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terça-feira, 23 de abril de 2019

Análise | Mortal Kombat 11 é o game definitivo da franquia



Na última década, os games de luta têm ganhado cada vez mais capricho em torno do seu enredo. No caso de Mortal Kombat, que teve um reboot em 2011 com o lançamento de um jogo homônimo, o salto de qualidade e complexidade para as tramas foi notório. Este recomeço também serviu para que a boa e velha mecânica de combos e combates laterais retornasse, deixando o produto muito mais atrativo para os novos jogadores e proveitoso para os da velha guarda, que se reapaixonaram pela franquia depois de anos com trabalhos tenebrosos.

Enfim chegamos a 2019, um dos últimos anos da atual geração de consoles, com o mais completo e sanguinário Mortal Kombat de todos os tempos. Com mecânica de luta refinada, personalização de personagens como nunca antes vista, história cheia de reviravoltas e fatalities viscerais, Mortal Kombat 11 apresenta-se como um jogo pronto para agradar a todos e que deve encerrar mais um ciclo dentro dessa série de jogos de luta que é das mais apaixonantes.

“Desfrutem destes momentos como se eles fossem os últimos”, já dizia Shang Tsung.

Uma história digna de novela mexicana (no bom sentido)


*Fique tranquilo que esta análise não contém spoilers

Com os eventos de Mortal Kombat X terminados com a derrota de Shinnok, vimos que alguns dos principais personagens da trama que cercam o game estavam com futuro bem nebuloso. Caso, especialmente, de Raiden, que se corrompera para, segundo ele próprio, salvar o Plano Terreno. E, na esteira dessas incertezas, é que seguimos na história de MK11.

Com uma Cassie Cage mais madura e assumindo uma postura de liderança dentro das Forças Especiais — e tendo Jacqui Briggs como grande aliada —, logo a ação começa em ritmo frenético, com uma primeira missão que vai pautar todo o restante do enredo e que, de cara, nos trará surpresas nada agradáveis.

Cetrion, uma das novas personagens que aparecem em MK11 (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

Surpresas essas que seguem aparecendo à medida que Kronica, a grande vilã do jogo, toma as rédeas da situação e coloca todos os povos que conhecemos dentro do universo de Mortal Kombat (Terra, Exoterra, Tartakan, Edenia, Shokan, entre outros) à mercê de seus poderes temporais. Como deusa do tempo, ela consegue controlar as linhas dos acontecimentos e refazer eventos que, outrora, atrapalharam seus planos de dominação e união de todos os reinos.

Durante a história, também conhecemos os novos personagens do game, como a própria Kronica, além de Kollector, um dos capangas de Shao Kahn; Cetrion, filha de Kronica e uma das deusas ancestrais, e Geras, fiel escudeiro da deusa do tempo.

O mais interessante disso tudo é que a trama se encaixa muito bem, mesmo com esse pout-pourri de aparecimentos, desaparecimentos, misturas de épocas, mortes e renascimentos. As pouco mais de cinco horas para a conclusão do modo história mostram que a equipe do NetherRealm Studios conseguiu contar bem o enredo de Mortal Kombat 11, sem deixar as coisas cansativas.

A boa construção dos capítulos também colaborou para que o enredo se deserolasse bem, com alguns deles tendo dois personagens jogáveis e alguns que, embora não estejam na seleção inicial do jogo, podem muito bem aparecer em atualizações vindouras (esperamos).

 Os finais, muito comuns em jogos de luta nos anos 90, estão de volta (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

A recompensa é, além de itens e dinheiro para serem gastos na Kripta, que o jogador poderá aprender a jogar com alguns dos principais lutadores do game. Portanto, mesmo se você não for simpático à ideia de história em jogos de luta, vale a pena dar uma chance a esse modo em MK11. E, claro, se você for veterano de franquia, aqui é parada obrigatória.

Vale ressaltar, também, a inclusão dos “finais” sempre que você vence uma Torre Klássica. É reconfortante, por assim dizer, descobrir um pouco do que cada personagem tem a dizer, independentemente do roteiro estabelecido no Modo História.

 

Vamos ao que interessa?


Após uma excelente entrada, nada melhor do que o prato principal. E é aqui que Mortal Kombat 11 definitivamente brilha: as lutas. Depois de Mortal Kombat e Mortal Kombat X seguirem mais ou menos a mesma linha de combate, MK11 vem para aprimorar e deixar tudo no seu auge, fazendo com que este título seja o definitivo em termos de mecânicas e técnicas de luta.

(Captura de tela: Felipe Ribeiro)

A franquia, desde MK3, de 1995, sempre foi conhecida por seus combos pré-programados e aquela sensação de ser forjada para jogadores “apelões”, afastando um pouco o pessoal que quer mais se divertir descompromissadamente.

Em Mortal Kombat 11 isso foi sutilmente ajustado. Os combos permanecem, mas o encaixe dos golpes está muito mais polido e necessita de maior precisão e agilidade na execução dos comandos por parte do jogador.

Muito embora isso exija uma curva de aprendizado maior, é uma manobra interessante para atrair mais jogadores para o game. Os tutoriais, que são muito completos, podem ajudar muito nesse sentido, inclusive para veteranos de MK.

(Captura de tela: Felipe Ribeiro)

O X-Ray, recurso que mais se parece com um “especial” e que fora incluído em Mortal Kombat (2011), deu lugar aos Fatal Blows, que só podem ser utilizados apenas uma vez na luta e em condições bem específicas no combate.

Apesar da mudança, podemos garantir que eles estão ainda mais violentos e criativos.

 Fatal Blow de Kabal, um dos mais legais do game (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

Outro ponto bem interessante e que já falamos ao jogar o beta é a divisão do medidor de poder, localizado abaixo dos lutadores. Com a separação das barras de ataque e defesa, a luta ficou ainda mais estratégica, pois impede que o jogador ou só se defenda muito ou fique fazendo uso inadvertido dos poderes melhorados (apertando RB no Xbox ou R1 no PS4). Essas barras, inclusive, carregam sozinhas e não com o uso dos golpes, como acontecia em MK e MKX.

E por falar em defesa, agora, por exemplo, não há mais os “combo breakers”, mas sim uma série de artimanhas para evitar que seu oponente fique debulhando golpes e te atingindo no ar, o que acontecia muito em lutas mais desequilibradas. Tudo isso, claro, com o custo da barrinha de defesa – exceto quando o bloqueio perfeito é executado. Essas mecânicas defensivas, por sinal, foram bem utilizadas em Injustice 2 e o NetherRealm Studios aproveitou em MK11.

Kustomização e konsumíveis


Cada um dos 23 lutadores possui até quatro estilos pré-definidos, mas que podem ser totalmente personalizados ao longo da jogatina, seja com golpes especiais, corporais e, claro, itens cosméticos para as fantasias e armas, que nunca foram tão variados – neste caso também copiando Injustice 2, que já apresentara essa característica. É possível, também, determinar a conduta do lutador quando controlado pela IA — algo que explicaremos mais adiante.


Mas algo que também ajudou a deixar o combate ainda mais completo e estratégico foram os itens chamados de “konsumíveis” e as melhorias. Ao longo do modo história e nas batalhas offline nas torres clássicas, você coleta itens que podem ser utilizados durante os combates. Alguns bem inusitados e que lembram – e muito – o que vimos a partir de The King of Fighters 99 e Marvel vs.

Capcom, como chamar a ajuda presencial de Cyrax (foto abaixo), ou os mísseis de Sektor e até mesmo a flatulência de Bo Rai Cho.

Cyrax dá uma forcinha sendo um dos 'konsumíveis' (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

Há também itens de recuperação de sangue e os modificadores, que dão alguma vantagem em determinadas circunstâncias.

 

É muito bom visitar a Kripta


Mais um ponto para o NetherRealm Studios em Mortal Kombat 11 foi a reestruturação da Kripta. Agora você assume o controle de um ninja e vai caminhando pelos diferentes cenários dentro da Ilha de Shang Tsung em busca de consumíveis, melhorias, fatalities, brutalities, colecionáveis e muitos outros itens.

 (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

Como o conteúdo é vasto, a Kripta funciona como um estímulo para que as torres e desafios diários sejam jogados. Para não ficar chato como antigamente, o estúdio, inteligentemente colocou mais interações com o cenário, o que deixa tudo ainda mais divertido – se bem que gastar as moedinhas já dá uma sensação muito boa.

Agora o martelo de Shao Kahn (e outros itens) te acompanha para ajudar na Kripta (Captura de tela: Felipe Ribeiro)

O ponto negativo, no entanto, vai para a maneira como foram incluídas as microtransações. Além das moedas do jogo para adquirir itens, é possível comprar tudo com dinheiro de verdade. Mesmo com Ed Boon dizendo que isso não seria um problema, muita gente vai reclamar. Mas, convenhamos, se você jogar bastante, vai poder ter todos os itens.

Uma dica para isso é sempre visitar as Torres do Tempo, que proporcionam recompensas polpudas.

 

Os melhores gráficos da franquia


Após decepcionar em MK X/XL, o NetherRealm Studios fez um trabalho de tirar o chapéu em Mortal Kombat 11. Os lutadores nunca foram tão realistas, com movimentos extremamente naturais e fluidos. Os cenários também estão bastante detalhados e belos, incorporando os diferentes mundos que conhecemos em MK. Pareceu estranho, no entanto, o trabalho com alguns personagens.

Kitana, por exemplo, aparece em MK11 com fisionomia oriental, algo que nunca antes havia acontecido em Mortal Kombat. Shao Kahn, por sua vez, está com aspecto mais “monstruoso” do que em outros games, parecendo mesmo ser um ser de outro mundo. Não é nem melhor, nem pior, mas são coisas que saltam aos olhos de quem sempre acompanhou a série.

Ainda sobre os personagens, é impressionante o nível de detalhamento anatômico, com a reprodução do corpo humano tendo fidelidade assustadora. As expressões observadas durante as execuções saltam aos olhos e é algo que faltava em outras edições do game. As apresentações e encerramentos das lutas também são outro destaque positivo.


Nas versões tradicionais do Xbox One e PlayStation 4, o jogo roda em 1080p dinâmico, com essa variação aparecendo mais no console da Microsoft. Mas, quando vamos para as versões parrudas dos videogames, a vantagem fica mais óbvia quando jogamos no Xbox One X.

No PS4 Pro o game atinge os 1440p, com o jogo rodando em 60fps e pouquíssimas quedas. Já no Xbox One X, além de rodar sempre a 60fps mesmo nas cutscenes, a resolução alcança o 4K nativo em alguns momentos, mas a média fica em torno dos 1800p. Ambos os consoles fazem uso do HDR com maestria.

A trilha sonora, que sempre foi um ponto forte da franquia, está melhor do que nunca, mesclando bastante o estilo oriental com as músicas eletrônicas e pesadas de outros tempos do jogo. Este ponto, aliás, sempre foi motivo de discussão entre os fãs mais ávidos de Mortal Kombat. Os mais puristas sempre preferiram aquele estilo oriental/sombrio que vimos nos dois primeiros jogos da trilogia original. A partir de MK3, com uma “americanização” do jogo, outros estilos foram surgindo, assim como novos fãs. Em MK11 isso não será problema nem para os veteranos, nem para os novatos. A dublagem é outro destaque sensível, com um texto muitíssimo bem adaptado ao nosso português.

Pra que isso?


A única ressalva para MK11 fica por conta de um modo que, até agora, estamos tentando entender. Em “Lutador IA”, você monta um time de três guerreiros para enfrentar outros times de jogadores ao redor do mundo. A questão é que você não os controla. Pensamos, por um momento, ser uma ideia do NetherRealm Studios para mostrar como as customizações e melhorias fazem diferença para os personagens, mas isso poderia ser feito com o jogador controlando, não é mesmo? A índole dos lutadores pode ser personalizada, inclusive.




De todo modo, algo me deixou esperançoso: o fato de poder fazer algo como um tag team. Isso seria bem legal. Fica a dica.

 

Ainda não vale a pena falar do online


Como testamos o jogo antes de seu lançamento oficial, fica difícil tirar conclusões sobre os modos online. Com mais tempo de jogo e mais pessoas portando o game, traremos nossa visão sobre esse modo.

 

O melhor de todos


Mortal Kombat 11 é o jogo definitivo da franquia, talvez o melhor desde Mortal Kombat Trilogy. Sua mecânica de combate aprimorada, a enorme gama de personalizações e os gráficos matadores fazem dele um game obrigatório para os entusiastas do gênero luta. A história, por sua vez, acerta em cheio e pavimenta o caminho para novos arcos no futuro – ou no passado, quem sabe.

Fonte: TecMundo

terça-feira, 26 de março de 2019

Mortal Kombat 11 | Novo trailer confirma o retorno de Liu Kang, Kung Lao e Jax



Um dos jogos mais aguardados do ano, Mortal Kombat 11 teve um novo trailer revelado durante o evento State of Play da Sony dedicado ao PlayStation nesta segunda-feira (25). Intitulado Old Skool vs. New Skool, o vídeo confirma o retorno de Liu Kang, Kung Lao e Jax como personagens jogáveis no game.

Além dos personagens em si, o vídeo detalha um pouco os golpes, estilo de combate, ataques especiais e interações de cada um com pitadas humor e muita pancadaria. Como o próprio nome do trailer sugere, há um embate entre os personagens atuais contra os antigos, que estão sendo protagonizados pelos já citados Liu Kang, Kung Lao e Jax.

Por ser um vídeo divertido, ideal para se distrair um pouco, ele acaba não revelando muito sobre o novo jogo, levando-nos a pensar que a Warner Games deve estar guardando mais cartas na manga para não liberar todas as novidades até o lançamento oficial.


Mortal Kombat 11 chega oficialmente às lojas no dia 23 de abril para PlayStation 4, PlayStation 4 Pro, Xbox One, Xbox One X, Nintendo Switch e PC.

Fonte: Destructoid


terça-feira, 19 de março de 2019

Beta fechado de Mortal Kombat 11 no Brasil ganha data de estreia



Preparem-se, Kombatentes! A fase de testes fechados (Beta) de Mortal Kombat 11 ganhou dia e hora: começando no dia 27 de março, o acesso exclusivo e antecipado ao jogo vai perdurar até as 23h59 do dia 31, seguindo por quatro dias. O acesso ao beta é exclusivo para jogadores que compraram o título na pré-venda.

Em Mortal Kombat 11, após a derrota do deus ancião Shinnok pelas mãos de Cassie Cage no jogo anterior, o corrompido deus do trovão Raiden segue em seu plano de proteger o reino da Terra destruindo todos os seus inimigos, porém uma guerreira misteriosa chamada Kronika, conhecida como “a Guardiã do Tempo”, aparece com o objetivo de trazer ordem e equilíbrio ao universo por quaisquer meios necessários, incluindo assassinar Raiden pelas suas manipulações temporais no passado.


Ver imagem no Twitter
On 28th March, you’re next when the Closed Beta begins!
Gain access to the Closed Beta by pre-ordering MK11 and check below to see when it runs in your region.http://go.wbgames.com/MK11-Beta 
1.018 pessoas estão falando sobre isso


O jogo já conta com 15 personagens confirmados, incluindo o novato Geras. Mais além, jogadores que compraram o game na pré-venda não terão somente o acesso a este beta, mas também ganharão o personagem Shao Khan de presente quando o jogo for lançado.

Produzido pela Netherrealm Studios e publicado pela Warner Games, Mortal Kombat 11 chegará ao varejo no dia 23 de abril para PC, PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Reportagem do Canal Tech: Brasil recebe evento de Mortal Kombat 11 e anúncio exclusivo de Kano Cangaceiro



Janeiro já acabou, mas encerrou em grande estilo na cidade de São Paulo graças a um evento de Mortal Kombat 11. O Canaltech esteve presente na ocasião e pôde conferir as diversas atividades, atrações e novidades, além de bater um papo com o artista principal de cenários da NetherRealm Studios, Thiago Gomes, e, claro, testar o novo game da saga.

A chamada Konvocação foi uma verdadeira celebração para os fãs da franquia e contou com inúmeras estações de jogo para que todos pudessem ter um gostinho do que está por vir em Mortal Kombat 11. Havia ainda cosplays de diversos personagens queridos da série e estandes com atividades variadas, incluindo fazer uma tatuagem temática.

Foi também organizado um torneio entre alguns dos convidados e o grande vencedor teria a chance de confrontar o jogador profissional Bruno Henrique de Sousa, mais conhecido na comunidade de jogos de luta como “KillerXinok”. O campeonato foi uma grande chance de testar o game contra outros jogadores.

Acredite ou não, isto era um bolo. (Imagem: Jessica Pinheiro/Canaltech)


Um gostinho do que está por vir


Aliás, todas as estações de jogo podiam ser jogada contra a CPU ou contra outra pessoa. Havia 7 personagens disponíveis: Baraka, Sonya Blade, Skarlet, Raiden, Sub-Zero e Scorpion, além da “carne fresca” da franquia, Geras, um servo da vilã Kronika. Assim que se bate o olho em Mortal Kombat 11, é possível notar a evolução gráfica do game em relação aos anteriores, com mais detalhes e coloração saltando aos olhos.

As animações também ganharam mais presença durante as lutas: a cada execução de golpe especial — quando o jogador consegue executar um gancho perfeito, por exemplo —, há uma breve cutscene em slow motion apimentando ainda mais a batalha. Isso sem falar na quantidade de golpes e combos novos para todos os personagens e o sistema de Variações para cada um deles.

As Variações são espécies de estilos de combate e cada um afeta diretamente como o personagem é controlado durante as partidas, incluindo seus combos e golpes. Diferentemente de Mortal Kombat X, porém, onde existiam somente três Variações para cada personagem, no próximo título da série os jogadores poderão criar Variações próprias, além de utilizar as Variações que já vêm com o jogo.

Skarlet retorna de Mortal Kombat 9. (Imagem: Jessica Pinheiro/Canaltech)

Isso oferecerá uma gama imensa de estilos de combate e, considerando que ainda há um sistema de personalização de personagens, em que os jogadores poderão atribuir roupas e golpes diferentes a cada boneco, cada Variação será única e isso poderá, de fato, influenciar os rumos das partidas. Durante os testes no evento, porém, esse sistema de customização não estava disponível.

As mecânicas também foram alteradas: os personagens estão mais lentos e, apesar de causar certo estranhamento a princípio, isso dá um certo “peso” a mais ao personagem e o jogador realmente consegue sentir o impacto dos golpes. O motivo para isso foi proposital: a NetherRealm Studios quer que os jogadores sintam mais realismo na tela, então cada detalhe conta.

Por fim, além dos Fatalities e Brutalities, que continuam espetaculares e de alguma forma ainda mais sanguinários do que nunca, uma das novidades é o Fatal Blow: a sequência especial veio para substituir o Raio-X e é ativada quando cada um dos bonecos chegar a 30% de energia. O mais interessante é que, mesmo que o oponente bloqueie a investida, o recurso continua ativo até o momento em que finalmente for acertado no inimigo. Ao conseguir, inicia-se uma cutscene brutal que causa uma quantidade considerável de dano.


Brasileiros nos holofotes


O Brasil ama Mortal Kombat e a NetherRealm sabe e reconhece isso. Tanto é que o jogo virá totalmente em português, contando com dublagem pelo estúdio UniDub. Além disso, haverá edições exclusivas para o território tupiniquim, começando por uma edição premium com steelbook e um “Pacote de Kombate” com itens exclusivos para o game.

O Nintendo Switch também contará com uma edição física nacional e os brasileiros poderão se degladiar pela limitadíssima Kollector’s Edition, uma edição mais do que especial para os fãs que oferece o “Pacote de Kombate”, uma steelcase especial juntamente de uma imã temático e, é claro, o item mais desejado do bundle: um capacete em tamanho real do personagem Scorpion.

Por fim, também foi mostrado um vídeo imensamente fofo de Ed Boon falando português apenas para anunciar uma skin exclusiva para o Brasil, do personagem Kano. Ele ganhará uma roupa de “Kangaceiro”, em homenagem ao jogadores e às raízes do nosso país. Será que ele também contará com um Fatality ou um Brutality personalizado quando estiver trajado assim?


Scooby-Doo, cadê você meu filho?


Também conversamos, durante a festa, com Thiago Gomes, artista principal de cenários da NetherRealm Studios há cerca de sete anos. Em seu currículo, constam o primeiro e o segundo Injustice e Mortal Kombat X, e agora ele também está envolvido com Mortal Kombat 11.

Ao Canaltech, ele disse que trabalhar no novo Mortal Kombat está sendo muito legal: “Tá muito bom o jogo. A fidelidade, o realismo nos cenários está ótimo, eu estou adorando”. Também perguntamos como está sendo usar a experiência que foi adquirida com os jogos anteriores do estúdio para o próximo game da franquia.

Thiago Gomes representa o Brasil dentro da NetherRealm Studios. (Imagem: Jeancarlos Mota/Red Bull)

“A [NetherRealm] tem uma filosofia. No meu time é a mesma coisa: todo jogo tem que dar uma boa melhorada. Não pode ser só um ‘melhorou um pouquinho’. Então, se você comparar o Mortal Kombat X com o 11, não parece nem que são da mesma geração de consoles”, afirma Thiago. E o nível de realismo e detalhe não pára por aí.

De acordo com Thiago, todos os personagens tiveram seus rostos digitalizados e, para alguns dos cenários, ele e sua equipe tiveram de viajar para tirar fotos e conseguir escanear detalhes desses locais, como pedras, por exemplo. “Essa atenção aos detalhes e esse nível de realismo ajuda. E é o que a gente sempre está tentando [levar aos jogadores]”.

Do MKX para o MK11, Thiago também comentou que houveram melhorias no motor gráfico do estúdio, aumentando o nível de realismo para o visual do novo título — incluindo a iluminação. Mas claro, não foi apenas nesse aspecto que aconteceram evoluções: as novidades se estendem até às mecânicas de jogo também.

Shao Khan estava presente no evento, mas também estará no jogo. (Imagem: Jessica Pinheiro/Canaltech)

“Isso e o jeito que o jogo é jogado”, ele explicou, guiando a conversa rumo ao assunto gameplay. Ele comentou sobre o jogo estar mais lento, mas justificou essa decisão afirmando que a ideia é instigar os jogadores a aproximarem mais seus personagens uns dos outros. “Eu nunca fui fã de jogo que fica um [personagem] de um lado da tela e a outra pessoa [do lado contrário] jogando coisas uns nos outros”, disse o artista.

A cobiçada Kollector's Edition terá um estoque ainda mais limitado do que a Premium Edition. (Imagem: Jessica Pinheiro/Canaltech)

Como exemplo dessa nova filosofia do jogo, Thiago citou Baraka, seu personagem favorito: "Ele é um personagem para jogar de perto". Questionado porque decidiram trazer esse personagem de volta, ele explicou que seu retorno foi mais puxado para a história. “[Por conta da] Kronika e as areias do tempo e esses personagens de jogos antigos [retornando], deu pra ele voltar”, explanou. Porém, o artista não pôde revelar nada muito além disso, nem mesmo se iremos ver outros personagens antigos da franquia.

Aliás, Thiago não pôde responder nem mesmo quantos personagens serão no total, além dos que já foram revelados. Contudo, perguntamos qual foi a inspiração para o novo boneco do rol de lutadores da série, Geras. “Em um jogo de luta o tempo é tão importante… E ter um personagem que pode voltar [ou congelar] o tempo é super legal”, comentou.

Para finalizar sobre o Geras, Thiago também acrescentou que gostou do design do boneco e afirmou que o propósito da criação dele também é relacionado à história do game. Mas se tem um personagem que os jogadores querem muito ver no novo Mortal Kombat é o Salsicha, da turma do Scooby-Doo.


“Eu não sei nada do Salsicha. O pessoal tá pedindo, estão loucos pelo Salsicha!”, afirmou Thiago, confirmando que a NetherRealm está ciente do meme e que ele achou muito legal a iniciativa dos fãs. E sobre o Kano cangaceiro, questionamos se há chances de ganharmos um cenário inspirado no nordeste brasileiro para completar a homenagem.

“É possível, mas eu não posso confirmar nada por hora”, soltou Thiago durante a entrevista. Será que teremos um cenário inspirado e dedicado para o cangaceiro Kano em Mortal Kombat 11? Só o tempo dirá.

Mortal Kombat 11 tem lançamento previsto para o dia 23 de abril de 2019 no Switch, PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Fonte: www.canaltech.com.br