.

A Comissão Europeia ainda não se manifestou sobre o caso, mas especialistas acreditam que o Spotify tem bons argumentos para enfileirar um ação antitruste contra a Gigante de Cupertino.

Fonte: ARS TECHNICA