Mostrando postagens com marcador lava jato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lava jato. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Hacker tenta invadir celular de relatores da Lava Jato no Rio


Na terça-feira passada (4), o ministro da Justiça Sergio Moro teve seu celular hackeado durante seis horas. Um dia depois, o juiz federal Abel Gomes, relator na segunda instância da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro; e o juiz Flávio de Oliveira Lucas, que substituiu-o em período de férias, também foram alvos de tentativa de ataque hacker.

As ofensivas digitais foram confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) no sábado (8) e o caso é tratado como “tentativa’ porque a Polícia Federal ainda está analisando os aparelhos dos magistrados. De acordo com o comunicado do tribunal, os alvos seriam, além do máximo de dados disponíveis no dispositivo, as informações de conta e mensagens trocadas via Telegram.

“Ao perceber a tentativa dos hackers, o desembargador Abel Gomes acionou a Polícia Federal (PF), que está investigando o caso. Em ofício encaminhado à PF, o magistrado ressaltou que a necessidade de 'esclarecer o grau de comprometimento desta invasão em meu telefone móvel, sistemas eletrônicos, e na minha vida privada e funcional’”, diz a nota.

Invasão quase igual a de Moro

Segundo Abel, o “modus operandi” dos invasores foi muito semelhante ao praticado com Moro. A única diferença foi que o número do telefone que fez a chamada não era o mesmo que o seu — foi após receber uma ligação com seu próprio contato, sem ninguém responder do outro lado da linha, é que o ministro percebeu o ataque na semana passada.

"[Hackers] Tentam um tipo de terrorismo eletrônico, para intimidar autoridades. Querem fazer uma demonstração de força, mostrar que seriam capazes de entrar na vida privada e até funcional das autoridades", afirmou Abel Gomes, em nota.


Lava Jato: vazamento de conversas entre Moro e Deltan explode na internet


O site The Intercept publicou na noite de domingo (9) quatro reportagens que revelam conversas entre o atual ministro da Justiça Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. De acordo com o site, foram recebidos lotes de mensagens trocadas por ambos no aplicativo Telegram indicando falhas na imparcialidade que deveria ser julgado e conduzido o caso do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Moro alegou que teve o celular invadido na semana passada, mas o Intercept afirma que o vazamento de mensagens é anterior

A Operação Lava Jato, usada para prender o ex-presidente, foi batizada de “Vaza Jato” pela equipe do The Intercept. Após a publicação das quatro reportagens, a internet “explodiu”: hoje (10), no Twitter Brasil, das 10 hashtags mais compartilhadas, 6 falam exatamente sobre as mensagens trazidas a luz pelo site. No Twitter Mundial, a hashtag #EuApoioaLavaJato marca presença e #VazaJato chegou a ficar em primeiro lugar na madrugada de ontem. No buscador do Google, o termo “Vaza Jato”, cunhado há menos de 20 horas, já conta com mais de 7 mil respostas.

Praticamente todas as partes envolvidas já se pronunciaram sobre o caso — influentes digitais do governo e oposição também se digladiam sobre a veracidade e peso das conversas divulgadas.

Vale lembrar que, na semana passada, o ministro Sergio Moro alegou que teve o seu celular invadido. Segundo as reportagens da “Vaza Jato”, as mensagens de texto recebidas foram anteriores a divulgação da invasão ao celular do ministro.
Quer entender como o celular de Sergio Moro ou de Deltan Dallagnol podem ter sido hackeados? A matéria “Sergio Moro teve o celular hackeado: como isso aconteceu?” tenta responder essa pergunta. 

 

Entenda o caso


“Muito barulho por conta de publicação por site de supostas mensagens obtidas por meios criminosos de celulares de procuradores da Lava Jato. Leitura atenta revela que não tem nada ali apesar das matérias sensacionalistas.

Abaixo nota”, escreveu o ministro Moro poucas horas após a publicação do The Intercept. O ministro divulgou nota ao veículo O Antagonista e reproduziu a mesma: “Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo. Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.

O procurador Deltan Dallagnol, mais rápido que Moro, correu para se defender e também divulgou uma nota — diferente do ministro, no site do próprio MPF, e não em veículo de imprensa: “A atuação sórdida daqueles que vierem a se aproveitar da ação do “hacker” para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto e falsificar integral ou parcialmente informações atende interesses inconfessáveis de criminosos atingidos pela Lava Jato”.

Sergio Moro, Deltan Dallagnol e a defesa de Lula, os principais envolvidos, já se manifestaram

Entre as reações, é interessante notar a do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos que o presidente Jair Bolsonaro também trouxe para a política. No Twitter, o deputado diz: “Glenn Greenwald, ex-CNN, foi o porta-voz do Snowden para vazar tudo que ele sabia sobre dados confidenciais dos EUA no caso conhecido como WikiLeaks. Além disso, Glenn vendeu no exterior a tese que o impeachment da Dilma foi golpe”.

Greenwald é responsável pelo site The Intercept e nunca trabalhou na rede norte-americana CNN. Além disso, não foi “porta-voz” do caso Snowden: foi o jornalista que compilou e apurou as informações entregues por Edward Snowden — e ainda ganhou um prêmio Pulitzer por isso. Por último, o WikiLeaks não tem qualquer relação com o caso.

A defesa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva também correu para preparar uma nota, visto que Lula é tema central das mensagens vazadas pelo Intercept. “A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-Presidente", escreve a defesa.


Fonte: Tecmundo

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Lava Jato foi prejudicada por falha de segurança no WhatsApp


No começo da semana, o WhatsApp revelou uma brecha que permitia ataque hacker aos usuários. A vulnerabilidade possibilitava que terceiros infectassem smartphones com spyware, um tipo de espião para acompanhar mensagens trocadas e capturar informações e senhas. Por causa disso, bilhões de usuários do aplicativo tiveram que atualizar o software no celular.
A Operação Lava Jato não saiu ilesa e também foi prejudicada, afirma o Telesíntese. A vulnerabilidade no WhatsApp exigiu que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinasse um procedimento administrativo para acompanhar tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal, principal os integrantes da Força Tarefa Lava Jato no Paraná e Rio de Janeiro.

Além do procedimento, já acontecem investigações específicas sobre tentativas de ataques nas unidades citadas. A Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) também já toma providências para diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema recente do WhatsApp.

"Os usuários receberam ligações de seu próprio número, o que parece impossível, então algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos"

É interessante notar que, nos casos de ataque identificados pela STIC, os usuários receberam ligações de seu próprio número, o que parece impossível, então algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos. Por isso, a STIC também reforçou orientações de medidas de segurança para WhatsApp e Telegram nos celulares do governo e agências — a secretaria acredita que desde os roubos de identidade até o sequestro de contas nos aplicativos de mensagens acontecem por meio dessas vulnerabilidades ou links de phishing.
Phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/e-commerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

A Procuradoria-Geral da República ainda destacou que o WhatsApp e Telegram são importantes por causa das informações recebidas pelos integrantes da Lava Jato e outras operações.

Fonte: TELESÍNTESE