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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

E-Sports ampliam oportunidades de emprego em diversas áreas


Na Campus Party, painel mostrou como o segmento está dinamizando o mercado de trabalho

Você curte e-Sports, mas não se vê um jogador profissional neste meio? A Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia do País, mostrou aos visitantes que é possível estar conectado a jogos eletrônicos trabalhando na sua área de formação. O painel “Profissões no e-Sports”, promovido pela empresa do ramo eRabbit, juntou quatro pessoas de áreas distintas que descobriram um novo leque de oportunidades de emprego no setor.

A assessora do departamento de tecnologia da Edelman, Monica Czeszak, contou que chegou “por acidente” no meio. Ela sempre curtiu e-Sports, mas nunca havia pensado em aliar seu hobby ao trabalho. Foi então que algumas entrevistas de emprego abriram as portas para esse novo mundo emergente. “É um mercado que ficou muito grande e dinâmico”, ressaltou.


Painel sobre empregos em e-Sports na Campus Party 2019

Foto: Lucas Baldez / Terra

Monica explicou que sua função é treinar jogadores de e-Sports para melhorar a comunicação com a imprensa e o público, ajudando-os a se posicionar de forma mais clara e, em alguns casos, a perder o medo de dar entrevistas. 

“Precisamos prepará-los antes de deixar o pior acontecer”.

Já Pedro Tonelo é Designer Visual da Riot Games, dona de um dos jogos eletrônicos mais conhecidos do mundo, o League of Legends. Ele produz o layout de uniformes e peças secundárias, como casaco e chinelo, para as equipes que participam dos campeonatos profissionais.

“O patrocinador compra o serviço por uma cota e temos que encontrar o melhor resultado possível que agrade tanto ao patrocinador como à equipe e aos fãs que compram os itens”, relatou Pedro. “As equipes estão vendo que os produtos e todo o merchandising são outras fontes de renda”.

Outro caso é o de Daniela Rigon, que sempre gostou de escrever sobre games e animes (desenhos japoneses), e encontrou nos e-Sports uma forma de ganhar dinheiro com seu talento após três anos fazendo textos sem receber salário. Ela contou como a relação de jogadores com a imprensa se transformou com a profissionalização do esporte.

“Muitos times se recusavam a falar com a imprensa. Pressionamos a Riots e agora sempre mandam alguém para falar com os jornalistas após os jogos”, revelou Daniela. “Muitas vezes o jogador não percebe a importância da imprensa para imagem dele”.

A coordenadora de estratégia da Agência Horus, Rafa Arnoldi, também já teve problemas com jogadores e equipes, mas pelo motivo contrário dos jornalistas. Ela precisa controlá-los para não falarem demais, principalmente sobre assuntos polêmicos nas redes sociais, como no Twitter, que produz uma rápida repercussão.

“Se o cara fala besteira, prejudica a marca”, explica Rafa, que também atua como profissional de mídias sociais para a Gamers Club. Como a profissionalização aconteceu de maneira abrupta, muitos ainda continuaram a usar as redes de forma amadora, segundo ela. “Trabalhamos para levar gestão de imagem. A gente precisa educar, e não penalizar”.

Movimentação durante o terceiro dia da Campus Party Brasil 2019

Foto: Guilherme Rodrigues / Futura Press

A Campus Party

Com 900 palestras em oito palcos diferentes, além de exposições e jogos e desafios interativos para os visitantes, a Campus Party vai até a madrugada do dia 17 de fevereiro no centro de convenções Expo Center Norte, em São Paulo. A estimativa é que o evento receba 120 mil pessoas ao todo.

Fonte: Terra

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Relembre os torneios de CS 1.6 com os prêmios mais altos da história

Febre nas lan houses, o game contou com diversos campeonatos nos anos 2000 e distribuiu milhares de dólares

Counter-Strike 1.6 conquistou milhões de fãs e foi uma verdadeira febre nas lan houses nos anos 2000. O sucesso do jogo alcançou proporções mundiais e o título também foi destaque no cenário competitivo. A versão antiga do FPS não repartiu cifras tão milionárias como o mais recente Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), mas o jogo ainda é o oitavo que mais distribuiu prêmios na história dos esports. Confira, a seguir, os cinco campeonatos de CS 1.6 com prêmições mais altas, de acordo com o site Esports Earnings.

IEM III – Global Finals

Fnatic foi a grande campeã do IEM III — Foto: Reprodução/ESEA

As finais da terceira edição do Intel Extreme Masters (IEM) distribuíram a quinta premiação mais alta do Counter-Strike. O torneio foi disputado em março de 2009 e contou com a presença de 12 equipes, entre elas, a brasileira MIBR. Estavam na line up tupiniquim os atletas Thiago "btt" Monteiro, Raphael "cogu" Camargo, Carlos "KIKO" Segal, Renato "nak" Nakano e Guilherme "spacca" Spacca.

Apesar da presença verde e amarela, quem levou o título para a casa foi a Fnatic. Os europeus, na época considerados um dos melhores quintetos do mundo, bateram a extinta Meet Your Makers na grande final por 16-13. O campeonato, realizado em Hannover, Alemanha, contou com prêmio total de US$ 125 mil (R$ 465 mil em conversão atual).

·         Elenco campeão: f0rest, cArn, Gux, dsn e GeT_RiGhT.

WSVG ISC 2006 – Grapevine


compLexity levou pra casa US$ 40 mil em premiação — Foto: Reprodução/Twitter Jason Lake

O Intel Summer Championship 2006 – Grapevine, torneio de Counter-Strike da World Series of Video Games, entra na quarta colocação. O campeonato distribuiu US$ 139,5 mil (R$ 519 mil em conversão atual) e foi vencido pela compLexity Gaming. Os norte-americanos derrotaram os alemães da ALTERNATE aTTaX por 2 a 0 com parciais 16-7 e 16-10.

A competição aconteceu em julho, nos Estados Unidos, com 32 participantes classificados. Mais uma vez, o Brasil contou com representantes. Alexandre "aliche" Donini, Eduardo "eduzin" Chagas, Alexandre "gAuLeS" Borba, Norberto "Lance" Lage e Rafael "pava" Pavanelli vestiram a camisa da g3nerationX e por pouco não alcançaram as semifinais.

·         Elenco campeão: fRoD, sunman, Storm, tr1p e Warden.


CPL World Championship 2001

X3 foi a vice-campeã da competição — Foto: Reprodução/ESEA

Considerado um dos primeiros campeonatos de Counter-Strike da história, a Cyberathlete Professional League World Championship 2001 foi disputada em dezembro, nos Estados Unidos. Ao todo, 16 organizações disputaram o troféu, mas quem levou a melhor foi a Ninja in Pyjamas. Os europeus venceram a X3 na grande final e subiram ao primeiro lugar do pódio.

O evento realizado em Dallas, no Texas, entra na terceira posição da lista com recompensa geral de US$ 150 mil (R$ 558 mil em conversão atual), valor surpreendente para um cenário competitivo em processo de consolidação. Naquele ano, outros três torneios da CPL já haviam sido disputados na temporada: CPL Amsterdã (maio), CPL Londres (agosto) e CPL Berlim (setembro).
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       Elenco campeão: vesslan, HeatoN, Potti, Hyb, Medion e ahl.

ESWC 2006

ESWC 2006 foi o primeiro título mundial brasileiro no CS 1.6 — Foto: Divulgação/ESWC

Além de ter sido a segunda competição que mais premiou na história de Counter-Strike, a Electronic Sports World Cup 2006 foi o primeiro título mundial de uma equipe brasileira no game. A MIBR de KIKO, cogu e nak, desta vez reforçada com as chegadas de Lincoln "fnx" Lau e Bruno "bruno" Ono, deixou diversos favoritos para trás e sacramentou o triunfo em final contra a Fnatic.

Com participação de 48 equipes, o evento foi realizado entre junho e julho em Paris, Fraça. Foram US$ 160 mil (R$ 596 mil em conversão atual) repartidos em premiações. Além da Fnatic, outras potências internacionais do cenário marcaram presença na capital francesa, como a Pentagram G-Shock do craque Filip "NEO" Kubski, a russa Virtus.pro e a compLexity Gaming.
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      Elenco campeão: KIKO, cogu, nak, fnx e Bruno.


CPL Summer 2003

SK Gaming levou para casa a maior premiação da história do CS 1.6 — Foto: Reprodução/ESEA

Antes de se ''abrasileirar'' com Gabriel “FalleN” Toledo e Marcelo "coldzera" David em 2016, a SK Gaming viveu outro período dourado nos primórdios do Counter-Strike. Um dos títulos conquistados pela organização no começo dos anos 2000 foi o CPL Summer 2003, torneio que mais premiou na versão 1.6.

A competição, realizada entre julho e agosto nos Estados Unidos, distribuiu recompensa total de US$ 200 mil (R$ 745 em conversão atual). Composta majoritariamente por suecos, a line europeia derrotou a Team9 na final por 13-8 e levou fatia generosa da premiação (cerca de R$ 223 mil).

·         Elenco campeão: Potti, HeatoN, ahl, Fisker e elemeNt.