Entre os fãs de PCs existe
uma prática conhecida como “casemod”,
que significa modificação de gabinete. O nome da atividade é auto explicável.
Os praticantes simplesmente modificam gabinetes de PCs, sejam aqueles comprados
prontos ou criados em casa (completamente do zero). O objetivo é ter um
gabinete único e personalizado, com uma aparência surpreendente e fluxo de ar
melhor que as soluções de fábrica.
No entanto, o youtuber
Micah Laplante foi longe demais. O cara teve a audácia de montar um PC dentro
de uma lasanha. E o mais incrível é que a máquina funcionou, permitindo até
mesmo que ele jogasse com o “hardware de macarrão”, como pode ser visto no
vídeo abaixo.
A esposa de Micah havia feito uma piada
sobre um PC feito de massa e ele ficou com essa ideia na cabeça. Agora, ele
resolveu colocá-la em prática. Para
criar o Lasanha PC, ele usou uma caixa de massa de lasanha, alguns rigatonis nº
27, para permitir a ventilação, um hub USB e os restos de um ultrabook Asus
Transformer que ele não usava mais.
No vídeo, você pode
acompanhar o tutorial de Micah ensinando a fazer um lasanha PC ao som de Cesare
Siepi, cantando “Non Più Andrai”. Imagine que ele pôde se sentir, ao mesmo
tempo, um técnico em informática e um chefe de cozinha.
No final das
contas, apesar de ter dado um susto em Micah apresentando um erro ao iniciar o
Windows 10, o Lasanha PC acabou funcionando. A máquina contou com um botão
liga/desliga, quatro entradas USB 3.0, uma entrada HDMI e a entrada de energia.
Um time de
engenheiros da NASA e
do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)
desenvolveu um novo design de asas de aviões que consegue mudar seu formato
para se adaptar ao pouso, decolagem e diferentes velocidades durante o vôo. O
primeiro protótipo, que já foi testado no túnel de vento da NASA, foi montado
manualmente e consiste em pequenas estruturas ocas e triangulares que se
unem como um lego; os pesquisadores dizem que isso cria uma construção
extremamente deformável, leve e que pode facilitar na produção de asas no
futuro. A pesquisa original foi publicada nesta segunda, primeiro de abril, no periódico
científico Smart Materials and Structures.
Benjamin Jennet, estudante do
instituto de tecnologia, explicou em uma entrevista ao MIT NEWS que
cada fase do vôo — decolagem, transições de movimento, pouso e parada — precisa
de um parâmetro diferente de formato; o protótipo deformável anula a
perda de eficiência da asa convencional. É possível usar motores e cabos para
exercer a força necessária para da deformação do material, mas os pesquisadores
também desenvolveram um sistema nas estruturas de treliça que responde
automaticamente às mudanças na aerodinâmica. Cada parte da asa possui um
componente com elasticidade e rigidez específicos para reagirem a estresses
diferentes.
Fonte: Kenny Cheung/ NASA Ames Research Center
A asa desenvolvida possui cerca de
quatro metros de extensão e, apesar de ter sido montada manualmente, os
cientistas já confirmaram que é possível automatizar a produção do material com
um custo relativamente baixo. Além disso, a ideia não fica limitada às asas de
aviões; o material pode ser usado para aumentar a performance e reduzir o custo
de estruturas como antenas e até turbinas.
A impressão 3D é uma tecnologia
extremamente promissora, embora ainda se encontre em um estágio bem limitado.
Em um contexto geral, para quem pode aproveitá-la, parece que a probabilidade
de morrer de tédio é menor do que para os pobres mortais que não possuem uma
impressora dessas em casa.
Atualmente, uma das maiores restrições da impressão 3D diz
respeito a criar objetos usando mais de um material, pois a maioria desses
equipamentos só produz objetos usando um único recurso por vez. No entanto,
pesquisadores da Universidade de Wisconsin descobriam uma forma de usar
luz para imprimir em 3D usando mais de uma substância na confecção da mesma
peça.
Fonte: ZMorph Multitool 3D
Printer/Unsplash
Muitas
das impressoras 3D que oferecem a opção de materiais diferentes têm
reservatórios separados para mantê-los, uma vez que eles não são utilizados em
simultâneo. O novo método usa dois monômeros — moléculas que são unidas para
criar uma substância impressa em 3D — em um único recipiente. Com um processo
de reação química, a luz ultravioleta é usada para unir esses monômeros durante
a impressão, e o que define as propriedades do material final é a forma como a
luz é aplicada.
Daqui
em diante, os cientistas precisam aprimorar a técnica, que não é exatamente
nova, mas ainda está longe de ser considerada uma alternativa viável ao grande
público. Será necessário descobrir quais monômeros funcionam melhor com outros
e que tipo de material será gerado.
Tem-se fabricado de tudo em 3D: motores de foguetes, dentaduras,
utensílios domésticos, capacetes esportivos, brinquedos etc. Com a evolução do
método dos pesquisadores de Wisconsin, será possível expandir ainda mais as
possibilidades, com a criação de objetos que poderão apresentar partes com
diferentes níveis de rigidez, por exemplo.
O
hidrogênio se tornou bastante requisitado por servir como combustível para
automóveis e não gerar dióxido de carbono, mantendo a pureza do ar. No entanto,
sua produção exige água altamente purificada para que haja a separação de suas
moléculas das do oxigênio.
Na Califórnia (EUA), os procedimentos tradicionais são
inviáveis, visto que o estado sofre com falta de água mesmo para as
necessidades básicas.
Para
solucionar o problema, pesquisadores da Universidade Stanford criaram um método
em que utilizam a energia solar para produzir hidrogênio a partir da água do
mar.
Fonte: Slashgear
Os
cientistas separam a água em hidrogênio e oxigênio por meio da eletrólise. No
fim do processo, duas partes são geradas: uma negativa (com hidrogênio) e outra
positiva (com oxigênio). Porém, o cloreto presente na água do mar é carregado
negativamente e acaba por corroer o final positivo, o que limita a vida útil do
sistema.
No
método criado em Stanford, os cientistas revestiram o anodo com camadas ricas
em cargas negativas, o que repele o cloreto e retarda a degradação do metal. As
camadas, feitas de um hidróxido de níquel-ferro sobre sulfeto de níquel, cobrem
um núcleo de espuma de níquel que atua como condutor de eletricidade da fonte
de energia. O níquel-hidróxido de ferro é o que gera eletrólise para separar
oxigênio e hidrogênio.
Esse
revestimento faz com que o nó dure mais de mil horas na água do mar. Sem ele, o
nó começa a se decompor em 12 horas. Além disso, o novo procedimento gera 10
vezes mais eletricidade que sistemas semelhantes. Por enquanto, o método
de Stanford não foi escalado para entrar em processo de fabricação, sendo
apenas um conceito demonstrado em laboratório.
Manter a sua
saúde em perfeito estado é algo que todos almejam, mas, muitas vezes, exames
que poderiam salvar vidas passam despercebidos. Para evitar esse tipo de coisa,
um desenvolvedor especializado na área de saúde desenvolveu um assento de vaso
sanitário que pode dizer se você está prestes a sofrer uma parada cardíaca.
O assento de privada inteligente
foi criada CEO da Heart Health Inteliigence e doutor do Rochester Institute of
Technology, Nicholas Conn, que com a ajuda de seus colegas desenvolveu um equipamento
capaz de registrar informações biométricas de pacientes que utilizarem o vaso
sanitário, como taxa de batimentos cardíacos, quanto sangue está sendo bombado
do coração, entre outras.
A ideia é poder
combater insufiência cardíaca ao realizar um monitoramento constante de
pacientes. Como o vaso sanitário é usado com frequência por todas, informações
como uma possível alteração nos batimentos cardíacos dos pacientes, podem ser
percebeidas horas antes de uma possível parada cardíaca acontecer.
Imagem:
Reprodução/RIT
Problemas
como pressão sanguínea e oxigenação poderão ser detectadas pelo equipamento,
com os dados podendo ser visualizados por um cardiologista que determina se o
paciente precisa ou não ser atendido em um hospital. Isso também ajudaria para
economizar no custo de internações desnecessárias ao hospital e paciente.
Por
enquanto, o assento de vaso sanitário inteligente está em fase de
desenvolvimento, mas deve ser testado oficialmente por órgãos responsáveis nos
Estados Unidos para que possa ser comercializado.
Ok, é verdade
que os as pessoas acabaram superando os fidget spinners - principalmente depois
que de tanta gente fazendo questão de mostrar que não havia tanta graça neles.
Contudo, cientistas taiwaneses descobriram um novo propósito para estes
objetos: eles transformaram os spinners em centrífugas de baixo custo para que
funcionários da área da saúde em locais com más condições possam separar os
componentes principais do sangue - o plasma e os glóbulos vermelhos - com
mais facilidade.
O plasma é utilizado para avaliar
condições como HIV, hepatite e problemas de nutrição. Acontece que, geralmente,
esta separação é feita com centrífugas caras que funcionam com energia
elétrica, para poderem girar rápido o suficiente para criar a força centrífuga
necessária. Assim, os pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan
começaram a pensar se haveria alguma forma de realizar este processo de forma
mais barata.
Por
mais engraçado que seja, o primeiro candidato foi uma Beyblade, seguida pelo
spinner. Os testes feitos foram relativamente simples: primeiro, os
pesquisadores colocaram amostras de sangue em três tubos compridos, e os
prenderam a cada um dos braços do spinner. Depois, eles simplesmente giraram o
spinner da mesma forma como você faria, e esperaram que ele parasse sozinho
antes de girá-lo novamente. Eles realizaram este processo até conseguirem ver o
tom amarelado do plasma separado.
Em
média, foram necessários por volta de 7 minutos para que o plasma fosse
separado, entre três e cinco movimentos do dedo para que o dispositivo gire. De
acordo com os resultados do teste, aproximadamente 30% do plasma total da
amostra foi filtrado, sendo que sua composição era 99% de puro plasma. Caso
você ainda não esteja confiando muito, saiba que os pesquisadores realizaram o
mesmo teste com uma amostra de sangue com uma proteína do vírus HIV-1, a forma
mais comum da doença. Após analisar o plasma filtrado com um papel que detecta
a proteína em questão, foi possível confirmar a presença do vírus.
A Consumer Electronics Show (CES) 2019 chega ao seu fim e embora grande parte do público e dos jornalistas estejam mesmo é de olho nas novidades das gigantes, o setor de gadgets experimentais sempre fazem sucesso. A razão disso? Bem, porque eles são inventivos, criativos, estranhos — muitas vezes bizarros — e sempre divertidos de conhecer.
Separamos aqui 10 dessas maravilhas modernas, que em breve podem estar muito perto de você, nas prateleiras de uma grande rede varejista.
1. Máquina dobradora de roupas
Já até falamos mais sobre isso em uma matéria dedicada e vale o repeteco: a FoldiMate, em sua terceira participação consecutiva na CES, levou um protótipo completamente funcional e até mesmo abriu a pré-venda, com a máquina de dobrar roupas a US$ 980 (R$ 3.641).
Diz aí se você não queria uma dessas? Ela chega ao público no final do ano nos Estados Unidos. Olha só o vídeo:
2. Cortador de gramas automático
A Forward X já possui outro objeto que poderia estar aqui, uma mala stalker que te segue pelo aeroporto ou rodoviária sem que você tenha que arrastá-la por aí. Agora, a companhia traz um cortador de grama que age como os aspiradores de pó automáticos no estilo Roomba.
A maquininha usa tecnologia de reconhecimento visual para navegação, com uma ajudinha dos donos para compreender melhor as dimensões de cada gramado no quintal. É só um protótipo e deve estar disponível no final deste ano.
3. Geladeira com controle de cervas
Já está pensando em “sextar”, imaginando aquela caixinha de cerva te esperando na geladeira de casa? Daí você chega lá e… pegaram todas! Bem, com a mini freezer DrinkShift você pode manter o estoque sempre atualizado por meio do próprio software que o acompanha.
Cabem 12 garrafas e o sistema possui um app que pode ser pré-programado com a ajuda da nuvem. Assim, além de saber quantas unidades restam, é possível repor a reserva automaticamente, com uma empresa de entrega já em alerta para isso. Justamente por conta disso, está limitado aos Estados Unidos, onde os deliveries parceiros ficam de olho para você não passar sede.
4. Dispenser automático de comida para pets
Os animaizinhos de estimação sempre estão na mira das startups da CES e desta vez a fabricante italiana Volta trouxe um dispenser com um “algo mais”. O Mookkie usa reconhecimento facial para identificar seu gato ou cachorro, o que pode ser especialmente útil se você tem um mini zoológico na sua casa.
É possível programar o gadget para reconhecer a dieta de cada pet e liberar o rango só se for a hora certa para cada um. Vencedor do Prêmio de Inovação na categoria Smart Home deste ano, o produto deve estar disponível em setembro, a partir de US$ 180 (R$ 667,75).
5. Travesseiro de estimação
Gosta daquele chamego com o bichano, principalmente para dormir, mas não tem tempo ou saco para adotar um? Olha aí a solução ideal para você: o Qoobo é um “travesseiro de estimação” eletrônico que faz as vezes de um gato ou cachorro e responde ao ser estimulado — ronronando ou abanando o rabo.
Tão bizarro quanto interessante, pode ser a solução ideal para quem não está muito a fim de ficar levando os animais no veterinário ou limpando cocô pela casa. Mas aí também não pode se assustar ao ver uma bola de pelo sem cabeça querendo seu carinho.
6. Vibrador para homem
A CES tem uma ampla seção para o lado mais safadinho da tecnologia e se há grande oferta de vibradores para mulheres, o mesmo não acontece para os homens e para quem mais quiser outra alternativa.
Eis que o Tenuto vem para deixar todo mundo mais sorridente com um aparelho que promete encaixe flexível e integração com app para alterar a velocidade e aumentar o prazer. O gadget custa US$ 120 (R$ 445,17).
7. Dedo-smartphone
Já pensou ver notificações, atender ligações e até falar discretamente usando o dedo no ouvido, igual a um agente secreto? Essa é a ideia do Orii, que na verdade é um anel capaz de usar de levar áudio por meio de condução óssea.
Ele pode ser pareado a aparelhos Android ou iOS por meio de Bluetooth e conta com microfone com cancelamento de ruído, capaz de levar o som mesmo em ambientes com bastante barulho. E vem fazendo sucesso, pois está fora de estoque na pré-venda e alcançou as metas de financiamento coletivo no Indiegogo e no Kickstarter.
8. Esteira/bateria
A esteira Verde, da SportsArt, faz parte da linha Eco-Powr, tecnologia criada para converter o esforço humano em eletricidade. O sistema vem com um programa de análise de dados bastante completo, o que inclui as tradicionais informações de saúde (como batimento cardíaco, velocidade média, calorias gastas) e a energia gerada.
Inicialmente, ao ligar o aparelho na tomada, ele consome um pouco da rede, e, conforme você vai usando, começa a devolver eletricidade ao fluxo ou para outras máquinas. Tudo bem que o atleta se parece com um roedor em uma gaiola de trabalho, mas a produção de energia renovável compensa.
9. Alto-falante com porta-copos
Diz aí se essa não seria uma boa para levar para a piscina ou para a praia: o GTK-PG10 da Sony é um alto-falante à prova d’água com Bluetooth e porta-copos, com bateria que dura aproximadamente 13 horas com uma só carga.
A Sony não diz qual é a potência, mas promete som mega bass otimizado com Digital Signal Processor, especial para execução de música em ambientes externos. Está à venda por US$ 250 (R$ 927).
10. Coruja guardiã
A Ulo é uma câmera especial de monitoramento com detecção de movimentos e envio de notificações, vídeo e áudio via streming em tempo real — incluindo integração com email para registro de capturas.
Ela é compatível com iOS, Android, Windows Phone, OS X, Windows 10, Linux e outras plataformas e o grande charme/medo aqui é que os olhos da corujinha interagem com as pessoas, animais e ambiente, mudando suas expressões de acordo com o estado de vigilância. O gadget está por aí há algum tempo, mas agora conta com uma versão atualizada tão esquisita quanto os modelos anteriores.