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domingo, 14 de julho de 2019

Empresa cria toca fitas portátil com suporte para fones de ouvido sem fio


A empresa Ninm Lab lançou com uma campanha no Kickstarter para comercializar seu gadget portátil para fãs de música, o It’s OK. Ele é um player de fitas cassete totalmente funcional, com visual moderno e atraente e com um toque de tecnologia de ponta: ele suporta Bluetooth 5.0.

No dia 1º de julho, o Walkman, icônico tocador de fitas criado pela Sony, completou 40 anos. A comemoração fez muitos fãs de música relembrar como era diferente a forma como utilizavam esses equipamentos em comparação aos players de mp3 ou smartphones. 

(Fonte: Ninm Lab/Divulgação)

Agora, o It’s OK une o antigo e o novo em um só aparelho. Ele traz todas as características dos principais modelos de Walkman desenvolvidos pela Sony:

  • Reproduz e grava fitas cassete
  • Tem microfone para gravar áudio externo
  • Reprodução com auto stop
  • Botões de play, avançar, retroceder, stop e gravar
  • Entrada de fones de ouvido
  • Pesa aproximadamente 152 gramas
 

(Fonte: Ninm Lab/Divulgação)

A entrada para fones de ouvido está lá “pela obrigação da tradição” do aparelho em si. No entanto, ele possui conexão Bluetooth 5.0, que fornece maior estabilidade e maior qualidade de áudio sem aumentar o consumo da bateria. 

Falando em energia, o It’s OK funciona com duas pilhas tamanho AA e está disponível em três cores: Cloud (branco), Sakura (rosa) e Evening (azul marinho). A tampa dos três modelos é transparente, deixando claro se tratar de um toca fitas de verdade e não de uma imitação.

Além de fones Bluetooth, obviamente, será possível usar o toca fitas com alto-falantes sem fio, caso seu dono queira ouvir suas músicas com mais liberdade ou acompanhado.
A Ninm Lab, sabendo da dificuldade que é para encontrar fitas cassete nos dias de hoje, incluiu uma fita virgem de 60 minutos no pacote.

O It’s OK pode ser encontrado em sua página, no Kickstarter, e está custando US$ 75 atualmente. As entregas estão previstas para o mês de dezembro.

Fonte: Kickstarter

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Walkman comemora 40 anos de revolução no modo como ouvimos música


Hoje ser descolado é ter um dispositivo móvel — se for vestível, melhor ainda — pareado com o Bluetooth de seu fone sem fio. Há 40 anos, ouvir sua própria música de forma prática, simples e cool se traduzia na forma de um aparelho que revolucionou a tecnologia: o Walkman, da Sony.

"Walkman nasceu de uma necessidade pessoal de um dos fundadores da Sony, Masaru Ibuka, que viajava bastante"

Veja bem, os toca-fitas já existiam e aos poucos se multiplicavam por aí, a partir da ideia dos cartuchos de áudio (também chamados de Stereo 8), que reproduziam faixas em carros e aparelhos próprios para isso, entre os anos 60 e 80. 

A ideia do tocador portátil tinha um conceito parecido, baseado em fitas magnéticas e surgiu de um dos fundadores da Sony.

Movido pela necessidade pessoal de escutar suas canções prediletas onde e quando quisesse, Masaru Ibuka solicitou ao time de desenvolvimento que criasse uma versão de estéreo simples, apenas para reprodução. O gravador portátil Sony TC-D5 foi a base do protótipo, para que executivo pudesse ouvir o conteúdo em suas viagens de negócios. 

Fonte: CataWiki/Reprodução

A ideia fez sentido para milhares de outros amantes da música e logo a versão popular já estava nas prateleiras. No dia 1º de julho de 1979 era lançado no Japão o Walkman TPS-L2, o primeiro modelo de áudio portátil do mundo. 


Ícone dos anos 80


As fitas cassete e VHS se tornaram verdadeiros ícones gráficos dos anos 80 e o Walkman era o sonho de consumo de 10 entre 10 adolescentes. Vale destacar que naquela época a importação de produtos era mais difícil e ninguém tinha um celular no bolso para tocar o que quisesse — e mais, não dava para baixar exatamente a faixa que você queria para escutá-la das mais diversas formas, como atualmente.

Some isso ao fato de que um jovem oitentista tinha muito menos opções de entretenimento. Nada de streaming com Netflix e Spotify ou milhares de conteúdos on demand. 

Então, ter sua própria “central musical portátil” era algo para lá de sensacional.
 Fonte: CataWiki

Posteriormente, o Walkman passou a ser vendido em todo o planeta, marcando uma geração inteira e revolucionando o mercado de áudio. Ao longo dos anos 80, a Sony lançou diversos modelos, como o WM-2, o WM-20 e sua evolução, o WM-109, que acumulou mais de 20 milhões de unidades vendidas.


A “morte” do Walkman


E como um aparelho fantástico como esse “desapareceu”. 

Bem, com a própria evolução de seu conceito, em 1988, a Sony introduziu o Discman D-20, que, em vez de usar as fitas cassete, partiu para os discos de leitura a laser. Isso permitiu aos usuários escolher as faixas sem ter que passar uma a uma, entre outras vantagens de gravação. Os CDs virgens também passaram a ser muito mais baratos do que as fitinhas magnéticas.

Já nos anos 90, o Walkman foi aos poucos caindo no ostracismo, especialmente com os modelos mais poderosos de tocadores de CD. Nos 2000, os iPods e MP3; e nos 2010 os celulares e gadgets sem fio decretaram de vez a morte das fitas cassetes.  

Fonte: Product Placement/Reprodução

Peraí, eu disse “decretaram de vez”? Não é bem assim: ainda tem muita gente que gosta da fidelidade de gravações das fitas, que até hoje se mostram como repositórios de informação muito mais duráveis do que qualquer CD um dia foi. E com o charme desse dispositivo revolucionário presente em filmes e séries, como “Guardiões da Galáxia” e “Stranger Things”, o Walkman talvez seja dessas coisas que sempre terão um revival nostálgico de uma invenção que chega aos 40 anos de idade.


sábado, 23 de março de 2019

Algoritmo de música é o mais novo contratado da gravadora da Warner



O Endel é um serviço de música conhecido por usar um algoritmo para criar músicas usando características do ouvinte e do clima. O aplicativo está disponível para iOS, Android e Alexa e acaba de se tornar o primeiro algoritmo a assinar contrato com uma gravadora de música — no caso, ninguém menos do que a Warner Music Group.

Isso significa que um software agora se junta a nomes como os de Anitta, Iza, Ludmilla, Marcelo Falcão, Alanis Morrisette, Adam Lambert, Dua Lipa e Ed Sheeran no cartel de artistas de uma das maiores gravadoras do planeta.

Endel agora é um artista da Warner. (Fonte: Play Store/Reprodução)

Usando informações como batimentos cardíacos, clima e até mesmo o horário do dia para desenvolver canções, o Endel deve lançar até 20 álbuns pela nova gravadora até o final do ano. Atualmente, cinco deles já estão disponíveis em plataformas de streaming.

O Endel é financiado por empresas como a Avex, o The Alexa Fund e a Jillionaire (esta firma pertence ao DJ e produtor musical Major Lazer).

O futuro em que máquinas e robôs assumem o controle da produção cultura até então dominada apenas por humanos parece ter chegado. E num planeta em que os algoritmos escolhem quais filmes e músicas nós vamos gostar mais, essa ideia parece ter muito potencial para dar certo.

Fonte: TecMundo