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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Campeão? Brasil continua na liderança com mais ataques de phishing no mundo


O Brasil fechou 2018 como o “campeão” de ataques phishing, aqueles links e mensagens maliciosas que você recebe no WhatsApp e no email e buscam roubar dados do seu cartão de crédito ou senhas de redes sociais. Agora, de acordo com um novo relatório da Kaspersky Lab, o panorama não melhorou: o Brasil continua seu rumo e mantém o primeiro lugar neste trimestre.

“No primeiro trimestre de 2019, nosso sistema anti-phishing preveniu cerca de 111 milhões de tentativas diretas de encaminhar usuários para sites fraudulentos”, escreveu a Kasperksy. “Mais de 12% dos usuários Kaspersky em todo o mundo receberam algum tipo de ataque.”

"De todos os ataques de phishing no mundo, o Brasil recebeu 21,66%"

De todos os ataques de phishing no mundo, o Brasil recebeu 21,66% — foram 23% em 2018, então é possível registrar uma leve queda. Em segundo lugar, está a Austrália (17,20%), seguida por Espanha (16,96%) e Portugal (16,81%).

Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação.

O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/e-commerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

Acompanhe abaixo a lista de países mais atacados:
  • 1) Brasil: 21,66
  • 2) Austrália: 17,20
  • 3) Espanha: 16,96
  • 4) Portugal: 16,81
  • 5) Venezuela: 16.72
  • 6) Grécia: 15,86
  • 7) Albânia: 15.11
  • 8) Equador: 14,99
  • 9) Ruanda: 14,89
  • 10) Geórgia: 14,76

Fonte:  Kaspersky Lab

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Olha o golpe: sites estão usando login falso do Facebook para roubar dados



phishing continua sendo um dos crimes cibernéticos mais comuns atualmente, principalmente porque ele aposta em nossa distração e na maquiagem de sites conhecidos para “pescar” nossos dados. E mais um golpe desses acaba de se popularizar por aí, usando layout de login muito similar aos que os sites apresentam para facilitar o cadastro, por meio do Facebook.

"Observar o endereço e procurar por “HTTPS”, ações que normalmente são indicadas para identificar phishing, não vão ajudar aqui"



Hackers criaram um desenho muito similar aos prompts de pop-ups em HTML, com barra de status, navegação, sombras e conteúdo bem parecidos com os verdadeiros. A partir daí, a vítima que visita a página maliciosa tenta logar com seu perfil da rede social e, ao preencher as informações, está dando de bandeja seu username e senha.

Vale ressaltar que é possível interagir com o prompt em pop-up da mesma forma que você pode fazer com outros, inclusive arrastando a janela ou declinando o preenchimento. Outra coisa que chama a atenção é que, neste caso, observar o endereço e procurar por “HTTPS”, ações que normalmente são indicadas para identificar phishing, não vão ajudar aqui.


Como evitar esse novo golpe?


Embora a réplica seja convincente, há um jeito fácil de identificar o golpe. As entradas de credenciais genuínas do Facebook e da Google podem ser podem ser arrastados para fora da janela do site de terceiros sem que nenhuma parte do layout desapareça — e aqui um pedaço some.

Outro sinal do phishing é que o recurso de preenchimento automático de gerenciadores de senhas não funciona. Usuários mais avançados podem também flagrar a falsificação visualizando o código-fonte do site visitado.

Um vídeo do The Myki Blog ilustra isso melhor:


Então, já sabe: fique de olho em pequenas mudanças de serviços que pedem nome de usuário e senha, evite os sites maliciosos e procure usar um utilitário anti-phishing, pois os cibercriminosos têm criado reproduções muito semelhantes aos objetos originais.

Fonte: ARSTECHNICA

sábado, 12 de janeiro de 2019

Novo golpe se passa por atualização de cadastro da Netflix para obter dados

Um dos golpes mais praticados na web brasileira é o phishing. Por mais que todo mundo continue dizendo para verificar com cuidado emails que pedem informações bancárias e dados sensíveis, ainda há bastante gente dando de bandeja esses dados — a maioria das vezes por pura distração. A mais nova ameaça detectada pela firma de segurança ESET é uma falsa atualização encaminhada pela Netflix
Os criminosos estão agindo da mesma forma em vários idiomas, mas é possível reconhecer o problema. Em primeiro lugar, o remetente da mensagem. Embora o endereço aparente ser do serviço de streaming, ele só tem a extensão com o nome da empresa, que costuma usar o info@mailer.netflix.com.
Fonte: ESET

Outra coisa que chama atenção é a simplicidade do layout da carta.  No caso do phishing, veja que são apenas palavras e, mesmo que não hajam erros crassos de português, como costuma acontecer, ainda assim o conteúdo é bem diferente do que o marketing da Netflix costuma enviar — um design mais sofisticado e que combina com a identidade visual de sua plataforma.

Fonte: ESET
Se você notar bem, é possível encontrar no texto dois links e um botão. Todos apontam para um destino malicioso, que nada tem a ver com a companhia, com parte da URL contendo o e-mail da vítima.

Fonte: ESET
Caso acesse esses links, você é enviado para tentativas de download de um servidor desconhecido, com redirecionamento estranhos e respostas ainda mais misteriosa. Ou seja, não clique em nada desse material, pois o objetivo do atacante é coletar dados, assim como endereços de contatos, para que essa prática se espalhe para mais gente.
E como se precaver? Bem, a própria Netflix tem uma seção de recomendações para evitar problemas como esse e vale o de sempre contra o phishing: mantenha o software de antivírus e antimalware ativos e atualizados, utilize um antispam confiável, tenha sempre o navegador em dia e não acesse links desconhecidos.
FONTE:ESET