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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Alexa diabólica está em “nExt”, filme sobre perigos da IA; veja o trailer


Até onde pode chegar a inteligência artificial e ela pode mesmo estar perto de nos fazer mal? Estaremos algum dia à mercê das máquinas em um futuro apocalíptico “Skynet”? Essas eram perguntas recorrentes quando nasciam as primeiras experiências com inteligência artificial (IA) e são ainda mais relevantes atualmente — afinal, nunca estivemos tão cercados de autômatos, físicos e virtuais, como nos dias de hoje.

O tema, claro, também vem sendo bastante explorado nas últimas décadas — leiam-se “O Exterminador do Futuro”, “O Vingador do Futuro”, “Matrix”, “Black Mirror”, entre outras produções — e agora ganha mais uma série. “nExt” não vai muito longe, pelo contrário: ele aproveita coisas que já temos nas salas de casa para mostrar como seria uma IA “do mal”.

O trailer mostra a Iliza, uma espécie de “Alexa diabólica” claramente inspirados nos alto-falantes inteligentes Amazon Echo, em uma trama que mostra um pioneiro do Vale do Silício tentando deter uma poderosa IA que ele mesmo ajudou a criar. Saca só:
No elenco estão John Slattery, Fernanda Andrade, Michael Mosley, Jason Butler Harner, Eve Harlow, Aaron Moten, Gerardo Celasco, Elizabeth Cappucino e Evan Whitten. A atração da Fox ainda não tem data de estreia.

Fonte: THE VERGE


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Analistas da Alexa tiveram acesso a dados de localização e áudio de clientes



Novamente, a Amazon está sendo questionada por suas práticas internas: segundo informações da Bloomberg, a gigante tecnológica concedeu para um time interno de analistas de produto acesso aos dados de geolocalização e clipes de áudio de usuários de seus alto-falantes inteligentes e da assistente virtual Alexa. O novo relato deriva de uma situação similar, que também abordamos no Canaltech, de que a empresa estaria ouvindo as interações com a inteligência artificial.

Desta vez, porém, não é apenas o caso de um grupo de pessoas ouvindo as suas conversas, mas também sabendo de onde elas são originadas: aparentemente, junto de arquivos contendo clipes de áudio, os dados providenciados a esses grupos também trazem informações de latitude e longitude, com precisão exata o suficiente para que eles sejam capazes, se quiserem, de determinar o endereço residencial de um usuário.

A Amazon, tal qual anteriormente, confirmou as informações relatadas, porém assegurou de seu rígido controle de uso dos arquivos e dados:

“(...) o acesso a ferramentas internas é altamente controlado, e somente conferido a um número limitado de empregados que requerem tais ferramentas para treinar e aprimorar o serviço por meio do processamento de uma fração extremamente pequena de demonstrações de interação. Nossa política rigidamente proíbe o acesso e o uso, por parte dos empregados, aos dados dos consumidores para qualquer outra razão, e nós temos tolerância zero para o abuso de nossos sistemas. Nós regularmente auditamos o acesso de empregados às ferramentas internas e limitamos acessos sempre e onde nos for possível”.

Novamente, a Amazon parece estar concedendo acesso a dados cada vez mais importantes de usuários: desta vez, a empresa forneceu informações de geolocalização de usuários da Alexa

De acordo com um dos tais “empregados”, porém, há motivo para preocupação. Ele informou, sob condição de anonimato, que é relativamente fácil obter mais informações que o necessário com esses dados. A Bloomberg diz em seu texto que “membros da equipe com acesso às coordenadas geográficas de um usuário podem facilmente digitá-las em softwares de mapeamento terceirizados e encontrar residências, segundo alguns funcionários, que assinam termos de confidencialidade que lhes barram de falar publicamente sobre o programa”.

A Bloomberg ainda diz que, durante uma demonstração desse risco, um membro dessa equipe de analistas copiou as informações do software interno da Amazon, colou-as na busca do Google Maps, e encontrou a casa de um usuário em menos de um minuto. Mais além, dois outros funcionários disseram acreditar que, até recentemente, a maioria dos seus companheiros de trabalho no grupo tinham acesso a tais dados, contrariando o posicionamento da Amazon.

Não há nenhum indício, ainda bem, do mau uso de tais informações até o momento. Após a publicação da matéria, a Amazon parece ter restringido o acesso a tais ferramentas, em alguns casos até mesmo removendo membros da equipe de seu uso contínuo.

Fonte: Bloomberg


quinta-feira, 21 de março de 2019

Amazon inicia testes com a Alexa em português no Brasil



Conforme publicamos há alguns dias, a Amazon começaria a testar a Alexa em português aqui no Brasil e, ao que tudo indica, os testes já tiveram início. O Tecnoblog publicou nesta semana o relato do leitor Paulo Roberto, que foi convidado pela companhia para participar dos testes e já teve acesso à Alexa em português brasileiro.

Parte do teste envolve o uso do Amazon Echo, o alto-falante inteligente da empresa que será enviado de graça aos envolvidos no experimento. Até o momento, Roberto ainda não recebeu o dispositivo, mas já consegue usar normalmente a Alexa a partir do TestFlight em seu iPhone 8 Plus.

As telas compartilhadas por ele mostram o programa todo em português brasileiro e repleto das funções que fazem da Alexa uma das melhores opções do gênero na atualidade. Em meio a tantos recursos há uma ponte para o Amazon Music, plataforma de streaming musical da empresa que ainda não funciona por aqui, mas parece estar a caminho.

Alexa já está sendo testada em português no Brasil. (Fonte: Tecnoblog/Reprodução)


Mais skills


As skills da Alexa, aqui chamadas de “funcionalidades”, podem incrementar as opções do aplicativo ao adicionarem novos recursos a ele. Assim como acontece lá fora, elas também estarão à disposição dos usuários por aqui, mas no momento as várias categorias de skills aparecem vazias, e não há como utilizá-las.

Como se trata de uma fase de testes, é natural que muita coisa não funcione como deveria, e uma dessas falhas está em iniciar músicas do Spotify pela assistente virtual, conforme o relato do usuário. Além disso, a própria Amazon já avisa no convite que as opções da Alexa estarão limitadas nessa fase, ou seja, as novidades deverão ser liberadas aos poucos para os testadores antes de chegarem ao grande público.