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terça-feira, 26 de março de 2019

Asus corrige atualização maliciosa que atingiu quase um milhão de PCs



Um update liberado oficialmente nesta terça-feira (26) corrige a "atualização" maliciosa que foi servida a computadores da Asus, após o comprometimento dos servidores da companhia por hackers. A nova versão do software Live Update, voltado para baixar automaticamente as novas versões para os computadores da marca, extingue completamente a atuação do ShadowHammer, backdooor revelada nesta semana pela Kaspersky.

Junto com a atualização, veio um comunicado em que a Asus admitiu a brecha e confirmou as informações da empresa de segurança. Ela afirmou que ataques desse tipo, normalmente, estão associados a operações cibernéticas de países estrangeiros e possuem focos específicos, tendo como alvo organizações internacionais, entidades ou órgãos da administração pública, em vez de usuários comuns.

É o que explica os números absolutamente contrastantes sobre o ShadowHammer, que dão conta de 500 mil a quase um milhão de PCs infectados pela atualização maliciosa, enquanto apenas 600 teriam passado à segunda fase do golpe, com malwares efetivamente sendo instalados a partir da backdoor implantada. Entretanto, isso somente acontecia com endereços MAC específicos; caso contrário, a ameaça permanecia adormecida, tendo sido, mais tarde, desativada pelos criminosos.

A atualização do Live Update, de acordo com a Asus, mitiga completamente a atuação do ShadowHammer e remove qualquer traço do malware dos computadores em que ele tenha sido instalado. Além disso, a companhia disse ter aplicado sistemas de verificação que impedem futuras manipulações desta categoria, além de novas ferramentas de criptografia para assegurar os downloads que vierem daqui em diante.

Ainda, a Asus liberou uma ferramenta de diagnóstico online que rastreia os computadores e indica se a máquina está ou não infectada com o ShadowHammer. A empresa também convida os usuários a entrarem em contato com o suporte caso precisem de mais informações e orientações.

De acordo com as informações da Kaspersky, que descobriu a falha em janeiro deste ano, o ShadowHammer esteve ativo entre os meses de junho e setembro de 2018. A praga chegou a ser assinada com certificados oficiais da companhia, que criaram uma aparência de autenticidade e levaram à disponibilização da atualização ao grande número de usuários de máquinas da fabricante, muitas vezes, com instalação automática e sem interferência direta.

Fonte: ASUS

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Uber corrige brecha de segurança que expunha dados importantes



De acordo os pesquisadores de segurança Anand Prakash e Manisha Sangwan, o Uber, que é um dos serviços de transporte mais utilizados no mundo, corrigiu um bug que permitia o acesso aos tokens secretos de qualquer aplicativo integrado a ele.

Em uma postagem no Medium, eles explicaram que um endpoint de desenvolvedor dos sistemas de back-end do Uber apresentavam vulnerabilidades e, mesmo quando bloqueados, estavam enviando segredos de clientes e tokens de servidor para os aplicativos autorizados pelo usuário.

Segredos de clientes e tokens de servidor são considerados informações altamente confidenciais para desenvolvedores, pois permitem que os aplicativos se comuniquem com os servidores do Uber. Exatamente por isso, a empresa de caronas sempre esteve avisando os desenvolvedores para "nunca compartilhar" as chaves.

Prakash, fundador do AppSecure baseado em Bangalore, disse ao TechCrunch que o bug era fácil de ser explorado e ainda explicou que a brecha poderia ter permitido que um invasor obtivesse os recibos e faturas de viagens. Entretanto, Prakash diz que não testou até qual ponto ele poderia acessar, pois relatou o incidente à Uber imediatamente após a descoberta.

O app levou um mês para consertar o bug, que foi considerado sério o suficiente para que a empresa enviasse um e-mail aos desenvolvedores alertando sobre a possível exposição.

Prakash recebeu, da Uber, US$ 5 mil como agradecimento por reportar o problema. Interessantemente, o perquisador de segurança já era um conhecido da empresa pois, há dois anos, ele havia explorado uma outra brecha que permitia realizar viagens gratuitas nos EUA e na Índia, a sua terra natal.

Fonte: TechCrunchMedium