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segunda-feira, 24 de junho de 2019

VLC Player tem falha que deixa hackers controlarem PC de usuário


O player de mídia VLC, até a versão 3.0.7, possui duas vulnerabilidades críticas que permitem o acesso não autorizado ao computador. Dessa maneira, um hacker malicioso com tal privilégio poderia roubar informações sensíveis e até bancárias de um usuário do player.

Um dos players de mídia mais usados no mundo, com mais de 3 bilhões de downloads, o VLC roda nos principais sistemas operacionais: Windows, macOS, Linux e os móveis Android e iOS.

Relembrando: as falhas atingem a versão 3.0.7 e anteriores

As vulnerabilidades (CVE-2019-12874 CVE-2019-5439) foram encontradas pelo pesquisador Symeon Paraschoudis, da empresa Pen Test Partners. A primeira delas residente na função “zlib_decompress_extra” e pode ser explorada por meio de um arquivo MKV malicioso. A segunda delas reside na função “ReadFrame” e pode ser explorada por meio de um arquivo AVI malicioso.

Segundo a pesquisa, hackers mal-intencionados podem executar códigos de maneira arbitrária ao explorar ambas as vulnerabilidades.

Para se proteger, é necessário atualizar o aplicativo: vá até a página oficial da VLC e baixe a versão mais nova existente. 

Relembrando: as falhas atingem a versão 3.0.7 e anteriores, por isso, garanta que a sua versão é mais nova. Hoje (24), a versão mais nova disponível é a 3.0.7.1.

Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Responsável por falha do WhatsApp avisa que trabalha para evitar o problema


Nesta quinta-feira (15) o atual dono do NSO Group, empresa israelense de segurança eletrônica, afirmou que fará o que for necessário para garantir que o spyware da empresa não seja usado para violações dos direitos humanos.

A declaração veio dias depois da descoberta de que a companhia havia criado um código malicioso que podia ser enviado através de uma chamada de voz no WhatsApp, e instalado no computador da vítima mesmo que ela não tivesse atendido a ligação. Esse código criava uma vulnerabilidade no app que permitia a hackers acessar o aparelho onde o mensageiro estava instalado e colocar nele spywares sem o conhecimento da vítima — fato que fez com que a Anistia Internacional pedisse pela revogação da licença para exportação de produtos da NSO.

Desde fevereiro deste ano, a NSO pertence à Novalpina, um fundo de investimentos pertencente ao bilionário inglês Stephen Pell. Ainda que os porta-vozes da Novalpina não tenham entrado em detalhes sobre ataques específicos que utilizaram a ferramenta da NSO, eles afirmaram que irão investigar todas as alegações de uso inapropriado do programa israelense, retomando ainda que essa tecnologia havia sido criada para a utilização apenas em investigações de agências de inteligência para a prevenção de ataques terroristas.

Ainda que a companhia esteja tentando mostrar boa vontade, é preciso lembrar também do fato de que há meses a NSO tem negociado com a Anistia Internacional modos de como os aplicativos e ferramentas de espionagem da companhia poderiam ser usados sem ferir a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas em nenhuma dessas conversas ela sequer citou a brecha no WhatsApp provocada por uma dessas ferramentas.

Apesar disso, em carta endereçada nesta quinta (15) para a Anistia Internacional, a NSO garante que a descoberta desta brecha será um novo marco para a empresa, e que criará novas regras de atuação que coloquem a transparência e os direitos humanos como principal norteador de suas decisões. 

Enquanto isso, nos próximos dias a Anistia irá decidir se revogará ou não a permissão para exportação de software da NSO. Caso a licença seja revogada, a empresa israelense levará um baque, já que isso significará que seus programas não poderão ser usados em qualquer país que não seja Israel.
O WhatsApp foi rápido em resolver o problema, e na terça-feira (14) já pediu para que os usuários atualizassem seus aplicativos, já que a versão mais recente do programa corrigia essa vulnerabilidade criada pela ferramenta da NSO. 

Caso você não saiba como fazer isso, nós te ensinamos o passo a passo do que deve ser feito. (Canaltech)

Fonte: Reuters

sábado, 11 de maio de 2019

Submarino de US$ 3 bilhões 'quebra' após esquecerem de fechar a escotilha


       O submarino nuclear INS Arihant, primeiro do seu tipo conseguido pela Índia por um valor de US$ 2,9 bilhões, está inutilizável. Isso porque alguém esqueceu uma escotilha aberta na traseira do submarino, o que causou “danos graves”, segundo The Hindu.

"Não há uma data certa para o INS Arihant voltar a funcionar"

       Faz 10 meses que o submarino bilionário simplesmente não funciona, dizem fontes da marinha local. O dano grave envolve o compartimento de propulsão, que foi danificado após entrada de águia.

       O submarino passa por reparos e substituições de peças, além de uma limpeza interna. Porém, como notam as fontes locais, esse trabalho é meticuloso e demorado porque, bem, estamos falando de um submarino nuclear.

       Não há uma data certa para o INS Arihant voltar a funcionar — nem se ele realmente voltará a funcionar como antes. O submarino servia como arma nuclear da Índia contra o Paquistão, que também manipula bombas nucleares.

Fonte: The Hindu

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Nasa destrói NY por acidente em simulação de queda de asteroide


Ao tentar impedir que um asteroide colidisse com a Terra, uma pedra se soltou e foi em direção à cidade dos EUA


A NASA simulou o cenário de tentar impedir que um asteroide atingisse a Terra e, nesse processo, rompeu um fragmento — que acabou atingindo Nova York. A simulação ocorreu na Conferência de Defesa Planetária de abril. A ideia era estudar como reagir ao perigo, mas a atividade tomou um rumo infeliz.

Durante a ação, o asteroide de 500 a 850 pés (140 a 260m) de largura estava a caminho da Terra, perto de Denver. As agências, então, o desviaram com "impactos cinéticos" — um movimento rápido que lança itens contra o objeto. No entanto, isso o colocou "em rota de colisão com nosso planeta" e os cientistas assistiram para tentar descobrir onde ele o atingiria.

No último dia, a simulação revelou que um fragmento de 165 a 260 pés (50 a 80m) havia se desprendido e chegaria ao Central Park, em Nova York, em 10 dias. Na atividade, ele explodiu 1,5Km acima da cidade, o que produziu uma explosão com tanta energia quanto a de uma arma nuclear. A cidade foi evacuada enquanto enfrentava destruição total.

Os cientistas que escreveram a simulação podiam escolher qualquer lugar nos EUA para soltar a pedra espacial, mas nenhum era tão interessante quanto Nova York, segundo a NBC News. Na vida real, as chances de um asteroide atingir o centro da cidade de Nova York são mínimas — se considerado o tamanho da Terra e a quantidade de água e espaço desabitado.

A NASA diz que a simulação "foi projetada para ajudar os principais tomadores de decisão a praticar um impacto real de asteroide". Apesar disso, assegura que "atualmente, não há nenhum asteroide conhecido com probabilidade significativa de atingir a Terra no próximo século".

Fonte: Gizmodo

sábado, 20 de abril de 2019

"Falha" em roteadores pode causar um pequeno "apagão" da internet em maio



Em algum momento do mês de maio, a internet irá sofrer um pequeno “apagão” que impedirá o acesso de milhares de pessoas à rede.

O evento, conhecido como Dia 768k, já é esperado há algum tempo pelas operadoras, e deverá afetar os clientes cujos provedores de internet utilizam equipamentos de rede mais antigos.

 

O que é o Dia 768k




O Dia 768k é uma espécie de “sequência” ou “evolução” do evento que ficou conhecido como Dia 512k, quando em 12 de agosto de 2014 um “apagão” na internet mundial causou bilhões em prejuízo financeiro.

Essa falha geral na internet ocorreu quando os roteadores ficaram sem espaço para armazenar a tabela de roteamento BGP (protocolo de roteamento de dados utilizado pela maior parte dos roteadores do mundo). Essa tabela contém os endereços IPv4 de todas as redes de internet conhecidas no mundo, e é utilizada pelos roteadores para conectar o usuário ao site que ele deseja acessar.

O que aconteceu é que, em 2014, a maioria dos roteadores utilizava um sistema de alocação TCAM (ternary content-addressable memory, ou memória endereçável por conteúdo ternário, em tradução livre), que permitia um limite máximo de 512 mil endereços alocados (daí o nome 512k).



Assim, quando em 12 de agosto de 2014 a operadora de internet Verizon adicionou 15 mil novas rotas BGP à tabela, isso fez com que os roteadores sofressem com problema de vazamento de memória, fazendo com que eles travassem toda vez que tentassem fazer a leitura ou acessar qualquer tipo de arquivo — o que acabou afetando praticamente todos os provedores de internet do mundo.

Na época, a solução emergencial foi desenvolver patches para o firmware desses roteadores que estabeleciam um limite maior de memória máxima para armazenamento das rotas BGP, aumentando esse número para 768 mil — de onde foi tirado o nome dia 768k.

Atualmente, a melhor fonte para gerenciar o tamanho da tabela BGP é um bot do Twitter chamado BGP4-Table, criado para avisar os programadores sobre a aproximação do fatídico Dia 768k. O perfil tweeta a cada 6h com a quantidade atual de endereços alocados na tabela BGP e, de acordo com o tweet mais recente dele durante a escrita desta matéria, existem atualmente 768105 prefixos IPv4.

Apesar disso, o número real é um pouco menor, já que a ferramenta não filtra endereços duplicados.


I see 768105 IPv4 prefixes. This is 24 more prefixes than 6 hours ago and 1297 more than a week ago. 57.35% of prefixes are /24. There are 64249 unique originating ASNs. 47607 of these ASNs originate IPv4 only

Veja outros Tweets de BGP4-Table


É por isso que alguns analistas especializados neste setor, como Aaron A. Glenn (engenheiro de rede na AAGICo em Berlim) e Jim Troutman (Diretor da Northern New England Neutral Internet Exchange) estimam que o Dia 768k deve acontecer em algum momento de maio, quando o número de endereços alocados deverá ultrapassar os 768 mil endereços reais (ou seja, sem duplicatas).

 

O fim da internet?




Apesar da preocupação, nenhum dos dois especialistas acredita que a chegada a esse marco irá causar tantos problemas quanto os ocorridos no Dia 512k. Isso porque, ao contrário de 2014, as operadoras já se prepararam para o evento.

Como já estão esperando o Dia 768k desde o apagão geral da internet em 2014, as empresas já desenvolveram diversas formas de evitar que algo do tipo aconteça novamente. Os equipamentos utilizados pelas empresas já permitem que o espaço de alocação da tabela BGP vá muito além dos 768 mil conseguidos em 2014, o que garante que aquelas empresas que atualizaram seus equipamentos depois de 2014 não deverão ter problemas.

Mas mesmo aquelas que ainda possuem equipamentos antigos que sofreriam com o limite de 768 mil espaços de alocação podem evitar facilmente o problema. Isso porque, de acordo com Troutman, esse limite só é um problema se o roteador dos servidores de uma provedora de internet estiver considerando todas as rotas existentes. Se esses equipamentos forem configurados para ignorar qualquer coisa vinda das rotas /24 (notação CIDR usada para definir endereços IP de redes locais de grande porte, como por exemplo a Ethernet da Microsoft) e direcionem pedidos desses endereços para o roteador de outra empresa. Isso faz com que o número de endereços existentes na tabela desses roteadores mais antigos caia para menos da metade, o que permite operarem sem problemas, deixando qualquer pedido vindo de algo com esse endereçamento para os equipamento mais novos das grandes operadoras, que já possuem espaço para um número de alocações maior do que 768 mil endereços.

Por isso, ao contrário do que aconteceu em 2014, a chegada do Dia 768k não deverá ser uma ameaça para o funcionamento da internet mundial, e apenas algumas pequenas provedoras locais que não estão atualizadas sobre o assunto deverão ficar com seus sistemas fora do ar.

Fonte: ZDNet

sábado, 30 de março de 2019

IAs de reconhecimento facial ainda 'ignoram' pessoas trans e não-binárias



reconhecimento facial, como já explicamos em uma matéria aqui no TecMundo, trabalha basicamente ao detectar um rosto em formas geométricas e logarítmicas, a função do sistema é montá-lo como em um quebra cabeça. Entretanto, o software não reconhece pessoas trans e não-binárias; portanto, como devemos proceder? Infelizmente, quase nunca utilizam esses grupos para a construção dessas interfaces dificultando ainda mais a averiguação. Dados apontam que eles são programados para lidas com dois grupos – masculino e feminino.

Hoje em dia, é mais comum encontrarmos sistemas de reconhecimento em estabelecimentos como bancos, aeroportos e até mesmo o abrir de uma porta utilizarem esses serviços, e se você é uma pessoa transsexual ou não binária, pode ter alguns problemas ao tentar utilizar qualquer um desses estabelecimentos ou, até mesmo, entrar na sua casa.

Uma falha recorrente é que esses programas identificam equivocadamente pessoas negras em bancos de dados criminais, enquanto outros mal conseguem ver rostos negros. A precisão varia de acordo com o sistema, mas, infelizmente, é um problema que tende a piorar, pois a instalação de sistema biométrico em aeroportos e a tecnologia de reconhecimento facial se espalha e logo mais será raro encontrar alguma companhia de aviação que não utilize.  

Fonte: Update Ordie


Os Keyes, estudante de doutorado no Laboratório de Ecologia de Dados do Departamento de Design e Engenharia Centrada em Humanidades da Universidade de Washington, estuda a intersecção da interação humano-computador. A descoberta que intriga Keyes, é o reconhecimento automático de gênero (AGR) ser tão onipresente, deixando de lado indivíduos trans e não-binários.   

Ao ter analisado os últimos 30 anos de pesquisa em reconhecimento facial, ele relata que ao estudar 58 trabalhos de pesquisas separados, descobriu alguns dados relevantes, como:

  • 70% lida como se o gênero fosse imutável;  
  • 80% trata gênero como puramente fisiológico;  
  • 90% seguem padrão binário de gênero. 

Keyes afirma em seu artigo que “esses modelos apagam as pessoas transexuais, excluindo suas preocupações, necessidades e existências. A sub-representação tem sido recriada no mundo em geral, resultando na discriminação. O que mais deixa Keyes surpreso é o fato de como pesquisas de AGR ignoram a existência de trans, sendo excludentes a ponto de apresentar consequências perigosas”.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) sugeriu que indivíduos usassem software de reconhecimento facial para soar um alarme em torno dos banheiros femininos se algum homem se aproximasse, ou seja, a conclusão que Keyes chega é que a maioria dos trabalhos de AGR não dedicam tempo para discutir o problema por trás dessa tecnologia. Um dos relatórios mais perturbadores divulgados pelo NIST é o custo de classificar falsamente um homem como mulher, permitindo que atividades suspeitas sejam conduzidas, assim como os defensores de banheiros anti-trans vêm defendendo.

Fonte: Revista Digital Security

De todos os dados que Keyes usou para sua pesquisa, 3 dos trabalhos se concentram em pessoas trans, já em não binárias, não encontrou nada, ou seja, em mais de 30 anos de pesquisas nada foi estudado. Esses números demonstram tamanho problema e preconceito existente, afinal, as máquinas não possuem valor neutro, e sim agem conforme forem programadas, e se as pessoas fora dos “padrões” não aparecerem nesses estudos, significa que estamos falando sobre a extensão do apagamento trans, afirma Keyes.

Ele reforça que a tecnologia tem que acompanhar as mudanças humanas, pois somos nós que utilizamos esse tipo de AGR, então ela precisa ser contextual e orientada pela necessidade e para Keyes, não vê tamanha relevância. Ele prioriza aulas de ética ao invés de aulas de estudos de gênero para estudantes dos cursos de ciência da computação que programam sistemas de reconhecimento facial, fomentando melhoramento pessoal, e não aperfeiçoamento das máquinas.   

Fonte: MOTHER BOARD

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Modernidades: Tênis inteligente da Nike falha após atualização do Android



Alguns donos do Adapt BB, o tênis inteligente da Nike, vinham reclamando que o app do calçado feito para o Android não funciona tão bem quanto o app para o iOS. De acordo com eles, algumas funções, como preconfigurar esquemas de folga e apertura do tênis, simplesmente não existem.

Agora, a situação acaba de se complicar. Alguns usuários estão relatando que, após uma atualização do Android, o tênis está parando de funcionar. Quando a falha ocorre, um dos pés (ou o esquerdo ou o direito) perde a sincronia com o app do smartphone, não sendo mais possível utilizá-lo para ajustar a folga ou apertura do calçado inteligente.

Fonte: Sports Tornado

Parece que o bug acontece com alguns pares de tênis que fazem parte dos primeiros lotes a sair das fábricas, e que trazem uma versão anterior do software da empresa. No caso deste software não ter sido atualizado e o usuário tentar usar a última versão do Android para configurar o Adapt BB, o tênis “dá tela azul” (aparentemente ele é bloqueado). Para piorar a situação, em alguns casos, o ajuste do tênis não funciona nem mesmo com os botões físicos.

Antes do lançamento do Adapt BB, a Nike havia informado que ele seria compatível com o Android, e que o app funcionaria da mesma forma que o iOS. Tudo bem, o app para Android existe, mas, ou ele não foi devidamente testado, ou a nova versão do SO da Google gerou um bug completamente imprevisível.

Na tentativa de resolver o problema, alguns usuários realizaram um hard reset em seus aparelhos e, felizmente, obtiveram sucesso.